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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ANÁLISE DOS SOFRIMENTOS IV

                Aí estão os vícios sociais e morais estiolando vidas, produzindo a lassidão dos sentidos e, a médio, curto ou longo prazo conduzindo à loucura, ao autocídio. São alguns deles o inocente cigarro de exibição no grupo social como afirmação da personalidade, eliminação de tabu, respondendo por graves problemas respiratórios, cânceres, enfisemas pulmonares; o prazer etílico gerador de ressacas tormentosas, cirroses hepáticas, úlceras gástricas e duodenais, distúrbios intestinais e outros, além das alucinações que levam à violência, à depressão, à destruição de outras vidas e tudo quanto é caro, precioso, com resultados funestos; as drogas, que escravizam iniciando-se as dependências nas primeiras tentativas que parecem proporcionar prazer, estimulando a alegria, a coragem, a realização, vitórias fugidias sobre os fortes conflitos psicológicos, logo se convertendo em desgraças, às vezes, irremediáveis.
                O engano de considerar-se invencível, superior, provando o desconhecimento da fragilidade e da impermanência do conjunto que o constitui, especialmente de seu corpo, faculta, ao ser, prazer mentiroso, que o desperta sob grande sofrimento.
                Ninguém escapa às conjunturas que constituem a vida. Programada de forma a educar e fortalecer, seus aprendizes não a podem burlar indefinidamente.
                Enfrentar as vicissitudes e superar os valores indicativos de prosperidade, de prazer injustificável, eis como poupar-se ao sofrimento. É certo que um número significativo de prazeres se apresenta, sem riscos de converter-se em fator afligente.
                O sofrimento, portanto, quando se tem dele consciência, é facilmente evitável.

( continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 11 de julho de 2014

LIBERAÇÃO DA MACONHA: AVANÇO OU RETROCESSO MORAL DO PLANETA?

                A revista VEJA, de 13 de novembro de 2013, traz uma reportagem sobre a liberação da maconha em muitos estados americanos. Vejamos: “A maconha é a substância ilícita mais popular do mundo. O número total de usuários chega a 200 milhões – o equivalente à população brasileira. O impacto da Cannabis na saúde humana é bem conhecido. O uso frequente da droga aumenta o risco de uma pessoa sofrer esquizofrenia, depressão, ansiedade e perda de memória, além de haver indícios de que esteja relacionada a diversos tipos de câncer.
                Metade das pessoas que fumam a maconha regularmente sente que ela atrapalha sua vida profissional e social. Mesmo admitindo esses efeitos negativos, as autoridades de muitos estados americanos e de países como o Uruguai tornaram legais sua produção, comercialização e uso. A justificativa para trazer à luz do sol toda a cadeia produtiva da maconha foi a de que essa medida tornaria o narcotráfico desnecessário e, assim, se daria um fim aos crimes associados àquela atividade. No ano passado, os eleitores dos estados do Colorado e de Washington, nos Estados Unidos, compraram essa tese e aprovaram em referendo a legalização do uso recreativo da maconha. A partir de 2014, quem tiver mais de 21 anos de idade poderá comprar cigarros, refrigerantes, concentrados, chás, barrinhas, biscoitos, bombons, limonadas e balas – tudo feito com maconha.”
                A primeira dúvida que surge é como se dosa o uso recreativo da maconha? Qual a dose que para uma pessoa é recreativa e para outra não? Quem assumiria a venda da Cannabis? O que se fazer para evitar que a legalização não crie um tráfico legalizado quando um usuário não se sentir satisfeito com a tal dose recreativa?
                Em um outro trecho da reportagem, encontramos alguns efeitos nocivos da maconha: eleva em 2,5 vezes o risco de câncer de pulmão; em 5 vezes o risco de um ataque cardíaco na primeira hora após o uso; em 2 vezes a probabilidade de câncer de testículo; em 4 vezes a incidência de câncer de cérebro em crianças cuja mãe fumou durante a gravidez. Se acharam pouco, prestem atenção nesses outros números: a maconha aumenta em 3,5 vezes a probabilidade de esquizofrenia; em 2 vezes a incidência de depressão; em 5 vezes os transtornos de ansiedade e em 4,2 vezes a fobia social. Além disso, reduz a capacidade de concentração em 40% dos usuários; em 60%, a memória de curto prazo e, em 8 pontos, o QI do usuário.
                Pergunto: a legalização modificaria todos esses efeitos deletérios mencionados? De que maneira? A tal de dose recreativa seria menos maléfica? De que forma? Apenas afastando o traficante e ficando com a mesma causa – Cannabis – de todos esses males?
                Mas vamos à resposta ao título desse artigo: não, a humanidade não está regredindo. Os espíritos não estão retrocedendo co essas decisões. Pelo menos aqueles que á atingiram algum esclarecimento. Então, o que ocorre para que se chague à aprovação dessa legalização? Sabemos que mais de vinte bilhões de espíritos estão vinculados à psicosfera da Terra. Sabemos também como demonstram os números que a população dos encarnados está aumentando. Da mesma forma conhecemos que a maioria dos espíritos vinculados à escola da Terra é de pouca evolução. A população de encarnados aumenta à custa de espíritos com essa pouca evolução. Em sendo maioria, pelo menos por enquanto, exercem a devida pressão para que seus objetivos inferiores sejam alcançados. A legalização da maconha é um deles.
                A aprovação da lei do direito ao aborto por qualquer motivo é outro. E assim vamos caminhando. O mal ainda é buscado pela maioria que até mesmo luta por ele; se compraz com ele. A ele se entrega de corpo e de alma, como diz o ditado. A entrega do corpo origina os males acima descritos. A entrega da alma tem consequências que podem ser mencionadas nas sessões mediúnicas através dos diversos tipos de tortura moral que sofrem na dimensão espiritual da existência. Apesar de tudo, o livre-arbítrio permanece para que os responsáveis não possam fugir à responsabilidade de suas escolhas. A codificação espírita permanece intocável, irrepreensível. Como nos ensina a resposta da questão 118 de o Livro dos Espíritos, o espírito fica com o conhecimento das provas pelas quais passa como consequência da colheita obrigatória da livre semeadura realizada. Semear Cannabis no solo da terra e na consciência do espírito jamais proporcionará uma boa colheita, mesmo quando a legislação dos homens assim permitir.
 Wellington Balbo
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2014
imagem: www.planetadroga.com.br

sábado, 17 de novembro de 2012

BEBER ALCOÓLICOS É UM FLAGELO SOCIAL


                Se analisarmos atentamente os flagelos da sociedade, na base dos homicídios, quase sempre estão ocorrências atreladas ao consumo de álcool. Os tribunais estão abarrotados de processos em face dos delitos oriundos do consumo de alcoólicos. As penitenciárias estão superlotadas por questões vinculadas ao consumo de bebidas alcoólicas. Muitas famílias estão aniquiladas, desestruturadas por causa dos alcoólicos de vários arranjos (destilados ou fermentados).
                Os alcoólicos não matam a sede, não aquecem no frio, ao relaxam músculos. Revoguemos esses e outros mitos de que os alcoólicos podem ser bebidos com moderação – isso quase sempre não é verdade. Sob o escudo das desculpas esfarrapadas, um espantoso número de pessoas tem absolvido a devassidão do consumo de bebidas alcoólicas em suas práticas usuais. Muitos são os paranóicos de plantão que se abeiram da insensatez para afiançar eu até mesmo o Cristo bebeu vinho. Nada mais hediondo que essa forma leviana de rebaixar o Mestre até as alamedas de imoralidade e morbidez em que estagiam os viciados.
                Beber é histórica e culturalmente considerado um hábito social inofensivo, um prazer, uma curtição. Tudo muito irônico, até no escárnio das piadas sobre os bêbados. A rigor, o alcoolismo é uma enfermidade grave e crônica que, como qualquer dependência, não tem cura, porém tem tratamento. Desde 2003, os cientistas já afirmavam ter descoberto um gene importante para a explicação dos inúmeros efeitos do álcool no cérebro, e esperavam poder produzir um medicamento que desativasse alguns dos efeitos de prazer ligados à ingestão do álcool, e talvez tentar combater o alcoolismo com remédio. Não deu certo!
                O vício, seja revestido de que caráter for, e onde for e por quem for cometido, nunca deixará de ser um ato nefasto, carecendo ser eliminado a fim de que se reerga o sujeito a ele jugulado, para conseguir seus apropriados caminhos de renovação e exultação.
                Nessas vias em que o vício se oferece como coisa admitida, existem os que fazem questão de se despontar impassíveis a quaisquer advertências do bom senso, sinalizando com o livre-arbítrio, enquanto outros perpetram deboches dos que pregam virtudes, provocando-os com a ridícula exposição de suas moléstias, tão logo acabam de ouvir ou de ler qualquer admoestação ponderada.
                Ingerir alcoólicos apenas para manter companhias sociais, ou para que tragam excitações artificiais para a desinibição ou para o que for, poderá denotar longo período de destrambelhamento e de agonias nos imperiosos desagravos do corpo e da mente, em função dessas autodestruições que se vão perpetrando à sombra de muitas falácias que encachaçam os ouvidos com citações de efeito, bem arranjadas, mas que não impetram apaziguar a consciência, onde agitam as Sublimes Leis.
                Num contexto social permissivo, o vício da ingestão de alcoólicos torna-se expressão de status, atestando a decadência de um período histórico que passa lento e doído. Vale ressaltar que ao reencarnarmos trazemos conosco os remanescentes de nossas faltas como raízes congênitas dos males que nós mesmos plantamos. O espiritismo também relata e adverte sobre a influência espiritual oculta, ou seja, o meio espiritual que respiramos pode contribuir para o surgimento de um determinado vício. O viciado e álcool quase sempre tem a seu lado entidades inferiores que o induzem á bebida, nele exercendo grande domínio e dele usufruindo as mesmas sensações etílicas.
                Há o mito de que a nefasta maconha leva os jovens a outras drogas. Mas é o álcool que faz esse papel. E a própria família incentiva o consumo. O álcool gera uma doença de longa evolução (dez anos em média) e o abuso entre jovens os leva a drogas maiores – uma delas é o exstasy, encontrado em dois tipos de pastilha: a MAP (meta-anfetamina) e a MDMA (metil-dietil-MA), esta com propriedades alucinógenas. O adolescente se expõe hoje muito mais ao álcool. Está se formando uma geração de dependência de álcool. Além dos riscos à saúde, há s perigos de dirigir embriagado, da violência e de traumatismos decorrentes do abuso de álcool.
                Sabemos que tudo se inicia no primeiro gole. Depois vem a necessidade do segundo, do terceiro e o alcoolismo se instala em nossas vidas. A sede, o sabor, a oportunidade social, as comemorações, a obrigatoriedade em aceitar um drinque oferecido por um amigo, são as muitas desculpas nas quais nos apoiamos para ingerir as doses que mais tarde serão letais. Precisamos estar atentos para não cometer exageros, abusos, e não resvalar por ess hábito social, que pode terminar por nos condicionar a ele e nos transformar num trapo de gente, num farrapo humano. Ressalte-se que os limites entre o uso social e a dependência nem sempre são claros.
                Allan Kardec indagou à espiritualidade se o homem poderia, pelos seus próprios esforços, vencer suas inclinações más. Os espíritos, de maneira objetiva, responderam afirmativamente, explicando que o que falta nos homens (sobretudo nos viciados) é a força de vontade e a legítima fé em Deus.

Jorge Hessen

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2012


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