- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
Daisypath - Personal pictureDaisypath Anniversary tickers

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


Mostrando postagens com marcador dor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dor. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

PÁRA E AGE I

                Afirmas que o aguilhão da dor é uma constante na tua vida, amesquinhando as tuas forças, diminuindo as tuas alegrias.
                Informas que o desencanto fez moradas nas paisagens mentais da tua existência, tornando-a triste, sem sentido.
                Revelas que as decepções se somam a cada momento às anteriores, dando-te uma visão deprimente do comportamento social das criaturas humanas.
                Esclareces que perdeste as motivações para continuar a jornada e que não raro o desencanto cochicha ideias derrotistas, impelindo-te, de alguma forma, para a direção do autocídio.
                Armazenas o lado negativo da experiência humana, quase com volúpia, reunindo as observações infelizes e deixando-te engajar no veículo do desequilíbrio.
                Pára e reflexiona, porém, um pouco, descompromissando-te das aflições que carregas.
                Observarás que ninguém transita na Terra sem o ônus que a vida cobra, naturalmente, a todos.
                Uns padecem, crucificados, sem o demonstrarem. Transformando os cravos rudes em apoio e sustentação com que se seguram, para alçarem voo às paragens da esperança...
                Outros caminham açodados por chagas ocultas sob tecidos custosos, sorrindo, na certeza de que elas se transformarão, hoje ou mais tarde, em rosas abençoadas de que se ornarão um dia...
                Diversos se sentem vitimados por insuspeitada soledade, embora cercados por amigos e bajuladores, sejam invejados, não sorvendo a água lustral do amor nem da fidelidade que dessedentam e nutrem.
                Há dores morais sob disfarces numerosos como chagas purulentas guardadas sob ataduras de alto preço, cujos portadores não se deixaram vencer e demonstram, no esforço que empreendem, a alegria pelo superá-los.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ALTERNATIVAS II

            A alternativa no ideal, sofrendo, é a mais correta.         
Há quem sofre, fazendo sofrer;
os que sofrem em razão do alheio sofrimento;
aqueles que sofrem, porque não dispõem de meios para imporem sofrimentos;
pessoas que sofrem, em razão de frustrações, amarguras e enfermidades que poderiam minorar, caso se dispusessem a amar e a servir.
A alternativa do sofrimento, enquanto se faz o bem, é sempre a melhor.
No entanto, há quem eleja outras alternativas...
Não te descoroçoes, porque a dor – que a todos macera e purifica – ora faz morada na tua ilha de antiga felicidade.
Recebe-a com naturalidade e altivez, não te permitindo desânimo ou revolta.
Beneficia-te com a oportunidade de sofrer, meditando em torno dos valores reais da existência, transformando esta alternativa em estrela luminífera a esparzir claridade perene no céu das tuas paisagens íntimas, que ora se encontram em aturdimento, mas predispostas à paz.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 6 de fevereiro de 2016

A DOR E O TEMPO

(J. Herculano Pires)
As coisas naturais são constantes lições de paciência ao nosso redor. Tudo no mundo nos ensina duas lições fundamentais: a da evolução e a da imortalidade. Porque tudo se desenvolve em direção ao futuro e tudo morre para renascer. A Ciência reconhece que nada se perde, tudo se transforma. A Filosofia, mesmo em suas correntes mais atuais e mais negativas, reconhece a evolução geral e admite que o homem é um projeto, ou seja, uma flecha que atravessa a existência em direção a um alvo superior.
Se nos recusamos a entender as lições que nos rodeiam e as que brotam do fundo de nós mesmos é porque, “Durante a vida o homem relaciona tudo ao seu corpo”. Mas, “após a morte pensa de outra maneira”. Apegados ao corpo, limitados pelas percepções físicas, avaliamos a dor pela medida do tempo. Entretanto, os Espíritos nos lembram, nessa mesma questão:
“Um século do vosso mundo é um relâmpago na eternidade”.
Jesus nos ensinou, por isso, o desapego, advertindo: “Quem se apega a sua vida perdê-la-á”. Maria Dolores se comunica em poesia para nos tocar ao mesmo tempo o sentimento e a razão. É a mesma técnica usada por Jesus nas parábolas e na poesia do Sermão do Monte. A didática moderna confirma a eficiência desse método que nos relaciona com as coisas naturais, que se serve do estimulo do ambiente, da lição das coisas concretas para nos levar a compreensão do sentido da vida.
A dor, ensinou Leon Denis, discípulo e sucessor de Kardec, é uma lei de equilíbrio e educação. A Psicologia moderna comprova que aprendemos através de tentativas frustradas, de ensaios sucessivos. É por meio dos erros que chegamos ao acerto. A sabedoria popular nos diz: “O que arde cura, o que
aperta segura”. As pessoas inquietas perguntam por que há de ser assim, por que Deus não nos criou perfeitos e bons. Mas Rousseau já ensinava que tudo sai perfeito das mãos do Criador. A perfeição inclui também o livre arbítrio, pois só através dele chegamos a consciência plena. A dor de um minuto nos desperta para a felicidade sem limites, como a ventania de um instante limpa a atmosfera por muitos dias.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

DEPRESSÃO III

                Possíveis trajetórias da depressão: diante de um sentimento de dor, fatalmente experimentamos emoções, ou seja, reações energéticas provenientes dos instintos naturais. São denominadas emoções básicas, conhecidas comumente como medo e raiva. Essas reações energéticas nascem como impulso de defesa para nos proteger da ameaça de dor que uma agressão pode nos causar. Se a emoção for de raiva, o organismo enfrenta a fonte da dor; quando é de medo, contorna e foge do perigo. Ambas aceleram o sistema nervoso simpático e, consequentemente, a glândula supra-renal para que produza energia suficiente para a luta ou para a fuga. Se essas emoções forem julgada moralmente como negativas, elas poderão ser transformadas em sentimento de culpa, levando-nos a uma auto-condenação. Quando reprimidas, quer dizer, quando não expressadas convenientemente nem aceitas, nós as negamos, distorcendo os fatos, para não tomarmos consciência. Tanto a repressão sistemática quanto os compulsivos julgamentos negativos dessas emoções naturais geram a depressão.
                Não são simplesmente as privações pueris, as distribuições de esmolas e o ato de bater no peito que transformarão o íntimo de nossas almas. Para verdadeiramente repararmos nossas faltas, é preciso, acima de tudo, que façamos uma viagem interior, mediante uma crescente consciência, para identificar os atos e acontecimentos incorretos que praticamos/vivenciamos e associá-los com os sentimentos e as emoções que os influenciaram. A partir daí, equilibrá-los.
                Reparar nossas faltas com nós mesmo e com os outros é a fórmula feliz de evitar o sofrimento.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google

domingo, 1 de dezembro de 2013

DOR IV

Dor Auxílio
                A reencarnação é um desafio expressivo enfrentado com certa preocupação pelos espíritos medianamante evoluídos. No que pese as boas intenções, às   vezes, tais sujeitos, quando encarnados, se deixam empolgar pelos atrativos mundanos e, invigilantemente, sofrem desvios dos planos previamente traçados no Mundo Maior, não suportando as provações retificadoras ou assumindo atitudes infelizes passíveis de precipitarem o fracasso da experiência terrena. Todavia, deixamos do outro lado da vida, aqueles espíritos bondosos que nos são caros e interessados em nossa proteção. Por isso, diante da ameaça de tropeços lamentáveis, em certas ocasiões, somos beneficiados pelo amparo de exceção, ou seja, providências aparentemente drásticas, mas cabíveis nos esquemas traçados pelos benfeitores desencarnados em nosso próprio benefício. O enfarte, a trombose, a hemiplegia, o câncer penosamente suportado, a senilidade prematura e outras calamidades da vida orgânica constituem, por vezes, dores auxílio, para q eu a alma se recupere de certos enganos em que haja incorrido na existência do corpo denso, habilitando-se através de longas reflexões e benéficas disciplinas, para o ingresso respeitável na vida espiritual. Em quantas ocasiões, quando comprometidos pela enfermidade grave ou prolongada, nos sentimos infelizes e desamparados por Deus. Pois bem, é justamente em tais circunstâncias que devemos buscar a serenidade mental e agradecermos à Providência pela doença oportuna que nos impediu a tomada de uma atitude insana. Nada acontece sem uma razão plausível, mesmo que, em nossa miséria, não entendamos os significado real da ocorrência. Em verdade, nem sempre interpretamos corretamente o empenho dos bons espíritos em nosso favor.
                Qualquer contingência dolorosa merece de nossa parte uma atenção especial. De acordo com a lei de causa e efeito sempre colhemos o fruto saudável ou não da semeadura escolhida. O sofrimento resulta do mal, assim como a felicidade, do bem praticado. Não olvidemos, entretanto, as várias iniciativas alicerçadas no bom senso a serem mobilizadas na vigência da dor. São resoluções passiveis de minorar as crises temporárias pelas quais transitamos. A prece habitual, o comportamento retificador, o descortino mental e o bem que se pode patrocinar ao próximo, retratam as atitudes inteligentes daqueles que almejam o bom aproveitamento da reencarnação bendita.


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2013


x_3c9af347

sábado, 30 de novembro de 2013

DOR III

Dor Expiação
                Os erros humanos decorrentes da cólera incontrolável, do egoísmo obsessivo, das viciações inconseqüentes, da sexualidade irresponsável, da maldade premeditada, às vezes, com requintes de sadismo, são os vetores responsáveis pelos débitos morais que se acumulam nos bancos imperecíveis de nossa memória espiritual. A prática do mal desarmoniza profundamente a essência pensante, cria uma espécie de morbo energético de teor vibratório bastante densificado, que permanece aderido à malha eletromagnética sutil do campo perispiritual. Constitui-se algo incomodativo e desagradável, por tratar-se de verdadeira moléstia a pulsar nas entranhas multidimensionais do ser. Tal condição anômala de natureza anímica é a responsável pelo desencadeamento, na criatura encarnada, de manifestações degenerativas do organismo físico tanto quanto de perturbações mentais, ao mesclar crises de intenso remorso com depressões profundas e manifestações esquizofrênicas de difícil solução. Assim, manifestam-se as chamadas doenças cármicas, expressões autênticas das expiações educativas. A dor expiação se diferencia da condição citada no item anterior, por não decorrer dos fatores agressivos externos. Aí está a diferença. Vejamos a respeito, o pensamento de André Luiz: “Em nossos estudo, porém, analisamos a dor expiação que vem de dentro para fora, marcando a criatura no caminho dos séculos, detendo-a em complicados labirintos de aflição, para regenerá-la, perante a justiça...” Infelizmente a dor expiação constitui-se contingência assídua em nossa programação encarnatória, porquanto, nos revelamos carentes de maiores aquisições evangélicas, exceção feita àqueles que já superaram as más tendências e se mostram familiarizados com as práticas da justiça, do amor e da caridade.

(continua)

Vitor Ronaldo Costa


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2013 


x_3c9af347

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

DOR II

Dor Evolução
                A dor é ingrediente dos mais importantes na economia da vida em expansão. O ferro sob o malho, a semente n a cova, o animal em sacrifício, Tanto quanto a criança chorando, irresponsável ou semi-consciente, para desenvolver os próprios órgãos, sofrem a dor evolução, que atua de fora para dentro, aprimorando o ser, sem a qual não existiria progresso. Ampliando ainda mais este conceito podemos aduzir ao citado esquema, outros acontecimentos tidos na conta de desafios provacionais, comuns a quase todos nós na condição de encarnados. O que caracteriza a dor evolução é o confronto com os vetores desarmonizantes que nos atingem de fora para dentro, mas que servem para estimular a paciência, a resignação, a fé, o perdão e a capacidade de luta. Poucos amadurecem efetivamente sem que experimentem dificuldades e obstáculos de toda ordem. A luta intensiva, porém, dilata as aspirações íntimas. O sofrimento, quando aceito à luz da fé viva, é uma fonte criadora de asas espirituais. Os exemplos são incontáveis: é o convívio com o parente difícil; a paciência a ser requisitada diante do cônjuge incompreensivo; a dificuldade em educar e encaminhar para o bem o filho rebelde; as pressões exercidas pela chefia no trabalho profissional; a ameaça de perda do emprego honesto que nos sustenta; a traição de alguém muito amado em quem depositávamos irrestrita confiança; a perda precoce de um ente querido vitimado por acidente ou doença incurável e assim por diante. São problemas corriqueiros, comuns à maioria das pessoas, mas eu nos atingem de inopino nos deixando marcados pela dor dilacerante e pelas lágrimas sentidas. As provações, ando enfrentadas com a devida resignação e confiança no auxílio do Pai Maior, não passam de convites da própria vida ofertados em prol do nosso aprimoramento íntimo.

(continua)

Vitor Ronaldo Costa


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2013 


x_3c9af347

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

DOR

  
 Significativa parcela da comunidade planetária desconhece a verdadeira causa e o valor do processo doloroso no intercâmbio habitual com a criatura humana. Quando avaliada “a vôo de pássaro”, a dor é tida na conta de tormento indesejável capaz de suscitar o sofrimento, as lágrimas e o pavor das criaturas desesperadas perante as aflições terrenas. Todos repudiam a dor, desejam afastá-la por qualquer meio, muito embora, apenas a vontade, nem sempre seja o recurso suficiente para impedir a visita daquela que se esconde sob o manto de duas variantes implacáveis: a dor física e a dor moral. Ao contrário do que imaginam os desavisados, a dor não se trata de um castigo imposto por Deus ou de uma condição aleatória que nos atinge sem um motivo aparente. De acordo com os princípios que norteiam a doutrina espírita, o acaso e o determinismo absoluto inexistem, de maneira que, ninguém deveria atribuir a tais fatores a causa das desditas atrozes que, por vezes, fustigam a alma humana. Diante do fato impõe-se o conhecimento de causa, maneira correta de se nortear os passos na desafiadora caminhada ao longo da existência planetária. Ao classificar o orbe terreno como morada de provações e expiações, Allan Kardec nos alerta para o atual padrão evolutivo da humanidade, na medida em que ressalta a prevalência do mal sobre o bem. Ora, isto serve como um chamamento capaz de nos predispor ao esforço da reforma íntima. Então, conscientizados de nossas atuais restrições evolutiva, não podemos falar de dor sem fazer referência à questão da responsabilidade individual posta em prática no decorrer das reencarnações sucessivas. A tendência da maioria é culpar a má sorte, como se as aflições corriqueiras não respondessem aos mecanismos sutis da mente assolada por dívidas morais e sentimentos de culpa. Por isso, costumamos afirmar que as diretrizes espíritas servem para aclarar a nossa percepção interior, facilitando-nos a reflexão a respeito das próprias vivências desarmônicas ensaiadas em todas as épocas. O mal que infligimos aos semelhantes não se dilui na esteira dos tempos, assim como a fumaça se dissipa no ar atmosférico. A memória espiritual retém em seus refolhos os atentados cometidos intencionalmente contra a harmonia cósmica. Todavia, o remorso resultante assemelha-se a verdadeiro corpo estranho passível de atormentar o equilíbrio desejável do nosso campo mental. A consciência profunda, a cenoura inflexível de nossas atitudes infelizes, em determinado instante, nos impele à drenagem saneadora daquilo que nos infelicita. Invariavelmente tal escoamento se processa por meio das múltiplas formas de sofrimento e aflição. A dor sinalizada reflete a quantidade de desarmonia interna de que é portador. Quanto maior a sua intensidade, maior a pendência a ser resolvida da melhor maneira no transcorrer do jornadear terreno. Portanto, em relação à dor, o problema é de ordem individual, pois a alma, na condição de instrumento refletivo da perfeição divina não apresenta condições de albergar em sua intimidade, por tempo dilatado, aquilo que não contribua para o engrandecimento progressivo de si própria. O livre arbítrio constrói diariamente o nosso destino, alternando harmonia e felicidade ou sofrimento e tristeza, tudo na dependência do comportamento com o qual marcamos as nossas existências. O espírito André Luiz, o querido mentor residente na metrópole espiritual “Nosso Lar”, nos propicia significativas informações ao discorrer sobre os três tipos de dor experimentados pelo ser encarnado.

(continua)
Vitor Ronaldo Costa


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2013 


x_3c9af347

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A DOR


                É muito difícil abordar o tema dor. Isso porque cada um sofre de acordo com suas necessidades e encara o sofrimento segundo o seu patrimônio moral, cultural e religioso. O sofrimento é uma vicissitude da vida e que pode ser de duas espécies: a primeira advinda de uma causa na vida presente e, a segunda, herdada de vidas passadas. Estamos conscientes de que o espírito sofre, quer no mundo material, quer no espiritual, a conseqüência das suas próprias imperfeições. Independente de ser agora ou de ontem, o importante é saber que todo o padecimento na vida corpórea é sempre oriundo da nossa imperfeição. Então, se a carga leve ou pesada e nossos sofrimentos é, na verdade, resultado de faltas cometidas na exist~encia presente ou nas precedentes, para que essas inquietações sirvam de reajuste à alma, temos o dever de transformá-las em testemunhos de fé. Conduzindo-nos ao reajuste, a dor é o grande e abençoado remédio que nos reeduca a atividade mental, reestruturando o nosso perispírito. Não é incorreto afirmar que, depois do poder de Deus, apenas a dor e os sofrimentos são as únicas forças capazes de alterar o rumo dos nossos pensamentos, determinando-nos a buscar às modificações indispensáveis.
                Assim, diante desatas colocações, ninguém, em são consciência, se atreveria a dizer como se deve fazer para evitar a dor. Ela é inevitável, pois que é o imperativo da evolução. Entretanto, é preciso saber encará-la, desde que se tenha em conta de que a medida de um não serve para o outro. A dor de cada um é um fato muito particular. Mas como encarar a dor e o sofrimento? Deus nos deu uma ferramenta extraordinária para isso: a Doutrina Espírita. O espiritismo nos ensina que este é um plano de provas e expiações e não de castigo e condenações. Ou seja, que a dor e a dificuldade não são eternas e que, se tivermos fé e perseverança, o amanhã vai ser melhor.
                Para nós, o tempo tem início, mas, não tem fim, posto que somos imortais. Sabemos que esta vida é apenas um pedacinho da vida espiritual. Para que tivéssemos força para enfrentar os sofrimentos enquanto encarnados, é que Jesus nos prometeu um consolador. Ao nos inteirarmos dos assuntos espirituais, passamos a compreender as dificuldades como ferramentas para testar a nossa fé, a nossa resignação, o nosso aprendizado. São as provas, as sabatinas, os testes a que somos compelidos, visto que nos encontramos na escola da vida. A dor da expiação serve para resgatarmos dívidas antigas, para que possamos prosseguir na senda da evolução. Leon Denis escreveu que a dor é a grande amiga a zelar pela espécie humana, junto dela exercendo missão elevada e santa. Estendendo sobre as criaturas suas asas, úmidas sempre do orvalho regenerador das lágrimas, a dor corrige, educa, aperfeiçoa, exalta, redime e glorifica o sentimento humano a cada vibração que lhe extrai através do sofrimento.
                Há de se deixar claro que a doutrina não exalta, nem  enaltece e, muito menos, determina a dor como programa obrigatório de sofrimento na vida encarnada. Na realidade, o espiritismo pura e simplesmente nos faz compreender a dor e suas causas, ao nos esclarecer que se não nos transformamos pela prática espontânea do amor incondicional, a dor virá nos visitar, nas não para punir, mar para nos despertar. É a história do pastor: quando uma ovelha se desgarra, ele a busca; se ela foge de novo, ele torna a buscar; porém, se ela reincide, aí ele manda o cão. Se não podemos evitá-la, podemos encará-la através de uma receita mágica, que está explícita no Livro dos Espíritos: Dome o homem as suas paixões animais, não sinta ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; não se deixe dominar pelo orgulho e purifique sua alma pelos bons sentimentos que faça o bem e dê ás coisas deste mundo a importância que elas merecem, então, mesmo estando encarnado, já estará depurado, liberto da matéria e quando deixar seu corpo não mais lhe suportará as influências.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2012


x_3c9af347

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A DOR NO SÉCULO XXI parte II


Como podemos conjeturar, a dor é um mecanismo de alerta. Dos mais eficientes... Com ou sem lesão, manifesta-se de início sobre o organismo, impondo reação imediata ao princípio espiritual do sofredor (homem ou animal), visando expurgá-la.
Livrar-se da dor é ato intrínseco dos seres viventes normais.
Supor que tal processo seja totalmente banido da face da Terra, remeter-nos-á a transcendentais conseqüências, emergindo a principal: o mundo deixando de ser de "provas e expiações", sendo promovido a "mundo de regeneração", no elevado dizer de Allan Kardec).
Em acontecendo tal promoção, seus habitantes serão mais felizes.
Quando isso ocorrerá?
No Terceiro Milênio, que já se avizinha?
Seria imprudente responder, mas pela Lei Divina do Progresso esse é o nosso futuro.
Hermínio C. Miranda, festejado escritor espírita, diz-nos:
"As dores resultam precisamente do nosso atrito com as ordenações cósmicas criadas para corrigir desvios, a fim de que o universo não reverta ao caos de onde saiu e, ao mesmo tempo, para que cada um encontre o seu caminho na longa peregrinação de volta a Deus.
Com cerca de dois milênios de genuína prática cristã - leia-se comportamento adequado -, não teríamos conjurado de todo as dores do momento que vivemos, mas, pelo menos, estaríamos preparados para elas, cientes e conscientes de suas razões e de suas motivações corretivas.
Possamos gravar bem à vista, nos escaninhos da memória, que a dor costuma marcar o momento primeiro no qual a libertação começa a alvorecer, desde que tenhamos aprendido a lição, às vezes dura, que ela nos ministra.
Para que este conceito se implante, contudo, e lance suas raízes e suscite, em nossa intimidade, urgentes mudanças de postura e de ação, impõe-se a premissa de que somos seres imortais, reencarnantes e responsáveis, programados, desde as desconhecidas origens, para a felicidade total e a paz definitiva."
Quanto à Medicina descobrir meios para banir a dor, isso é maravilhoso.
Cumpre apenas ponderar quantos sofredores terão condições de usufruir dessa benesse, já que, atualmente, muitos outros progressos científicos estão a "milhas de distância" de grande parte das pessoas e até mesmo de países, por questões financeiras ou políticas.
Somente com a implantação do Reino de Deus, que é o do Amor, a Humanidade terá a dor como lembrança e como angelical motivação para auxílio nos mundos onde ainda exista.

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)

x_3c9af6bf

domingo, 14 de outubro de 2012

A DOR NO SÉCULO XXI


A Medicina, desde seus primórdios, vem buscando formas de combater a dor, mal que afeta a todos os seres vivos. Apenas para citarmos um exemplo: a humanidade sofre de cerca de cem tipos diferentes de dor de cabeça, segundo classificação feita em 1988 pela "Sociedade Internacional de Cefaléia". Foram encontradas múmias com trepanação craniana (perfuração cirúrgica), indicando que a dor de cabeça é velha companheira do homem.
Analgésicos e incontáveis terapias da atualidade certamente serão modificados no decorrer do século. Concentram-se hoje os cientistas em trabalhar nos chamados "portões da dor": um na medula espinhal e outro nas terminações nervosas específicas, na periferia do trauma (ou da injúria), que desencadeiam a dor. A idéia é fechar tais  "portões", copiando a natureza, com a administração de drogas, semelhantes à endorfina (produzida pelo sistema nervoso central). A endorfina é um tipo de morfina fabricada pelo corpo.
Parte desse processo já vem sendo empregada nas cirurgias, sendo previamente administrados anestésicos locais no ponto do machucado, além dos gerais. Com isso, as mensagens da dor, na hora e após a cirurgia, são bloqueadas e a recuperação do paciente é sensivelmente menos dolorosa.
Para casos extremos a Medicina já realiza as chamadas "cirurgias analgésicas", que interrompem o fluxo dos sinais de dor, seccionando partes das vias que os conduzem.
Feitas as considerações acima, cabe questionar quanto aos progressos da Medicina que sinalizam a supressão total da dor num futuro breve:

Fato 1 - Presença da dor
a dor acompanha todos os seres vivos, desde sua criação;
a dor é sempre subjetiva (cada indivíduo aplica a palavra segundo experiências relacionadas a machucados no início da vida);
a dor ocorre também por razões psicológicas, ausentes quaisquer ferimentos ou lesões;
a dor provoca reações com alguma semelhança, principalmente entre homens e animais.

Fato 2 - Ausência da dor
sem dor, o sistema de vida neste mundo será infinita mente melhor que o atual;
devem ser excluídos do item anterior os casos em que a ausência da dor se deve a alguma morbidez, tal como a hanseníase (hansenianos têm graves traumas, pois a insensibilidade não promove cuidados ou defesas em casos de ferimentos).

Fato 3- Fundamento espiritual da dor
necessariamente, a evolução espiritual distancia o indivíduo da dor;
a dor é um processo de despertamento que age em potencial: só se apresenta quando alguma coisa está errada - tanto espiritual, quanto materialmente se falando;
não fosse a dor, todos os que agissem erradamente, muitas vezes com crueldade, jamais retificariam tão infeliz trajetória: o mal, neles, se perpetuaria;
pelo princípio da compulsoriedade os Mensageiros Celestiais, norteados pela Justiça Divina, freiam o mau comportamento do réprobo que, em conseqüência, sofre alguma doença ou incapacidade, dolorosas e inibitórias - desde a existência presente ou em vidas futuras.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)
x_3c9af6bf