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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

RENOVAÇÃO ÍNTIMA II

                Sem a decisão firme da renovação íntima, o homem faz-se joguete de forças em choque, contra as quais se vê obrigado a lutar.
                É uma batalha árdua e demorada, porque objetiva anular o efeito dos hábitos infelizes, milenarmente fixados na tessitura do próprio ser.
                Essa disposição se deve apoiar na humildade, que é a célula-máter para cometimentos de tal porte.
                A humildade desencoraja qualquer força de violência e de crime.
                Consegue anestesiar os efeitos do mal e provar a excelência do bem.
                O seu exercício produz resultados opimos, favorecendo a sementeira dos objetivos elevados, bem como a fecundação deles nas terras do sentimento.
                Talvez não seja notório para a observação descuidada de terceiros, o programa da renovação íntima.
                Aquele, porém, que se dedica ao compromisso liberativo, descobre a felicidade e a paz que lhe passam a lenir a vida, emulando-o ao prosseguimento do esforço, mediante o qual se eleva.
                Quantos, porém, se preocupam na demonstração exterior dos vínculos com Jesus, prosseguem, não obstante, irritados, insatisfeitos e queixosos, em razão da ausência do Espírito do Cristo, que deveria neles, refletir em forma de amor e harmonia íntima.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 19 de agosto de 2017

RENOVAÇÃO ÍNTIMA I

                A identificação do homem com a mensagem evangélica, não raro se revela mediante o desapego aos objetos e valores materiais.
                Constitui um sinal de compreensão dos deveres humanos em relação ao próximo a generosidade fraternal, em forma de dádivas. No entanto, muitos daqueles que distendem os seus recursos amoedados, mesmo que forrados de propósitos salutares, impõe condições, formulam exigências, conseguindo, assim, minimizar o significado dos auxílios, quando não humilhando os beneficiários.
                O conhecimento cristão, quando penetra o âmago da criatura, torna-se uma claridade que vence as resistências das sombras egoístas que teimam por perdurar.
                Como consequência, impõe a necessidade da renovação interior, vencendo as paixões que ferreteiam o caráter e atormentam os sentimentos.
                Superar as más inclinações e submeter as tendências dissolventes, eis o campo de trabalho silencioso e difícil que não pode ser marginalizado.
                Para que se logrem os resultados positivos, o empreendimento exige disciplina e resolução firme, cujas resistências se haurem no estudo da doutrina do Mestre, na prece e na meditação, com a atitude constante da caridade que faz desabrochem os tesouros que jazem no espírito.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

E O TEMPO LEVOU...

                Uma pessoa não espírita fez a seguinte pergunta: “Se existe a reencarnação, não há necessidade de tanta preocupação em se corrigir, mudar nossas más tendências, pois podemos deixar para as próximas reencarnações?”
                Refletindo...
                Nós espíritas temos total certeza na reencarnação, sabemos de fato que tudo na Doutrina Espírita tem profundas ligações com o processo maravilhoso da reencarnação. A filosofia espírita está de uma forma ou outra ligada ao contexto da reencarnação. Toda explicação das disparidades humanas tem suas raízes nas sucessivas existências, pois está alicerçada nos ensinos de Jesus de semear e colher.
                Assim, meu amigo acaba dizendo uma verdade, pois muitos de nós acabamos nos conformando com as coisas e deixando tudo para a próxima existência, como se a mesma fosse um simples trocar de roupa.
                A quem evita falar sobre o assunto, como se não falar em reencarnação a mesma fosse deixar de existir e assim não precisaria mais se preocupar com isso.
                Importante que reflitamos que nossa reencarnação requer um profundo estudo por parte da espiritualidade maior, levando em conta inúmeros fatores, tais como, nossas necessidades espirituais, materiais, emocionais, psicológicas, provas, expiações, méritos, entre outros, que tornam esse processo muito complexo. Tudo é devidamente preparado, inclusive as pessoas à nossa volta, os relacionamentos, vivências, entre tantas outras coisas, o que não é possível relacionar aqui nesse simples texto.
                Tudo é minuciosamente planejado para a nossa existência ser a melhor para nós e, na maioria das vezes, jogamos tudo no lixo.
                Frente a tudo isso, deveríamos dar uma atenção maior à nossa reencarnação atual, vendo nela uma oportunidade bendita, uma escola para o nosso aprendizado, como nos ensina André Luiz: “A vida é sempre o resultado de nossa própria escolha”. Acima de tudo, a prática da caridade na sua mais profunda concepção deveria ser uma constante em nossas vidas.
                Infelizmente, perdemos muito tempo com nossas lamentações, frustrações, falta de amor, preocupações com situações de pouco ou quase nenhum valor para nosso espírito, atitudes de pouco valor espiritual.
                Trabalhando em satisfazer muitas vezes nosso egocêntrico sistema de vida, buscamos no dia a dia apenas e tão somente os resultados materiais da vida, perdendo o nosso bem mais preciosos – o tempo.
                Tempo – esse bem que não volta mais. Tempo gasto com situações que não somam valores para o nosso ser, apenas vivendo situações muitas vezes baseadas em vulgaridades, frivolidades e nada que venha somar, a não ser, novos compromissos espirituais para a próxima encarnação.
                Não podemos e não devemos deixar nada para a próxima encarnação, até porque, quando será essa próxima encarnação? Poderá demorar muito; vamos então aproveitar o hoje. Já aprendemos que o ontem já passou e o amanhã poderá não acontecer. O que interessa é o agora, construir dia a dia o Reino de Deus dentro de nós, nos ensina nosso Mestre Jesus.
                Agora ficou claro para mim o que Jesus nos ensinou: Deixai os mortos enterrarem os seus mortos...
                Assim refletindo na pergunta do início do texto,  podemos pensar “Porque perder tempo!”

Wagner Ideali

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
imagem: google

quarta-feira, 27 de abril de 2016

POSSES II

                Aprende a repartir, a fim de melhor compartires.
                O que tens passa, deixas de possuir; mas, o que és, permanece, não se consome.
                Reflete em torno da transitoriedade da existência física e compreenderás que é urgente aproveitá-la com propriedade.
                A sucessão inexaurível do tempo demonstra a fragilidade das coisas diante dele e a sua inexorabilidade, no que diz respeito à consumpsão de tudo quanto é terreno.
                Somente as conquistas intelecto-morais têm sabor de eternidade.
                Desse modo, enriquece-te das aquisições espirituais, que te alargarão os horizontes do entendimento, da vida, melhor apresentando-te o significado e o objetivo da existência carnal.
                Portador de uma visão correta a respeito de como deves proceder, irás libertando-te de incontáveis fatores degenerativos que se te fixaram à personalidade e são responsáveis por problemas, doenças, insatisfações que te afligem.
                Não mais disputarás vaidades, nem te afetarão agressões, que são de nenhuma importância. Tuas aspirações serão mais elevadas.
                Não te sentirás maior ou menor de acordo com o jogo das enganosas referência, das inúteis competições do palco terrestre. Tuas conquistas não serão mensuradas por aplausos ou apupos.
                Viverás tranquilo e disporás de tudo quanto é necessário, sem o tormento dispensável do supérfluo.
                A vida te dá tudo, bastando o esforço para consegui-lo. Também toma-o, sem que ninguém possa reter os bens que lhe não pertencem.
                Saúde, paz, alegria, trabalho e autorrealização sejam-te as raras moedas de que necessitas para a jornada humana, que te abrirão as portas do futuro no rumo da imortalidade – a tua meta final e única.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis    
imagem: google   

sábado, 26 de setembro de 2015

TERAPIA DESOBSESSIVA II

                A constante ingestão psíquica da onda mental enfermiça produz distúrbios orgânicos variados, que facultam a instalação de germes destrutivos da saúde ou provocam, por si mesma, degenerações celulares, ulcerações, disfunções de diversos órgãos.
                A desobsessão, por consequência, é a terapia especializada e única possuidora dos recursos para a libertação do alienado.
                Mediante o esclarecimento do espírito enfermo, imbuído da falsa ideia de justiça, dever-se-á dissuadi-lo do infeliz propósito, demonstrando-lhe o erro em que se encontra e induzi-lo à certeza de que o amor de  Deus tudo resolve.
                Concluída essa tarefa, que exige a interferência de um médium educado – quando o fenômeno da psicofonia atormentada não se dá através do próprio paciente – é indispensável a conscientização da vítima, a fim de que busque a reabilitação por meio de uma mudança de comportamento mental e espiritual.
                Essa reforma moral do obsidiado fará que o seu atual perseguidor constate-lhe o esforço para melhorar-se, demonstrando arrependimento das ações infelizes, e asserenando o ânimo torne-se amigo do antigo verdugo, avançando com ele pela rota do bem.
                O ministério da desobsessão pode também processar-se além da esfera física, pela interferência dos benfeitores espirituais, quando constatam o esforço da alma para reabilitar-se e auxiliar o seu perseguidor.
                Nos processos que afetam o organismo físico, além do recurso espiritual liberativo é conveniente a terapia médica correspondente, para o reaparelhamento orgânico.
                Proliferam, também, as obsessões entre os encarnados, graças aos abusos do sentimento, que os levam à vampirização psíquica, gerando distúrbios demorados.
                Os desejos perturbadores direcionam petardos mentais que atingem aqueles aos quais são dirigidos, produzindo-lhes estranhas e desagradáveis sensações. Quando são recíprocos, dão curso a interdependência psíquica que afeta tanto a área da emotividade como da organização somática, gerando sofrimento.
                Toda forma de obsessão resulta de um inter-relacionamento pessoal interrompido pelas forças negativas da agressividade, do ódio, da traição, do crime ou das expressões do amor em desalinho, que destrambelham os sentimentos.
                A desobsessão consiste na interrupção do processo de imantação de ambos os infelizes, poquanto o agressor, embora se considere realizado pelo mal que inflige à sua vítima, padece, por sua vez, de infortúnio e falta de paz.
                A criatura é sempre a responsável pela própria vida. Somente há desar, obsessão e sofrimento, porque se elegem os comportamentos doentios em detrimento daqueloutros positivos.
                Diante das obsessões, constata-se o retorno dos atos inditosos em busca de reparação imediata.
                Dissolver os grilhões do mal com as energias poderosas do amor, eis no que consiste a teraia desobsessiva, que libera o ser do sofrimento que a sua incúria gerou, favorecendo-o com a saúde integral, resultado de uma mente em harmonia com a vida, uma organização física em equilíbrio e a emoção como a razão dirigidas para o bem, para o progresso, para a felicidade.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 18 de agosto de 2015

CAMINHOS PARA A SAÚDE VII

6 Esforçar-se Retamente
                O passo imediato é esforçar-se retamente.
                Sem esforço, nenhum empreendimento se torna possível, muito menos se faz vitorioso.
                A intensidade do esforço desvela a qualidade do caráter.
                Sem uma disciplina que o exercício prodigaliza, o esforço deperece e as aspirações morrem.
Essa força, que decorre do querer, é responsável pelos resultados das aspirações colocadas na prática.
As pessoas que não se esforçam por preservar os ideais de enobrecimento perdem as batalhas da evolução antes mesmo de iniciá-las, perturbando a marcha do progresso geral.
Afirma-se, muito, como justificativa para não se esforçar, que não se logra manter o nível ideal necessário. No entanto, a execução dos hábitos viciosos dá-se mediante esforços que se incorporam ao cotidiano como fenômeno natural.
A libertação deles somente é possível através do investimento de energias que se lhes opõem.
Não raro, os indivíduos, em razão do prazer que experimentam na vivência viciosa, sacrificam-se, aplicando todos os valores imagináveis, a fim de continuarem com as sensações a que se escravizam. Quando se lhes propõem, no entanto, a mudança para as emoções duradouras, negam-se ao esforço, por acomodação ao que já fruem, mesmo que lhes seja desgastante.
Ninguém vive sem esforço. Ultrapassados os limites dos fenômenos automáticos, a vida exige o empenho da vontade, a aplicação e direcionamento das energias.
Quem se esforça em um sentido, fá-lo também em outro, se quiser.
Esforçar-se retamente é saber aplicar a capacidade dos seus recursos naquilo que propicia felicidade real, duradoura, sem as aflições dos prazeres fugidios, que necessitam de repetir-se sem cessar, não lhes aplacando a sede, antes aumentando-a, perturbadoramente.
No esforço bem dirigido as energias se retemperam e as motivações, por serem elevadas, mais atraem a novos tentames, que se sobrepõem aos limites e desgastes dos sofrimentos.
A mente, colocada em áreas nobres, anestesia as sensações dos desajustes e das enfermidades, emulando na conquista da harmonia, que se alcança mediante esforço retamente aplicado.
Das pequenas e constantes tentativas de agir corretamente se desenvolvem as forças que serão canalizadas para os grandes cometimentos, mesmo que desconhecidos das demais pessoas.
A constante renovação moral e todo o trabalho de alterar a estrutura do comportamento exigem o reto esforço que leva ao êxito. De natureza íntima, decorre do crer nas metas a alcançar, do valor que possuem, a fim de querer com afinco, de modo a envidar a capacidade de ação, sem o que o tentame malogra.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

APRIMORAMENTO ÍNTIMO II

                Ninguém te acompanhará nesse afã de renovação e aprimoramento íntimo.
                Poucos perceberão a luta que travas no campo ignoto dessa batalha importante.
                Alguns criarão dificuldades para o teu cometimento, talvez franqueando-te recursos e meios para a fuga ou a queda.
                Tentarás e repetirás o esforço, não poucas vezes, receando o fracasso ou crendo não alcançar a meta.
                Prossegue, porém, trabalhando o caráter e o sentimento.
                Não te deixes turbar pelas vanglórias, nem te anestesies pelos vapores da violência que infelicita multidões...
                Dulcifica-te e não revides ao mal, não resistas ao mal com o mal, não te negues à bondade, nem à beneficência, à esperança, nem à humildade.
                Essas virtudes a cultivar serão as tuas resistências, e, quando os testemunhos parecerem apresentar-te a noite mais densa e temerosa, elas brilharão no teu céu em sombras, apontando-te o rumo...
                Por conhecer a destinação que nos aguarda, no futuro, Jesus nos veio convocar pelo exemplo e pela palavra ao aprimoramento íntimo e à vitória sobre qualquer expressão do mal através da ação correta do bem.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

domingo, 19 de julho de 2015

PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO IV

                A vida sempre devolve aos espíritos aquilo que ficou em suspenso, precisando ser solucionado, aprendido.
                Faz-se imprescindível, e com urgência, usar a autoanálise pela reflexão, meditando continuamente para identificar essas encrencas. Trazê-las à luz do consciente, a fim de dissolvê-las, integrando novos e inadiáveis aprendizados para nossa evolução intelecto-moral.
                Este não é um trabalho simples e de rápida execução. Ao contrário, requer o esforço continuado de um garimpeiro para identificar as pedras preciosas da boa convivência, separando-as do cascalho das negatividades arroladas ao longo dos anos de convivência com pais e outras pessoas que foram significativas na formação de nossa personalidade.
                Perceber as pedras preciosas é tomar consciência das virtudes como um legado, e que agora são incorporadas com reverência e gratidão.
                Refazer mazelas destrutivas herdadas dos nossos pais ao é renegá-los ou desconsiderá-los, transformando as dores em dons, com o aprendizado eu se poderá haurir das experiências, agora transformadas em lições.
                Dedicação, tato, paciência são recursos indispensáveis nessa tarefa da própria reeducação continuada.
                Os filhos adultos enxergarão, nos parceiros atuais, espelhos eu refletirão com transparência as suas relações ancestrais, facultando estabelecer, ao mesmo tempo, uma nova compreensão da sua história familiar e a reconciliação com seus pais e com outras figuras psicologicamente representativas da sua infância, bem como a possibilidade de estarem mais livres e maduros para viabilizar relações amorosas mais fecundas no presente.
                O evangelho sob a óptica do espiritismo é matéria-prima de excelência para apoiar os futuros cônjuges na elaboração das sombras de ontem, a fim de transmutá-las em luz no hoje, facultando conquistas de competências virtuosas que se revelarão o casamento, na nova família e na vida em geral.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ANÁLISE DOS SOFRIMENTOS IV

                Aí estão os vícios sociais e morais estiolando vidas, produzindo a lassidão dos sentidos e, a médio, curto ou longo prazo conduzindo à loucura, ao autocídio. São alguns deles o inocente cigarro de exibição no grupo social como afirmação da personalidade, eliminação de tabu, respondendo por graves problemas respiratórios, cânceres, enfisemas pulmonares; o prazer etílico gerador de ressacas tormentosas, cirroses hepáticas, úlceras gástricas e duodenais, distúrbios intestinais e outros, além das alucinações que levam à violência, à depressão, à destruição de outras vidas e tudo quanto é caro, precioso, com resultados funestos; as drogas, que escravizam iniciando-se as dependências nas primeiras tentativas que parecem proporcionar prazer, estimulando a alegria, a coragem, a realização, vitórias fugidias sobre os fortes conflitos psicológicos, logo se convertendo em desgraças, às vezes, irremediáveis.
                O engano de considerar-se invencível, superior, provando o desconhecimento da fragilidade e da impermanência do conjunto que o constitui, especialmente de seu corpo, faculta, ao ser, prazer mentiroso, que o desperta sob grande sofrimento.
                Ninguém escapa às conjunturas que constituem a vida. Programada de forma a educar e fortalecer, seus aprendizes não a podem burlar indefinidamente.
                Enfrentar as vicissitudes e superar os valores indicativos de prosperidade, de prazer injustificável, eis como poupar-se ao sofrimento. É certo que um número significativo de prazeres se apresenta, sem riscos de converter-se em fator afligente.
                O sofrimento, portanto, quando se tem dele consciência, é facilmente evitável.

( continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

TÉCNICAS DA VIDA II

                Foste mal sucedido num tentame. Esquece e recomeça-o, otimista.
                Atravessaste períodos difíceis, que te marcaram profundamente. Olvida e prossegue.
                Sofreste enfermidades pertinazes. Liberta-te da lembrança e vive.
                Provaste o fel da ingratidão várias vezes. Desculpa e avança.
                Perdeste bens e valores queridos. Recomeça e produze.
                Sempre há oportunidade nova, quando se deseja vencer.
                O guichê das reclamações está sempre repleto de pessoas atormentadas, enquanto que o da gratidão jaz vazio.
                Há muito para bendizer e louvar.
                Certamente sofreste, todavia, isto é o passado. Nesse pretérito, mil vezes houve em que sorriste, sonhaste, produziste, amaste e recebeste amor...
                Por que recordar somente o lado menos bom, aquele que te descontentou?
                Por que a eleição da amargura, em detrimento dos júbilos?
                Ninguém, no mundo, que passe incólume às experiências alegres como às tristes.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

SEMEADURA

“Mas, tendo sido semeado, cresce.” — Jesus. (MARCOS 4:32)

É razoável que todos os homens procurem compreender a substância dos atos que praticam nas atividades diárias. Ainda que estejam obedecendo a certos regulamentos do mundo, que os compelem a determinadas atitudes, é imprescindível examinar a qualidade de sua contribuição pessoal no mecanismo das circunstâncias, porquanto é da lei de Deus que toda semeadura se desenvolva.
O bem semeia a vida, o mal semeia a morte. O primeiro é o movimento evolutivo na escala ascensional para a Divindade, o segundo é a estagnação.
Muitos Espíritos, de corpo em corpo, permanecem na Terra com as mesmas recapitulações durante milênios. A semeadura prejudicial condicionou-os à chamada “morte no pecado”.
Atravessam os dias, resgatando débitos escabrosos e caindo de novo pela renovação da sementeira indesejável. A existência deles constitui largo círculo
vicioso, porque o mal os enraiza ao solo ardente e árido das paixões ingratas.
Somente o bem pode conferir o galardão da liberdade suprema representando a chave única suscetível de abrir as portas sagradas do Infinito à alma ansiosa.
Haja, pois, suficiente cuidado em nós, cada dia, porquanto o bem ou o mal, tendo sido semeados, crescerão junto de nós, de conformidade com as leis que regem a vida.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

JESUS E INIMIGOS III

Em a negativa de Pedro, três vezes repetida, a respeito do amigo, temos uma lição de grande magnitude, porquanto, tão logo ele veio a cair em si, chorou amargamente”.
A explosão das lágrimas foi-lhe a oportuna catarse liberativa do arrependimento que o poderia neurotizar, levá-lo, como aconteceu a Judas, ao suicídio infame.
Reergueu-se da queda, venceu o medo inimigo e a pusilanimidade adversária, dando, a partir dali, todo o restante da vida ao serviço de reparação pelo bem.
Jesus, por Sua vez, aceitou-lhe a oferenda de amor, utilizando-o no ministério.
O Mestre conhecia-o. Por isso, anunciara-lhe a defecção porvindoura, as fragilidades, apontando-lhe os inimigos internos que deveria combater.
Não temas enfrentar as tuas sombras, esses inimigos que vigem em ti mesmo.
Fortalece o ânimo e concentra-te em Jesus, a própria terapia atuante.
Deixa que a tua emoção O alcance.
Não tenhas medo destes adversários com os quais convives sem saber.
Identifica-os, um a um, desembaraçando-te logo após da pressão que exercem sobre ti.
Recupera a tua humanidade, sendo tu mesmo.
Convive com todos no teu grupo social, mas preserva-te, sem seguir os modelos fabricados pelo consumismo devorador e neurotizante.
Permanece aberto à renovação, à diversidade, à tua identidade.
Desprovido de prevenções e precauções perturbadoras, gozarás de otimismo, fator essencial a uma vida sadia e a um inter-relacionamento social saudável.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: google


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O ESPIRITISMO PERGUNTA

Cap. I – Item 9
Meu irmão, não te permitas impressionar apenas com as alterações que convulsionam hoje todas as frentes de trabalho e descobrimentos na Terra.
Olha para dentro de ti mesmo e mentaliza o futuro.
O teu corpo físico define a atualidade do teu corpo espiritual.
Já viveste, quanto nós mesmos, vidas incontáveis e trazes, no bojo do espírito, as conquistas alcançadas em longo percurso de experiências na ronda de milênios.
Tua mente já possui, nas criptas da memória, recursos enciclopédicos da cultura de todos os grandes centros do Planeta.
Teu perispírito já se revestiu com porções da matéria de todos os continentes.
Tuas irradiações, através das roupas que te serviram, já marcaram todos os salões da aristocracia e todos os círculos de penúria do plano terrestre.
Tua figura já integrou os quadros do poder e da subalternidade em todas as nações.
Tuas energias genésicas e afetivas já plasmaram corpos na configuração morfológica de todas as raças.
Teus sentidos já foram arrebatados ao torvelinho de todas as diversões.
Tua voz já expressou o bem e o mal em todos os idiomas.
Teu coração já pulsou ao ritmo de todas as paixões.
Teus olhos já se deslumbraram diante de todos os espetáculos conhecidos, das trevas do horrível às magnificências do belo.
Teus ouvidos já registraram todos os tipos de sons e linguagens existentes no mundo.
Teus pulmões já respiraram o ar de todos os climas.
Teu paladar já se banqueteou abusivamente nos acepipes de todos os povos.
Tuas mãos já retiveram e dissiparam fortunas, constituídas por todos os padrões da moeda humana.
Tua pele, em cores diversas, já foi beijada pelo Sol de todas as latitudes.
Tua emoção já passou por todos os transes possíveis de renascimentos e mortes.
Eis por que o Espiritismo te pergunta:
– Não julgas que já é tempo de renovar?
Sem renovação, que vale a vida humana?
Se fosse para continuares repetindo aquilo que já foste e o que fizeste, não terias necessidade de novo corpo e de nova existência – prosseguirias de alma jungida à matéria gasta da encarnação precedente, enfeitando um jardim de cadáveres.
Vives novamente na carne para o burilamento de teu espírito.
A reencarnação é o caminho da Grande Luz.
Ama e trabalha. Trabalha e serve.
Perante o bem, quase sempre, temos sido somente constantes na inconstância e fiéis à infidelidade, esquecidos de que tudo se transforma, com exceção da necessidade de transformar.
Militão Pacheco

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

domingo, 20 de abril de 2014

UM DIA DE BUDA

                Fruto de um acidente doméstico, Aristeu teve parte de seu corpo queimado. Foi grande a dor na hora e insuportável depois, entre bolhas e o medo da infecção e do estigma das cicatrizes.
                Aristeu, que levava uma vida pacata e tranquila, se viu às voltas com os efeitos daquele acidente doméstico, que mobilizou família e amigos na assistência ao bom companheiro. Após o atendimento emergencial, restou a ele dar continuidade ao seu tratamento em um hospital especializado em queimados, onde, dia sim e dia não, ele seguia o rito de pomadas e de unguentos, na troca de curativos sob o olhar atento dos profissionais de saúde.
                Na fila de espera, na antessala dos ambulatórios, Aristeu observava atentamente que havia casos piores que o seu. De cada dor, de cada caso narrado, descobria o sofrimento de seu irmã desconhecido, que ele ignorava no conforto do seu lar, vendo o mundo e suas agruras apenas pela tela da televisão.
                Assim seguiu o tratamento de Aristeu, que tratou seu corpo e a sua alma, que foi se iluminando à medida que via, no olhar do seu irmão, dor maior do que ele jamais imaginava sentir. Nas queimaduras cicatrizadas nasceu uma nova pele. No seu espírito, regenerado, nasceram novas convicções e visões de mundo.
******
                Assim, nos isolamos do mundo, longe de suas realidades, e quando o destino nos empurra para fora dos muros de nossos palácios, nos defrontamos com a doença, a morte, a pobreza e toda sorte de provações.
                A ideia de nos pouparmos do mundo, de seus desafios, nos impede de crescer. Preferimos o paraíso da redoma, crer que o mundo seja uma propaganda de refrigerantes, com jovens sorridentes, para se debulhar em lágrimas nos dramas das telenovelas, concluídos com um apertar de botões.
                O mundo não é só dor e sofrimento. O mundo não é só alegria esfuziante. O mundo é um mosaico de histórias e desafios, de sorrisos e lágrimas, que nos conduzem a um processo de amadurecimento como espíritos, na bendita escola que chamamos de planeta Terra.
                Negar a dor do próximo não nos isente do compromisso com os nossos irmãos. A chaga mais proeminente nos dias de hoje, o individualismo, nos leva ao isolamento em castas econômicas, nas quais ignoramos os desafios alheios e deixamos de aprender com isso.
                Essa discussão nos conduz a uma profunda reflexão, de como conduzimos nossos trabalhos assistenciais na seara espírita. Que indicadores estabelecemos para classificar esses trabalhos como satisfatórios? Seria a quantidade de bolsas distribuídas? O volume de recursos arrecadados? Será que esquecemos nesse sentido o valor da troca, do olhar, do abraço? A importância do trabalho no bem está no aprendizado profundo do abraço que damos no nosso irmão em dor!
                Em hipótese alguma defende-se aqui o turismo da caridade, emblemático na visita às comunidades cariocas pelos estrangeiros, como um safári da pobreza. Defende-se a nossa interação interventiva e pessoal no trabalho do bem, de forma a falarmos e ouvirmos, nas visitas a hospitais, orfanatos, asilos e toda sorte de instituições que concentrem pessoas necessitadas, tanto quanto nós necessitamos de ouvir aquela palavra de resistência e luta, diante das provas mais agudas, que virão, ou que nos atormentam.
                Sidarta Gautama, o Buda, criado no luxo e na opulência, teve a sua iluminação ao sair de suas suntuosas dependências para encontrar as dores humanas. Aristeu também nasceu de novo, reformulando a sua disposição diante da vida. De cada experiência, de cada dor, colhemos o aprendizado, mas ofertamos também a palavra amiga e o sorriso de esperança, em um exercício permanente de amor, na interação com o próximo.
                A nossa iluminação se faz quando rompemos as paredes que nos isolam do mundo, no encontro do próximo. Às vezes, precisamos de dias de Buda para refletir sobre essa realidade. Precisamos trabalhar o nosso coração, torná-lo robusto no amor, um exercício que se faz no encontro com o outro, na alegria e na tristeza.
 Marcos Vinicius de Azevedo Braga
Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2013
imagem: academiadafelicidaderp.blogspot.com

terça-feira, 8 de abril de 2014

PREOCUPANTE ADVERTÊNCIA

                Por certo, não existirá criatura alguma, dotada de lucidez e pleno exercício da razão que não desejará usufruir de felicidade e paz, decorrentes do estado de serenidade, advindo da vivência prática das sábias e inesquecíveis lições de Jesus.
                No entanto, entre o querer e o poder, existe um imenso e profundo abismo de superação a ser vencido. Em realidade, almejamos esse oásis de conforto ainda presos a infindáveis e confusos comportamentos, que evidenciam nossa caminhada por trilhos tortuosos e distantes dos reais objetivos da prosperidade espiritual.
                Já conhecemos, detalhadamente, o Evangelho de Jesus. Há mais de dois mil anos esse manual carregado de intensos e valiosos ensinamentos está em nossas mãos. Á o lemos inúmeras vezes, já o comentamos em várias oportunidades, á o ensinamos aos outros em muitas ocasiões, mas ainda não conseguimos vivenciá-lo na prática. E, por essa razão nos encontramos atolados no lamaçal da dor, da angústia e das decepções.
                Ante o nosso descaso, pelos reais valores da vida, Jesus ainda chora...
                Somos pródigos e fartos em criar necessidades inúteis, quase sempre exagerando em cuidados exteriores, atendendo aos chamamentos vaidosos e ilusórios do mundo, mas pouco atentos ao zelo e acuidade com o nosso interior. Tal deliberação nos mantém distantes das nossas reais finalidades aqui na Terra. Desprendemos tempo e recursos fartos no cultivo de fantasias e ilusões, efêmeras e passageiras, e não temos o mesmo ideal e forças para a concretização de ações seguras e resistentes, no âmbito das conquistas espirituais, procedimento indispensável que nos indicará, com acerto, a direção de Jesus.
                Incontestavelmente, temos o livre arbítrio. A decisão e a responsabilidade pelas escolhas serão sempre nossas. Poderemos pautar os nossos dias sob as acertadas orientações do Cristo, hoje, ou adiar para o porvir o que, num certo momento, terá que ser feito.
                Jesus enalteceu a função terapêutica do perdão, informando os malefícios decorrentes do ódio, do rancor, da violência e do ressentimento. Sabemos disso, mas ainda temos intensas dificuldades de colocar tal assertiva em prática.
                Destacou a importância de amarmos uns aos outros, esclarecendo o valor da fraternidade e da compreensão no contexto da família humana, oriunda do mesmo Pai Celestial. Mas o egoísmo e o orgulho que, descuidadamente, mantemos em evidência, tem ofuscado a paz social.
                Falou da importância e da necessidade daqueles que podem mais em auxiliar e proteger os que podem menos. No entanto a ganância e a sovinice que ainda predominam na Terra, continuam fazendo nascer rios de lágrimas e montanhas de dor nos corações torturados.
                Ressaltou os reconhecidos valores do amor, como veículo de afetividade e entendimento entre os homens, na compactação de uma sólida base de solidariedade. Todavia, infelizmente, a mágoa e a intolerância tem sido mensageiras deletérias de tragédias e infortúnios de toda ordem, enegrecendo o panorama humano.
                Lembrou os malefícios produzidos pelo excessivo apego material, onde poucos possuem mito e muito vivem com tão pouco. Mas ainda damos vazão ao sórdido desejo de ter sempre mais e mais bens materiais, não dando qualquer atenção aos que ficam sem nada.
                Portanto, não fica difícil a observação de que ante a moldura social do momento, Jesus ainda continue a “chorar por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam...”
                Reflitamos, maduramente, e nos esforcemos ao máximo, visando contribuir, dentro das possibilidades que temos, para colocar um sorriso no semblante de Jesus.

Waldenir Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2013
imagem: alcidir.blogspot.com