- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 17 de março de 2011

AUTO ENCONTRO IV


Escolhemos, impulsionados pelo sofrimento, tomar consciência de nós mesmos e buscar a nossa essência divina.
“Quanto mais a pessoa se autopenetra, mais descobre e mais possibilidade tem de conhecer-se. Essa conquista leva ao infinito, porque vai até o deus interno que abre as portas do entendimento do Criador.
Possuis o Cristo interno, poderoso, que é teu, mas o manténs manietado, sem ensejar-lhe ação.
Deixa-o espraiar-se através de ti. Ele é harmonia, e tu estás desequilibrado; é amor, e tu és carência; é claridade, e tu és sombra; é vida, e tu te debates nos grilhões da morte.”
O Filho Pródigo, depois de gozar os prazeres egóicos e sofrer-lhes as conseqüências, toma consciência dos seus atos, reconhece humildemente o seu erro e, mesmo se considerando indigno de ser recebido como filho, decide reerguer-se da indignidade em que estava vivendo, para buscar a casa do pai em busca do auto-encontro.
Para sua surpresa, é recebido, amorosa e compassivamente, pelo pai. É a mesma destinação que Deus nos reserva. Compreende que o erro é fruto da ignorância, precisando apenas ser corrigido e não punido.
Compaixão – dicionário = dó, pena, piedade, comiseração.
Na Psicologia Transpessoal significa empatia que temos para com as dificuldades e os erros, nossos ou dos outros. É um sentimentos de compreensão, gerando aceitação da pessoa que erra.
Quando temos dó por nós mesmos, nos sentimos coitados por termos errado e criamos a máscara da autopiedade ou tratamos os outros como coitados.
Jesus disse que o Filho Pródigo levantou-se, isto é, tomou uma atitude proativa, pois poderia ter ficado caído, se lamentando pelas suas atitudes equivocadas, num processo de autopiedade. Ele praticou um ato de compaixão por si mesmo, não de piedade, ao se levantar e ir ao encontro de sua destinação: o bem, o amor, a felicidade.
“Assevera o evangelho que raramente Jesus sorria. Normalmente era vidto a chorar e quase nunca a sorrir Ele que se apresentava como o ser mais perfeito que Deus ofereceu ao Homem para servir-lhe de modelo e guia, como esclareceram os espíritos à Allan Kardec. Parece paradoxal que chorasse... Trata-se de uma contradição aparente. Suas lágrimas não eram de sofrimento, mas de compaixão, esse sentimento superior e elevado de co-participação que direcionava às criaturas, que preferiam permanecer na ignorância a aproveitarem suas lições libertadoras. Era uma forma de expressar ternura pelos enfermos voluntários, que nEle teriam a terapêutica eficaz para se livrarem dos males que o amarguravam, e, no entanto, relegavam a plano secundário, aturdidos pela busca do quase nada imediato e fugaz.
Portanto, após termos errado fragorosamente, é fundamental reconhecermos, humildemente, os erros praticados, decidindo superá-los, para retornarmos conscientemente ao amor, realizando o bem, o bom e o belo que nos cabe por destinação.

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
Alírio de Cerqueira Filho

Um comentário:

Élys disse...

Um texto para uma reflexão imediata, devemos buscar a sintonia com o Cristo interno, assim, retornando feliz a casa do Pai.