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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 1 de maio de 2013

ORGULHO II


               
A autêntica relação de ajuda entre as pessoas consiste em estimular a independência e a individualidade, nada se pedindo em troca. Ninguém deverá ter a pretensão de ser salvador das almas.
                A compulsão de querer controlar a vida alheia é fruto de nosso orgulho.
                O ser amadurecido tem a habilidade perceptiva de diagnosticar os processos pelos quais a evolução age em nós; portanto, não controlam, mas sim cooperam com o amor e com a liberdade das leis naturais.
                Nenhuma pessoa pode realizar a tarefa de outra. As experiências pelas quais passamos em nossa jornada terrena são todas aquelas que mais necessitamos realizar para nosso aprimoramento espiritual.
                Muitos de nós convivemos, outros ainda convivem, com indivíduos que tentam cuidar  de nosso desenvolvimento espiritual, impondo controle excessivo e disciplina perfeccionista, não respeitando, porém, os limites de nossa compreensão e percepção da vida.
                São censuradores morais, incapazes de compreender as dificuldades alheias, pois não entendem que cada alma apenas pode amadurecer de acordo com o grau de desenvolvimento de seu potencial interno.
                Não se tem notícias de que Jesus impusesse cobranças ou tivesse promovido convites insistentes ao crescimento das almas. Teve como missão, na Terra, ensinar-nos serenidade e harmonia, para entrarmos em comunhão com Deus em nós.
                Confiava plenamente no Sábio e Amoroso Poder que dirige o universo e, portanto, respeitava os objetivos da natureza, que age no comportamento humano, desenvolvendo-o de muitas maneiras. Sabia que a evolução ocorre de modo inevitável, recebendo ou não ajuda dos homens.
                O Mestre entendia que, se combatêssemos e lutássemos contra nossos erros, poderíamos potencializá-los. Nunca usava de força e imposição, mas de uma técnica para que pudéssemos desenvolver a virtude oposta.
                Não censura ou critica a atitude inadequada, mas propicia o desenvolvimento da autoconfiança, para que a pessoa encontre por si mesma seus valores internos.
                Nunca amadureceremos, se deixarmos os outros pensarem por nós e determinarem nossas escolhas.
                Não é a ajuda real, a que se referia Jesus, a crítica moralista, o desejo de reformar os outros, o controle do que se deve fazer ou não fazer. Antes, tais comportamentos revelam os traços de caráter dos indivíduos orgulhosos e ainda distanciados da autêntica cooperação no processo de evolução – que não os deixam perceber  que ocorre naturalmente na intimidade das criaturas.

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed         


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