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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CONSTRUINDO AFEIÇÕES

              
                Comum algumas pessoas, ao conhecerem alguém como que instantaneamente surge afinidade, imaginar que essa ligação é antiga e remonta a outras existências.
                Já vi várias vezes isso acontecer. Há uma espécie de entusiasmo, uma ligação que se faz com o seguinte cálculo: conversa agradável + idéias semelhantes = amigo de existência pretérita.
                Parece que isso de certa forma as deixa mais próximas. É um amigo de outras épocas, dizem empolgadas com a semelhança das idéias. E colocam-se a imaginar quais as situações que já vivenciaram junto àquela alma recém apresentada pela vida.
                Quando o assunto vai para o lado do relacionamento romântico as coisas tendem a tomar uma proporção ainda maior: Encontrei minha alma gêmea, ou a “tampa da panela”, exclamam os mais entusiasmados.
                Porém, vamos verificar se isso é uma regra, ou seja, se toda afinidade provém de ligação anterior, em fonte segura: a Doutrina Espírita.
                O que diz o espiritismo?
                É possível reencontrar almas que já conhecemos de outras existências?
                Obviamente que sim. Podemos, claro, reencontrar espíritos que já estiveram junto a nós. Todavia, tanto podem ser almas simpáticas como almas antipáticas. No entanto, vale considerar ponto importante: não é porque surgiu a afinidade automática e as idéias se encontraram que, necessariamente, já conhecemos de outras existências determinadas pessoas. Não é bem assim que funciona e os espíritos, quando indagados por Kardec, na questão 387 de O Livro dos Espíritos, sobre se a simpatia vem sempre de uma existência anterior, responderam: “Não, dois espíritos que se compreendem procuram-se naturalmente, sem que necessariamente se tenham conhecido em encarnações passadas”.
                Pois bem. A resposta é bem clara e auxilia-nos a desmistificar essa questão de que se há afinidade é porque havia o conhecimento de outra existência. Nada disso. As almas afins, que vibram em sintonia semelhante, procuram-se e encontram-se sem necessitarem ter-se conhecido antes.
                Não há passaporte para a construção de novas amizades!
                O mais interessante disso tudo é a possibilidade de estarmos ampliando nossa família espiritual ao estabelecermos contatos com os mais diversos espíritos que habitam o universo.
                Novas amizades, pessoas diferentes a nos estimular o desenvolvimento e o progresso.
                Prova da bondade de Deus que não nos deixa presos a determinado círculo de conhecimento anterior. Há sempre a oportunidade de, a partir de um momento de nossa existência, construirmos novas afeições, o que, diga-se de passagem, é enriquecedor.
                Compreendemos, então, que a nossa família é a universal. A partir do momento em que formos evoluindo iremos gradativamente construindo amizade com todas as criaturas que a vida nos apresentar, sem, claro, a preocupação demasiada de ser ou não nosso amigo de existência anterior.
                Quanto maior nossa família espiritual, mais à vontade nos sentiremos em nosso lar: O universo!

Wellinton Balbo


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2013


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Um comentário:

Dilmar Gomes disse...

Amiga Denise, à medida que vou lendo teus posts, constato a necessidade de estudar mais o livro dos espíritos e Evangelho segundo.... Claro que apenar ler as obras básicas de A Kardek não é tudo, se não pusermos o mínimo que seja da doutrina em prática, mas, por outro lado, antes de mais nada é necessário a instrução...
Um abraço. Tenhas uma boa de paz.