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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 28 de maio de 2013

AUTO-DESCOBRIMENTO I


O homem, realmente não se conhece. Identifica e perse­gue metas exteriores. Camufla os sentimentos enquanto se esfalfa na realização pessoal, sem uma correspondente iden­tificação íntima.
A experiência, em qualquer caso, é um meio propiciador para o autoconhecimento, em razão das descobertas que en­seja àquele que tem a mente aberta aos valores morais, inter­nos. Ela demonstra a pouca significação de muitas conquis­tas materiais, econômicas e sociais diante da inexorabilidade da morte, da injunção das enfermidades, especialmente as de natureza irreversível, dos golpes afetivos, por defrontar-se desestruturado, sem as resistências necessárias para suportar as vicissitudes que a todos surpreendem.
O homem possui admiráveis recursos interiores não ex­plorados, que lhe dormem em potencial, aguardando o de­senvolvimento. A sua conquista faculta-lhe o autodescobri­mento, o encontro com a sua realidade legítima e, por efeito, com as suas aspirações reais, aquelas que se convertem em suporte de resistência para a vida, equipando-o com os bens inesgotáveis do espírito.
Necessário recorrer a alguns valores éticos morais, a co­ragem para decifrar-se, a confiança no êxito, o amor como manifestação elevada, a verdade que está acima dos capri­chos seitistas e grupais, que o pode acalmar sem o acomodar, tranqüilizá-lo sem o desmotivar para a continuação das bus­cas.
Conseguida a primeira meta, uma nova se lhe apresenta, e continuamente, por considerar-se o infinito da sabedoria e da Vida.
É do agrado de algumas personalidades neuróticas, fugi­rem de si mesmas, ignorarem-se ou não saberem dos acon­tecimentos, a fim de não sofrerem. Ledo engano! A fuga atur­de, a ignorância amedronta, o desconhecido produz ansieda­de, sendo, todos estes, estados de sofrimento.
O parto produz dor, e recompensa com bem-estar, ense­jando vida.
O autodescobrimento é também um processo de parto, impondo a coragem para o acontecimento que libera.
Examinar as possibilidades com decisão e enfrentá-las sem mecanismos desculpistas ou de escape, constitui o passo ini­cial.
A verdade é o encontro com o fato que deve ser digerido, de modo a retificar o processo, quando danoso, ou prosseguir vitalizando-o, para que se o amplie a benefício geral.
Ignorando-se, o homem se mantém inseguro. Evitando aceitar a sua origem tomba no fracasso, na desdita.
Ademais, a origem do homem é de procedência divina. Remontar aos pródromos da sua razão com serena decisão de descobrir-se, deve ser-lhe um fator de estímulo ao tentame. O reforço de coragem para levantar-se, quando caía, o ânimo de prosseguir, se surgem conspirações emocionais que o inti­midam, fazem parte de seu programa de enriquecimento in­terior.
O auto-encontro enseja satisfações estimuladoras, saudá­veis. Esse esforço deve ser acompanhado pela inevitável con­fiança no êxito, porqüanto é ambição natural do ser pensante investir para ganhar, esforçar-se para colher resultados bons.

(continua)

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis


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