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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

LEI DE REPRODUÇÃO - O Aborto


Mesmo nos casos em que o controle da natalidade se imponha como absolutamente necessário, só são escusáveis os usos que objetivem impedir a concepção, nunca a interrupção da gravidez, pois, salvo uma única hipótese, isto constitui crime, e dos mais nefandos, por não dar à vítima qualquer possibilidade de defesa.
                Lamentavelmente, desde as mais priscas eras, este tem sido o recurso escolhido pela maioria da humanidade para frustrar os nascimentos não desejados.
                Apurou-se recentemente em diversas regiões brasileiras, e acreditamos tal aconteça no mundo inteiro, que em cada três casos de gravidez, dois são interrompidos pelo aborto provocado, e o que é de estarrecer, não raro, depois do quarto mês.
                Essa prática, conquanto se inclua entre as contravenções penais de todas as nações civilizadas, comumente fica impune pela justiça terrena, o que equivale a um tácito consentimento.
                O espiritismo esclarece-nos que a provocação do aborto só não é considerada culposa, quando o ser em formação ponha em perigo a vida de sua mãe. Nesta circunstância, é preferível sacrificar o primeiro e não a segunda, optando, entre dois males, pelo menor.
                Fora disso, porém, os atentados à vida fetal acarretam, sempre, terríveis consequências, tanto neste mundo como no outro.
                Um médico do Mundo Maior nos diz: “A mulher que o promove ou que venha a coonestar semelhante delito é constrangida, por leis irrevogáveis, a sofrer alterações deprimentes no centro genésico de sua alma, predispondo-se geralmente a dolorosas enfermidades, com as quais, muita vez, desencarna, demandando o Além para responder, perante a Justiça Divina, pelo crime praticado.” (André Luiz – Ação e Reação)
                Não terminam aí, todavia, os funestos resultados do aborto provocado.
                Espiritualmente, os reflexos da criminosa irresponsabilidade dos pais, rechaçando aqueles que deveriam retornar à carne, com os quais, não raro, haviam assumido sagrados compromissos, são ainda mais de temer.
                Sentindo-se roubados, ou traídos, essas entidades passam a votar profundo ódio aos que se recusaram a recebê-los em novo berço e, quando não lhes infernizam a existência terrena, em longos processos obsessivos, aguardam, sequiosos de vingança, que façam o trespasse, para então tirarem a forra, castigando-os sem dó nem piedade.
                Talvez haja quem indague: e a Providência Divina permite fiquem os que fugiram ao cumprimento de suas obrigações, à mercê da sanha desses espíritos vingativos?
                Sim, permite, porque cada um precisa carpir seus próprios erros, sem o que jamais aprenderiam a respeitar, como deve, as leis de Deus.

Do Livro: As Leis Morais – Rodolfo Calligaris


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