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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 17 de junho de 2011

O EXERCÍCIO DO AMOR AO PRÓXIMO IV


A maneira correta de proceder em relação a nosso próximo é tomar consciência plena de si mesmo, das suas tendências à indiferença ou crueldade, bem como ao sentimentalismo. É fundamental realizar consigo mesmo a técnica PARDA.
A realização desta reflexão profunda sobre si mesmo, vai proporcionar à pessoa, o desenvolvimento do dever consciencial que, ao contrário da culpa geradora da obrigação de realizar ações de benemerência – para anestesiar a ansiedade de consciência – leva a pessoa a exercitar o alo-amor. Conscientizando-se do quanto é boa a solidariedade para com as dificuldades alheias, transmuta a tendência, que muitos de nós ainda trazemos, de sermos indiferentes para com outras pessoas, devido a acomodação.
O dever provém de nossa própria consciência e começa em nós mesmos. O exercício do dever consciencial nos impulsiona a busca do bem, do bom e do belo. O seu exercício está condicionado ao livre-arbítrio.
Podemos passar por cima de nossa consciência, embotando-a ou mascarando-a, mas somente pela autoconscientização é que estaremos transmutando as paixões do egoísmo, egocentrismo, orgulho, para realizar o que a nossa consciência determina, libertando-nos, tanto da indiferença e da crueldade, quanto da ansiedade de consciência.
Essa autoconsciência produz um relacionamento com o próximo, baseado no movimento essencial, direcionado pela nossa essência de amor.
Diante das necessidades do próximo, a pessoa tem uma atitude de solidariedade, empatia e compaixão, isto é, ela colocar-se no lugar do outro, vendo-o como um ser em evolução, assim como ela também o é, com as mesmas necessidades de amar, ser amado e conquistar a felicidade e a plenitude. Ela faz o melhor que pode para ajudar o outro, sem querer resolver o seu problema, pois esta não é a sua função.
Cada um de nós necessita se responsabilizar pela própria vida. Com certeza, não gostaríamos que nos tratassem como coitados e incapazes de nos responsabilizarmos pela nossa própria vida. Por isso, toda ajuda é muito valiosa, desde que essa responsabilidade não seja suprimida.
Com tal postura, a pessoa simplesmente ajuda a outra a se ajudar. Ela age com responsabilidade diante do próximo, mantendo a sua individualidade e respeitando a individualidade dele, ajudando-o a desenvolver a responsabilidade por si mesmo.
O que a motiva é a consciência de si mesmo, como Ser Essencial, dotada da capacidade de amar e servir, fato que a plenifica.
Somente esse movimento essencial ode gerar o verdadeiro amor ao próximo, que é permanente, pois se baseia na empatia, solidariedade e compaixão.
As posturas egóicas são impermanentes, transitórias, gerando relacionamentos superficiais e patológicos, porque são originados do desamor ou pseudo-amor. Somente o amor pode vincular as pessoas umas às outras, através de laços indissolúveis, enquanto os laços do desamor e pseudo-amor são transitórios, como todos os sentimentos que provêm do ego.
Todas as pessoas que utilizam o estilo de vinculação através do ego, um dia despertarão para o verdadeiro vínculo, que pode se dar com a energia do amor. Isso vai nos possibilitar sentir que, em essência, estamos todos ligados pelos laços do amor, laços que transcendem a dimensão transitória do desamor e do pseudo-amor.
Resumindo: diante do nosso próximo, podemos agir de duas formas extremistas egóicas e uma essencial, equilibrada. Num dos pólos egóicos, de forma inconsciente, através da crueldade e indiferença. No outro, de forma pseudoconsciente, por consciência de culpa, geradora do sentimentalismo. O equilíbrio é o meio termo entre os extremos, no qual agimos de forma autoconsciente, gerando o dever consciencial, a compaixão e a solidariedade. Como todos estamos na condição de seres em evolução, ora estagiamos num pólo egóico, ora em outro e, muitas vezes, até em ambos, simultânea ou consecutivamente. Fundamental, portanto que desenvolvamos cada  vez mais em nó o dever consciencial  para que possamos exercitar o amor ao próximo, fazendo aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. 

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                                              

Um comentário:

Sandra Portugal disse...

Deixei uma surpresa para vc lá no blog no domingo! venha me visitar!
bjs Sandra
http://projetandopessoas.blogspot.com//