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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

AUTO ENCONTRO III

O ego é uma energia densa formada de ignorância que envolve a nossa Essência Divina. Origina-se da simplicidade e da ignorância, da ausência do saber que caracteriza o Ser em seu princípio. É herança do primarismo animal, a ser direcionado.
O ego vai se constituindo lentamente, no processo de evolução do Ser que começa no átomo, passando pelo mineral, vegetal e animal, até chegar no reino hominal.
Quando o princípio inteligente inicia o seu estágio no reino hominal, traz como herança, toda uma carga de energias instintivas relacionadas à sua sobrevivência, que culminarão na formação do ego do Ser Humano.
O ego, em si mesmo, não é negativo. É ignorância a ser gradativamente transformada no que somos, através do processo do auto-encontro. Esse é o caminho pelo qual chegamos à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximarmo-nos de Deus.
Essa simplicidade e ignorância significa sem nenhum qualificativo, pronto para se lançar às experiências.
Até esse momento as experiências são apenas instintivas. A partir daí, ela vai alargando as suas possibilidades, como fruto de seu livre-arbítrio. Tem uma destinação, a perfectibilidade.
O grande problema em relação ao ego é que as vezes escolhemos cultivar as suas negatividades ou as suas máscaras.
Quando o indivíduo busca cultivar as negatividades do ego, faz isso motivado pela busca do prazer, devido ao primarismo animal que ainda o caracteriza.
Esse prazer egóico assume variadas formas de manifestação. Existem pessoas que buscam o prazer ligado às questões biológicas instintivas. Assumem atitudes puramente fisiológicas: comem, fazem sexo, dormem, drogam-se, se divertem, trabalham apenas para auferir recursos para manter essas atividades, não por prazer de serem úteis. Comportam-se quase como animais.
Outras nutrem paixões e o ego se manifesta através do orgulho, egoísmo, vaidade, vingança, inveja, etc. O prazer que sentem se manifesta na bajulação que adora receber, ou no sofrimento pelo qual um desafeto passa, etc.
O prazer está ligado aos sofrimentos que são impingidos aos outros, ou à submissão que impõem a outrem.
O cultivo das negatividades exaurem o Ser, desvitalizam e danificam o perispírito e o corpo físico. Cedo ou tarde, cansados do sofrimento gerado por essa procura desenfreada de prazer a qualquer custo, lembramo-nos do Ser Essencial que somos, da felicidade que nos espera e não mais desejamos os prazeres efêmeros.

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
Alírio de Cerqueira Filho

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