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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

JUSTIÇA, SOLIDARIEDADE, RESPONSABILIDADE


Tanto no moral, como no físico, tudo se encadeia e liga no universo. Na ordem dos fatos, desde o mais simples ao mais complexo, tudo é regulado por uma lei; cada efeito se prende a uma causa e cada causa engendra um efeito que lhe é idêntico. Daí, no domínio moral, o princípio de justiça, a sanção do bem e do mal, a lei distributiva, que dá a cada um segundo as suas obras. Assim como as nuvens formadas pela vaporização solar se resolvem fatalmente em chuva, assim também as conseqüências dos atos praticados recaem inevitavelmente sobre seus autores. Cada um desses atos, cada uma das volições do nosso pensamento, segundo a força que os impulsiona, executa sua evolução e volta com os seus efeitos, bons ou maus, para a fonte que os produziu. O mal, do mesmo modo que o bem, torna ao seu ponto de partida em razão da afinidade de sua substância. Há faltas que produzem seus efeitos mesmo no curso da vida terrena. Outras, mais graves, só fazem sentir suas conseqüências na vida espiritual e, muitas vezes até, nas encarnações ulteriores.
A pena de talião nada tem de absoluto, mas não é menos verdade que as paixões e malefícios do ser humano produzem resultados., sempre idênticos, aos quais ele não pode subtrair-se. O orgulhoso prepara para si um futuro de humilhações, o egoísta cria o vácuo ou a indiferença, e duras privações esperam os sensuais. É a punição inevitável, o remédio eficaz que deve curar o mal em sua origem. Tal lei cumprir-se-á por si própria, sem haver necessidade de alguém constituir-se algoz dos seus semelhantes.
                O arrependimento, em ardente apelo à misericórdia divina, pondo-nos em comunicação com as potências superiores, devem emprestar-nos a força necessária para percorrermos a via dolorosa, o caminho de provas delineado pelo nosso passado; porém, nada, a não ser a expiação, apagará as nossas faltas. Só o sofrimento, esse grande educador, poderá reabilitar-nos.
                A lei de justiça não é mais que o funcionamento da ordem moral universal, as penas e os castigos representam a reação da natureza ultrajada e violentada em seus princípios eternos. As forças do universo são solidárias, repercutem e vibram unissonamente. Toda potência moral reage sobre aquele que a infringir e proporcionalmente ao seu modo de ação. Deus não fere a pessoa alguma; apenas deixa ao tempo o cuidado de fazer dimanar os efeitos de suas causas. O homem é, portanto, o seu próprio juiz, porque, segundo o uso ou o abuso de sua liberdade, torna-se feliz ou desditoso. Às vezes, o resultado de seus atos faz-se esperar. Vemos neste mundo criminosos calcarem sua consciência, zombarem das leis, viverem e morrerem cercados de respeito, ao mesmo tempo que as pessoas honestas são perseguidas pela adversidade e pela calúnia! Daí, a necessidade das vidas futuras, em cujo percurso o princípio de justiça encontra a sua aplicação e onde o estado moral do ser encontra o seu equilíbrio. Sem esse complemento necessário, não haveria motivo para a existência atual, e quase todos os nossos atos ficariam sem punição.
                As gerações  são solidárias através dos tempos; vapores de suas paixões envolvem-nas e seguem-nas até ficarem completamente purificadas. Essa consideração faz-nos sentir mais intensamente ainda a necessidade de melhorar o meio social, esclarecendo os nossos semelhantes sobre a causa dos males comuns e criando em torno de nós, por esforços coletivos, uma atmosfera mais sã e pura. Enfim, o homem deve aprender a medir o alcance de seus atos, a extensão de sua responsabilidade, a sacudir essa indiferença que fecunda as misérias sociais e envenena moralmente este planeta, onde talvez tenha de renascer muitas vezes. É necessário que um influxo renovador se estenda sobre os povos e produza essas convicções onde se originam as vontades firmes e inabaláveis. É preciso também todos saberem que o império do mal não é eterno, que a justiça não é uma palavra vã, pois ela governa os mundos e, sob o seu nível poderoso, todas as almas se curvam na vida futura, todas as resistências e rebeliões se anulam.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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Um comentário:

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida
A Justiça pedida pelo Mestre e Senhor nosso é a santidade que é processo... demorado... lento... gradativo... os demais são consequências...
Deus é por nós...
Bjm de paz e ótima semana.