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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 30 de junho de 2016

A TRAGÉDIA DO RESSENTIMENTO II

                O ressentimento é tóxico que mata aquele que o carrega. Enquanto vibra na emoção, destrambelha os equipamentos nervosos mais sutis e produz disritmia, oscilação de pressão, disfunções cardíacas.
                Não vale a pena deixar-se envenenar pelo ressentimento.
                Nem sempre ele se manifesta com expressões definidas, camuflando-se nas fixações mentais e, às vezes, passando despercebido.
                Há pessoas ressentidas que se não dão conta.
                Um autoexame enérgico auxiliar-te-á identifica-lo nos refolhos da alma. Logo depois, prosseguindo na sua busca e análise, descobrirás as suas raízes, quando teve ele início e por que se te instalou no ser, passando a perturbar-te.
                Verificarás, surpreso, que és responsável por lhe dares guarida e o vitalizares, deixando-te por ele consumir.
                Os indivíduos que te foram cruéis – familiares, conhecidos, mestres – na infância e durante a vida, não tinham nem têm dimensão do que fizeram ou estão a fazer. Nem sequer se aperceberam dos seus desmandos e incoerências em relação a ti. A seu turno, sofreram as mesmas agressões, quando crianças, e apenas reagem conforme haviam feito outros em relação a eles.
                O teu primeiro passo será compreendê-los, considerando-os sem responsabilidade nem esclarecimento, sem má intenção em relação a ti. Mediante tal recurso os compreenderás e os perdoarás posteriormente, liberando-te.
                Arrancada a causa injusta do ressentimento, despertarás de imediato em paisagem sem sombras, redescobrindo a vida e desarmando-te em relação às outras pessoas com quem antipatizavas ou das quais te mantinhas em guarda.
                Ademais, o mal que te façam, somente te perturbará se o permitires, acolhendo-o. em caso contrário, tornará à sua origem.
                Vive, pois, sem mágoas.
                Depura-te. Ressentimento, nunca.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A TRAGÉDIA DO RESSENTIMENTO I

                As pressões psicossociais, socioemocionais, econômicas e de outras origens desencadeiam distúrbios variados, nos quais mergulha uma larga faixa da sociedade.
                Provocando medo, ansiedade, amargura, desarmonizam o sistema nervoso dos seres humanos, conduzindo a neuroses profundas que, quase sempre somatizadas, são responsáveis por enfermidades alérgicas, digestivas, do metabolismo em geral, facultando a instalação de processos degenerativos.
                Os temperamentos frágeis, sob pressão, procuram realizar mecanismos de fuga, caindo em estados fóbicos e depressivos ou recorrendo à violência como forma de afirmação e defesa da personalidade.
                Muitos resíduos psicológicos se lhes instalam no campo emocional e mental, dando lugar a perturbações de comportamento e a doenças diversas, que permanecem sem diagnose adequada.
                Pessoas mais sensíveis, que não conseguem suportar e superar esses fenômenos das pressões constritoras, refugiam-se em ressentimentos que as infelicitam e predispõem-nas a reagir sempre, desferindo dardos venenosos contra aqueles que se lhes transformam em inimigos reais ou imaginários.
                Algumas intoxicam-se de mágoas e fenecem. Outras, inconscientemente, tornam-se  vítimas de insucessos afetivos, financeiros e sociais. Diversas fracassam na autoestima, desvalorizando-se e fazendo o jogo da autodestruição.
                O ressentimento é responsável por muitas das tragédias do cotidiano.
                                                                                                                                                 
Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google       

terça-feira, 28 de junho de 2016

SUICIDAS TAMBÉM III

                Acautela-te, nas atitudes e comportamentos sadios, preservando a dádiva do corpo com que a Vida te honra, no processo inevitável da evolução.
                Ora e medita, anulando as constrições negativas de que sejas objeto.
                Ama e serve indistintamente, arrebentando as algemas morais e emocionais que desejem reter os teus movimentos nobres.
                ...E em qualquer situação, segue Jesus, sustentado na fé imortalista, guardando a certeza de que tudo quanto te aconteça ocorre sempre para o teu bem, se te souberes conduzir na difícil circunstância. Por fim, tem em mente que a madrugada colore a treva, suavemente, enquanto a sombra campeia, e que a ressurreição ditosa chegará somente após a passagem pelo túmulo, onde todos despertam para a realidade insofismável da vida.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 27 de junho de 2016

SUICIDAS TAMBÉM II

                O suicídio, que decorre do gesto alucinado, levando a vítima a perder os contornos da realidade, choca e produz comoção geral.
                O suicídio lento, desgastante e fatal, porém, passa despercebido.
                Pululam, na atualidade, em todos os níveis sociais e econômicos, as vítimas da auto-destruição, por equívocos morais, excessos físicos e leviandades espirituais.
                Fumantes inveterados, toxicômanos irresponsáveis, alcoólatras sistemáticos, sexólatras atônitos padecendo de estranhas e rudes obsessões, já se encontram a largo trecho da estrada do suicídio infeliz.
                Há outras formas de anulamento da vida física, a que se entregam inumeráveis vítimas inermes.
                ... No entanto, há tanta beleza e amor convidando à vida!


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 24 de junho de 2016

SUICIDAS TAMBÉM I

                Os vapores da ira cultivada perturbam o equilíbrio da emoção.
                Os tóxicos da angústia vitalizada envenenam os centros da harmonia psíquica.
                As viciações mentais ou físicas mantidas interferem no metabolismo físio-psicológico.
                A insatisfação demorada desarticula o ritmo da máquina orgânica.
                A rebeldia sistemática dá gênese a enfermidades complexas.
                A ociosidade responde por inúmeros distúrbios psíquicos.
                A ansiedade contínua leva às alienações.
                O ciúme envilece o caráter e desconcerta a vida.
                A avareza tisna o discernimento e perturba a organização fisiológica.
                Quantos cultivam estes e outros semelhantes vírus perigosos adoecem, avançando, insensatamente, para o autocídio total.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 23 de junho de 2016

MARCAS DE DEUS

Amor sem sofrimento
É fogo para a cinza.

Ser pessoa querida
Pode ser qualquer um.

Amar sem ter o amor
É construir nos Céus.

Quem ama aceita os outros
Sem mudar-lhes a vida.

A abelha colhe o mel
Sem alterar a flor.

Amor e sacrifício
São as marcas de Deus.


Fonte: Algo Mais – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

quarta-feira, 22 de junho de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Não consigo esquecer minha cachorrinha que desencarnou recentemente. Choro constantemente e sofro muito. Eu a tinha como uma filha. Será que ela sofre também com essa separação?
Resposta - De acordo com informações adquiridas de nossos Amigos Espirituais, sabemos que os animais, mesmo estando desencarnados, sofrem a influência de nossos lamentos e pensamentos de desalento, tanto quanto aconteceria se lamentássemos por um espírito humano de algum parente ou algum amigo próximo.
            Sabemos pelas pesquisas do cientista Ripert Sheldrake, que os animais se ligam a nós pelo pensamento, pois possuem a capacidade de telepatia. Esta capacidade não desaparece ao retornarem ao Mundo espiritual.
            Quando retornam à espiritualidade, podem ser colocados imediatamente dentro dos processos preparatórios para reencarnar, mas se estiverem ligados a nós, mentalmente, captam nossos sentimentos e pensamentos, se perturbam e acabam por atrasar o processo reencarnatório, que precisa ser momentaneamente suspenso.
            Enquanto persistirmos nessa ligação mental, não somente os atrasaremos no que se refere ao retorno para nós, no mundo físico, mas também os perturbamos, pois sentem e sofrem com nossos pensamentos decorrentes da separação, mesmo estando em estado de suspensão. É melhor nos desligarmos deles e aguardar o retorno.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

terça-feira, 21 de junho de 2016

HISTÓRIAS DO CHICO... QUE NUNCA PARAM DE NOS ENCANTAR!

Em seu livro "Mediunidade", Divaldo Franco conta que Chico Xavier, além da tradicional sopa distribuída na casa espírita de que participava, tinha o hábito de realizar visitas a famílias necessitadas, sem horário definido e fazendo-o, por vezes, mesmo à noite.

O médium, ainda em Pedro Leopoldo, costumava visitar pessoas que ficavam embaixo de uma velha ponte, numa estrada abandonada. Iam ele, sua irmã Luiza e mais duas ou três pessoas muito pobres de sua comunidade. E, na medida que eles aumentavam a frequência de visitas, os necessitados foram se avolumando, e mal conseguiam alimentos suficientes para o grupo. Afinal, as doações eram custeadas com seus próprios salários.

O esposo de Luíza, que era fiscal da prefeitura, recolhia na xepa das feiras-livres legumes e outros alimentos, e que eram doados para distribuir anonimamente, nos sábados, à noite, aos necessitados da ponte.

Um dia, porém, o pequeno grupo não tinha absolutamente nada. Decidiu-se, então, não irem, pois aquela gente estava com fome e nada teriam para oferecer. E eles próprios estavam vivendo com extremas dificuldades.

Foi quando apareceu-lhe o espírito do Dr. Bezerra de Menezes, que sugeriu colocassem algumas garrafas com água, que seria magnetizada para ser distribuída, havendo, ao menos, alguma coisa para dar.

Feito isto, o líquido teria adquirido um suave perfume, e então o Chico tomou as moringas e, com suas amigas, após a reunião convencional do sábado, dirigiram-se à ponte.

Quando lá chegaram encontraram umas 200 pessoas, entre crianças, adultos, enfermos em geral, pessoas com graves problemas espirituais, necessitados.

“Lá vem o Chico”, gritou alguém, enquanto o médium, constrangido e angustiado, pretendeu explicar a ocorrência.

Levantou-se e falou: “Meus irmãos, hoje nós não temos nada”, e narrou a dificuldade. As pessoas ficaram logo ofendidas, tomando atitudes de desrespeito e ele começou a chorar. Neste momento, uma das assistidas levantou-se e disse: “Alto lá! Este homem e estas mulheres vêm sempre aqui nos ajudar e hoje, que eles não têm nada para nos dar, vamos nós dar-lhes alguma coisa. Vamos dar-lhes a nossa alegria, vamos cantar, vamos agradecer”!

Neste momento, apareceu um caminhão carregado e o motorista procurava por Chico Xavier. Quando ele atendeu, o motorista perguntou se ele se lembrava de um certo Dr. Fulano de Tal? 

Chico recordava-se de um senhor de boa posição financeira, morador de São Paulo, que um ano antes estivera em Pedro Leopoldo e lhe contara o drama de vivia.

Seu filho falecera e o desespero atormentava o casal. Durante a reunião, o jovem veio trazido pelo Dr. Bezerra de Menezes e escreveu uma consoladora mensagem. Ambos ficaram muito gratos e garantiram que haveriam de retribuir a ajuda.

Foi quando o motorista lhe narrou: “Estou trazendo este caminhão de alimentos mandado pelo Dr. Fulano de Tal, que me deu o endereço do Centro onde deveria entregar a carga, mas tive um problema na estrada e atrasei; quando cheguei, estava tudo fechado”.

“Olhei para os lados - prosseguiu o motorista - e apareceu-me um senhor de idade com barbas brancas, e perguntou o que eu desejava. Disse que estava procurando Chico Xavier e ele me falou que, debaixo de uma ponte caída, estaria seu grupo. Este homem insistiu, ainda, para que dissesse ao Sr. que foi ele quem o orientou”.

“E qual o seu nome?”, perguntou o médium.

“Bezerra de Menezes”, respondeu o motorista.

Suas amigas ficaram espantadas, mas Chico limitou-se a dizer: “É um velho amigo”...

imagem: google

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A FELICIDADE NA TERRA

(J. Herculano Pires)
A felicidade é uma questão de compreensão. As criaturas que encaram a vida sem nenhuma compreensão da sua realidade espiritual não podem ser felizes. Seus momentos de alegria e satisfação passam depressa e são bem poucos. Porque elas colocam a felicidade onde ela não pode estar, querem encontrá-la em coisas ilusórias que logo se desfazem. A felicidade mora em nós mesmos, em nossa consciência. Temos um objetivo na vida e só somos felizes quando o estamos realizando.
No livro O Livro dos Espíritos em sua questão 921Kardec adverte: “O homem bem compenetrado do seu destino futuro só vê na existência corpórea uma rápida passagem”. Descartes já nos alertava contra o perigo de confundirmos a alma com o corpo. Quando não sabemos nos distinguir do próprio corpo o que buscamos é uma felicidade ilusória, egoísta e efêmera. Ela pode nos satisfazer por alguns instantes, mas logo murchará em nossas mãos e nos sentiremos grandemente infelizes.
É bom gravarmos em nossa mente este ensino de Andre Luiz: “Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade”. Esta não é apenas uma recomendação moral, é uma lei cientifica. Porque a vida humana é psíquica e não material. Vivemos num oceano de vibrações psíquicas, em permanente permuta com as outras pessoas. Se pensamos no mal atraímos vibrações más, se pensamos no bem atraímos boas vibrações, e se fazemos o bem criamos um potencial de bondade, paz e felicidade ao nosso redor, beneficiando também os outros.
É evidente que não podemos mudar o mundo por nós mesmos. Nem podemos fazer-nos anjos de um momento para outro. Temos o nosso passado negativo, mas o presente nos oferece a oportunidade de criar um futuro positivo. Enquanto o criarmos com nossos bons pensamentos e boas ações teremos a felicidade que é possível ao homem gozar na Terra, mundo ainda inferior, de provas e expiações. Venceremos nossas provas com alegria e superaremos nossas provações com esperança, compreendendo que nos libertamos a nós mesmos para a felicidade real do Espírito que é o destino de todas as criaturas.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

domingo, 19 de junho de 2016

REGRAS DE FELICIDADE

(André Luiz)
Lembre-se de que os outros são pessoas que você pode auxiliar, ainda hoje, e das quais talvez amanhã mesmo você precisará de auxilio.
Todo solo responde não somente conforme a plantação, mas também segundo os cuidados que receba.
* * *
Aqueles que renteiam conosco nas mesmas trilhas evolutivas assemelham-se a nós, carregando qualidades adquiridas e deficiências que estão buscando liquidar e esquecer.
Reflita nos arranhões mentais que você experimenta quando alguém se reporta irrefletidamente aos seus problemas e aprenda a respeitar os problemas alheios.
* * *
Pensemos no bem e falemos no bem, destacando o lado bom de acontecimentos, pessoas e cousas.
Toda vez que agimos contra o bem, criamos oportunidades para a influencia do mal.
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Mostremos o melhor sorriso – o sorriso que nos nasça do coração – sempre que entrarmos em contato com os outros.
Ninguém estima transitar sobre tapetes de espinhos.
* * *
Evitemos discussões.
Dialogo, na essência, é intercambio.
* * *
Se você tem algo de bom a realizar, não se atrase nisso.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.
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Estime a tarefa dos outros, prestigiando-a com o seu entusiasmo e louvor na construção do bem.
Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade.
* * *
Não contrarie os pontos de vista dos seus interlocutores.
Podemos ter luz em casa sem apagar a lâmpada dos vizinhos.
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Você é uma instituição com objetivos próprios, dentro da Vida, a Grande Instituição de Deus.
Os amigos são seus clientes e se você procura ajudá-los, eles igualmente ajudarão a você.
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Se você sofreu derrotas e contratempos, apenas se deterá nisso se quiser.
A Divina Providencia jamais nos cerra as portas do trabalho e, se passamos ontem por fracassos e dificuldades em nossas realizações, o Sol a cada novo dia nos convida a recomeçar.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sábado, 18 de junho de 2016

CASAMENTO E AMOR VIII

                Diante de todo o mencionado, pode-se dizer que cada espírito traz, para o enlace amoroso, um passado remoto e recente de experiências que lhe modelaram o psiquismo. É justo afirmar, assim, que cada casal se ajustará num padrão moral ilibado ou degradante, perante os apelos do mundo, com inevitável repercussão na saúde conjugal.
                O casal sintonizado com as leis de amor estará a salvo de interferências espirituais perniciosas capazes de estabelecer cruéis obsessões que dilaceram as relações amorosas promissoras. Da mesma forma, vigilante no bem, terá a indiscutível assistência dos benfeitores espirituais tutelando a conjugalidade.
                Somente quando as vigas da ponte do matrimônio se alinharem como expressões vivas do amor, o casal logrará experimentar a arte do (re)encontro.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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sexta-feira, 17 de junho de 2016

CASAMENTO E AMOR VII

O Pilar Moral
                É indispensável analisar em que padrão ético a dupla está ancorada, para se perceber o grau de sanidade em que vai se movimentar.
                Daí ser fundamental saber que a moral tem em grande parte sua origem na base familiar, por meio dos princípios e valores postos como pilotis na construção do edifício da personalidade naqueles que emergem como filhos.
                Pelo menos identificando a conduta dos pais se terá , em boa medida, o grau de influência que a educação legou para aqueles que pretendem um bom casamento.
                É verdade que o espírito pode trazer uma boa bagagem espiritual que muitas vezes se sobrepõe à má-educação parental, e vice-versa, espíritos de índole precária que não assimilam as contribuições dos seus tutores. No entanto, não se pode negar sem negligenciar a margem de interferências que os pais exercem na formação do caráter de seus filhos pela educação moral.
                Também a formação religiosa não pode ser desconsiderada, em face da contribuição que pode oferecer na estruturação moral de cada pessoa.

(continua)


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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quinta-feira, 16 de junho de 2016

CASAMENTO E AMOR VI

O Pilar da Espiritualidade
                Quase sempre a espiritualidade está representada pela religião dos casais, não obstante estes possam cultivar a transcendência sem ter uma religiosidade específica, assim como podem dispor de uma religião que não determine espiritualidade, quando aquela está a serviço apenas de um culto exterior mercantil, sem projetá-los para a transcendência e sem transformá-los para uma vida melhor.
                Nesse campo, é muito sinérgico o casal com crenças espirituais idênticas.
                Na presença de religiões diferentes, é indispensável a atitude respeitosa em caráter recíproco, para que Deus viceje por meio das crenças, sem vez de ser estímulo à separação por comportamentos fundamentalistas.
                Posições fanáticas prejudicam a convivência e impedem a permuta saudável de percepções distintas da Divindade, bem como inviabilizam a comunhão em torno dos aspectos morais, sempre muito semelhantes em todas as religiões.
                Logo, para se lograr êxito nesta are, deve-se evitar a posição do exclusivismo da verdade, que implica negação da verdade do outro, lavando a radicalizações que conduzem à intolerância e a hostilidades nocivas à convivência matrimonial.

(continua)


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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quarta-feira, 15 de junho de 2016

CASAMENTO E AMOR V

O Pilar Sociocultural
                As diferenças culturais representam verdadeiros testes ao alinhamento relacional.
                Para desafiar os casais, basta um dos seguintes aspectos: um citadino, e o outro interiorano; pertencerem a classes sociais não coincidentes; procederem de regiões diferentes de um mesmo país; terem nacionalidades não coincidentes; guardarem etnias distintas, tudo isto desaguando numa cultura individual que reflete a educação da família de origem.
                Articular culturas díspares significa fazer encaixes criativos permutando diferentes modos e costumes, festas e celebrações, lazeres e hobbies, práticas e saberes, harmonicamente.
                As heranças trazidas para a relação podem ser muito enriquecedoras quando, pela via do respeito, o casal é capaz de agregar hábitos, histórias e tradições das suas respectivas origens, em nível superior, transformando o casamento, desta forma, não só de duas pessoas, mas de duas culturas e humanidades distintas, afirmando o selo do verdadeiro amor que aponta na direção do acolhimento incondicional.
                                               
(continua)


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

CASAMENTO E AMOR IV

O Pilar da Intelectualidade
                O grau de desenvolvimento intelectual pode interferir na relação quando existe uma desproporcionalidade entre os parceiros, a reclamar habilidade no manejo das diferenças.
                Mesmo não se tratando de fator incompatibilizador, são freqüentes as dificuldades a serem contornadas quando, por exemplo, um tem formação acadêmica e o outro se revela semialfabetizado; um tem boa cognição, enquanto o outro é apoucado na sua estrutura mental; um tem inteligência racional e o outro, emocional.
                Articular diferenças nessa área é arte de boa convivência, exigindo alguns outros predicados, a fim de minimizar distorções e favorecer a harmonia das dessemelhanças.
                Ninguém improvisa agudeza mental nem toma de assalto o conhecimento; de modo idêntico, não se consegue competência emocional de um dia para outro.
                Portanto, é adequado que os parceiros estreitem distanciamentos, notadamente quando a relação se ressente elo contraste intelectual, fazendo investimentos que favoreçam aproximações necessárias. Estar atentos para permutar inteligências – racionalidade e emocionalidade – se ambos operam em pólos muito distantes.
                Igualmente, é verdadeiro que não basta ao casal ter funcionamento intelectual similar para determinar uma satisfatória conjugalidade. Há casais cujo saber é semelhante, mas fica a serviço da disputa dos seus egos.

(continua)


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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domingo, 12 de junho de 2016

CASAMENTO E AMOR III

O Pilar da Afetividade
                O afeto é combustível fundamental numa boa relação matrimonial. Há que se ter sentimentos recíprocos, não obstante cada um tenha a sua forma particular de comunicar esse estado de alma.
                Expressá-lo é sempre muito positivo. Enquanto alguém revela seu sentimento abertamente, pelos gestos e pela verbalização, outro pode fazê-lo mediante cuidados sutis que revelam o carinho e a atenção pelo seu parceiro.
                É necessário que cada um enxergue o modo pelo qual o outro comunica a sua emocionalidade, utilizando-se da empatia – colocando-se no lugar do outro, como o outro é, ou seja, com suas crenças, conteúdos de vida, história familiar, jeito de ser. Desse modo, é possível valorizar a atitude do parceiro, qualificando a sua emoção, mesmo que não seja da maneira como desejaríamos recebê-la. Aprendemos aos poucos a compreender que o diferente não é menos valioso.
                Quando o afeto escasseia, a relação adoece, dando sinais de perigo. Por isso é sempre de bom tom investir na afetividade, não economizando mimos e cuidados, palavras cariciosas e gestos de ternura, dádivas singelas e declarações amorosas, torpedos que surpreendam positivamente, e convites para passeios em dupla.

(continua)


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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sexta-feira, 10 de junho de 2016

CASAMENTO E AMOR II

O Pilar da Sexualidade
                É fundamental a análise da interação sexual, considerando o que diz Kardec: “No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos...”
                Por isso a importância da comunhão sexual propriamente dita na conjugalidade.
                Problemas sexuais surgem minando o relacionamento quando o casal não lida com maturidade ante os ciclos vitais – nascimento de filhos, menopausa, emancipação dos filhos, etc. E também ameaçam a estabilidade conjugal as dificuldades sexuais, como as provocadas por alterações hormonais, doenças sexualmente transmissíveis, alterações emocionais que afetam a libido, interferências espirituais, divergência quanto ao ritmo e periodicidade da comunhão sexual, dentre outras.
                Se uma boa interação sexual ajuda na manutenção do acasalamento, igualmente verdade é que só esse pilar, o do prazer sexual, é incapaz de assegurar a durabilidade da ponte do casamento. Por melhor que seja o desempenho erótico, não existe garantia de que o relacionamento terá vida longa caso outras colunas de sustentação não coexistam na relação.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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quinta-feira, 9 de junho de 2016

CASAMENTO E AMOR I

                Podemos comparar o casamento a uma ponte assentada sobre colunas de amor que o sustentam.
                Quanto mais numerosos são os pilares amorosos e quanto mais firmes eles se postam, tanto maior será a estabilidade do matrimônio, não só para permitir a travessia dos conteúdos iluminativos de vida entre os parceiros, mas também para sustentar o peso dos conflitos íntimos que cada um deles traz para a vida a dois; para suportar sazonalmente os ventos e furacões ameaçadores das investidas externas de extraconjugalidade; para garantir integridade quando, eventualmente, o terremoto do adoecimento físico ou psicológico alcançar um dos cônjuges; para resistir ao subir das águas nas enchentes dos anos da rotina e do envelhecimento.
                Há, portanto, aspectos fundamentais que precisam ser analisados, a fim de se avaliar a quantas anda a ponte do casamento, como também em que bases as suas fundações se estabeleceram.
                Desse modo, alguns eixos básicos representando demandas naturais podem ser assim nomeados: sexualidade, afetividade, intelectualidade, cultura, espiritualidade, moral. Há outros importantes, que podem ser incluídos ou não, a depender da dinâmica de reflexão de cada relacionamento, quais sejam o econômico, o profissional, o corporal, etc.

(continua)


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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quarta-feira, 8 de junho de 2016

FESTAS

Todos os motivos para festas dignas são respeitáveis, entretanto, a caridade é a mais elevada de todas as razões para qualquer festa digna.

Ninguém há que não possa pagar pequena parcela para a realização dessa ou daquela empresa festiva, destinada à sustentação das boas obras.

Sempre que possível, além da sua quota de participação num ato festivo, com fins assistenciais, é importante que você coopere na venda de, pelos menos, cinco ingressos, no campo de seus amigos, a benefício do empreendimento.

Mesmo que não possa comparecer numa festa de caridade, não deixe de prestar a sua contribuição.

Festejar dignamente, em torno da fraternidade humana, para ajudar o próximo, é uma das mais belas formas de auxílio.

Se você não dança, não é aconselhável o seu comparecimento num baile.
Nos encontros esportivos, é melhor ficar à distância se você ainda não sabe perder.

Se você possui dons artísticos quanto puder, colabore, gratuitamente, no trabalho que se efetue, em auxílio ao próximo.

Nas comemorações de aniversário, nunca pergunte quantos anos tem o aniversariante, nem vasculhe a significação das velas postas no bolo tradicional.

Conduza o empreendimento festivo, sob a sua responsabilidade, para o melhor proveito, em matéria de educação e solidariedade que sempre se pode extrair do convívio social.

Aprendamos a não criticar a alegria dos outros.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
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terça-feira, 7 de junho de 2016

ESTRUTURA FAMILIAR

                A família é, incontestavelmente, uma célula educadora. Nela a criatura aprende a ampliar responsabilidades, a multiplicar sentimentos, a valorizar a fraternidade, a desenvolver o senso de proteção, a pensar em conjunto, a perder a individualidade e a banir a solidão.
                Sem qualquer dúvida, trata-se da base social.
                Jamais podemos pensar na deificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária, sem contarmos com a devida, necessária e indispensável estruturação da família. Se registramos, na coletividade, comportamentos nocivos e deletérios, onde seres humanos se apresentam de forma desequilibrada e fora dos padrões da decência e da dignidade que se espera, certamente a origem das distorções, na maioria dos casos, tem o nascedouro na família em desalinho.
                Edifica a família aquele que tem plenas convicções da urgência e necessidade de educar os filhos formando-lhes o caráter, não apenas dando-lhes instrução, pois que isso a escola também pode fazer, educar é tarefa prioritária da família, onde exemplo é a lição mais forte.
                Edifica a família os cônjuges que se respeitam sentimentalmente, mantendo-se fiéis aos compromissos de fidelidade. Diferença de opinião não se caracteriza como motivo para desavenças e querelas. Podemos, perfeitamente, ter pensamentos diferentes uns dos outros e caminharmos juntos.
                Edifica a família os membros eu elegem o trabalho como base de sobrevivência e aprendizado, sem que um seja peso econômico para o outro. Trabalho não é castigo, é sagrada oportunidade de aprendizado e de equilíbrio físico e mental.
                Edifica a família quem mantém em seu lar um clima de cortesia, afabilidade, entendimento e solidariedade, onde se vislumbra as qualidades dos componentes e se trabalha em conjunto para a correção dos defeitos naturais que ainda ostentam.
                Edifica a família quem carrega para dentro dela noções de religiosidade, pois ninguém conseguirá entender as razões lógicas da vida sem refletir, maduramente, na grandeza, bondade e perfeição das leis divinas.
                Edifica a família aquele que permanece dentro dela mesmo carregando grande cota de sacrifício sobre os ombros, pois quem não consegue servir ao próximo mais próximo terá dificuldade em encontrar a paz.
                Edifica a família quem sabe perdoar, esquecer e cultivar a resignação, pois que num agrupamento de seres humanos, ante o estágio evolutivo que nos encontramos, ainda são frequentes os momentos de desajustes que exigem paciência e calma.
                Estruturar a família não é tarefa fácil, mas indispensável para continuarmos sonhando com a paz e a felicidade, pois tais conquistas somente se fixarão, definitivamente, em nosso âmago, no instante em que conseguirmos plantá-las nos corações alheios, e, nada mais justo e lógico do que iniciarmos essa tarefa pelos nossos familiares.
                Em verdade, fácil é conquistar no mundo, difícil é vencer na família. Muitas criaturas conhecem a aprovação social pelos feitos que apresentam, mas recebem a reprovação dos familiares devido ao descumprimento dos deveres básicos. Ainda, a vitória fora do lar sem o amparo da família sólida, não terá o sabor que se espera.

Waldenir Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2015
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segunda-feira, 6 de junho de 2016

MARCOS INDELÉVEIS

Cap. XVIII – Item 16
“As obras que eu faço, em nome de meu pai, essas testificam em mim.” – Jesus.
(João, 10: 25)
Cada trecho do solo demonstra o seu valor na riqueza ou na fertilidade que apresenta...
Cada vegetal é tido na importância de seu cerne, de sua essência, de seus frutos...
Cada animal é conhecido pelas peculiaridades de importância em sua existência...
O sol constitui para todos os seres fonte inexaurível de vida, calor e luz.
A água significa o sangue do organismo terrestre.
O fogo, no crepitar da lareira ou na devastação do incêndio, demonstra realmente o seu papel inconfundível no campo imenso da criação.
O juiz é respeitado pela integridade de seus sentimentos ou temido pelas manifestações de venalidade a que se acolhe.
O professor é acatado, consoante o grau de competência que lhe é próprio.
O médico adquire confiança, conforme a sua atitude ao pé dos enfermos.
O coração materno revela a sua íntima excelsitude, no trato natural com os rebentos de seu carinho.
O filho oferece ao mundo, na experiência diária, a extensão de seu amor para com os próprios pais.
A criança, em suas expressões infantis, apresenta invariavelmente o esboço de caráter que plasmou em si mesma através das vidas passadas.
O usurário cria, em torno de si, gelada atmosfera de reprovação pelos sentimentos que nutre no imo do próprio ser.
O leviano carrega consigo constantemente os prejuízos da ociosidade ou do vício, complicando-se na intemperança dos próprios dias.
O céptico representa, onde estiver, a aridez da mente hipertrofiada pelo orgulho infeliz.
O crente, leal a si mesmo, evidencia o poder de sua fé, nas posições assumidas perante os chamamentos do mundo.
Enfim, todas as criações do excelso Pai testemunham-lhe a glória no campo infinito da vida e cada espírito se afirma bem ou mal, aproveitando-as para subir à luz ou delas abusando para descer às trevas.
Como aprendizes do evangelho, portanto, cumpre-nos indagar à própria consciência:
– ”Que tenho executado na vida como aplicação das bênçãos de Deus?”
Não nos esqueçamos, segundo a lição do senhor, que somente as obras que fizermos, em nome do pai, é que serão marcos indeléveis de nosso caminho, a testificarem de nós.
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
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sábado, 4 de junho de 2016

GANHAR

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” — Jesus. (MARCOS 8:36)

As criaturas terrestres, de modo geral, ainda não aprenderam a ganhar.
Entretanto, o espírito humano permanece no Planeta em busca de alguma coisa. É indispensável alcançar valores de aperfeiçoamento para a vida eterna.
Recomendou Jesus aos seus tutelados procurassem, insistissem...
Significa isso que o homem se demora na Terra para ganhar na luta enobrecedora.
Toda perturbação, nesse sentido, provém da mente viciada das almas em desvio.
O homem está sempre decidido a conquistar o mundo, mas nunca disposto
a conquistar-se para uma esfera mais elevada. Nesse falso conceito, subverte a ordem, nas oportunidades de cada dia. Se Deus lhe concede bastante saúde física, costuma usá-la na aquisição da doença destruidora; se consegue amealhar possibilidades financeiras, tenta açambarcar os interesses alheios.
O Mestre Divino não recomendou que a alma humana deva movimentar-se
despida de objetivos e aspirações de ganho; salientou apenas que o homem
necessita conhecer o que procura, que espécie de lucros almeja, a que fins se propõe em suas atividades terrestres.
Se teus desejos repousam nas aquisições facticias, relativamente a situações passageiras ou a patrimônios fadados ao apodrecimento, renova, enquanto é tempo, a visão espiritual, porque de nada vale ganhar o mundo que te não pertence e perderes a ti mesmo, indefinidamente, para a vida imortal.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sexta-feira, 3 de junho de 2016

PERANTE A CONSCIÊNCIA II

                O que fizeste não mais podes impedir ou evitar.
                Disparado o dardo, ele segue o rumo.
                Avaliza, desse modo, seus efeitos e repara-os, quando negativos.
                Se a tua foi uma ação reprovável, corrige-a, logo possas, mediante novas atividades reparadoras.
                Se resultou em conflito pessoal a tua atitude, que não corresponde ao que crês, como és, treina o equilíbrio e põe-te em vigília.
                Fraco é todo aquele que assim se considera, não desenvolvendo o esforço para fortalecer-se.
                Quando justificas o teu erro com autoflagelação reparadora, logo mais retornarás a ele.
                Propõe-te encarar a existência conforme é e as circunstâncias se te apresentam.
                Erradica da mente as ideias que consideras impróprias, prejudiciais, conflitivas. Substitui-as vigorosamente por outras saudáveis, equilibradas, dignificantes. Quando não dispões de um acervo de pensamentos superiores para a reflexão, vais colhido pelos de caráter venal, pueris, perniciosos, que se te fazem familiares, impulsionando-te à ação correspondente.
                Toda realização inicia-se a mente. Desenhada no plano mental, vem materializar-se ao primeiro ensejo.
                Pensa, portanto, com correção, liberando-te das ideias malsãs que te gerarão consciência de culpa.
                Sempre que errares, recomeça com o entusiasmo inicial. A dignidade, a harmonia, o equilíbrio entre a consciência e a conduta têm um preço: a perseverança no dever. Se, todavia, tiveres dificuldade em agir corretamente, em razão da atitude viciosa encontrar-se arraigada em ti, recorre à oração com sinceridade, e a Consciência Divina regar-te-á à paz.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
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quinta-feira, 2 de junho de 2016

PERANTE A CONSCIÊNCIA I

                Entre os flagelos íntimos que vergastam o ser humano, produzindo inomináveis aflições, a consciência de culpa ganha destaque.
                Insidiosamente instala-se e, qual ácido destruidor, corrói as engrenagens da emoção, facultando a irrupção de conflitos que enlouquecem.
                Decorrente da insegurança psicológica no julgamento das próprias ações, abre um abismo entre o que se faz e o que se não deveria haver feito, supliciando, com crueza, aquele que lhe sofre a pertinaz perseguição.
                Considerando a própria fragilidade, o indivíduo permite-se comportamentos incorretos que lhe agradam às sensações para, logo cessadas, entregar-se ao arrependimento autopunitivo, com o qual pretende corrigir a insensatez. De imediato, assoma-lhe a consciência de culpa, que o perturba.
                Perversamente, ela pune o infrator perante si mesmo, porém não altera o rumo da ação desencadeada, nem corrige aquele a quem fere. Ao contrário, não obstante cobradora inclemente, desenvolve mecanismos inconscientes de novos anseios, repetidas práticas e sempre mais rigorosa punição...
                Atavismo de comportamentos religiosos, morais e sociais hipócritas, que não hesitavam em fazer um tipo de recomendação com diferente ação, deve ser eliminada com rigor e imediatamente.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

NEM TODOS CONSOLADOS II

            Jesus reportou-se, sem dúvida, àqueles que choram sob o açodar das injustiças humanas, sem qualquer rebeldia;
            àqueles que sofrem as contingências afligentes, sem acalentar os sentimentos de vingança;
aos que expungem os débitos pretéritos, sem desespero;
aos que sentem a alma punginda, e no entanto, transformam a agonia lacrimejante em esperanças estelares;
aos que, padecendo, não infligem aflições e a ninguém;
àqueles que, perseguidos, jamais se deixam consumir pelo desejo do desforço;
aos que, esfaimados e sedentos de amor e paz, laboram pela felicidade do próximo...
...Estes serão consolados.                                                 
            O choro é reação do sentimento, da emoção, nem sempre credor de respeito e solidariedade.
            Por isso, bem-aventurados todos os que choram, tocados pelo espírito do bem e da misericórdia, sofrendo para não fazer sofrer, burilando-se sem macerar ninguém, porquanto, assim, serão realmente consolados.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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