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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

VIVER VALE A PENA II

                O homem sem problemas coloca-se fora do jogo da vida, nem perde mas nem ganha, não experimenta dores pás para sempre vai ignorar a felicidade daquele que venceu as próprias limitações.
                Realizando uma contabilidade própria, veremos com relativa facilidade que os períodos de maior ganho em nossa vida coincidem com as fases de maiores adversidades. São os transtornos que fortalecem o caráter do homem e moldam uma índole de honestidade e confiança nos desígnios do Criador.
                O ao sempre identifica seu dono mas o homem, diante das lamentações, parece ignorar a Deus que, sabiamente justo, qualifica a vida da criatura humana com os elementos necessários a favorecer seu desenvolvimento.
                A felicidade tão almejada, não poderá habitar a vida dos que se encontram nas condições primárias da existência, sejam nas relações pessoais, profissionais e de convivência.
                Lembre-se que razões para queixar-se todos temos e sempre teremos enquanto habitarmos mundos desta natureza. Bom mesmo é nos colocarmos acima da natureza atual, afinal, se não é uma condição definitiva, deve estar em constante transformação.
                A vida desafiante é uma constate terapia operando na intimidade da consciência humana um ajuste com as leis que regem o universo, sempre inalteráveis pela soberania que apresentam. Nossa opção é sempre a da reação imortal, constante. Enquanto houver problemas, deve existir resistência comportamental.
                Reclamar, jamais. Trabalhemos no rumo reto que conduz ao objetivo a ser atingido. Enquanto lamentamos, as labaredas do problema são alimentadas. Sem a lamentação, o retorno à normalidade é favorecido e, desta forma, o controle da situação também. Lembrando sempre – você está em tratamento!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: espiritualidade-nocaminhodaluz.blogspot.com

terça-feira, 19 de agosto de 2014

VIVER VALE A PENA I


                          Viver vale a pena e muitas vezes existe dificuldade de entender isso porque, mesmo a vida sendo uma escola, ela obedece regras próprias. Enquanto que na escola aprendemos a lição e depois temos a prova, na vida ocorre algo paradoxal. Primeiro fazemos a prova e depois aprendemos a lição.
                Desta forma, devemos manter a calma diante dos acontecimentos que, vividos hoje, ficam justificados somente amanhã. Dentro desta proposta, é ideal mantermos uma postura digna diante de qualquer acontecimento, sem entregar-se aos gritos ou desespero. É sempre a postura mais adequada a ser adotada.
                Possuir a característica da não queixa diante das adversidades vividas, expressa amadurecimento moral em plena fase de desenvolvimento. Esta postura apresenta a seu possuidor uma visão dilatada da vida, o que favorece a compreensão do que passamos tornando-nos, assim, melhores.
                Não queixar-se é a evidência da bondade de um homem, afinal, é bom a não rebeldia diante dos acontecimentos. Qualquer comportamento fora disso, gera dor e abatimento moral, comprometendo a vida posta a nossa frente.
                Abandonemos tudo o que nos diminui, esquecendo dores do passado pela proposta do futuro. Quando mantemos algo que nos serve de lamentação é por que, no futuro, não idealizamos nada de grande e que valha a pena conquistar.
                Ficamos sempre ressentidos fixados em situações infelizes que nos escravizam em nós mesmo. Porém, analisando a palavra ressentimento, teremos  “re-sentimento” ou seja, sentir de novo, renovar algo que nos faz mal e quem está comprometido com a vida, não pode permanecer paralisado negligenciando com o futuro.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: hospitalhacos.blogspot.com

terça-feira, 5 de agosto de 2014

FELIZES, SOMENTE OS BONS IV

                Adotar uma terapia antiqueixa significa, acima de tudo, estabelecer um acordo consigo mesmo, íntimo e desafiador. Não precisamos propagar ou dividir com ninguém e, pela dedicação, atingiremos este estado de espírito identificado como paz!
                Em verdade, toda felicidade é espiritual, afinal, como espíritos. Aquilo que é transitório nunca fará feliz aquele que é imortal. É no espírito que se encontra a gênese de tudo o que ocorre.
                 Trabalho da terapia própria apenas pode ser entendido com a insistência motivada pela vontade real de ser livre. Você merece ser dono de si e, desta forma, sentir-se integrado ao universo no grande plano que conduz tudo e todos ao progresso.
                Mesmo fora do campo da filosofia espírita, os apontamentos são os mesmos. Albert Einstein nos oferece o mesmo pensamento, com a propriedade de quem mergulhou profundamente na ciência: “Se quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem as coisas.”
                Neste caso, a meta é a determinação de substituir a fragilidade da queixa pela fortaleza da aceitação do que nos ocorre, se não nos for possível entender.
                Somente pode decidir ser feliz aquele que tem domínio da própria vontade, que conduz a própria vida, no lugar de ser conduzido pelos acontecimentos e situações.
                Por fim, relembramos Allan Kardec, na Revista Espírita que afirmou: “A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se acha.”
                Abandonemos definitivamente a queixa, afinal, se somos filhos de Deus temos que, em nossas atitudes, mostrar traços de caráter que comprove esta paternidade.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: valdnan.blogspot.com

quinta-feira, 17 de julho de 2014

VOCÊ ESTÁ EM TRATAMENTO II

                Diversas vezes somos conduzidos a viver situações que julgamos serem injustas e, diante de nossa consciência atual, não encontramos motivos que justificasse a necessidade de experimentarmos esta prova ou expiação, contudo, a ideia de que todos na Terra ou em qualquer canto do universo que não esteja em considerável situação de adiantamento moral e espiritual está, desta forma, em tratamento. Afinal, se o mal não é permanente em nós e caminhamos para bani-lo dos nossos valores e condicionamentos, vemos a vida como uma grande terapia. Paulatinamente vamos promovendo em nós a profilaxia da alma, controlando a infecção da revolta, combatendo o vírus da maldade, a bactéria da ignorância e por aí vai até que um dia, recebemos de nossa própria consciência a tão esperada alta médica, ou neste caso, espiritual.
                Contudo, enquanto não recebemos alta e prosseguimos internados no educandário terreno, estamos em tratamento.
                Assim como não temos competência para discutir com o médico o diagnóstico sobre nosso caso, devemos menos ainda discutir, ou melhor, contrariar a vida em suas imposições de experiências reparadoras.
                Dificilmente uma injeção ou um remédio amargo parece justo, no máximo reconhecemos sua eficácia depois de sermos submetidos a ele. Na vida, ocorre o mesmo. Muitas vezes os processos de correção espiritual parecem injustos e desnecessários mas, um dia, depois de nossa alta, poderemos avaliar com precisão a necessidade do remédio educativo. Desta forma, diante das contrariedades que surgirem em sua vida, não se queixe, segue trabalhado, afinal, estamos em tratamento.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www.torange-pt.com

quarta-feira, 16 de julho de 2014

VOCÊ ESTÁ EM TRATAMENTO I

                Nenhum processo terapêutico  é fácil, por isso, ou estamos profundamente comprometidos com ele ou não teremos êxito.
                Como prosseguir sem nos deixarmos abater? Bem, pensando nisso, você deve embutir em sua vida uma expressão que deixa claro nossa condição na Terra: “Estamos em tratamento!”
                Todos nós aqui estamos para progredir e crescer e, desta forma, podemos afirmar que nos encontramos, enquanto na condição transitória da encarnação, em pleno tratamento.
                Cultivar este pensamento pode nos auxiliar muito, mesmo em nossa relação íntima, afinal, quando você estiver para explodir e precisar de um motivo para resistir, diga a você mesmo: “Estou em tratamento!”
                Esta é a resposta para inúmeras questões que envolvem nossa vida.
                E assim que devemos nos sentir se temos que promover nossa reforma de valores pessoais, se estamos aprendendo a conviver, se temos que aprender a amar, se vivemos em processo constante de domínio de nossas tendências equivocadas, ora, estamos em tratamento.
                Esta resposta deve ser empregada mesmo quando somos expostos a uma determinada dificuldade e nutrimos a impressão de que tudo nos acontece. A resposta é: estamos em tratamento!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www2.uol.com.br

domingo, 29 de junho de 2014

ABASTECIMENTO DA VITALIDADE I

                A busca incessante das aquisições humanas coloca o homem numa condição de quem corre na contramão da vida, sempre com pressa, atrasado e adotando comportamentos que não aprecia.
                Para que possamos nos nutrir da vitalidade necessária a uma vida saudável, é fundamental estabelecermos uma educação verbal, determinante em nosso processo de abandonar as queixas.
                Em nome da modernidade, acabamos adotando uma forma de falar inadequada, muitas vezes leviana, com uso de palavras que diminuem ou por meio de palavrões. Partindo do princípio de que toda palavra carrega sua vibração natural, podemos facilmente entender que o uso de algumas expressões são desaconselháveis aos que querem abandonar as queixas.
                Literalmente devemos aprender a falar, racionalmente.  Baseado em Lucas (6:45): “A boca fala do que está cheio o coração”, fica ao entendimento de todos que o exercício de domar a própria língua cabe a cada um, pois, ela evidencia nossa condição moral e nossa situação espiritual.
                Da mesma forma que o que falamos pode nos proporcionar bem estar, se utilizada inadequadamente, contaminamos todo o ambiente à nossa volta com o peso da insensatez.
                Para mantermos nossa vitalidade e nos mantermos abastecidos de vibrações de prosperidade moral, é necessário esta educação, banindo vocabulários que expressem a mediocridade que já não precisa fazer parte de nossa postura, pelo caminho de progresso já percorrido.
                Necessário é também a explanação da oração como processo de auxílio ao abandono da queixa. A oração é um recurso fabuloso onde, se bem compreendida, proporciona ao homem o mergulho em Deus e, desta forma, nos alimentamos Dele ganhando, assim, uma especial vitalidade.
                Entretanto, não nos referimos às orações decoradas e pronunciadas pelo impulso da mecanização ou da memória mas, sim, das palavras que nascem naturalmente do coração do filho que estabelece um diálogo com seu Pai.
                O pensamento age como a antena do espírito, ligando-o às ondas de equilíbrio e desequilíbrio. Da mesma forma, o ato da oração conduz o homem a Deus, proporcionando a renovação de sua estrutura íntima projetando, assim, alimento à alma.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: academiaarena.blogspot.com

segunda-feira, 19 de maio de 2014

MÁS TENDÊNCIAS

                Muitas vezes justificamos nossas limitações alegando nossas tendências naturais, ou seja, somos vítimas de nós mesmos, afinal, nascemos assim. Porém, na verdade, nossas tendências são o resultado do que fizemos de nós próprios na sequência natural das existências sucessivas.
                Afirmando que nossas  tendências não podem determinar nosso caráter nem justificar nossas inclinações, afinal, se temos a liberdade de pensar, temos a de agir.
                Romper o vício da lamentação é sempre possível, nunca fácil. Mas, todo aquele que quer progredir, sempre pode ou não haveria a lei do progresso que rege todo o adiantamento da vida cooperando para o bem.
                Geralmente costumamos dizer que somos assim, nascemos assim e quem quiser tem que gostar de nós como somos. Existe aí uma verdade distorcida pois somos obras inacabadas e, por causa disso, mudando o tempo todo.
                Em verdade, nascemos para mudar constantemente e não entender essa proposta é andar na contramão da vida onde, inevitavelmente, sofremos.
                Para deixar o hábito da queixa, assim como qualquer outro, é necessário empenho e uma forte decisão. Lembremos que muitas vezes estamos parando com um comportamento que realizamos há várias existências e, por esta razão, entende-se a natural dificuldade de tal proposta.
                Contudo, uma vez vencida a difícil transformação de comportamento, temos este benefício para sempre, pois a liberdade que toma posse daquele que se educa para não mais queixar-se é fascinante.
                O problema é que muitas vezes acabamos a nos afeiçoar com o hábito da queixa até pela falta de assunto. Algumas vezes, faz com que acabemos por falar de nossa vida e daí nos apegamos ao seu lado menos feliz – já é uma questão de cultura.
                Por isso, aquele que quer verdadeiramente deixar este vício deve fazer um acordo consigo mesmo. Esta transformação trata-se de uma proposta íntima. Muitas vezes, acabamos falando de nossas intenções de parar com a queixa para as outras pessoas mas sem compromisso pessoal.
                Já que estamos iniciando nossa terapia, é importante admirar a figura do não queixoso, querer verdadeiramente ser assim, se orgulhar por passar por dificuldades sem questionar, afinal, este é o caminho.
                Diante de qualquer situação em que estejamos, sempre Jesus é o modelo a ser seguido e, desta forma, é fundamental para que tenhamos êxito em nossa terapia antiqueixa nutrirmos sempre a figura de Jesus a nos conduzir.
                A resignação na cruz é o primeiro passo para vencermos em nós a manifestação inferior da lamentação.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: paroquiaimaculadaconceicao.com.br

segunda-feira, 5 de maio de 2014

PSICONEUROIMUNOLOGIA

                Psiconeuroimunologia é o estudo das interações entre o comportamento humano e os sistemas nervoso e imunológico, que não trabalham de forma autônoma como era inicialmente suposto pela ciência. O principal interesse destes estudos são as interações entre estes pilares – as emoções e a saúde.
                Através de nossa postura, conspiramos contra a própria saúde e, agora, podemos novamente citar a questão da queixa e da lamentação constantes e seu resultado em nossa vida. Todas as vezes que nos revoltamos contra a vida, lamentando inequivocamente, vamos pela pressão das emoções resultantes desta postura aniquilando nossas defesas naturais resultando, assim, nas doenças.
                É desta forma que apontamos mais um elemento que nos faz ver na queixa um mal absoluto, podendo ser traduzido da seguinte forma: enquanto reclamar for uma constante em nossa vida, sempre teremos problemas com nossa saúde!
                Lembrando sempre que não importa se a reclamação é justa ou não, nosso corpo sempre reage negativamente quando é exposto a emoções deletérias. Apoiados na lei de Ação e Reação fica fácil justificar tal situação, afinal, não poderia ser diferente, ou seja, que a pressão causada pela queixa nos oferecesse um resultado feliz.
                Mente sã para um corpo são. Esta proposta é uma condição única e rege nossa vida pois, mesmo sabendo que algumas doenças estão em nossas necessidades de experiências terrenas, podemos destacar que a maioria das moléstias adquiridas poderiam ser evitadas.
                Temos que nos conscientizar que em nossa vida sempre estará acontecendo alguma coisa, situações variadas para que possamos, da mesma forma, aprender conteúdo variado. E como a vida sempre desafia o homem, devemos estar preparados para acontecimentos variados. Uns felizes, outros, nem tanto.
                A velha frase: eu era feliz e não sabia. É culto ao passado como fuga da face de possibilidade feliz da vida no presente. Sendo verdadeiramente honestos conosco mesmos, sabem os que no passado ou em qualquer época de nossa vida, sempre houve dificuldades a serem vencidas.
                Não existe época privilegiada. O que existe é o privilégio da vida com finalidade de conduzir o homem ao progresso em qualquer fase da existência. Se não encontramos uma razão para banirmos a queixa de nossa vida, pois que seja pela preservação da própria saúde, afinal é a base da vida.
                Com saúde o espírito tem dilatada suas chances de êxito diante dos compromissos que abraça, principalmente se forem doenças resultantes de desequilíbrios emocionais que, alimentadas pelos mesmos desequilíbrios, tem sua cura dificultada enquanto mantivermos a mesma postura equivocada.
                Sendo a reclamação muitas vezes a exteriorização de sentimentos e emoções escondidos em nós, a saúde somente poderá existir, verdadeiramente, se eliminarmos tudo o que é lixo emocional. Evidentemente que podemos ver, novamente, a figura de Jesus à frente do nosso entendimento. Quando apoiado para sabedoria que lhe era natural, afirmava que deveríamos amar aos nossos inimigos que dentro do nosso objetivo de estudo, poderíamos entender que quando não perdoamos, esquecemos e superamos, adoecemos certamente.
                E isso ocorre simplesmente pelo lixo sentimental acumulado em nós, pela nossa fraqueza ou pela nossa opção.
                Desta forma, se não for pela grandeza moral, se não for pelo entendimento da Doutrina Espírita, que seja pela sua saúde mas viver e renovar-se é a melhor opção.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www.tratamentodear.com.br

quarta-feira, 23 de abril de 2014

BANDEJA DE PRATA


              É comum no meio dos estudiosos da Doutrina Espírita, assim como de companheiros de outras religiões, porém, muitas vezes com outras terminologias, a questão da obsessão, onde espíritos encarnados são atormentados ou perseguidos por algozes desencarnados.
                Embora esta seja apenas uma definição simplificada, afinal, nosso objetivo não é de estudar a obsessão mas sim a contribuição da queixa para este processo.
                Estes perturbadores espirituais necessitam, invariavelmente, de condições favoráveis para estabelecer estes processos, onde destacamos novamente a lei de sintonia.
                Criaturas perturbadas nada podem influenciar pessoas felizes, sejam encarnadas ou não. Dentro desta visão, a queixa é fator fundamental para estabelecer este processo. Quando reclamamos de nossa vida com constância, nos oferecemos a estes obsessores numa bandeja de prata, ou seja, com relativa facilidade pois, ao lamentarmos da realidade à nossa volta, geramos um clima favorável à instalação da sintonia perniciosa.
                Na maior parte dos processos onde nos sentimos vítimas dos espíritos, em verdade somos os provocadores dos processos de desequilíbrio. Lamentar dos acontecimentos da vida é sempre uma postura de não aceitação, o que gera uma reação imprópria à saúde mental e, evidentemente, espiritual.
                Uma coisa é a existência do espírito obsessor, outra é estar obsediado. A primeira é uma situação natural pelo nosso estado espiritual atual, já, para a segunda, é necessário que perturbador e perturbado comunguem do mesmo nível mental.
                Quanto mais reclamamos, mais nos fragilizamos para que estes processos se instalem e é por isso que o dito popular diz: desgraça nunca vem sozinha... Exatamente porque, ao reclamarmos de uma situação infeliz, atraímos outra ou, pelo menos, nos colocamos vulneráveis.
                Passamos a ser presas fáceis às investidas das entidades menos felizes, que se sentem confortáveis a permanecer conosco, alimentadas pelas nossas irradiações mentais de abatimento moral.
                Muitas vezes, mesmo as doenças patológicas têm sua situação agravada pela queixa, pois mina as forças da criatura que já está doente e faz com que os recursos e medicamentos utilizados tenham seu efeito comprometido.
                Em suma, sempre que utilizamos da queixa nos colocamos como alvos fáceis para sermos atingidos por outras perturbações e assim, devemos sempre estar conscientes de nossas responsabilidades dentro de tudo que ocorre conosco.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www.machadoantiguidades.com.br

sábado, 12 de abril de 2014

EFEITO ADDAMS

                É natural sempre que saímos da companhia de algumas pessoas ou de determinados ambientes desagradáveis comentarmos sobre o peso do ambiente ou do nível das conversas. Inconscientemente, sabemos que tudo que existe tem à sua volta a vibração que lhe é natural. Em se tratando do ambiente, claro que ele é resultado do que falam e pensam seus habitantes.
                Esta vibração característica a cada pessoa e que pode impregnar lugares, pode ser definida como uma psicosfera ou uma atmosfera psíquica que nos envolve como reação de tudo que pensamos.
                Cada um de nós carrega consigo o resultado do que produzimos em nosso interior. A maneira mais fácil de entender isso é através do efeito Addams e destaco este termo devido ao seriado da televisão chamado Família Addams, onde havia, entre os personagens, uma nuvem preta que os acompanhava onde iam. Pois bem, o mesmo ocorre conosco. Quando reclamamos constantemente, acabamos criando nossa psicosfera pessoal como uma verdadeira nuvem preta que nos segue e influencia o tempo todo. É como se fosse nosso inferno pessoal e vai onde vamos.
                Nem precisamos de muita reflexão para definir que tipo de companhia espiritual é atraída por esta nuvem, que encontra ressonância no mundo dos espíritos novamente obedecendo a lei de simpatia, onde os semelhantes se atraem.
                É por este ponto de vista que sempre que temos uma companhia espiritual desagradável, devemos entender muito mais como um convidado atraído por aquele que sofre a perturbação do que um intruso pernicioso.
                Somos responsáveis por nós mesmos e isso é ótimo, afinal, é baseado nisso que poderemos sempre modificar nossas disposições mentais e, desta forma, a própria vida.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago

sábado, 29 de março de 2014

A RELAÇÃO ENTRE DOIS MUNDOS II

            
                Em Mateus (16:19) encontramos: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus..” podemos claramente evidenciar que a mensagem do Evangelho afirma, de maneira clara, sobre as conseqüências espirituais de tudo o que fazemos aqui, na vida material.
                Mergulhando profundamente nesta expressão, podemos ainda questionar o que o evangelista Mateus quer dizer com ligar, dando-nos a idéia de que poderíamos, da mesma forma, desligar o que ligamos anteriormente.
                Esta é a notícia boa dentro da problemática da queixa, ou seja, enquanto nos queixamos de nossa condição e da vida à nossa volta, nos ligamos a seres que vibram na mesma condição. Contudo quando aprendemos a domar nossas tendências queixosas e mantemos esta nova postura mental, da mesma forma, nos desligamos destas companhias espirituais e nos libertamos para novas ligações, ainda pelos mesmos meios. Nossas disposições mentais serão sempre determinantes, afinal, o tempo todo estamos irradiando nossas vibrações pessoais a todos os lugares.
                Observando ainda a mesma expressão de Mateus, ela diz: “E eu te darei as chaves do reino dos céus...” e assim podemos avaliar a importância destas ligações, afinal, se nos ligarmos de maneira adequada e atraindo companhias espirituais saudáveis do ponto de vista moral, seria a chave do reino dos céus, pois atraindo seres felizes, seríamos influenciados positivamente.
                A influência dos espíritos é elemento fundamental para decidir a condução de nossas vidas. Contudo, alguém poderia pensar que este processo nos deixaria na condição de vítimas destas influências e de certa forma sim, mas não podemos deixar de lembrar que somos influenciados por aqueles que atraímos, o que devolve a nós a responsabilidade de todo o processo e nos dá, mesmo perante a execução desta lei natural, a liberdade de escolhermos quem queremos como companhia espiritual. Aí está a grandeza de Deus, que nos deixa livres para buscar os parceiros mais adequados à nossa realidade moral.
                É assim que podemos entender que os dois mundos, material e espiritual, caminham com ligação e comunhão constante, interagindo o tempo todo e o entendimento desta realidade nos coloca em condições de transformar nossa realidade atual para outra desejada.
                Muitas vezes a ausência desta informação nos deixa eclipsados sobre algumas reações que temos. Ficamos sem entender por que agimos desta ou daquela forma, afinal, a influência exercida pelos imortais é sempre sutil e mesclada às nossas próprias intenções. Somente uma análise criteriosa poderia nos dar a chance de distinguir quais pensamentos são nossos e quais não, porém, esta análise seria de menor importância. O bom é estabelecermos boas parcerias para viver, fazer o bem para atrair o bem, então, qualquer influência seria favorável e nos conduziria ao bem.
                É evidente que ao reclamarmos o dia inteiro e atrair companhias espirituais compatíveis com nossos estado emocional, diante do desligamento do sono encontramos estas mesmas criaturas e, ao retornar a condição desperta, trazemos impressas em nós as reações destas comunicações.
                Abandonar o vício da queixa, além de nos proporcionar uma qualidade de companhia espiritual elevada, nos garantiria uma melhor qualidade de sono representando, assim, mais saúde.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago

sexta-feira, 28 de março de 2014

A RELAÇÃO ENTRE DOIS MUNDOS I

               
               Somos seres espirituais vivenciando uma experiência material e não o contrário. Desta forma, tudo o que ocorre na vida física tem reflexo direto em nossas disposições espirituais. Primeiro, influenciamos o mundo à nossa volta e, depois, somos influenciados por ele, de maneira constante e precisa.
                Obedecendo a lei da atração, onde semelhante atrai semelhante, existem inúmeros comprometimentos espirituais que, inevitavelmente, acompanham aquele que se entrega à queixa. Primeiro, cabe lembrar que somos livres e, desta forma, Deus, através de Suas Leis, respeitam nossa liberdade permitindo que nos liguemos ao que queremos.
                Mas existe uma grande facilidade de entender esta ligação, recorrendo apenas ao bom senso e refletindo o que ocorre aqui, na vida material.
                Observando a junção natural das pessoas, podemos ver que os estudiosos se aproximam, os maus se tornam cúmplices, os bons se auxiliam, as pessoas levianas comungam das mesmas idéias e os violentos caminham com outros violentos. Desta forma, vamos nos atraindo em direção às outras pessoas e grupos pela afinidade no modo de pensar e, inevitavelmente, de agir.
                Agora, se nos atraímos uns aos outros mesmo aqui, na vida física e com as limitações que ela impõe, o que não poderíamos dizer da aproximação dos espíritos, que são livres, com relação a nós?
                Desta forma, o que ocorre na vida material é dilatada quando a questão é espiritual, ou seja, manifestamos nossas tendências e atraímos as consciências desencarnadas que cintilam nas mesmas idéias. Sendo assim, quando reclamamos, nos queixamos da vida, das pessoas ou das situações, atraímos  da mesma forma, seres que também vivem um estado de insatisfação e desconforto pela situação de vida, perturbados, como todo perturbado é aquele que se revolta contra os acontecimentos da vida, mesmo que em graus variados.

(continua)


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: brasileirinhosnotasim.blogspot.com

domingo, 9 de março de 2014

TROCAR DE VIDA II

          
                Tudo tem seu tempo e não podemos exigir de nós o que ainda não estamos prontos a oferecer.
                Não desista de você! Apenas aprenda que independente de quais sejam seus anseios – amor, felicidade, dinheiro, títulos, fama, beleza física ou moral – se estiverem sem motivação espiritual, com o passar do tempo, nos trarão a sensação de vazio.
                A insatisfação inerente à criatura humana só poderá ser resolvida com sua integração às questões espirituais, com a devida aplicação constante, o que proporciona imediato contato consigo mesmo e com as fontes geradoras de vida.
                É necessário a consciência de que sempre em nossa vida haverão situações menos felizes enquanto estivermos neste nível de educação moral e cultura espiritual, justamente para lembrarmos de nossa falibilidade. Sem os momentos de fraqueza, nos sentiríamos grandes demais e cairíamos nos abismos de nós próprios.
                Quem aprendeu a viver de maneira mais inteligente e controlada, reclamando menos da vida, gera a impressão de que as coisas são melhores, do que outros que o tempo todo evidenciam as próprias tristezas.
                O segredo para vivermos bem não é trocar de vida mas sim trocar de postura diante da vida, que sempre tem uma face risonha esperando para ser estimulada a fim de que se transforme num grande sorriso.

Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: coisasdecarolcomk.com


sábado, 8 de março de 2014

TROCAR DE VIDA I

               
                É possível que em alguns períodos de nossa vida, tenha-nos passado a ideia ou o desejo de ser outra pessoa. Até pelo impulso de ver sempre a vida dos outros mais agradável e feliz, evidentemente por um engano.
                Encontramos na questão 988 de O Livro dos Espíritos uma pergunta feita pelo Codificador que evidencia esta visão coletiva desde aquela época, ou seja, a visão de que a vida dos outros é melhor e mais fácil:
                - Há pessoas para as quais a vida se escoa numa calma perfeita; que, não tendo necessidade de nada fazer para si mesmas, estão isentas de cuidados. Essa existência feliz é uma prova de que elas nada têm a expiar de uma existência anterior?
                A resposta obedece a mesma clareza sempre atualizada dos espíritos.
                - Conhece-as bem? Se o crê, enganas-te. Frequentemente, a calma não é senão aparente. Podem ter escolhido nesta existência, mas, quando a deixam, percebem que ela não lhes serviu ao progresso e, então, como o preguiçoso, lamentam o tempo perdido. Sabei bem que o espírito não pode adquirir conhecimentos e se elevar senão pela atividade; se adormece na negligencia não avança.
                Ele é semelhante àquele que tem necessidade de trabalhar e que vai passear ou deitar com a intenção de nada fazer. Sabei, também, que cada um terá que prestar contas da inutilidade voluntária de sua existência; essa inutilidade é sempre fatal à felicidade futura. A soma da felicidade futura está em razão da soma do bem que se fez; a da infelicidade está na razão do mal e dos infelizes que se tenha feito.
                Parece até que a vida é como ir a um restaurante self service com um amigo. Pegamos nosso prato, vamos nos servimos e sentamos. Quando nosso amigo vem com o prato dele, percebemos que era aquilo que ele pegou que queríamos comer.
                Trocar de vida é sempre uma ilusão pois somos o que somos, independente da posição no cenário da vida. E, para nossa terapia, um passo importante é aprendermos a gostar de ser nós mesmos, com nossos defeitos e qualidades. Cultivarmos carinho pelo trabalho que estamos realizando em nossa própria vida, esculpindo nosso próprio crescimento moral.
                Viver não é nem fácil e nem difícil, apenas exige cuidados, afinal, toda facilidade é filha da ilusão e se queremos verdadeiramente nos colocar na condição de criaturas felizes, temos que ter a coragem de ousar vencer nossos sentimentos menores em favor de uma postura positivada.
                O bom mesmo é fazermos as pazes com a própria vida, falarmos bem de nós e dar-nos sempre a condição de tentar mais uma vez, diante dos nossos insucessos.

(continua)


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www.comofazer.com.br

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CICLOTIMIA II

             
              Conserva o humor a toda dificuldade, entendendo que a vida sempre vai aprontar uma para o homem, mas é a finalidade dela! Ao não permitir que fiquemos estacionados na evolução, sempre aparece algo novo. Sorria e resolva. O que não for possível resolver com bom humor, comece ao menos solucionando com paciência.
                Podemos facilmente perceber que diante das dificuldades naturais da vida, vamos perdendo a propriedade de sorrir. Caminhamos com expressão fechada e tensa sendo que esta postura sempre agrava a situação. Se observarmos nossa maneira de se comportar durante a vida, veremos que quando estamos caminhando e encontramos alguém que vem em sentido contrário, se sorrimos para ele, a tendência é que a outra pessoa sorria também. Já, se apresentamos cara fechada, geralmente recolhemos daquele transeunte a mesma situação.
                Bem, se isso ocorre em parâmetros menores imagine nos maiores. Se até na vida física as pessoas reagem de maneira semelhante ao que oferecemos, podemos ver esta situação dilatada para as questões espirituais.
                Quando caminhamos e sorrimos para a vida ela sorri também, como resultado do mesmo processo natural encontrado aqui. E quando fazemos cara feia ao que ela nos oferece, sem mudar a oferta, ela age da mesma forma.
                Sem falarmos ainda no processo de atração espiritual, uma postura assentada na manutenção do bom humor nos preservaria das investidas malévolas dos espíritos menos felizes.
                Reaprenda a sorrir, a ser gentil e a não exigir que as outras pessoas pensem ou ajam como você. Dê para elas o direito de serem diferentes exigindo apenas de você mesmo que se comporte cada vez melhor. Afinal, de que vale a liberdade se não dermos às pessoas o direito de escolher serem o que quiserem.
                Ninguém cresce ou se desenvolve à força, nem amadurece antes do tempo. Preocupe-se com seu adiantamento apenas, pois é o único de sua responsabilidade direta.
                Leve a vida mais leve e confie sempre! Amigos adoráveis nos acompanham o tempo todo, sugerindo na intimidade de nossa consciência a opção pela vida acima de tudo. Que possamos oferecer à eles uma condição agradável ao nosso lado, como mostra de confiança no futuro e certeza da força do bem.
                Confia na vida e a vida, pela sabedoria  do acaso, confiará em você!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: nectantaurus.blogspot.com

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CICLOTIMIA I

           
                Sem a necessidade de discussão, os problemas com nosso humor são responsáveis por grande parte das nossas queixas, principalmente as sem razão clara, ou seja, provenientes de acontecimentos que realmente ocorreram.
                Simplesmente ficamos de cara feia para os acontecimentos da vida e daí a diante tudo é uma catástrofe.
                A falta de humor corrói qualquer relacionamento até mesmo o íntimo, aquele que vem de nós para nós mesmos.
                A ciência definiu até uma terminologia específica para as pessoas que possuem uma variação expressiva de humor. Patologicamente são chamadas de ciclotímicos.
                Em psicologia, o indivíduo poderia ser definido como ciclotímico por possuir um temperamento sujeito a variações intensas de humor: alegria e tristeza, euforia e angústia, serenidade e tensão. Tem períodos de grande energia, confiança, exaltação, alternados com aflições. Muita disposição e iniciativas hoje; amanhã  temores e inibições.
                Esta instabilidade emocional expressa pelo humor é passível de tratamento como tudo, entretanto, cabe ao indivíduo reconhecer-se assim, ou seja, apenas poderemos ficar livres dos problemas que temos consciência que possuímos. Identificar esta alteração impõe a aquele que sofre a obrigação moral de buscar educar-se, afinal, um desequilíbrio desta natureza consome grande parte de nossa vitalidade.
                Muitas vezes, o acúmulo inconsciente de lixo mental serve de estímulo para estas variações, situações vividas e que, ao invés de resolvê-las dentro de nós, fazemos esquecer enquanto que, na verdade, elas prosseguem existindo e nos influenciando, surgindo nos momentos de menor vigilância.
                Se não ocuparmos nossos pensamentos com o que é respeitável, justo, puro, amável, carregaremos sempre conosco fantasmas emocionais, literalmente assombrando nossa casa mental. Liberte-se deles, resolva os problemas e os que estiverem além de suas forças, se é que alguma coisa está, confia em Deus.

(continua)

Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: fraterluz.blogspot.com


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

QUEIXA INFANTIL II

           
               Quem vence o impulso da queixa domina a si mesmo e passa a ter uma maior capacidade de êxito em todos os projetos e objetivos abraçados.
                Existe uma cultura que aponta a uma natural rebeldia no período conhecido como adolescência. Contudo, mesmo levando em conta situações e modificações físicas e comportamentais, esta fase já reflete o trabalho dos educadores em podar os vícios da lamentação no período da infância.
                Quem consegue esta compreensão coloca-se mais preparado para entender os mecanismos da vida, eliminado o sentimento de vítima, amadurecendo mais rápido.
                O espiritismo, ao esclarecer os pais sobre os mecanismos da infância e sobre a necessidade do encaminhamento das almas e eles confiadas para o aprimoramento moral, descerra-lhes as portas do dever cumprido preparando-os para tão importante responsabilidade: a de resgatar o lar em sua missão mais sagrada de sedimentar nos corações os valores cristãos e colaborar com os espíritos que abraçaram o bem, no retorno das almas à Terra para cumprimento de seus destinos evolutivos.
                Aproveitemos a infância como o agricultor a cuidar de sua lavoura, preocupando-nos em preparar a terra dos corações, plantando as sementes benditas do evangelho, arrancando as ervas daninhas dos vícios e da liberdade excessiva, promovendo a irrigação dos serviços no bem e vendo-a crescer sob o sol da consciência desperta.
                A terapia antiqueixa nas crianças, diferente do que ocorre nos adultos, está nas mãos dos responsáveis por ela. No adulto, cabe a ele estabelecer esta terapia enquanto que, na criança, esta ação cabe aos pais. Poderíamos até a conceber a idéia de que a criança queixosa evidencia uma paternidade distraída da responsabilidade e da educação. Chamar a atenção de nossos filhos para as diferentes realidades e diferenças sociais é benefício absoluto ao seu desenvolvimento.
                Quantos pais ao infelizes com seus filhos porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles. (Evangelho Segundo o Espiritismo – Causas Atuais das Aflições) o homem é o obreiro da sua própria infelicidade e, muitas vezes, a causa desta não reside em vidas anteriores, mas nesta.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: educacao.uol.com


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domingo, 2 de fevereiro de 2014

QUEIXA INFANTIL I

             
               Nos lares onde existe a reclamação constante, as crianças aprendem a reclamar e logo passam a ter uma visão torpe e deletéria, comprometendo significativamente seu futuro.
                Desde cedo, observam os pais a se queixarem do companheiro, do trabalho, da vida, enfim, e o resultado é fácil de prever.
                É de suma importância que os pais fiquem atentos aos comportamentos de seus filhos e, ao identificarem neles a reclamação, devem corrigir claramente, afinal, eles estão apenas no início de uma jornada terrena e, desta forma, não tem parâmetros para discernir entre o que é certo ou não.
                Quando a reclamação é instalada na criança em tenra idade, ela corre um risco muitas vezes maior de encontrar resistência para ser eliminada na vida adulta pois, com o passar dos anos, as raízes tornam-se profundas.
                A responsabilidade de pais e educadores das crianças é gritante para que elas aprendam, desde cedo, que a vida sempre vai desafiar o homem e reclamar aponta para uma falência destituída de razão.
                Ensinar a criança a ver as adversidades da vida com naturalidade é contribuição singular para seu êxito como cidadão, afinal, temos que definitivamente entender que situações difíceis são necessárias pelo nosso estado de educação e cultura.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: curitibapsicologa.wordpress.com


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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O DESAFIO DA CONVIVÊNCIA COM O QUEIXOSO III

             
              Muitas vezes o próprio casamento ou qualquer outra parceria pode ruir se um dos integrantes está entregue a esta prática. Temos relatos de casais que se gostam e possuem planos e sonhos de estabelecer uma vida comum, falirem em seus objetivos tendo como causa a lamentação constante.
                Partindo do princípio de que a base para o amor no matrimônio é a admiração, ou seja, apenas amamos aqueles a quem antes aprendemos a admirar, ao praticar a reclamação constante vamos perdendo a admiração e o amor perde uma de suas bases mais sólidas.
                Agrava-se o quadro quando não são respeitados nem mesmos os horários de refeição e enquanto nos alimentamos, ingerimos como tempero os aspectos negativos de um dos companheiros.
                Ora, claro que podemos e devemos dividir nossas dificuldades com os que convivem conosco, contudo, quando a reclamação passa a ser constante, já como uma patologia comportamental, perdemos o bom senso de respeitar alguns momentos especiais para a saúde da convivência.
                Outro momento que deveria ser poupado das queixas, são os momentos que precedem o sono. Após ouvir ou proferir uma sequência empolgante de queixas e ir dormir, acabamos sendo embalados por aspectos nada agradáveis e que acabam por influenciar nossa qualidade de sono.
                Em certa oportunidade, estava viajando num roteiro de palestras hospedado na casa de um amigo. Após a palestra, como de costume, ficamos conversando até altas horas na casa daquele que me hospedava. A certa altura da noite, o dono da casa disse que iria dormir, mas que nós poderíamos prosseguir com a conversa e assim foi. Ele levantou-se e saiu.
                Passados mais trinta minutos, resolvi da mesma forma me recolher e assim todos foram. O interessante é que ao ir para onde eu deveria dormir,  passei primeiro, e ele estava lá, sentado sozinho no quarto, o que me chamou a atenção pois era para ele estar dormindo há muito tempo. Não controlando a curiosidade, perguntei:
                - Não dormiu ainda?
                E a resposta me deixou mais curiosos ainda, pois respondeu:
                - Estou descansando para dormir!
                Não disse nada, mas confesso que achei estranho e me coloquei a pensar naquele comportamento totalmente inovador, pelo menos para mim.
                Contudo, refletindo sobre a situação, cheguei à conclusão de que ele tinha absoluta razão e com fácil entendimento. Basta lembrar das vezes que vamos dormir e acordamos mais  cansados no dia seguinte. Irmos para o repouso do sono embalados por situações e pensamentos perturbadores, nos roubam os benefícios que o descanso deveria proporcionar. Desta forma, parar e acalmar os pensamentos e o coração antes de dormir inevitavelmente gera um resultado feliz, agregando qualidade e garantindo uma manhã renovada.
                Sendo assim, evite as queixas antes do sono, geralmente não são boas companhias.
                A queixa dentro de qualquer ambiente é sempre prejudicial mas, no espaço do lar ela se projeta como um vírus eficaz devorando as possibilidades de convivência, reduzindo o diálogo e separando pessoas dentro da mesma casa. Devemos, por um dever moral, estimular nossos companheiros a atingirem seus sonhos e objetivos, afinal, se Jesus recomendou amar até mesmo aos inimigos, imaginemos com que atenção Ele não recomendaria tratar aos que nos oferecem o coração!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www.cientistaqueviroumae.com.br


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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O DESAFIO DA CONVIVÊNCIA COM O QUEIXOSO II

            
                Os queixosos tendem a incomodar-se com os felizes ou aos que manifestam-se confiantes nos desígnios da vida, em sua justiça e em sua precisão. Geralmente buscam maneiras de provar que não existem motivos para a felicidade e que tudo sempre pode piorar.
                Na convivência com o viciado reclamante, devemos sempre lembrar disso e não nos deixarmos penetrar pelas investidas maldosas que tendem a nos abater.
                Quando estão diante dos otimistas, os queixosos sentem-se na obrigação de levantar todos ao pontos possíveis que incitem tristezas ou situações infelizes, afinal, tornaram-se especialistas nisso. André Luiz nos diz: Toda tristeza manifestada impulsiona os tristes a serem mais tristes.
                Assim como o mecânico experiente gosta de falar de mecânica e mostrar seu conhecimento, o médico tenha uma queda para falar de sua especialidade, o queixoso busca oportunidades para, da mesma forma, exibir o que ele sabe – reclamar.
                Tentar mostrar uma postura equivocada a alguém que não deseja enxergar é perda de tempo e uma disputa sem benefício para nenhuma das partes.
                Temos que lembrar de que toda postura reta é reparadora e se a queixa é contagiante, é forçoso lembrar de que uma atitude racional e com intenção de promover o bem, da mesma forma, pode apoderar-se daquele que encontra-se no vício.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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