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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

INFLUÊNCIA DA MÍDIA NO PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DO ADOLESCENTE II


A mídia, por um lado, no período lúdico, ofereceu-lhe numerosos mitos eletrônicos, agressivos e cruéis em nome do mal que investe contra o bem, representados por outros seres de diferentes planetas que pretendem salvar o universo, utilizando-se, também, da violência e da astúcia, em guerras de extermínio total. Embora a prevalência do ídolo representativo do bem, as imagens alucinantes do ódio, da perversidade e das batalhas intérminas plasmam no inconsciente da criança mensagens de destruição e de rancor, de medo e de insegurança, de fascínio e interesse por essas personagens míticas que, na sua imaginação, adquirem existência real.
Outros modelos da formação da personalidade infantil, apresentados pela mídia, têm como característica a beleza física, que vem sendo utilizada como recurso de crescimento econômico e profissional, quase sempre sem escrúpulos morais ou dignidade pessoal. O pódio da fama é normalmente por eles logrado a expensas da corrupção moral que viceja em determinados arraiais dos veículos da comunicação de massa. É inevitável que o conceito de dignidade humana e pessoal, de harmonia íntima e de consciência seja totalmente desfigurado, empurrando o jovem para o campeonato da sensualidade e da sexualidade promíscua, em cujo campo pode surgir oportunidade de triunfo... triunfo da aparência, com tormentos íntimos sem conta.
A grande importância que é dada pela mídia ao crime, em detrimento dos pequenos espaços reservados à honradez, ao culto do dever, do equilíbrio, estimula a mente juvenil à aventura pervertida, erguendo heróis-bandidos, que se celebrizam com a rapidez de um raio, que ganham somas vultosas e as atiram fora com a mesma facilidade, excitando a imaginação do adolescente.
Ainda, nesse capítulo, a super-valorização de determinados ídolos dos esportes, de algumas artes, embora todos sejam dignos de consideração e respeito, proscrevem o interesse pelos estudos e pela cultura, pelo trabalho honesto e sua continuidade, deixando a vã perspectiva de que vale a pena investir toda a existência na busca desses mecanismos de promoção que, mesmo alcançados tardiamente, compensam toda uma vida terrena. Esse paradoxo de valores, naturalmente, afeta-lhe o comportamento e a identidade.
É evidente que a mídia também oferece valiosos instrumentos de formação da personalidade, da conquista de recursos saudáveis, de oportunidades iluminativas para a mente e engrandecedoras para o coração.
Lamentável, somente, que os espaços reservados ao lado ético e dignificante do pensamento humano, próprio para a formação da identidade nobre dos adolescentes, sejam demasiado pequenos e nem sempre em forma de propostas atraentes, na televisão, por exemplo em horários nobres e compatíveis, como um eficiente contributo para a aprendizagem superior.

ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS
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3 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Relmente, amiga Denise, a mídia supervaloriza matérias que deveriam ser menos exploradas em detrimento de temas propícios ao crescimento moral. Um abraço. Tenhas um lindo fim de semana.

Milton Kennedy disse...

Oi Denise, bom dia, bom final de semana.
Já abandonei a TV há muito tempo, e tento evitar que os filhotes assistam a estes atuais programas de humor agressivo. Saudades da época em que os programas traziam um humor mais simples.

Abraços e paz.

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Lembro-me de quando meus irmãos e eu estávamos na adolescência. Não havia televisão. Nem por isso, deixávamos de ter lazer: rádio, teatro, cinema. Tudo em nível adequado e selecionados pelos pais e professores. Éramos pessoas pobres, estudando em escola pública.
Em 5 ou 6 décadas, tudo mudou muito, sobre as referências para o adolescente. A mídia, é o principal termômetro dessa terrível mudança.

Este texto, é excelente, para divulgação.
Muita paz, Denise!
Um abraço!