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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 14 de junho de 2011

O EXERCÍCIO DO AMOR AO PRÓXIMO II


 
O homem solidário, jamais se encontra solitário.
O egoísta, nunca está solícito, por isso, sempre atormentado.
A essência do amor ao próximo é resumido em fazer ao próximo o que se quer para si mesmo. Para isso é necessário o desenvolvimento da consciência.
Todos nós trazemos em nossa própria consciência, as leis de Deus, mas que as esquecemos e as desprezamos.
Durante o processo de evolução, quando agimos como filhos pródigos – cultivando as questões egóicas, em detrimento das essenciais -, entramos num processo transitório de inconsciência, caracterizado pelo embotamento da própria consciência, pois ela jamais cessa.
Nesta fase de inconsciência relativa, o ser humano vivencia, intensamente, o desamor por si mesmo e, conseqüentemente, pelo próximo. O sentimento do egoísmo, egocentrismo e orgulho chegam ao auge.
Muitas vezes achamos que uma pessoa que cultiva o egoísmo, ama a si mesmo, pois quer tudo para si. Na verdade, o egoísmo representa o culto ao próprio ego, a personalidade transitória, caracterizando-se como um movimento de pseudo-amor por si mesmo, que se transforma no próprio desamor, pois dá origem ao orgulho, a ambição, a cupidez, a inveja, o ódio, o ciúme, como o irmão mais velho.
O egoísta cria uma energia negativa, em tono de si mesmo, que o isola dos outros. Esse isolamento deixa o egoísta tão mal que, por inveja e despeito, ele quer que os outros também fiquem mal, para que ele acredite estar bem. Por isso o egoísta quer o seu bem, em detrimento do dos outros, que em realidade é um pseudo bem, porque ninguém pode estar verdadeiramente bem, causando o mal aos outros.
Diferentemente, a pessoa que se auto-ama, de fato deseja o seu bem-estar, mas também deseja que todos desfrutem desse bem-estar.
Essa felicidade é resultado do auto-amor, gerador da fraternidade e da caridade, que conduz o ser humano a um estado de consciência tal, que o leva a perceber que, somente proporcionando a felicidade aos outros, é que estará verdadeiramente conseguindo a própria felicidade.
Enquanto esse estado de consciência não é alcançado, o que dita as relações sociais é o egoísmo, produzido pela inconsciência, ou o pseudo-altruísmo, pela ansiedade de consciência, cujas causas vamos analisar agora.
O ser humano estagia no cultivo das questões egóicas, devido à sua ignorância.
Essa fase de desenvolvimento espiritual é caracterizada por uma relativa inconsciência, pois ele deliberadamente a embota, fazendo com que o egoísmo determine as suas relações com o próximo.
A vinculação com outras pessoas será caracterizada pelo desamor, produzindo nele a indiferença, ou a crueldade, em relação aos outros.
Na conexão com o desamor, cultivamos, o egoísmo e o egocentrismo obtendo como resultado a crueldade, gerando na relação com os outros a violência, o desrespeito, maus-tratos, agressividade, ressentimentos, vingança, ódio, etc. Nesse movimento, de cunho reativo, há uma busca deliberada de prejudicar a pessoa com a qual está se relacionando.

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                                              

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