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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 29 de maio de 2011

O EXERCÍCIO DO AUTO-AMOR II


Amar-se é buscar o melhor para si mesmo, a cada momento. O melhor é estar em paz com a própria consciência, que só é possível quando buscamos cumprir a lei de amor como um todo.
Muitas pessoas confundem auto-amor com egoísmo, quando dizem que querem o melhor para si mesmas, para que possam ser felizes. Fazem isso causando a infelicidade dos outros. Isso é um falso melhor, pois não se pode distanciar o melhor do cumprimento do dever consciencial.
Se buscamos algo, por acreditar ser bom para nós, para nos dar felicidade, mas que prejudica qualquer pessoa, ou a natureza, isso é puro egoísmo e jamais trará algo bom para a pessoa, e essa felicidade será pura ilusão.
Auto-amor é exercitar ações que sejam boas, belas e que proporcionem o bem para todos: nós mesmos, outras pessoas, a natureza, enfim o universo, em comprimento à Lei de Amor. A partir do momento em que nos abrimos ao amor por nós mesmos, todo o universo se abre para nós. Então poderemos exercitar o amor a Deus e ao próximo.
Outro grande obstáculo que dificulta o exercício do auto-amor, são as negatividades que trazemos. Não as negatividades em si, mas o conflito que sentimos por ainda tê-las.
É muito comum o indivíduo exigir de si mesmo, o cumprimento integral deles, de uma hora para outra, fato que, no estágio evolutivo que estamos, ainda é impossível realizar. Cultivamos a não aceitação dos sentimentos egóicos negativos e criamos, com isso, as máscaras do ego.
O problema é que, num nível profundo, sabemos que as máscaras são pseudovirtudes. E entramos em conflito, por parecermos ser algo que ainda não somos. Exigimos de nós mesmos, uma perfeição que ainda não podemos ter, esquecidos de que somos perfectíveis e temos a eternidade para realizar o nosso próprio aperfeiçoamento.
Para que alcancemos essa perfeição, é imprescindível refletir que a única forma de brilhar a nossa luz, é através do amor e esse processo acontecerá de forma gradativa e suave.
Quando nos exigimos uma perfeição que ainda não podemos realizar, entramos em conflito e criamos a pseudoluz do perfeccionismo e outras máscaras egóicas.
Idealizamos uma perfeição ilusória que nos retarda o próprio processo de aperfeiçoamento. Esse conflito representa um processo de diferença interna, em que queremos ser algo que ainda não conseguimos ser. O ego acaba lutando consigo mesmo, fazendo abafar as negatividades, substituindo-as pelas pseudovirtudes.
Vamos refletir sobre as qualidades essenciais, dadas por Deus, a todos nós para que possamos evoluir.
Essas qualidades estão presentes em nossa própria Essência Divina em estado de latência. É a escolha que fazemos pelas negatividades do ego, quando anestesiamos a nossa consciência em busca dos prazeres egóicos.  Não que o ego seja nosso inimigo, mas nós o fazemos assim, quando embotamos a nossa consciência e deliberadamente seguimos o caminho do mal, aqui fica clara a questão das máscaras.
Após cultivarmos as negatividades do ego, simplesmente fugimos, as mascaramos.
Os sentimentos egóicos negativos estarão coexistindo juntamente com os sentimentos essenciais de forma harmônica, até a completa transmutação do ego, que só ocorrerá com o tempo.

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho

Um comentário:

Meire disse...

Denise, tantas vezes esquecemos que temos nossas qualidades, nossas coisas boas dentro de nós e acabamos por buscar isso no outro o que não é bom.
Adorei o post!!
Uma semana iluminada pra ti, bjo grande!