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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

GOZO E FELICIDADE II

                O gozo é fácil de lograr-se, enquanto a felicidade exige labor de largo porte.
                O gozo exterioriza-se pelos implementos do corpo, no entanto, a felicidade procede e se demora na área do espírito.
                O gozo limita as aspirações maiores da vida, todavia, a felicidade dilata as forças para uma visão da vida face a eternidade.
                O gozo asselvaja o homem e é, ainda, remanescente do primitivismo do qual procede o ser; entretanto, a felicidade promove a ascensão do homem, tornando-o dúctil às expressões da vida mais alta.
                O gozo leva à ardência dos sentidos, conquanto a felicidade apazigua e emoldura de ternura o homem.
                Um é rápido, a outra duradoura.
                Não é por outra razão que o Eclesiastes afirma: “A felicidade não é deste mundo” e Jesus, dando validade ao conceito corroborou-o, na assertiva de que o seu “reúno não é deste mundo”, porquanto, não obstante a felicidade não possa ser totalmente fruída na Terra, aqui pode e deve ser trabalhada, constituída para atingir o seu estágio superior, fora do corpo, no reino do espírito, que é o reino de Cristo.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 7 de novembro de 2017

GOZO E FELICIDADE I

                O gozo é satisfação que irrompe imediata, genericamente como resposta da sensação atendida.
                O que, no entanto, num momento constitui prazer, noutro se transforma em incontido desagrado.
                O gozo, logo passa, deixando marcas de cansaço ou expressões de novas ansiedades.
                Estabelecido pelos cânones do capricho carnal, exterioriza a situação pessoal de cada criatura, que se faz caracterizar pelo tipo de emulação que lhe proporciona o estado de prazer.
                O gozo não harmoniza o homem com a Cida, antes atormenta-o, ora porque não e torna um estado permanente, sendo desgastante, portanto, vezes outras pelas implicações frustradoras que dele decorrem.
                O gozo pode ser considerado qual labareda voluptuosa que, ao atingir o máximo de voracidade, inicia, também, a diminuição da chama, que logo se apagará por falta de combustível...
                O gozo exige coisas, pessoas, circunstâncias a fim de colimar o apogeu da sensação.
                É claro que nos não referimos ao gozo decorrente das satisfações intelectuais e morais, às alegrias nascidas no dever cumprido, aos júbilos do sentimento puro.
                A felicidade é o estado íntimo, em que a emoção libera os ideais de beleza e de harmonia, convidando a criatura ao crescimento, à libertação.
                Apoiando-se, às vezes, em determinadas condições que facultam alcançar-lhe a meta, não depende, necessariamente, delas.
                Mais de ordem metafísica, as suas expressões partem do íntimo do ser e dominam todas as fibras exteriores, favorecendo-o com plenitude e vida.
                Alimenta-se dos ideais de enobrecimento e não se desarticula quando defronta dificuldades, porquanto, fundamentalmente solidária ao bem, faz o homem esquecer-se de si mesmo, a fim de que trabalhe em favor de todos, com os quais comparte as suas manifestações.
                Supera circunstâncias e eleva-se acima das penosas conjunturas, encontrando alento nos momentos ásperos por alimentar-se de aspirações superiores.
                Pode ser comparada à linfa cristalina, que dessedenta e refresca, não produzindo outra satisfação que se não vincule à paz, à harmonia.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

PERSEVERAR

Espírito: EMMANUEL.
“... Aquele que perseverar até o fim será salvo”. – Jesus
(Mateus, 10:22).
Todas as vitórias da criatura são frutos substanciosos da perseverança.
Perseverando na edificação do progresso, mentes e corações, sem cessar, renovam os itinerários da própria vida.
O estudante incipiente chega a ser o erudito professor.
O curioso bisonho transforma-se no artífice genial.
A alma inexperiente atinge a angelitude.
Dar-se-ia constituir o triunfo evolutivo um hino perene à constância no aprendizado.
Sem firmeza e tenacidade, a teoria do projeto jamais deixará o sonho do vir-a-ser...
Por esse motivo, compete-nos recordar a necessidade imperiosa da perseverança desde os mínimos cometimentos até às realizações mais expressivas do bem para atingirmos o êxito duradouro.
Sem a chama da perseverança, a educação não pode patrocinar a iluminação das consciências; a edificação assistencial não surge na face planetária qual farol benfazejo asilando os náufragos da viagem terrena, e o “homem de hoje” para maiores conquistas do “homem de amanhã”.
Se almejares superar a ti mesmo, recorda a firme inflexão da voz do Cristo Excelso: - “aquele que perseverar até o fim será salvo”.
Asila-te na fortaleza da fé viva, lembrando que os transes que te visitam, por mais profundos e desconcertantes têm limites justos e naturais, e que nos cabe o dever de servir, confiar e esperar, para nossa própria felicidade, aqui e agora, hoje, amanhã e sempre.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A FELICIDADE NA TERRA

(J. Herculano Pires)
A felicidade é uma questão de compreensão. As criaturas que encaram a vida sem nenhuma compreensão da sua realidade espiritual não podem ser felizes. Seus momentos de alegria e satisfação passam depressa e são bem poucos. Porque elas colocam a felicidade onde ela não pode estar, querem encontrá-la em coisas ilusórias que logo se desfazem. A felicidade mora em nós mesmos, em nossa consciência. Temos um objetivo na vida e só somos felizes quando o estamos realizando.
No livro O Livro dos Espíritos em sua questão 921Kardec adverte: “O homem bem compenetrado do seu destino futuro só vê na existência corpórea uma rápida passagem”. Descartes já nos alertava contra o perigo de confundirmos a alma com o corpo. Quando não sabemos nos distinguir do próprio corpo o que buscamos é uma felicidade ilusória, egoísta e efêmera. Ela pode nos satisfazer por alguns instantes, mas logo murchará em nossas mãos e nos sentiremos grandemente infelizes.
É bom gravarmos em nossa mente este ensino de Andre Luiz: “Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade”. Esta não é apenas uma recomendação moral, é uma lei cientifica. Porque a vida humana é psíquica e não material. Vivemos num oceano de vibrações psíquicas, em permanente permuta com as outras pessoas. Se pensamos no mal atraímos vibrações más, se pensamos no bem atraímos boas vibrações, e se fazemos o bem criamos um potencial de bondade, paz e felicidade ao nosso redor, beneficiando também os outros.
É evidente que não podemos mudar o mundo por nós mesmos. Nem podemos fazer-nos anjos de um momento para outro. Temos o nosso passado negativo, mas o presente nos oferece a oportunidade de criar um futuro positivo. Enquanto o criarmos com nossos bons pensamentos e boas ações teremos a felicidade que é possível ao homem gozar na Terra, mundo ainda inferior, de provas e expiações. Venceremos nossas provas com alegria e superaremos nossas provações com esperança, compreendendo que nos libertamos a nós mesmos para a felicidade real do Espírito que é o destino de todas as criaturas.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

domingo, 19 de junho de 2016

REGRAS DE FELICIDADE

(André Luiz)
Lembre-se de que os outros são pessoas que você pode auxiliar, ainda hoje, e das quais talvez amanhã mesmo você precisará de auxilio.
Todo solo responde não somente conforme a plantação, mas também segundo os cuidados que receba.
* * *
Aqueles que renteiam conosco nas mesmas trilhas evolutivas assemelham-se a nós, carregando qualidades adquiridas e deficiências que estão buscando liquidar e esquecer.
Reflita nos arranhões mentais que você experimenta quando alguém se reporta irrefletidamente aos seus problemas e aprenda a respeitar os problemas alheios.
* * *
Pensemos no bem e falemos no bem, destacando o lado bom de acontecimentos, pessoas e cousas.
Toda vez que agimos contra o bem, criamos oportunidades para a influencia do mal.
* * *
Mostremos o melhor sorriso – o sorriso que nos nasça do coração – sempre que entrarmos em contato com os outros.
Ninguém estima transitar sobre tapetes de espinhos.
* * *
Evitemos discussões.
Dialogo, na essência, é intercambio.
* * *
Se você tem algo de bom a realizar, não se atrase nisso.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.
* * *
Estime a tarefa dos outros, prestigiando-a com o seu entusiasmo e louvor na construção do bem.
Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade.
* * *
Não contrarie os pontos de vista dos seus interlocutores.
Podemos ter luz em casa sem apagar a lâmpada dos vizinhos.
* * *
Você é uma instituição com objetivos próprios, dentro da Vida, a Grande Instituição de Deus.
Os amigos são seus clientes e se você procura ajudá-los, eles igualmente ajudarão a você.
* * *
Se você sofreu derrotas e contratempos, apenas se deterá nisso se quiser.
A Divina Providencia jamais nos cerra as portas do trabalho e, se passamos ontem por fracassos e dificuldades em nossas realizações, o Sol a cada novo dia nos convida a recomeçar.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

DECISÃO DE SER FELIZ

                Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.
                É importante que tudo quanto faças apresente um significado positivo, motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência, que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.
                Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te descoroçoes e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.
                És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, dede o berço até o túmulo, e depois dele, como resultado dos teus atos.
                Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.
                É relevante que o eu comportamento produza um intercâmbio agradável, caricioso, com as demais pessoas. No entanto, se não te comprazer, transformar-se-á em tormento, induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.
                Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives. É natural, portanto, que te plenificando, brindem-te com mais recursos para a geração de alegrias em volta de ti.
                Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento, às lutas, às dificuldades que aparecem. Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido. Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.
                Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.
                A vida é bênção e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.
                Tornado tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

EM TORNO DA FELICIDADE

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.

A felicidade pode exibir‐se, passear, falar e comunicar‐se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.

Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

Estude a si mesmo, observando que o auto‐conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.

Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

Quando o céu estiver em cinza, a derramar‐se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

VIVER VALE A PENA III

                Vale a pena viver porque estamos longe de compreender a vida, mas temos que convir que é ao menos fascinante imaginar o que nos aguarda depois de tanto empenho em vencer nossas más tendências. Provavelmente não exista no vocabulário do homem, palavra ou expressão suficientemente capaz para definir a felicidade dos espíritos puros, aqueles que conquistaram a si mesmos e, observando as viciações vencidas, sentem a grata brisa da realização pessoal.
                A vida é o grande objetivo de tudo o que existe e a petulância dos que querem contrariá-la é sempre vencida pela paciência que ela trabalha, afinal, por mais que nos revoltemos, no final, a vida tem sempre razão.
                Não podemos, é claro, criar a idéia equivocada de que uma vida feliz seja aquela mergulhada nos excessos de dinheiro, saúde, sucesso ou fama. Felicidade é subproduto de uma vida reta, pautada em valores fixados e enraizados em nós. Sem dúvidas de que oscilações são constantes para a manutenção da vida.
                A felicidade é para os que possuem a coragem de ousar romper os limites da maioria, que tem consigo mesmo um acordo de ética e respeito, que são insistentemente otimistas e sempre tentam um pouco mais, mesmo nos momentos de dificuldades, afinal, só vale a pena demonstrar nossa opção pela vida quando ela não está nos presenteando com facilidades, senão, fica fácil demais.
                O espiritismo está no mundo não para resolver os problemas do homem, mas, para nos ensinar a viver e nos capacitar para resolvermos nossos próprios problemas. Ou achamos graça nisso ou a vida fica sem graça, como uma comida em que foi esquecido o sal ou um rio que perdeu contato com sua fonte.
                Abracemos a vida como proposta pessoal sem questionar seus recursos educativos, apenas procurando entender sua finalidade para estabelecermos em nós uma crença raciocinada, baseada na razão e que, inevitavelmente, atenderá o coração.
Geralmente, os infelizes são brigados com a vida e isto faz parte de sua infelicidade. Mesmo que a felicidade seja pouca, será suficiente se for vivida intensamente.
                Não reclame de nada, vença isso, afinal, temos tanto a crescer, e ficar fixado no que não é edificante, nunca vale a pena.
                Afinal, ser feliz é estar cheio de vida!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: casamento.culturamix.com

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

VIVER VALE A PENA II

                O homem sem problemas coloca-se fora do jogo da vida, nem perde mas nem ganha, não experimenta dores pás para sempre vai ignorar a felicidade daquele que venceu as próprias limitações.
                Realizando uma contabilidade própria, veremos com relativa facilidade que os períodos de maior ganho em nossa vida coincidem com as fases de maiores adversidades. São os transtornos que fortalecem o caráter do homem e moldam uma índole de honestidade e confiança nos desígnios do Criador.
                O ao sempre identifica seu dono mas o homem, diante das lamentações, parece ignorar a Deus que, sabiamente justo, qualifica a vida da criatura humana com os elementos necessários a favorecer seu desenvolvimento.
                A felicidade tão almejada, não poderá habitar a vida dos que se encontram nas condições primárias da existência, sejam nas relações pessoais, profissionais e de convivência.
                Lembre-se que razões para queixar-se todos temos e sempre teremos enquanto habitarmos mundos desta natureza. Bom mesmo é nos colocarmos acima da natureza atual, afinal, se não é uma condição definitiva, deve estar em constante transformação.
                A vida desafiante é uma constate terapia operando na intimidade da consciência humana um ajuste com as leis que regem o universo, sempre inalteráveis pela soberania que apresentam. Nossa opção é sempre a da reação imortal, constante. Enquanto houver problemas, deve existir resistência comportamental.
                Reclamar, jamais. Trabalhemos no rumo reto que conduz ao objetivo a ser atingido. Enquanto lamentamos, as labaredas do problema são alimentadas. Sem a lamentação, o retorno à normalidade é favorecido e, desta forma, o controle da situação também. Lembrando sempre – você está em tratamento!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: espiritualidade-nocaminhodaluz.blogspot.com

terça-feira, 5 de agosto de 2014

FELIZES, SOMENTE OS BONS IV

                Adotar uma terapia antiqueixa significa, acima de tudo, estabelecer um acordo consigo mesmo, íntimo e desafiador. Não precisamos propagar ou dividir com ninguém e, pela dedicação, atingiremos este estado de espírito identificado como paz!
                Em verdade, toda felicidade é espiritual, afinal, como espíritos. Aquilo que é transitório nunca fará feliz aquele que é imortal. É no espírito que se encontra a gênese de tudo o que ocorre.
                 Trabalho da terapia própria apenas pode ser entendido com a insistência motivada pela vontade real de ser livre. Você merece ser dono de si e, desta forma, sentir-se integrado ao universo no grande plano que conduz tudo e todos ao progresso.
                Mesmo fora do campo da filosofia espírita, os apontamentos são os mesmos. Albert Einstein nos oferece o mesmo pensamento, com a propriedade de quem mergulhou profundamente na ciência: “Se quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem as coisas.”
                Neste caso, a meta é a determinação de substituir a fragilidade da queixa pela fortaleza da aceitação do que nos ocorre, se não nos for possível entender.
                Somente pode decidir ser feliz aquele que tem domínio da própria vontade, que conduz a própria vida, no lugar de ser conduzido pelos acontecimentos e situações.
                Por fim, relembramos Allan Kardec, na Revista Espírita que afirmou: “A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se acha.”
                Abandonemos definitivamente a queixa, afinal, se somos filhos de Deus temos que, em nossas atitudes, mostrar traços de caráter que comprove esta paternidade.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: valdnan.blogspot.com

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

FELIZES, SOMENTE OS BONS III

                Lamentar é contrário à condição feliz, então, naturalmente a repele. Quando estamos nos aproximando da felicidade, passamos a desejar outras coisas nos desviando da rota quase finalizada. Quando não, observamos a vida dos outros e já não queremos mais simplesmente sermos felizes, o que já seria um grande desafio, mas o problema fica maior quando queremos ser mais felizes que os outros.
                E a dificuldade se dilata porque sempre achamos que os outros são mais felizes do eu realmente são. É sempre assim, queremos sempre mostrar às pessoas o que não somos, porque somos, isso dificilmente mostramos.
                Aí está outra forma de se perceber a influência de queixa em nós, pois, por mais que tentemos esconder nossa condição espiritual e moral, ao queixarmos dos acontecimentos acabamos por nos entregar.
                Poderíamos até definir como engraçado, pois em toda a nossa busca pela felicidade nos norteamos por bons valores, objetivos positivados mas, quando conseguimos a verdadeira felicidade, aprendemos que não precisa de nada. Quando questionamos os verdadeiros felizes para entender por que eles são, geralmente respondem: “Nem sei. Simplesmente sou feliz.”
                Felicidade real somente pode ser aquela que não depende de nada, afinal, quando somos felizes por causa de alguma coisa, se perdemos essa coisa, perdemos da mesma forma a felicidade.
                Um dia entenderemos que ninguém pede a felicidade quando se é feliz a troco de nada. Simplesmente é!
                Portanto, se esperarmos sermos felizes para depois pararmos de reclamar das adversidades da vida, estaremos na contramão de todo o processo. Parar de reclamar contribui, significativamente, para a felicidade e é um indicador de que estamos no caminho certo.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: sentidoinsensato.blogspot.com

domingo, 3 de agosto de 2014

FELIZES, SOMENTE OS BONS II

                Quando reclamamos de alguma coisa é porque não estamos satisfeitos, contentes com os acontecimentos, pois bem, esta postura não refere-se a alguém que esteja experimentando a felicidade. Felicidade e queixa nunca habitação o mesmo espaço, nem tão pouco o mesmo coração. Apenas renunciando a um teremos a percepção do outro.
                Mesmo sendo a felicidade uma busca geral e anseio de toda criatura humana, ela é quase sempre deixada em segundo plano. Queremos ser felizes desde que alguém nos proporcione esta felicidade, na verdade alegria mas, quando ela exige renúncia de comportamentos e condicionamentos na forma de pensar, deixamos de lado.
                Ser feliz é proposta audaciosa, afinal, sem a determinação de verdadeiramente ser, ficamos fixados em nossas limitações e nos impedimos de senti-la.
                Mesmo ela estando sempre assentada onde a colocamos, geralmente, a colocamos onde não temos acesso. Muitas vezes, por uma falsa compreensão do que venha a ser esta condição de vida, nos iludimos na busca externa ignorando os reais objetivos que nos reportariam a este encontro.
                Temos sempre um desencontro com o tempo quando o assunto é a felicidade. A razão pela qual algumas pessoas acham tão difícil serem felizes é porque estão sempre a julgar o passado melhor do que realmente foi, o presente sempre pior do que é e o futuro melhor do que será.
                Enquanto que os felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem restrições do que lhe aguarda. É a natural confiança na vida que brota do coração dos felizes.
                Fica fácil entender porque somente os que primeiro tornam-se bons, depois são felizes. E nem poderia ser diferente, afinal, ninguém poderia primeiro receber o privilégio para depois fazer por merecer. Sem seguir valores morais que nos reportem ao bem e à posturas de honestidade, responsabilidade e respeito, fica contraditório sermos felizes, afinal, é o sentimento que por excelência move o homem.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www.metacerta.com 

sábado, 2 de agosto de 2014

FELIZES, SOMENTE OS BONS I

                A vida possui suas leis próprias, imutáveis por serem fruto da soberania e inteligência suprema de Deus e uma destas leis determina: Apenas seremos felizes, quando formos bons.
                Por mais que tenhamos coisas ou pessoas, a regra é clara. Felicidade somente é possível sobre a base da bondade, fora disso vamos acumular bens, posições sociais ou qualquer outra coisa que nada influirão em nossa felicidade.
                Poderemos até sentir alegria, afinal, esta sim fixa nas coisas. Mas, felicidade é subproduto de uma vida reta e construída com paciência e dedicação.
                A lamentação representará, sempre, tempo mal administrado em benefício próprio dificultando a construção da própria felicidade em detrimento das ilusões do mundo ou, no máximo da alegria passageira.
                Se apenas seremos felizes quando formos bons, devemos reconhecer que a bondade determinante não se fará no coração daquele que não compreendeu os desígnios da vida e mostra isso por meio da queixa.
                Um dia entenderemos que tudo que está à nossa volta obedece a ordem suprema da vida. Coisas e pessoas, situações e condições, tudo está certo como está. Pela liberdade natural do espírito, temos o direito de mudar, de transformar nossa realidade com o limite de nossas forças mas, se não mudamos ainda, creia, está certo como está!
                Baseados no fato de que ainda desconhecemos a felicidade real, podemos ao menos ter como resultado da busca de toda a humanidade a informação de que essa busca deve começar pela gratidão permanente.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: blog.msmacom.com.br

terça-feira, 15 de abril de 2014

LEIS CÁRMICAS E FELICIDADE

Nas experiências psicológicas de amadurecimento da per­sonalidade, na busca da plenitude, a incerteza é indispensá­vel, pois que ela fomenta o crescimento, o progresso, signifi­cando insatisfação pelo já conseguido.
A certeza significaria, neste sentido, a cessação de moti­vos e experiências, que são sempre renovadores, facultando a ampliação dos horizontes do ser e da vida.
Graças à incerteza, que não representa falta de fé, os erros são mais facilmente reparáveis e os êxitos mais significati­vos. Ela ajuda na libertação, pois que a presença do apego, no sentimento, gera a dor, a angústia. Este último, que funci­ona como posse algumas vezes, como sensação de segurança e proteção noutras ocasiões, desperta o medo da perda, da solidão, do abandono.
A verdadeira solidão — a mente estar livre, descompro­metida, observando sem discutir, sem julgar — é um estado de virtude — nem memória conflitante do passado, nem desespe­ro pelo futuro não delineado — geradora de energia, de cora­gem.
Normalmente, o medo da solidão é o fantasma do estar sozinho, sem ninguém a quem submeter ou a quem subme­ter-se.
A insegurança porque se está a sós assusta, como se a presença de outra pessoa pudesse evitar os fenômenos auto­máticos de transformação interna do ser — fisiológica e psico­logicamente — impedindo os acontecimentos desagradáveis ou a morte.
É necessário que o homem aprenda a viver com a sua solidão — ele que é um cosmo miniaturizado, girando sob a influência de outros sistemas à sua volta — com o seu silêncio criativo, sem tagarelice, liberando-se da consciência de cul­pa, que lhe vem do passado.
Destinado à liberdade plena, encontra-se encurralado pe­las lembranças arquivadas nos painéis do inconsciente — sua memória perispiritual — que lhe põem algemas em forma de ansiedade, de fobias, de conflitos.
Mesmo quando os fatores da vida se lhe apresentam tran­qüilizadores, evade-se do presente sob suspeitas injustificá­veis de que não merece a felicidade, refugiando-se no possí­vel surgimento de inesperados sofrimentos.
A felicidade relativa é possível e se encontra ao alcance de todos os indivíduos, desde que haja neles a aceitação dos acontecimentos conforme se apresentam. Nem exigências de sonhos fantásticos, que não se corporificam em realidade, tampouco o hábito pessimista de mesclar a luz da alegria com as sombras densas dos desajustes emocionais.
As heranças do passado espiritual ressumam em mani­festações cármicas, que devem ser enfrentadas naturalmente por fazerem parte da vida, elementos essenciais que são cons­titutivos da existência.
Como decorrência de uma vida anterior dissoluta, sur­gem os conflitos, as castrações, os tormentos atuais, da mes­ma forma, como efeito do uso adequado das funções se apresentam as bênçãos de plenificação.
As leis cármicas, que são o resultado das ações meritórias ou comprometedoras de cada indivíduo, geram, na economia evolutiva de cada um, efeitos correspondentes, estabelecen­do a ponderabilidade da Divina Justiça, presente em todos os fenômenos da Natureza e da Criação.
O fatalismo cármico da evolução é a felicidade humana, quando o ser, depurado e livre, sentir-se perfeitamente inte­grado na Consciência Cósmica.
A sua marcha, embora as aparências dissonantes de ale­gria e tristeza, de saúde e doença, está incursa no processo das conquistas que lhe cumpre realizar, passo a passo, com dignidade e com iguais condições delegadas aos seus seme­lhantes, sem protecionismos vis ou punições cerceadoras in­devidas, que formaram os arquétipos de privilégio e recusa latentes em muitos.
A resolução para ser feliz rompe as amarras de um carma negativo, face ao ensejo de conquistar mérito através das ações benéficas e construtivas, objetivando a si mesmo, o próximo e a sociedade.
Nenhum impedimento na vida à felicidade.
Uma resignação dinâmica ante o infortúnio — a naturali­dade para enfrentar o insucesso negando-se a que interfiram no estado de bem-estar íntimo, que independe de fatores ex­ternos — realiza a primeira fase do estágio feliz.
O amadurecimento psicológico, a visão correta e otimista da existência são essenciais para adquirir-se a felicidade pos­sível.
Na sofreguidão da posse, o homem supõe que o apego às coisas, a disponibilidade de recursos, a ausência de proble­mas são os fatores básicos da felicidade e, para tanto, se em­penha com desespero.
Ao desfrutar deles, porém, dá-se conta que não se encon­tra ditoso, embora confortado, porque é no seu mundo ínti­mo, de satisfação e lucidez em torno das finalidades da vida, que estão os valores da plenitude.
As leis cármicas são a resposta para que alguns indivídu­os fruam hoje o que a outros falta, ao mesmo tempo são a esperança para aqueles que lutam e anelam, acenando-lhes a possibilidade próxima de aquisição dos elementos que felici­tam.
Idear a felicidade sem apego e insistir para consegui-la; trabalhar as aspirações íntimas, harmonizando-as com os li­mites do equilíbrio; digerir as ocorrências desagradáveis como parte do processo; manter-se vigilante, sem tensões nem re­ceios e se dará o amadurecimento psicológico, liberativo dos carmas de insucesso, abrindo espaço para o auto-encontro, a paz plenificadora.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: anacadengue.com.br

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

PLENIFICAÇÃO PELA FELICIDADE


      Todo cometimento decorre da planificação men­tal, o que é fator de triunfo ou não, de acordo com o investimento da razão. Para a plenificação do ser, me­diante a felicidade, o treinamento mental e emocional torna-se preponderante, a fim de facultar o nível de consciência compatível.
       Não há vitória sem esforço. Com a mente e a emoção tranqüilas, experimenta-se o prazer transpessoal plenificador, gerando o campo para a capacitação intuitiva. Com ela, mediante o silêncio da mente e a calma dos anseios do corpo, o self é penetrado em profundidade, e a sua percepção da realidade aumenta, facultando-lhe a conquista do co­nhecimento — a sabedoria que decorre da informação e da ação do amor — que o projeta em outras di­mensões do Espírito.
Agigantando-se a consciência, o ser alcança a paranormalidade superior e inter-relaciona-se com os seres de faixas espirituais mais elevadas, vivendo no corpo e fora dele em plenitude.
Assim alcança a iluminação, a bem-aventurança, que são as expressões máximas da felicidade.
O encontro com a vida espiritual pujante se torna uma perene fonte de alegria, refletindo-se em todas as coisas e pessoas.
A consciência, portanto, iluminada, é a responsá­vel final pela felicidade. No começo é apenas vislum­brada, intuída, até tornar-se realidade, sem a necessi­dade de alienação do mundo.
Todos os seres humanos têm direito à felicidade e devem fruí-la, desde as suas mínimas expressões às mais grandiosas, em todo o painel da existência.
Com a visão transpessoal da felicidade, tudo e todos devem ser vistos, sentidos e amados como são. A consciência os absorve com a sua estrutura.
Não seja a felicidade, no entanto, o resultado da indução externa ou de uma auto-sugestão, pois que se tornaria um engodo proposto e conseguido pelo inconsciente.
A intimidade, a identificação com a unidade, de forma persistente e natural, propiciam o manifestar da felicidade, permitindo uma entrega consciente ao self plenificador.
A felicidade é, portanto, uma forma de viver e, para que se torne permanente, é necessário que seja adquirido o nível de consciência do Espírito, e isto co­meça quando se descobre e se atenta para o que realmente se deseja da vida além dos níveis imediatos do gozo e do prazer.


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

CONDIÇÕES DE FELICIDADE III


Nos períodos de formação da personalidade — in­fância e juventude — é comum orientar-se o educando para as conquistas externas a qualquer preço, iden­tificando os valores sociais e econômicos, não raro em detrimento da realização interior. Somente quando são estabelecidas metas de triunfo íntimo, é que se alcança a correta identificação do ser com os lídimos objetivos da reencarnação.
Nessa fase de indefinição, muitos indivíduos são induzidos a satisfazer as ambições malogradas ou vi­toriosas dos seus pais, educadores e chefes, que pro­jetam sua sombra nos filhos, alunos e subordinados, sem pensarem na realização pessoal dos seus depen­dentes.
Essa conduta é responsável por muitos conflitos, que impedem um discernimento claro do que seja re­almente a felicidade. Diante disso, a idade da razão pode apresentar-se atemorizante e perturbada por contínuas crises existenciais.
Constatar que as conquistas feitas não são pleni­ficadoras, defrauda as aspirações e tira o sentido da vida, O triunfo e o fracasso externo também produ­zem a mesma frustração e incompletude.
Nesse período, a constatação do tudo efêmero impulsiona o ser na direção da felicidade, e é nesse nível de consciência que a busca alcança os patama­res elevados do amor desinteressado, da paz íntima e da realização espiritual, que são as condições es­senciais para culminar no encontro.
A partir daí, a reflexão se torna freqüente, a ora­ção faz-se natural e a meditação é um reconforto nor­mal. Amadurecendo, o indivíduo irradia do mundo in­terior o bem-estar e passa a fruir de felicidade.
Isto não o impede de ter problemas, que passa a administrar com equilíbrio, não se perturbando, nem se deprimindo com eles.
São os problemas, solucionados, que proporcio­nam maturidade e harmonia íntima. Sem eles, como exercícios, torna-se improvável o êxito.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

CONDIÇÕES DE FELICIDADE II


A felicidade se estabelece quando os dois níveis — físico e mental — harmonizam-se, ensejando o prazer emocional e transpessoal.
Nesse passo alcança-se, mediante a criativida­de, o prazer mental, o bom direcionamento da men­te, que consegue alterar para melhor a compreensão do mundo.
Esse sentido da vida, essa finalidade induz a sa­crifícios de bens, riquezas, relacionamentos, para a entrega à inspiração, do significado à busca da felici­dade. Tal prazer não se restringe apenas à arte em si mesma, ou à cultura, porém, à vida e aos seus valores, às realizações no campo pessoal, com vistas ao bem da humanidade, à superação do ego.
Um dos pontos-chave da desdita, como dos con­flitos, reside na evocação dos acontecimentos infantis menos felizes, que ressumam freqüentemente em res­sentimentos e torturas.
A crença indevida de que a infância tranqüila, descuidada, sem preocupações, seria um período sem traumas, nem sempre cor­responde à realidade. Sem dúvida, uma infância rósea é fator positivo, porém, não essencial à felici­dade.
Certas constrições e castrações, o relacionamen­to com a mãe, as inibições e pavores infantis geram inegavelmente tormentos que surgem e ressurgem em todos os demais períodos da existência. Apesar dis­so, em uma visão transpessoal da vida e do ser, cada um traz consigo as predisposições comportamentais e cármicas para a atual experiência, convivendo com os fatores que merece, graças aos quais deve amadu­recer emocionalmente e dispor-se para a auto-realização.
Qualquer tipo de crescimento, especialmente psi­cológico, redunda em sofrimento emocional.
A liber­tação de uma fase — infantil, adolescência, idade da razão — ocorre como se fora um parto com dor, culmi­nando, biologicamente, com a terceira idade, quan­do se dá a morte do invólucro carnal.
Os períodos infantil e adolescente são decisivos na existência, e todas as pessoas passam por dificul­dades e crises durante a formação da personalida­de, favorecendo conflitos compreensíveis, que levam à independência pessoal. Nem todos logram vencer as tensões internas e externas que se estabelecem a partir de então. É, no entanto, nessa fase que se defi­nem os rumos futuros do comportamento, necessi­tando-se de psicoterapias emocionais e espirituais, próprias para a libertação. Mesmo essa ocorrência, feliz ou desventurada, e sua aceitação, com o conse­quente crescimento, têm a ver com a estrutura pro­funda do self, a realidade do Espírito.
Naturalmente, as recordações infantis positivas ficam submersas, sob aquelas negativas, em razão da valorização do desagradável marcar mais o ser, do que os outros, que deveriam ser mais considerados. Tra­ta-se de um atavismo masoquista inconsciente, que predomina em a natureza humana. Assim, os proble­mas existenciais podem perturbar a identidade, quando o ser é frágil, psicologicamente, e sem expe­riências desafiadoras, espiritualmente. Mesmo nas infâncias assinaladas por dificuldades, há muita be­leza a recordar e momentos inesquecíveis, que são inerentes a essa fase, exceção feita às personalidades psicopatas e arredias, que cultivam, no seu mu­tismo ou exacerbação, os conflitos de que padecem.
Seja, porém, qual for a herança infantil que se car­regue, a busca da felicidade não deve sofrer solução de continuidade, especialmente se as vivências são conflitivas, merecendo, nesse caso, mais intensidade de reidentificação com o self.
Avançando-se terapeuticamente para a libertação dos traumas, com a fixação dos propósitos e logros de saúde emocional, consegue-se dar o passo primeiro para a conquista da felicidade que logo virá.

(continua)


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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terça-feira, 15 de outubro de 2013

CONDIÇÕES DE FELICIDADE I

  
     Como decorrência de uma visão caótica e pessi­mista da vida, estabeleceu-se que a felicidade resulta do triunfo em qualquer área e dos prazeres de rápido deleite, o que deu origem aos de natureza material, portanto sensuais, como o orgasmo, o dinheiro, o êxi­to com todo refinamento de sucedâneos, desde a alimentação aos relaxantes banhos, massagens, varia­ções de moda, frivolidades... Apesar do bem-estar que proporcionam, cedem lugar a outros anseios, convertendo-se em tormentos — conscientes ou não — ge­radores de conflitos por competitividade, como di­ante do inevitável desgaste corporal face à idade e à doença, às fugas espetaculosas para os alcoólicos, drogas aditivas, tabaco ou depressões profundas...
Além desses, surgem, como metas felizes, os pra­zeres emocionais, que induzem aos relacionamentos humanos, promocionais, de lideranças e representa­ções sociais, políticas, econômicas, religiosas, porta­doras de grande valorização para o ego.
Essas metas, que são gratificantes, também têm o sentido do efêmero, tão rápidos são os relaciona­mentos, e perturbadores os status humanos, que não preenchem os vazios interiores.
Somente quando há uma reciprocidade honesta nesses relacionamentos, quando o intercâmbio se expressa leal e afetivo, é que a felicidade se estabelece, visto que, do ponto de vis­ta psicológico transpessoal, ela é o amar, possuir a capacidade de amar plenamente, sem imposições nem paixões egóicas.
Esse amor não pede e sempre doa; não tenta mo­dificar os outros e sempre se aprimora; não se rebela nem se decepciona, porquanto nada espera em retri­buição; não se magoa nem se impacienta — irradia-se, qual mirífica luz que, em se expandindo, mais se potencializa.
Porque esse amor não tem apego, nunca é pos­sessivo, portanto faz-se libertador, infinito, não se con­fundindo com a busca do relacionamento sexual, que pode estar embutido nele, sem lhe ser causalidade. O prazer que gera na comunhão dos sentidos não éfundamental, embora seja contributivo.
A saúde, nos seus vários aspectos, depende mui­to do amor, especialmente a de natureza psicológica, emocional, resultante, quase sempre dos relaciona­mentos íntimos, conjugais, como mecanismo comple­tador da harmonia pessoal. Esse contributo do amor preserva também o equilíbrio mental, sem o qual a felicidade se torna uma utopia paranóica. Nesse caso, o relacionamento proporciona um bem-estar igualmen­te físico e espiritual, já que não se pode dissociá-los, enquanto na conjuntura carnal.
Para esse amor de plenitude torna-se indispensá­vel uma entrega autêntica, sem subterfúgios, sem aparências, fazendo-se que sejam retiradas as más­caras e as sujeições.

(continua)

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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terça-feira, 1 de outubro de 2013

FELICIDADE EM SI MESMA

    
      Considerando a felicidade como sendo a harmo­nia entre o ego e o self, o descobrimento dos valores profundos do ser e a consciência da sua legitimidade que induz a conquistá-los, eleger os métodos da ple­nificação interior torna-se o próximo passo nessa bus­ca desafiadora.
Quem coloque a felicidade como sendo a conquis­ta de títulos e triunfos mundanos, destaque social e poder, desfrutar de privilégios e dinheiro, não saiu da periferia imediatista dos prazeres sensuais, que res­pondem pela competitividade e pelo desequilíbrio da emoção.
Jesus definiu com segurança o conceito pleno de felicidade, no conteúdo do pensamento meu reino não é deste mundo, tendo em vista a impermanência da vida física, a transitoriedade do ser existencial, ter­restre, em constante transformação, no seu contínuo vir-a-ser.
A criatura não é o que se apresenta, nem como se encontra. Esse estado impermanente é trânsito para o que se será. Em prazer ou em sofrimento, não se é isso, mas se está isso, conscientizando-se do conti­nuum no qual se encontra mergulhado.
O empenho para a busca da felicidade conduz à eleição de objetivos fora do mundo físico.
Todavia, não é necessário alienar-se do mundo, odiá-lo, para con­seguir por meio de transferências e fugas psicológi­cas. A meta além do mundo se estabelece como prio­ritária, porque, na vida terrestre, o que se constitui essencial numa faixa etária, noutra se transforma em pesada carga, responsável por arrependimentos e angústias insuportáveis. De acordo com as mudanças e realizações culturais, alteram-se os objetivos da bus­ca, superando-se uns anseios e surgindo outros.
Por isso, os valores sensuais tendem a produzir vazio, e as conquistas existencialistas perdem os seus conteú­dos, logo são alcançadas, transformando-se em tédio.
Parte da Unidade Universal e individual nela, o ser humano pode desfrutar dos fenômenos existenci­ais, sem abandono da meta transpessoal, como de­graus vencidos na ascensão que levará ao patamar da felicidade. Quando se adquire a consciência da unidade e da valorização de si mesmo, sem a presun­ção narcisista do excesso de auto-importância, avan­ça-se na busca, desenvolve-se interiormente, acende-se a luz da determinação de fazer-se feliz em quais­quer circunstâncias, em todos os momentos, prazen­teiros ou não. Embora a felicidade não dependa do prazer, o prazer bem estruturado é-lhe caminho. A sua ausência, no entanto, em nada a afeta, por estar acima das sensações e emoções imediatas.


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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