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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 20 de outubro de 2012

RELACIONAMENTOS DO ADOLESCENTE FORA DO LAR I


Nestes dias de rápidas mudanças no mundo — sociais, econômicas, psicológicas, morais e culturais — mesmo os adultos experientes sofrem dificuldades de ambientação. A celeridade dos acontecimentos, as ocorrências
imprevistas, as transformações radicais surpreendem a todos, impondo aceitação e adaptação aparentes, sem que ocorra a compreensão do que sucede, facultando a absorção desses fenômenos perturbadores. Em razão disso, cada criatura se preocupa com a própria realidade, raramente dispondo de espaço mental e emocional para outrem, seja o parceiro, o familiar, o amigo...
Criando um círculo de relacionamento superficial, evita aprofundar os vínculos da afetividade fraternal, porque se encontra assinalada pelo condicionamento do prazer sexual, como se todas as expressões do sentimento devessem converter-se em comportamento dessa natureza.
Os interesses mesquinhos em predominância assustam, e cada qual procura defender-se da agressão desnecessária do outro, da competição cruel e desonesta do seu próximo, que lhe deseja tomar o lugar, utilizando-se de recursos ignóbeis, desde que triunfe...
Justificando-se preservação da identidade, da intimidade, cada indivíduo busca precatar-se dos demais e refugia-se no egoísmo, disfarçando socialmente os seus conflitos e procurando conquistar ou manter o lugar que lhe parece constituir meta, como forma de realização pessoal.
A família, que se deveria apresentar harmônica, por falta de estrutura dos pais, principalmente, que se encontram aturdidos nos próprios conflitos, transforma-se em um campo de choques emocionais, nos quais os filhos se tornam as vítimas imediatas.
Insegurança, medo, tormento conflitam as mentes em formação, e a falta de amparo afetivo dos genitores atira os jovens na busca de outras experiências e outros padrões que sejam compatíveis com as necessidades que experimentam.
Não encontrando, no lar, a compreensão ou a amizade segura, buscam nos amigos, igualmente instáveis e sem formação ética, o relacionamento, o entendimento, a linguagem para a convivência, poupando-se ao drama da solidão, da apatia, da depressão.

ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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