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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A ALMA DOS ANIMAIS

Pergunta - Os animais agressivos o são porque é um reflexo de sua alma primitiva?
Resposta - À medida que evoluímos, recebemos corpos adequados ao nosso desenvolvimento espiritual. Se formos espíritos primitivos não há porque recebermos corpos evoluídos e o contrário também é verdade. Sendo espíritos primitivos, corpos mais ao nosso padrão, ou seja, também primitivos, um colabora com o outro.
            Um animal agressivo o é por consequência da ação de seu corpo e da vontade de seu espírito que concorda com a ação física de seu instrumento de manifestação. Sendo espírito primitivo e tendo um corpo no qual se reúnem características de primitivismo, não há de se estranhar que ajam de forma também primitiva. Então as características de agressividade são resultado de uma somatória de itens.
            Precisamos atentar para o fato de que algumas vezes o espírito tem sua vontade suplantada pela ação do corpo. Parece difícil entender isso, mas basta observar o que acontecia antigamente, quando uma pessoa, desequilibrada por alta agressividade, por exemplo, era submetida a uma cirurgia para retirada dos lobos frontais do cérebro: sua agressividade decai muito e praticamente torna-se inexistente.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ABORTO I

   
Consequência natural do instinto de conservação da vida é a procriação, traduzindo a sabedoria divina, no que tange à perpetuação das espécies.
                Mesmo nos animais inferiores a maternidade se expressa como um dos mais vigorosos mecanismos da vida, trabalhando para a manutenção da prole.
                Ressalvadas raras exceções, o animal dócil, quando reproduz modifica-se, liberando a ferocidade que jaz latente, quando as suas crias se encontram ameaçadas.
                O egoísmo humano, porém, condescendendo com os preconceitos infelizes, sempre que em desagrado, ergue a clava maldita e arroga-se o direito de destruir a vida.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 11 de julho de 2011

AGRESSIVIDADE II

A agressividade é herança cruel do medo ancestral, que remanesce no espírito desde priscas eras.

Não diluído pela segurança psicológica adquirida mediante a fé religiosa, a reflexão, a psicoterapia acadêmica, a oração, domina os recônditos do sentimento e exterioriza-se de forma infeliz na agressividade.

A ausência dos diálogos domésticos saudáveis entre pais, filhos e cônjuges ou parceiros, que se agridem mutuamente, sempre ressentidos, extrapolam do lar em direção à via pública transformada em campo de batalha, seguindo no rumo do local de trabalho, e até aos clubes de recreação em contínuo destrambelho das emoções.

Nesse contubérnio afligente, espíritos irresponsáveis e frívolos aproveitam-se das vibrações deletérias e misturam-se com esses combatentes perturbados, aumentando-lhes a ferocidade e estimulando-lhes os instintos inferiores.

O resultado são os crimes hediondos, asselvajados, estarrecedores, que aumentam o índice de maldade em razão da ingestão de bebidas alcoólicas, de drogas alucinantes e fatais...
A civilização contemporânea periclita nos seus alicerces materialistas, ameaçada pela agressividade e pelo desrespeito moral que assolam sem freio.

Sem dúvida, estudiosos do comportamento, educadores sinceros e devotados, religiosos abnegados, pensadores sensatos e sociólogos lúcidos vêm investindo os seus melhores recursos na construção da nova mentalidade saudável, em tentativas ainda não vitoriosas para a reversão do quadro aparvalhante, confiantes, no entanto, nos resultados futuros.

O progresso moral é lento e exige sacrifícios de todos os cidadãos que aspiram pela felicidade e pela harmonia na Terra.

As respeitáveis contribuições da ciência e da tecnologia, valiosas sob qualquer aspecto consideradas, respondem por muitas modificações das estruturas ultramontanas, suprimindo a ignorância e o primitivismo Nada obstante, também são usadas para o crime de várias denominações, especialmente pelos veículos da mídia: os periódicos, a internet, a televisão, assim como o teatro e o cinema, com a sua complexa penetração nas massas, às vezes usados vergonhosamente e sem nenhum controle, oferecendo campo de vulgaridades e informações que preparam delinqüentes e viciosos...

A rigor, com as nobres exceções existentes, a sociedade moderna encontra-se gravemente enferma, necessitando de urgentes cuidados, que o sofrimento, igualmente generalizando-se, conseguirá no momento próprio oferecer a recuperação, o reencontro com a saúde após a exaustão pelas dores...

Instala-se, desse modo, lentamente, o período da paz, da brandura, da fraternidade.

Sofrido, o ser humano ver-se-á compelido a fazer a viagem de volta às questões simples e afáveis, à amizade e à ternura, qual filho pródigo de retorno ao lar paterno após as extravagantes experiências que se permitiu.

Que se não demorem esses dias, que dependerão do livre-arbítrio dos indivíduos em particular e da sociedade em geral, embora o progresso seja inevitável, apressando-se ou retardando-se em razão das opções humanas.

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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domingo, 10 de julho de 2011

AGRESSIVIDADE I


            Vivem-se na atualidade, os dias de descontrole emocional e espiritual no querido orbe terrestre.
            O tumulto desenfreado, fruto espúrio das paixões servis, invade quase todas as áreas do comportamento humano e da convivência social.
            Desconfiança sistemática aturde as mentes invigilantes, levando-as a suspeitas infundadas e contínuas, bem como a reações doentias nas mais diversas circunstâncias.
            A probidade cede lugar à avareza, enquanto a simpatia e a afabilidade são substituídas pela animosidade contumaz.
            As pessoas mal se suportam umas às outras, explodindo por motivos irrelevantes, sem significado.
            Explica-se que muitos fatores sociológicos são os responsáveis pelas ocorrências infelizes.
            Apontam-se a fugacidade de todas as coisas, a celeridade do relógio, o medo, a solidão e a ansiedade como responsáveis pela frustração dos indivíduos, gerando as situações agressivas que os armam de violência e de perversidade.
            A cultura e a ética não têm conseguido acalmar os ânimos, deixando que a arrogância e a presunção enganosas tomem conta dos incautos que se lhes submetem docemente.
            Os relacionamentos sem afetividade real, estimulados por interesses nem sempre nobres, tornam-se rápidos, diluindo-se com facilidade, quando não se transformam em antagonismos, em decorrência de alguma negativa que se torna oportuna e é direcionada ao outro.
            A maledicência perversa grassa nos arraiais dos grupos, minando as bases frágeis das amizades superficiais, e, não poucas vezes, transformando-se em calúnias insidiosas. Mesmo entre as pessoas vinculadas às doutrinas religiosas libertadoras que se baseiam no amor e na caridade, no respeito ao próximo e no culto aos deveres morais, o vício infeliz permanece destruidor.
            Armando-se de mau humor, não poucos homens e mulheres externa m o enfado ou os sentimentos controvertidos em que se consomem, dando lugar a situações vexatórias. Em mecanismo de transferência psicológica atiram os conflitos à responsabilidade dos outros, como se estivessem desforçando-se da inveja que experimentam em relação a eles.
            Aumenta assustadoramente a agressividade, nestes dias, nos grupos humanos, sem que haja um programa de reequilíbrio, de harmonização individual ou coletiva.
            Trata-se de uma guerra não declarada, cujos efeitos perniciosos atemorizam a sociedade.
            As autoridades dizem-se atadas a dificuldades quase insuperáveis em razão do suborno, do tráfico de drogas, dos desafios administrativos, da ausência de pessoal habilitado para os enfrentamentos, falhado, quase sempre, nas providências tomadas.
            Permanecem, desse modo, os comportamentos infelizes nos lares, nos educandários, nas vias públicas, no trabalho...
            A agressividade é doença da alma que deve merecer cuidados muito especiais desde a infância, educando-se o iniciante na experiência terrestre, de forma que possa dispor de recursos para vencer a inferioridade moral que traz de existências transatas ou que adquire na convivência doentia da família...

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis




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