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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 5 de agosto de 2017

ORDENAÇÕES HUMANAS

“Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana, por amor do Senhor.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO 2:13)

Certos temperamentos impulsivos, aproximando-se das lições do Cristo, presumem no Evangelho um tratado de princípios destruidores da ordem existente no mundo. Há quem figure no Mestre um anarquista vigoroso, inflamado de cóleras sublimes.
Jesus, porém, nunca será patrono da desordem. A novidade que transborda do Evangelho não aconselha ao espírito mais humilhado da Terra a adoção de armas contra irmãos, mas, sim, que se humilhe ainda mais, tomando a cruz, a exemplo do Salvador.
Claro está que a Boa Nova não ensina a genuflexão ante a tirania insolente; entretanto, pede respeito às ordenações humanas, por amor ao Mestre Divino.
Se o detentor da autoridade exige mais do que lhe compete, transforma-se
num déspota que o Senhor corrigirá, através das circunstâncias que lhe expressam os desígnios, no momento oportuno. Essa certeza é mais um fator de tranquilidade para o servo cristão que, em hipótese alguma, deve quebrar o ritmo da harmonia.
Não te faças, pois, indiferente às ordenações da máquina de trabalho em que te encontras. É possível que, muita vez, não te correspondam aos desejos, mas lembra-te de que Jesus é o Supremo Ordenador na Terra e não te situaria o esforço pessoal onde o teu concurso fosse desnecessário.
Tens algo de sagrado a fazer onde respiras no dia de hoje. Com expressões de revolta, tua atividade será negativa. Recorda-te de semelhante verdade e submete-te às ordenações humanas por amor ao Senhor Divino.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sábado, 12 de novembro de 2016

A VIRTUDE DOS FORTES

                “Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuis, como se trouxésseis um vestuário para ocultas as deformidades do vosso corpo”. (ESE cap. VII, item XI)
                O progresso moral do ser demanda, com é cediço, muito tempo e muito esforço, através dos quais o homem vai amealhando novas experiências, conhecimentos e virtudes, que, por extensão, fazem nele emergir as forças interiores da alma. Contudo, à medida que o homem dá mais importância aos bens terrenais do que aos espirituais – os únicos que lhe podem assegurar a verdadeira felicidade -, apega-se aos exterior, tira Deus do centro e coloca-se no lugar dEle.
                Há, neste sentido, uma interessante frase do Espírito Paulo de Tarso, inserta na quarta parte, cap. II, pergunta 1009 de O Livro dos Espíritos: “Gravitar para a unidade divina, esse é o objetivo da Humanidade”. Gravitar, em sentido estrito, significa girar em torno. Nesta perspectiva, a bem de nosso progresso, devemos deixar Deus no centro.
                Para isso, porém, é necessário que sejamos humildes.
                Quando o orgulho sobressai em nossas atitudes, ficamos presos às nossas próprias limitações e incapazes, portanto, de avançar para as conquistas superiores. Na sociedade terrena atual viceja, de modo geral, o culto ao materialismo, disso resultando numa completa inversão de valores. Neste diapasão, adverte Joanna de Ângelis que:
                Há uma confusão muito grande entre os valores éticos que alçam os indivíduos aos patamares da grandeza moral e aqueles que degradam, que vendem sensações soezes, como se a existência humana devesse estar sempre num circo, dando prosseguimento indefinido ao burlesco, ao cínico, ao despudor. (Jesus e Vida)
                Em assim sendo, a falta de resistências morais dá azo a que permaneçamos, não raramente, adstritos a comportamentos impostos por indivíduos que se consideram heróis da atualidade. Ante isso, cumpre-nos citar novamente o pensamento da Benfeitora Espiritual acima mencionada:
                O heroísmo não se expressa través da vilania, da deformidade, do grotesco, mas, sim, em decorrência da coragem e da envergadura que caracterizam os espíritos fortes, humanos e dignificadores da sociedade. (Jesus e Vida)
                Todo e qualquer investimento aplicado na transformação dos recursos espirituais para melhor e do esforço contínuo em favor da promoção da sociedade constitui ato de heroísmo. Não apenas aqueles que tornam os seus realizadores conhecidos e comentados pelo grupo social, mas especialmente quando passam ignorados, constituindo admirável empreendimento interior em benefício da harmonia.
                Desta forma, inferimos que é ato de coragem lutar contra toda essa onda de materialismo e insensatez que grassa em nosso planeta nestes turbulentos dias. Para tal, é preciso ter coragem para fazer diferente. E ser humilde é fazer diferente, pois a humildade é panaceia contra os males originados pelas suscetibilidades do amor-próprio. Eis por que consideramos a humildade como sendo a virtude dos fortes.

Andres Gustavo Arruda


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov./2015
imagem: google

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO

                Jesus define como pobres de espírito aqueles que já ostentam em si a humildade, virtude um tanto difícil de se obter, uma vez que só é conseguida mediante cansativos esforços, na luta ferrenha e determinada contra o orgulho, essa terrível chaga que nos compromete e incontáveis prejuízos tem provocado à humanidade.
                A criatura orgulhosa acredita que o mundo deva curvar-se aos seus pés, julgando-se a mais importante de todas e que nenhum dos seus desejos ou anseios podem deixar de ser atendidos. Sofre amargamente quando vê frustração em suas vontades.
                Carrega um incêndio no coração, pois que estrutura a sua vida num pedestal ilusório de fantasias e ilusões, pensando enganosamente ser muito maior do que realmente é. Não se contenta com pouco, está sempre buscando possuir e ter mais, sempre mais, sendo insaciável em suas necessidades.
                Mantendo uma visão turva e equivocada sobre a realidade do quotidiano, onde se coloca como o centro das atenções, o orgulhoso alimenta valores absurdos que o conduz, com frequência, a deliberações infelizes que são os nascedouros dos seus próprios infortúnios e também do sofrimento dos que estão soba a sua danosa influência. Enganosamente cultiva a certeza de que sabe muito e é superior aos outros.
                Esse sentimento vil e destruidor tem sido o responsável por tantas tragédias humanas, vitimando pessoas, famílias, coletividades e nações, fazendo correr rios de sangue e de lágrimas e edificando montanhas de dor e de sofrimentos, onde milhões de pessoas tem sucumbido.
                Já o homem humilde é detentor de valorosa virtude. Despido do peso desnecessário da arrogância, do preconceito, da vaidade e da presunção, vive desarmado e com a liberdade de quem consegue passar pela vida como o mais fico de todos, pois que administra a sua existência visando sobreviver com um mínimo de necessidades.
                Reconhecendo o seu real valor no contexto da humanidade, vive com simplicidade, embora não medindo esforços e dedicação visando a superação dos seus limites. Contenta-se com o que tem e suas conquistas são feitas de forma a não prejudicar criatura alguma.
                A resignação, a fraternidade, o altruísmo e o firme desejo de fazer sempre o bem são atributos encontrados na intimidade dos humildes, que via de regra são cativantes, pacíficos e amáveis.
                Elege sempre um clima de solidariedade para viver, onde prioriza ações e comportamentos, buscando a valorização do bem-estar da criatura humana.
                Sente imensa satisfação ao identificar a alegria do próximo e trabalha diuturnamente para que o seu irmão do caminho encontre a plenitude de suas realizações e anseios.
                Tendo constantemente a preocupação de servir e amar por onde passa, consegue compreender aqueles que ainda estão seguindo na contra-mão daquilo que é realmente belo, nobre e sublime.
                Confiando plenamente no Criador, carrega a convicção absoluta de que tudo caminha sob os olhares atentos e responsáveis de Jesus e se dedica, ao máximo, visando contribuir com a definitiva implantação do reino de Deus aqui na Terra.
                Enquanto o orgulhoso se fecha, egoisticamente, em si mesmo, na defesa dos seus conceitos absurdos, carregando o peso da armadura, da insensibilidade, o humilde se expande livremente volitando nas asas da alegria em servir ao próximo, de viver com poucas necessidades, de ser um instrumento de paz entre os homens e de ajudar a construir um mundo mais humano, fraterno e solidário.
                Bem aventurados os pobres de espírito, disse Jesus. Bem aventurados os humildes, os simples, os desarmados, os fraternos, os solidários... bem aventurados os que conseguem colocar o sorriso no rosto alheio.

Waldenir Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2015
imagem: google

domingo, 31 de agosto de 2014

COISAS MÍNIMAS


“Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?” — Jesus. (LUCAS 12:26.)

Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.
Há homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se não fossem imprescindíveis ao êxito dos trabalhos de maior envergadura. Um sábio não pode esquecer-se de que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.
Além disso, nenhuma obra é perfeita se as particularidades não foram devidamente consideradas e compreendidas.
De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência, pelos destinos dramáticos e empolgantes.
Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Os espinhos também se destacam, as pedras salientam-se na estrada comum.
Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que a nossa ação se fixe com real proveito à vida.
A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota, o poema é obscuro quando se omite um verso.
Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas. São parte integrante e inalienável dos grandes feitos. Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no Evangelho de Lucas: “Pois se nem podeis ainda fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?”

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: msgdeluz.blogspot.com