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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

VÍCIO II

           
                A obesidade nasce da falta de coragem para enfrentar novas experiências; é a compensação que a criança carente, existente no adulto, encontra para sentir-se protegida.
                A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.
                Paralelamente, encontramos também na dependência da comida um vício alicerçado no medo de viver. O temor das provas e dos perigos naturais da caminhada terrena pode nos levar a uma suposta fuga.
                Os dependentes negam seu medo e se escondem à beira do caminho. Interrompem a procura existencial, dificultando, assim, o fluxo do desenvolvimento espiritual que acontece através da busca do novo. A evolução tudo melhora, sempre esteve e sempre estará desenvolvendo, desde os menores reinos da natureza até as mais complexas estruturas da consciência humana.
                O vício aparece constantemente onde há uma inadaptação à vida social. Por incrível que pareça, o viciado é um conservador, pois não quer correr o risco de se lançar à vida, tornando-se, desse modo, um comodista por medo do mundo que, segundo ele, o ameaça.
                Os vícios ou hábitos destrutivos são, em síntese, métodos defensivos que as pessoas assumiram nesta existência, ou mesmo os trazem de outras encarnações, como uma forma inadequada de promover segurança e proteção.
                Assim considerando e a fim de nos aprofundar no assunto, para saber lidar melhor com as chamadas viciações humanas, devemos perguntar a nós mesmos:
                Como organizamos nossa personalidade? Como eram as crenças dos adultos com os quais convivemos na infância? Que tipo de atos permitimos ou proibimos entrar nesse processo? Quais as linhas de conduta que nos foram fechadas, ou quais os modelos de vida que priorizamos em nossa organização mental?
                Somente aí, avaliando demoradamente os antecedentes de nossa vida, é que estaremos promovendo uma auto-análise proveitosa, para identificarmos nossos padrões de pensamentos deficitários, diferenciando aqueles que nos são úteis daqueles que não nos servem mais. Dessa forma, libertamo-nos das compulsões desgastantes e dos hábitos infelizes.
                Não nos esqueçamos, contudo, de que, conforme as afirmações dos Nobres Espíritos da Codificação, o homem tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização, considerando, obviamente, que todo excesso é produto de uma viciação em andamento.

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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2 comentários:

Mari Rehermann disse...

Quando estou ansiosa, sinto fome o tempo todo...nesses momentos, sempre fico acima do meu peso, é difícil controlar! Agora, a culpa é do final da faculdade...mas já estou organizando minha mente em busca de metas para mudar isto, ou corro o risco de não poder usar o vestido de formatura aberto nas costas que eu tanto quero!! Melhor do que simplesmente tentar combater as causas dos vícios, é entender porque eles existem, para então começar a mudança!

Tenha uma tarde iluminada!!
Beijinhos!!♥

tesco disse...

O passo inicial para combater vícios já está bem delineado: Auto-análise para determinar o que nos serve ou não. O problema está em começar qualquer reforma moral. É como limpar gavetas, a gente olha o que não serve mais... e guarda de novo!
Para muita gente, incluindo eu, torna-se difícil jogar o passado fora. Mas é algo imprescindível.
Beijos.