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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

O EXERCÍCIO DO AUTO-AMOR V



Elaboramos uma técnica para que possamos desenvolver esses preceitos: idealização, realização, eu idealizo e eu real, proporcionando o auto-encontro.
PARDA = para ser utilizada em situações nas quais há uma necessidade de conscientização de processos automáticos, que dificultam a prática do amor em nós mesmos.
É preciso tomar consciência de nossas ações, para que possamos nos libertar das tentações existentes em nosso próprio ego.
Só podemos mudar aquilo que reconhecemos em nós mesmos.

Técnica PARDA para Exercitar o Amor



  • P = percepção
  • A = aceitação
  • R = reflexão
  • D = decisão
  • A = ação



P = percepção: é o primeiro passo no processo da vigilância, pois não podemos mudar algo que não percebemos. Para cultivar pensamentos e sentimentos amorosos, é preciso perceber, de forma plena e consciente, a nós mesmos.
A percepção deve ser isenta de julgamentos de certo e errado. Há uma tendência em nossa cultura, de julgarmos as nossas ações de forma dualista: pecado/acerto, mal/bem, mau/bom, etc.
Sabemos que esses processos acontecem em nós, quando nos afastamos do amor. O problema é que o julgamento de valor gera o movimento da culpa, ou da desculpa, que nos distancia mais ainda do amor.
A percepção deve ser fruto de uma observação amorosa de nós mesmos. Para que possamos fazer isso, é necessário nos vermos como Seres Essenciais, espíritos simples e ignorantes em processo de evolução, que têm o direito de errar para evoluir. Essa atitude de vermos a nós mesmos, em essência, vai nos ajudar a perceber que temos um ego, mas que somos mais do que ele.
Todos os seres humanos possuem um ego e por isso temos pensamentos, sentimentos e comportamentos egóicos, negativos. Esse movimento egóico nos leva a fazer coisas negativas, tanto para nós, quanto para os outros.
A observação amorosa de nós mesmos nos levará, apenas, a classificar os nossos movimentos em egóicos (portanto negativos, necessitando de transmutação, de reparação e não de julgamento), ou em essenciais, com cujas qualidades estaremos transmutando o movimento egóico.
Todos nos encontramos nas mesmas condições, por isso necessitamos que vejamos tanto nós mesmos, quanto aos outros, com compaixão, como o pai recebeu o Filho Pródigo, no qual vamos ver que, por trás do erro, existe um ser humano desejando acertar, mesmo que ainda não tenha consciência disso.
Portanto, o sentimento amoroso da compaixão, em substituição ao julgamento, vai auxiliar a nos aceitarmos como somos e aos outros como eles são, compreendendo as atitudes egóicas que temos e que os outros têm. Essa atitude é o que nos proporciona levar a vida com mais leveza. É também o princípio que vai nos conduzir ao alo-amor, pois nos leva a sermos condescendentes com os erros dos outros.
A questão do julgamento e da culpa que se segue a ele, está muito presente em nós.
Outro ponto importante é analisar o movimento que temos, em relação à idealização e realização. É necessário perceber a diferença existente entre o eu idealizado e o eu real. Perceber que não somos pessoas perfeitas, nem pessoas execráveis. Por isso a compaixão é tão importante, pois nos leva, apesar de nossas imperfeições, a buscarmos o melhor para nós mesmos, dentro da realidade possível.
Para nós a realidade ainda não é possível ser perfeita, ideal, mas é possível ser aperfeiçoada a cada instante, já que se busca sempre um ideal a ser realizado.
O real vai estar cada vez mais próximo do ideal, quanto maior for o nosso esforço. É necessário todo um exercício da vontade, com persistência e perseverança, para tornarmos, cada vez mais, o real ideal e o ideal possível de ser realizado.

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho  

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