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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 29 de janeiro de 2012

POBREZA


Quando um espírito não se julga suficientemente prevenido contra as seduções da riqueza, deverá afastar-se dessa prova perigosa, dar preferência a uma vida simples, que o isole das vertigens da fortuna e da grandeza. Se, apesar de tudo, a sorte do destino designá-lo a ocupar uma posição elevada neste mundo, ele não deverá regozijar-se, pois, desde então, são muito maiores as suas responsabilidades e os seus compromissos. Mas também não deve lastimar-se, no caso de ser  colocado entre as classes inferiores da sociedade. A tarefa dos humildes é a mais meritória; são estes os que suportam todo o peso da civilização, é do seu trabalho que a humanidade vive e se alimenta. O pobre deve ser sagrado para todos, porque foi nessa condição que Jesus quis nascer e morrer; da pobreza também saíram Epicteto, Francisco de Assis, Miguel Angelo, Vicente de Paulo, e tantos outros grandes espíritos que viveram neste mundo. Eles sabiam que o trabalho, as privações e o sofrimento desenvolvem as forças viris da alma e que a prosperidade aniquila-as. Pelo desprendimento das coisas humanas, uns acharam a santificação, outros encontraram a potência que caracteriza o gênio.
A pobreza ensina a nos compadecermos dos males alheios e, fazendo-nos melhor compreendê-los, une-nos a todos os que sofrem; dá valor a mil coisas indiferentes aos que são felizes. Quem desconhece tais princípios, fica sempre ignorando um dos lados mais sensíveis da vida.
Não invejemos os ricos, cujo aparente esplendor oculta muitas misérias morais. Não esqueçamos de que sob o cilício da pobreza ocultam-se as virtudes mais sublimes, a abnegação, o espírito de sacrifício. Não esqueçamos jamais que é pelo trabalho, pelo sofrimento e pela imolação contínua dos pequenos que as sociedades vivem, protegem-se e renovam-se.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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2 comentários:

Maysa disse...

olá Denise um bom domingo e uma semana tbém,
forte abraço
elisa

Jorge (Nectan) disse...

Dar valor ao estar do que ao ser é não viver a plenitude das experiências. Somos ricos, sim, mas em valores espirituais pois somos filhos de Deus; portanto, perfectíveis. E este o nosso objetivo. Valorizemos, pois, a nossa condição hoje, que é a nossa necessidade e/ou merecimento.
Anjo, uma ótima semana prá você!!
Beijo