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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 18 de maio de 2011

O EXERCÍCIO DO AMOR

Mateus, cap. 22 vv. 35 a 40.
Mandamento = imposição, mando, algo que se deve fazer obrigatóriamente, sob pena de haver, caso não seja realizado, sanções aos infratores.
Para os judeus, essa palavra tinha essa conotação, imposta por Moisés devido ao primitivismo de seu povo.
Ao longo do tempo essa palavra sofreu distorções, fazendo as pessoas temerem a ira de Deus, caso não cumprissem os mandamentos. Por isso, criaram-se as máscaras do puritanismo e do martírio, nas quais a prática do amor é apenas exterior. Ainda hoje, a palavra mandamento está carregada dessa obrigação, como fruto do temor. Muitas pessoas sentem-se aturdidas por não conseguirem vivenciar esses dois mandamentos, que são a base do edifício cristão.
Para Jesus, mandamento significa apenas uma regra de conduta a ser exercitada pela criatura, ao longo do tempo seu processo evolutivo, no qual terá todo o tempo que for necessário para realizar esse mister.
Não se evolui forçando-se a natureza, mas desenvolvendo-se de forma gradativa e suave. Por isso o evangelho nos convida ao exercício consciente do amor e não a amar por obrigação, pois isso cria apenas a hipocrisia, atitude nociva à própria criatura. Jesus, sabedor que, seres simples e ignorantes não se transformam por decreto, jamais poderia nos ensinar a praticar o amor de forma obrigatória. O seu convite é repleto de doçura e suavidade, nunca algo a ser feito sob coerção.
“O amor não pode ser imposto, mas desenvolvido, treinado, quando não surgir espontaneamente.
A síntese proposta por Jesus em torno do amor, é das mais belas psicoterapias que se  conhece: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, em uma trilogia harmônica.
Ante a impossibilidade de o homem amar a Deus em plenitude, já que tem dificuldade em conceber o absoluto, realiza o mister, invertendo a ordem do ensinamento, amando-se de início, a fim de desenvolver as aptidões que lhe dormem em latência, esforçando-se por adquirir valores iluminativos a cada momento, crescendo na direção do amor ao próximo, decorrência natural do auto-amor, já que o outro é extensão dele mesmo, para, finalmente amar a Deus, em uma transcendência incomparável, na qual o amor predomina em todas as criações e é responsável por todo os atos.”
Vinde a mim = vir até o amor que Ele representa. O amor é algo suave, leve, que nos alivia do cansaço e da opressão, causados por nós mesmos, pela prática do desamor e do pseudo-amor.
Após sofrer o jugo dos prazeres egóicos, gerador do desamor para nós mesmos e para o nosso próximo, bem como carregar o fardo do pseudo-amor, produzindo falsas virtudes – movimento extremamente desvitalizador e cansativo, pela grande quantidade de energia que gastamos para manter as aparências -, continuamos a ser convidados ao exercício do amor. Para isso é necessário tomar o jugo do Cristo: o amor e, de forma mansa e humilde de coração, reconhecer a nossa pequenez, tomar consciência de nós mesmos e perceber que somos seres em evolução, que temos muitas negatividades a serem transmutadas, mas também grandes virtudes potenciais, aptidões latentes a serem desenvolvidas.
O simples fato de reconhecer essa realidade, nos liberta do fardo pesado, proporcionado pelos conflitos do ego, que estávamos carregando voluntariamente, nos identificando com ele ou mascarando-o, e nos encaminha ao amor do Ser Essencial, cujo jugo é suave e o fardo é leve. Tomar consciência plena desta verdade nos conduz à prática do auto-amor, base do todo processo amoroso a ser vivido por nós.

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho


6 comentários:

Marlene disse...

DENISE QUERIDA LINDO TEXTO PARA REFLEXÃO ESTUDO E PARA GUARDAR COM CARINHO NO CORAÇÃO PALAVRAS TÃO MARAVILHOSAS QUE NEM SEMPRE SABEM SER APROVEITADAS
POIS MUITAS PESSOAS PREFEREM OCUPAR-SE DE COISAS INUTEIS,SEM VALOR ALGUM,QUE A BENÇÃO DE DEUS ESTEJA SEMPRE EM TEU CORAÇÃO.
UM ABRAÇO MARLENE

Virginia Jesus Fassarella disse...

Denise, foi um prazer receber a sua visita, obrigada pelo comentário. Beijos.

Roberta Maia disse...

PARABÉNS pelo texto!!

"...O amor não pode ser imposto, mas desenvolvido, treinado..."

Bons sonhos...
Muita LUZ!!!

soporagora disse...

São Francisco de Sales (1567 - 1622) sempre dizia: "Tudo por amor, nada por força." Realmente o caminho de aprimoramento não se faz por força da obrigação, mas por amor, sempre!

Agradeço sua visita. Muita paz, querida!

Adolescendo em Verso & Prosa disse...

Denise: certamente esse é o ensinamento do maior do nosso Maestre ..o exercício do amor..o mais sublime d etodos os sentimentos.
Paz e bem .
beijos carinhosos

Adolescendo em Verso & Prosa disse...

E obrigada por sua bela visita ao meu singelo Cotidiano..volte muitas vezes mais!!