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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 28 de maio de 2011

O EXERCÍCIO DO AUTO-AMOR I

Na lição sobre o maior mandamento a ser exercitado, Jesus apresenta, como referência, o amor a si mesmo.
Houve uma deturpação desse princípio, confundindo-o com egoísmo e egocentrismo.
Estabeleceu-se, então, que as pessoas deveriam negar-se a si mesmo em favor do próximo.
É preciso renunciar ao nosso ego, aos prazeres egóicos, para sentir o verdadeiro prazer que nos proporciona a vida em abundância, o prazer gerado pelo amor essencial, a ser estimulado pela prática do auto-amor, para, a partir deste, desenvolver o amor ao próximo verdadeiramente e não como uma máscara.
“A amorterapia tem as suas diretrizes firmadas no ensinamento evangélico: amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Como a si mesmo é um imperativo que não deve ser confundido com o egoísmo, ou o egocentrismo, mas como respeito e direito à vida, à felicidade que o indivíduo tem e merece.
Trata-se de um amor preservador da paz, do culto aos hábitos sadios e dos cuidados morais, espirituais, intelectuais para consigo mesmo, sem o que, a manifestação do amor ao próximo, é transferência da sua sombra, da sua imagem que logo se transforma em decepção e amargura, ou a Deus, a Quem não vê, tudo dEle esperando, ainda como mecanismo de fuga da responsabilidade.
A vida plena exige criatividade, movimentação, integração vibrante e satisfatória na busca do prazer essencial.
Todos os esforços que movem aqueles que triunfaram sobre si mesmos, através das atividades a que se entregaram – artes, ciências, filosofia, religião -, anelavam pelo encontro, a conquista do prazer e da plenitude”.
Amar ao próximo, sem se amar, é transferência de sombra ao qual muitos de nós nos lançamos para fugir de nós mesmos, resultando, mais cedo ou mais tarde, em decepção e amargura.
Outras vezes dizemos amar a Deus, aguardando dEle a salvação pelo simples fato de dizermos que O amamos, sem nos responsabilizarmos pela nossa parte no processo de evolução.
Essa deturpação do princípio cristão produz grandes conflitos no Ser, atrasando a sua jornada rumo ao auto-encontro. Ao esquecer de si mesmo em sentido literal, ele esquece de desenvolver os valores essenciais latentes que o estarão aproximando de Deus.
Enquanto se preocupa exclusivamente com o próximo, desfoca-se de si mesmo, de sua renovação interior para melhor. O amor ao próximo e a Deus deverá ser sempre conseqüência do auto-amor.
Portanto, não há possibilidade de se amar a Deus e ao próximo, sem se amar. Quando não nos amamos, nos fechamos para o universo, nos fechamos para o Divino e para os que estão próximos. Ficamos incapacitados de sentir o amor de Deus e o amor que nos rodeia, porque esse sentimento não ecoa dentro de nós.

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho

2 comentários:

RUTE disse...

Que não se ama a si proprio, não conhece o amor.
Amor-proprio é a base de tudo.
Nada de confundir com egocentrismo, egoismo ou vaidade.
Belo texto o seu. Muito esclarecedor.
Beijo e resto de bom domingo.
Rute

Esplendor da Criação disse...

Olá Denise.
Vim agradecer e retribuir sua visita. Gostei muito do seu blog. Textos muito bons para ser refletidos e seguidos. O amor a si mesmo é o maior ensinamento que Jesus nos deixou. Se eu não gostar de mim, como posso gostar o outro?? Pena mesmo que até hoje muito se confunde este amor com egoismo. Um abraço.