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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quinta-feira, 20 de abril de 2017

NA CASA DE CÉSAR

“Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.” — Paulo. (FILIPENSES 4:22)

Muito comum ouvirmos observações descabidas de determinados irmãos na crença, relativamente aos companheiros chamados a tarefas mais difíceis, entre as possibilidades do dinheiro ou do poder.
A piedade falsa está sempre disposta a criticar o amigo que, aceitando laborioso encargo público, vai encontrar nele muito mais aborrecimentos que notas de harmonia. A análise desvirtuada tudo repara maliciosamente. Se o irmão é compelido a participar de grandes representações sociais, costuma-se estigmatizá-lo como traidor do Cristo.
É necessário despender muita vigilância nesses julgamentos.
Nos tempos apostólicos, os cristãos de vida pura eram chamados “santos”.
Paulo de Tarso, humilhado e perseguido em Roma, teve ocasião de conhecer
numerosas almas nessas condições, e o que é mais de admirar — conviveu com diversos discípulos de semelhante posição, relacionados com a habitação palaciana de César. Deles recebeu atenções e favores, assistência e carinho.
Escrevendo aos filipenses, faz menção especial desses amigos do Cristo.
Não julgues, pois, a teu irmão pela sua fortuna aparente ou pelos seus privilégios políticos. Antes de tudo, lembra-te de que havia santos na casa de Nero e nunca olvides tão grandiosa lição.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: goole

sábado, 4 de junho de 2016

GANHAR

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” — Jesus. (MARCOS 8:36)

As criaturas terrestres, de modo geral, ainda não aprenderam a ganhar.
Entretanto, o espírito humano permanece no Planeta em busca de alguma coisa. É indispensável alcançar valores de aperfeiçoamento para a vida eterna.
Recomendou Jesus aos seus tutelados procurassem, insistissem...
Significa isso que o homem se demora na Terra para ganhar na luta enobrecedora.
Toda perturbação, nesse sentido, provém da mente viciada das almas em desvio.
O homem está sempre decidido a conquistar o mundo, mas nunca disposto
a conquistar-se para uma esfera mais elevada. Nesse falso conceito, subverte a ordem, nas oportunidades de cada dia. Se Deus lhe concede bastante saúde física, costuma usá-la na aquisição da doença destruidora; se consegue amealhar possibilidades financeiras, tenta açambarcar os interesses alheios.
O Mestre Divino não recomendou que a alma humana deva movimentar-se
despida de objetivos e aspirações de ganho; salientou apenas que o homem
necessita conhecer o que procura, que espécie de lucros almeja, a que fins se propõe em suas atividades terrestres.
Se teus desejos repousam nas aquisições facticias, relativamente a situações passageiras ou a patrimônios fadados ao apodrecimento, renova, enquanto é tempo, a visão espiritual, porque de nada vale ganhar o mundo que te não pertence e perderes a ti mesmo, indefinidamente, para a vida imortal.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O TORMENTO DO PODER IV


Cientistas e religiosos, pensadores e artistas presunçosos, apesar das façanhas grandiosas que realizaram, não sabendo conduzir-se no poder natural que a vida lhes oferece, são vencidos pelo temo que a tudo ilusório dilui na inelutável marcha da realidade.
            Onde se encontram Pilatos, que humilhou Jesus, os insurgentes membros do Sinédrio que se fizeram responsáveis pela sua crucificação, os reis pomposos e construtores de impérios que foram consumidos, soterrados ou cobertos pelas águas dos oceanos, os hábeis cabos de guerra que semearam o terror no mundo, os intelectuais zombeteiros e os artistas desvairados, os religiosos insensíveis e os políticos que governaram com crueldade?
            A morte a todos os venceu, no entanto o Mártir da Cruz, as vítimas das guerras de toda expressão, os vencidos pelas artimanhas e pela astúcia dos instintos ferozes e das inteligências desenfreadas permanecem na memória da Terra como exemplos a serem seguidos, verdadeiros heróis que se glorificaram pela coragem de lutar, perseverando nos seus ideais.
            Não é fácil superar a tendência para o poder, para o domínio, para a submissão dos outros aos ditames das suas paixões inferiores.
            Pessoas simples, idealistas e lutadores dedicados logo se tornaram conhecidos ou destacados no meio em que se encontram, infelizmente sem as resistências morais para as circunstâncias, curvam-se na aceitação do falso poder que supõem agora dispor, e modificam-se, agindo com a mesma insensatez daqueles que antes combateram.
            Assim, muitos regimes e credos que, perseguidos, são fielmente exercidos, mas logo que aceitos, adoram os infelizes comportamentos e artifícios daqueles dos quais se afastaram.
            O exemplo mais crucial é o do cristianismo antes, quando odiado pelo poder romano, e depois, quando aceito pelo mesmo decadente poder, que nele encontrou as forças para sobreviver por mais um pouco, desaparecendo na razão direta em que ascendeu aos vazios dos antigos perseguidores para a lamentável governança terrestre.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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terça-feira, 10 de julho de 2012

O TORMENTO DO PODER III

O poder, que é fascinante pelos favores que proporciona àquele que se julga capaz de solucionar tudo, é de grave responsabilidade para quem o exerce.
            Nos mais variados campos do comportamento humano destacam-se indivíduos exponenciais que, amados ou invejados, passam, queiram ou não, a exercer influência em relação aos demais que os tomam como líderes e exemplos.
            As garantias para o exercício consciente ou não desse destaque são a estrutura moral, a capacidade de discernimento, a fim de não se permitirem a bajulação que envilece o caráter nem entrarem em competições que corrompem.
            A sã consciência dos valores que os caracterizam dá-lhes robustez para prosseguirem no rumo elegido, sem tornar-se presunçoso ou temerário, reconhecendo os limites que possuem e a grande necessidade de mais desenvolverem a capacidade que lhe confere os títulos de enobrecimento.
            Quando isso não ocorre, é exercido o poder que submete os outros e os amesquinham, que os necessitam e os desconsideram, que se nutre das suas energias e admiração enquanto os subestimam.
            Encontramos essa infeliz conduta naqueles que, despreparados para as vitórias nas áreas em que se movimentam, ao alcançá-las fazem-se prepotentes, avaros, déspotas, tornando-se novos Golias que sucumbirão nos confrontos com Davis existenciais, que embora desconsiderados os alcançam e os suplantam.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O TORMENTO DO PODER II

Com a aquisição da razão, o pensamento filosófico passou a divulgar a necessidade dos direitos humanos, porque a quase totalidade dos seres humanos sempre se encontrou em posição subalterna, dominados e sem quaisquer instrumentos que lhes facultassem a dignificação.
            Complôs e intrigas, traições, conluios e armadilhas covardes, calúnias e desacatos em nome da honra têm sido utilizados para a manutenção do enganoso poder que logo passa de mãos, porque a vida física, por mais longa se apresente, é candidata inapelável à degenerescência dos seus órgãos, coroando-se pela desencarnação que a ninguém poupa e a todos iguala na fossa em que são atirados.
            O rastro dos poderosos que se impuseram pelos ardis da indignidade em qualquer área humana é sempre assinalado pelo ódio dos contemporâneos, assim como da posteridade que lhes fazem justiça mediante o desprezo a que os relegam.
            Esses títeres de memória abominável são responsáveis pelos períodos de obscurantismo cultural e moral, por temerem os camartelos vigorosos do progresso permanentes.
            O ser humano porém avança, mesmo que pelos caminhos mais ásperos, da ignorância para o conhecimento, da selvageria para a educação, da violência para a paz.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 8 de julho de 2012

O TORMENTO DO PODER I


            Falsos conceitos sobre a felicidade na Terra induzem os seres humanos a comportamentos totalmente opostos à bênção pela qual anelam.

            Dominados pela busca incessante do prazer imediatista, acreditam que a plenitude é um estado que se alcança mediante o poder defluente de qualquer circunstância: político, religioso, monetário, social, artístico ou de todos eles reunidos, enfeixados nas mãos tirânicas da supremacia em relação às demais criaturas.
            Todo tipo de poder humano converte-se em tormento psicológico, sendo em si mesmo um conflito de insegurança que propele o indivíduo à ambição de lograr maior domínio do que tem em mente, levando-o quase sempre a posições e condutas arbitrárias.
            Esse poder buscado ansiosamente é herança infeliz da força bruta predominante nas faixas mais primitivas da evolução.
            Alcançando o nível da inteligência, mas não da consciência de si mesmo e do seu significado existencial, o indivíduo acredita que deve ser temido de alguma forma, porque se sente incapaz de inspirar amor, subjugando os demais em razão de não conseguir submeter-se aos limites que lhe assinalam a existência.
            Nas relações sociais primitivas são celebradas as conquistas da violência e da arbitrariedade, dando lugar ao surgimento de governantes temidos e detestados, que se tornam cada vez mais arrogantes e perversos, sempre temerosos de perder a posição de dominadores.
            Na razão direta em que houve o processo lento e doloroso da civilização com o surgimento dos primeiros códigos de leis e de ética, o poder foi adaptando-se às novas conquistas, alterando a sua maneira de liderança pelo medo, embora ainda permaneçam as heranças de caracteres de existências anteriores em nossa hodierna cultura.
            As intermináveis guerras, às quais se atiraram os grupos humanos, na vã expectativa de submeter os outros povos, deixaram marcas sangrentas das aberrações praticadas durante e depois dos combates selvagens.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 7 de novembro de 2010

PODER

                O poder, enquanto desejo de dominar e determinar o destino alheio representa a assunção do orgulho como complexo preponderante na consciência. É o egoísmo levado ao extremo.

                Como expressão do egoísmo e do orgulho, o poder é radicalmente contrário ao amor, sendo impossível sua convivência com ele. Onde o poder se apresenta o amor se recolhe.
                Quando se permite que o ego domine a vida e ele se identifique com as representações da autoridade, da subserviência e do predomínio da obediência cega, surge o poder, cuja manifestação básica corrompe as forças amorosas do espírito.
                Não obstante as manifestações destrutivas do poder, sua experimentação, quer na posição de mando ou de obediência, é necessária ao espírito. As experiências no exercício do poder o farão apreender leis que o ajudarão a co-criar em nome de Deus. Não basta saber obedecer; é preciso ao espírito também aprender a mandar.
                Por ser criado da Divina Essência, mais tarde, quando a evolução lhe permite, é comum ao espírito acreditar que é Deus. Não percebe a necessidade de entender a distinção essencial entre Criador e criatura. Deus é. O ser humano existe a partir de Sua Vontade. A evolução do espírito também é a descoberta de sua essência e a constatação paulatina de seu poder interior. Descobre ele que seu crescimento em busca de Deus é a conquista da própria liberdade de ser. Caso não fosse um processo de amadurecimento espiritual levá-lo-ia ao desejo desenfreado de poder.
                Quando se afirma que “querer é poder” deve-se ter em mente que o querer foi burilado para que não se imagine a possibilidade de algo absoluto. Seria melhor afirmar-se que “saber querer é poder” ou ainda que “descobrir o querer da Vida é poder”. Esse poder representa a capacidade de motivar-se para realizar.
                Quando vamos a busca do poder estamos querendo afirmar a necessidade de estabelecer uma identidade pessoal, a qual se encontra perdida no emaranhado do inconsciente. A inferioridade certamente está lá, exigindo compensação. O poder que se exerce porventura sobre alguém, deverá sempre ser percebido como algo de extrema responsabilidade, pois somos responsáveis por entrar no destino alheio.
                Quando a Vida nos oferece uma posição de comando, devemos entender que precisamos exercê-la com o máximo de equilíbrio a fim de desempenharmos, naquele instante, o papel a nós reservado por Deus. Ele nos confere a sublime tarefa de representá-lO junto àqueles que ainda não O percebem.
                Por mais que queiramos fugir dessa responsabilidade, um dia estaremos exercendo esse papel. O feliz e responsável desempenho será determinante para a vivência de experiências em outros campos da Vida.
                Por muito tempo prevaleceu na sociedade humana, como também entre os animais, o predomínio do poder sobre a igualdade natural. A força, o poderio militar, as reservas econômicas e as conquistas intelectuais estabeleceram hierarquias entre as coletividades. Um dia, quando o amor vigorar como princípio de união entre nós, prescindiremos daquelas formas de domínio.

Do Livro : PSICOLOGIA DO ESPÍRITO

Adenáuer Novaes