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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 22 de maio de 2013

MECANISMOS DE FUGA DO EGO II


Deslocamento

A consciência exerce sobre a pessoa um critério de censura, face ao discernimento em torno do que conhece e experiencia, sabendo como e quando se pode fazer algo, de maneira que evite culpa. Nesse discernimento lúcido, quando surge um impulso que a censura da consciência proibe apresentar-se sem reservas, o ego produz um deslocamento.
Freud havia identificado essa capacidade de cen­sura da consciência, que situou como superego.
Quando se experimenta um sentimento de revol­ta ou de animosidade contra alguém ou alguma coi­sa, mas que as circunstâncias não permitem expres­sar, o ego desloca-o para reações de violência contra objetos que são quebrados ou outras pessoas não envolvidas na problemática.
Na antiga arena romana ou nos atuais ringues de boxe se traduzem esses sentimentos recalcados, con­tra a vítima momentânea, deslocando a fúria oculta, que se mantém contra outrem, nesse ser desamparado.
Subconscientemente, a pessoa que apóia o do­minador e pede-lhe para extinguir o contendor, man­tém hostilidade que reprime, impossibilitada pelas con­venções sociais ou circunstanciais de exteriorizá-la.
A hostilidade da criatura leva-a a reagir sempre através de motivos reais ou imaginários. Um olhar, uma palavra malposta, uma expressão destituída de mais profundo significado, são suficientes para pro­vocar um deslocamento, uma atitude agressiva.
Face a essa postura, há uma tendência para ca­muflar os significados perturbadores da vida.
Ao re­primi-los, adota-se um comportamento agradável para o ego. Esse mecanismo é de fácil identificação, pois que o ego procura uma vivência de qualquer acontecimento sem sentido, para ocultar um grave problema que não deseja enfrentar conscientemente.
Essa reação pode decorrer, também, de um am­biente hostil no lar, onde a pessoa se acostumou a deslocar os sentimentos que cultivou, na convivência doméstica, e não deseja reconhecer como de nature­za agressiva.
Somente uma atitude de auto-reflexão consegue despertar o indivíduo para a aceitação consciente do seu self, sem disfarce do ego, não deslocando rea­ções para outrem e lutando contra as perturbações psicológicas.

(continua)

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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