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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 15 de outubro de 2013

CONDIÇÕES DE FELICIDADE I

  
     Como decorrência de uma visão caótica e pessi­mista da vida, estabeleceu-se que a felicidade resulta do triunfo em qualquer área e dos prazeres de rápido deleite, o que deu origem aos de natureza material, portanto sensuais, como o orgasmo, o dinheiro, o êxi­to com todo refinamento de sucedâneos, desde a alimentação aos relaxantes banhos, massagens, varia­ções de moda, frivolidades... Apesar do bem-estar que proporcionam, cedem lugar a outros anseios, convertendo-se em tormentos — conscientes ou não — ge­radores de conflitos por competitividade, como di­ante do inevitável desgaste corporal face à idade e à doença, às fugas espetaculosas para os alcoólicos, drogas aditivas, tabaco ou depressões profundas...
Além desses, surgem, como metas felizes, os pra­zeres emocionais, que induzem aos relacionamentos humanos, promocionais, de lideranças e representa­ções sociais, políticas, econômicas, religiosas, porta­doras de grande valorização para o ego.
Essas metas, que são gratificantes, também têm o sentido do efêmero, tão rápidos são os relaciona­mentos, e perturbadores os status humanos, que não preenchem os vazios interiores.
Somente quando há uma reciprocidade honesta nesses relacionamentos, quando o intercâmbio se expressa leal e afetivo, é que a felicidade se estabelece, visto que, do ponto de vis­ta psicológico transpessoal, ela é o amar, possuir a capacidade de amar plenamente, sem imposições nem paixões egóicas.
Esse amor não pede e sempre doa; não tenta mo­dificar os outros e sempre se aprimora; não se rebela nem se decepciona, porquanto nada espera em retri­buição; não se magoa nem se impacienta — irradia-se, qual mirífica luz que, em se expandindo, mais se potencializa.
Porque esse amor não tem apego, nunca é pos­sessivo, portanto faz-se libertador, infinito, não se con­fundindo com a busca do relacionamento sexual, que pode estar embutido nele, sem lhe ser causalidade. O prazer que gera na comunhão dos sentidos não éfundamental, embora seja contributivo.
A saúde, nos seus vários aspectos, depende mui­to do amor, especialmente a de natureza psicológica, emocional, resultante, quase sempre dos relaciona­mentos íntimos, conjugais, como mecanismo comple­tador da harmonia pessoal. Esse contributo do amor preserva também o equilíbrio mental, sem o qual a felicidade se torna uma utopia paranóica. Nesse caso, o relacionamento proporciona um bem-estar igualmen­te físico e espiritual, já que não se pode dissociá-los, enquanto na conjuntura carnal.
Para esse amor de plenitude torna-se indispensá­vel uma entrega autêntica, sem subterfúgios, sem aparências, fazendo-se que sejam retiradas as más­caras e as sujeições.

(continua)

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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2 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Amiga Denise, ah, como o mundo seria melhor, se não houvesse esse quase desespero pela busca das compensações fugidias através do prazer desenfreado, do entorpecimento dos sentidos através da drogas e até da preocupação viciada de agir nos ditames modísticos, muitas vezes ditados pelos canais midiáticos.
Um abraço daqui do sul do Brasil.

tesco disse...

É impressionante como a maior parte da humanidade somente vê os objetivos materiais, parece que têm antolhos.
Sucesso, felicidade, lazer, prazer, novidade, tudo se resume a objetos materiais.
O excesso dessa tendência, porém, tem um resultado: Leva à sensação de que não aparecem coisas novas, "É tudo 'mais do mesmo'", como ressaltou, recentemente, uma blogueira, referindo-se à literatura. Oxalá, isso os desvie para um outro caminho mais espiritual.
Beijos.