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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 13 de agosto de 2011

PAIS


 

                Criou-se em torno da função dos pais tantas expectativas e paradigmas, que eles deixaram de ser simplesmente homens e mulheres e passaram a ser criaturas idealizadas.  
                 Há uma grande diferença entre ser pessoa e ser função. Aliás, ser é verdadeiro e concreto, enquanto que função é passageira e temporal.
                Obviamente que quem é mãe ou pai biológico sempre o será; no entanto, sua função termina com o desenvolvimento e a maturidade dos filhos. Todavia, há adultos que, consciente ou inconscientemente, para não perderem jamais o seu papel social de dominador, educador e protetor, preferem ver os filhos, embora crescidos, infantilizados.
                No reino animal, vemos claramente o casal estimular os filhotes a ser independentes, ajudando-os a assumir a própria vida. Aves marinhas, que fazem ninhos em altíssimos rochedos quando percebem que suas crias estão aptas a voar, empurram-nas com o bico, lançando-as das alturas, sem a preocupação de que vão voar ou não, pois confiam nos instintos criados pela Natureza.
                Não nos esqueçamos de que também somos Natureza, porquanto temos forças instintivas que não podemos subestimar.
                Há técnicas impulsivas e automáticas em todos os seres humanos, utilizadas inconscientemente pelas crianças para se libertarem do domínio dos adultos, técnicas essas que podemos denominar de humanização dos pais. Consistem em reelaborar e transformar crenças incutidas na infância relativas aos atributos supostamente divinos ou à idolatria dos pais.
                De repente, os adultos começam a ser vistos não mais como deuses, e sim como criaturas comuns. Deixam de ser perfeitos e puros e passam a ser observados em suas fraquezas, erros, injustiças, sexualidade, desacertos e outras tantas características humanas.
                Essa humanização, muitas vezes, não é bem recebida pelo casal. Eles se vêem inseguros, desprestigiados, receando perder a afeição, obediência e respeito das crianças.
                Os pais imaturos e despreparados são os que mais rejeitam e hostilizam as iniciativas de autonomia dos filhos. Prendem as crianças ao seu redor, sentindo-se frágeis e incapacitados, por acreditarem que elas ao se libertarem da dependência, deixarão de amá-los e considera-los.
                Muitos desses pais só aprenderam a perpetuar a função paterna e/ou materna. Por isso têm tanto medo de perder a única finalidade de sua existência.
                Antes de a criatura estar família, ela é um ser imortal em evolução. Entretanto, no ambiente doméstico, não podemos esquecer jamais a nossa condição humana, para que não nos percamos entre ilusões e fantasias de seres idealizados como perfeitos, intocáveis e superiores.
                Ser qualifica-se como: possuir presença e existência real; estar, ao contrário, entende-se como: encontrar-se provisoriamente em determinada situação, lugar e momento.
                Portanto, os verbos ser e estar deverão fazer parte de nossas constantes indagações, para que possamos nos identificar ou desidentificar com pessoas, posições, lugares e situações, promovendo assim o exercício do desapego e da individualização.


Do livro: UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                    

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3 comentários:

Entrevidas disse...

Parabens a todos eles mesmo assim, porque amanhã é o dia em omenagens a eles. Beijos

Zélia Cunha disse...

Um belo texto para refletirmos. Passei para desejar-lhe um lindo fim de semana.
Muita luz para você1
Bjos
Zelia

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida Denise
Espero que tenha tido um pai como o meu...
Tenha um lindo dia abençoado e feliz!!!
Bjs de paz