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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

CONDIÇÕES DE FELICIDADE II


A felicidade se estabelece quando os dois níveis — físico e mental — harmonizam-se, ensejando o prazer emocional e transpessoal.
Nesse passo alcança-se, mediante a criativida­de, o prazer mental, o bom direcionamento da men­te, que consegue alterar para melhor a compreensão do mundo.
Esse sentido da vida, essa finalidade induz a sa­crifícios de bens, riquezas, relacionamentos, para a entrega à inspiração, do significado à busca da felici­dade. Tal prazer não se restringe apenas à arte em si mesma, ou à cultura, porém, à vida e aos seus valores, às realizações no campo pessoal, com vistas ao bem da humanidade, à superação do ego.
Um dos pontos-chave da desdita, como dos con­flitos, reside na evocação dos acontecimentos infantis menos felizes, que ressumam freqüentemente em res­sentimentos e torturas.
A crença indevida de que a infância tranqüila, descuidada, sem preocupações, seria um período sem traumas, nem sempre cor­responde à realidade. Sem dúvida, uma infância rósea é fator positivo, porém, não essencial à felici­dade.
Certas constrições e castrações, o relacionamen­to com a mãe, as inibições e pavores infantis geram inegavelmente tormentos que surgem e ressurgem em todos os demais períodos da existência. Apesar dis­so, em uma visão transpessoal da vida e do ser, cada um traz consigo as predisposições comportamentais e cármicas para a atual experiência, convivendo com os fatores que merece, graças aos quais deve amadu­recer emocionalmente e dispor-se para a auto-realização.
Qualquer tipo de crescimento, especialmente psi­cológico, redunda em sofrimento emocional.
A liber­tação de uma fase — infantil, adolescência, idade da razão — ocorre como se fora um parto com dor, culmi­nando, biologicamente, com a terceira idade, quan­do se dá a morte do invólucro carnal.
Os períodos infantil e adolescente são decisivos na existência, e todas as pessoas passam por dificul­dades e crises durante a formação da personalida­de, favorecendo conflitos compreensíveis, que levam à independência pessoal. Nem todos logram vencer as tensões internas e externas que se estabelecem a partir de então. É, no entanto, nessa fase que se defi­nem os rumos futuros do comportamento, necessi­tando-se de psicoterapias emocionais e espirituais, próprias para a libertação. Mesmo essa ocorrência, feliz ou desventurada, e sua aceitação, com o conse­quente crescimento, têm a ver com a estrutura pro­funda do self, a realidade do Espírito.
Naturalmente, as recordações infantis positivas ficam submersas, sob aquelas negativas, em razão da valorização do desagradável marcar mais o ser, do que os outros, que deveriam ser mais considerados. Tra­ta-se de um atavismo masoquista inconsciente, que predomina em a natureza humana. Assim, os proble­mas existenciais podem perturbar a identidade, quando o ser é frágil, psicologicamente, e sem expe­riências desafiadoras, espiritualmente. Mesmo nas infâncias assinaladas por dificuldades, há muita be­leza a recordar e momentos inesquecíveis, que são inerentes a essa fase, exceção feita às personalidades psicopatas e arredias, que cultivam, no seu mu­tismo ou exacerbação, os conflitos de que padecem.
Seja, porém, qual for a herança infantil que se car­regue, a busca da felicidade não deve sofrer solução de continuidade, especialmente se as vivências são conflitivas, merecendo, nesse caso, mais intensidade de reidentificação com o self.
Avançando-se terapeuticamente para a libertação dos traumas, com a fixação dos propósitos e logros de saúde emocional, consegue-se dar o passo primeiro para a conquista da felicidade que logo virá.

(continua)


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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2 comentários:

Anne Lieri disse...

Oi Denise! Gosto de ler suas postagens e aprendo muito. A infancia não é mesmo só de alegrias e até Chico Xavier teve uma infancia bem sofrida.Apesar disso cresceu sem rancor e só fez o bem. Creio que é um exemplo maravilhoso para nós!Bom demais te visitar! bjs,

tesco disse...

Harmonia entre o físico e o mental estabelece a felicidade?
Que bom, sou feliz desde criança!
Nada de infância rósea, criança pobre e com pai autoritário, nem por isso tenho experiência amargas pra relembrar e, mesmo se as tivesse,"para que recordar o que chorei?" (Carlos Dafé).
Beijos.