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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 28 de outubro de 2017

JESUS E OS AMIGOS

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a vida pelos seus amigos.” — Jesus. (JOÃO 15:13)

Na localização histórica do Cristo, impressiona-nos a realidade de sua imensa afeição pela Humanidade.
Pelos homens, fez tudo o que era possível em renúncia e dedicação.
Seus atos foram celebrados em assembléias de confraternização e de amor. A primeira manifestação de seu apostolado verificou-se na festa jubilosa de um lar. Fez companhia aos publicanos, sentiu sede da perfeita compreensão de seus discípulos. Era amigo fiel dos necessitados que se socorriam de suas virtudes imortais. Através das lições evangélicas, nota-se-lhe o esforço para ser entendido em sua infinita capacidade de amar. A última ceia representa uma paisagem completa de afetividade integral. Lava os pés aos discípulos, ora pela felicidade de cada um...
Entretanto, ao primeiro embate com as forças destruidoras, experimenta o
Mestre o supremo abandono. Em vão, seus olhos procuram a multidão dos afeiçoados, beneficiados e seguidores.
Os leprosos e cegos, curados por suas mãos, haviam desaparecido.
Judas entregou-o com um beijo.
Simão, que lhe gozara a convivência doméstica, negou-o três vezes.
João e Tiago dormiram no Horto.
Os demais preferiram estacionar em acordos apressados com as acusações injustas. Mesmo depois da Ressurreição, Tomé exigiu-lhe sinais.
Quando estiveres na “porta estreita”, dilatando as conquistas da vida eterna, irás também só. Não aguardes teus amigos. Não te compreenderiam; no entanto, não deixes de amá-los. São crianças. E toda criança teme e exige muito.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sábado, 21 de outubro de 2017

A FIGURA VENERANDA DE JESUS

A Assembleia Legislativa de Goiás viveu momentos de intensa espiritualidade com a participação do médium Francisco Cândido Xavier, especialmente convidado para um diálogo em torno do tema Cristo e Atualidade.
Não tenho de mim próprio senão lágrimas de gratidão para ofertar-lhes.
Estimaria corresponder a todas as referências honrosas e comovedoras que estou ouvindo. Como me sentiria feliz, se dentro de mim mesmo pudesse sentir-me na condição em que me aceitais, mas devo confessar-vos a minha total desvalia.
Quando aceitei o convite para a nossa tertúlia fraterna desta noite, sob o tema Cristo e Atualidade, afirmei que não tinha qualidades para pronunciar conferências. Aceitaria uma conversação informal, um encontro amistoso, para que pudesse ser tolerado em minha ineficiência.
Consultei o Novo Testamento no capítulo 6 do Evangelho de São João, os
versículos 59 a 68, que relacionam desentendimento entre Jesus e os que o
acompanhavam, mas sentindo dificuldade de assimilar seus ensinos:
“Porventura quereis também retirar-vos?” “Senhor, se nos retirarmos para onde
iremos?”
Nesse momento de transição, queremos Jesus Cristo mais perto do nosso coração. Em verdade, fomos à Lua; acertamos com os caminhos que já existiam, mas quantas vezes teremos dificuldades de entendimento de alma para alma, de coração para coração? Estamos ricos e, no entanto, nunca ouvimos falar de tanta solidão. Nós queremos Jesus cada vez mais, não podemos nos afastar de Jesus. (MN, julho de 1974)


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

TESTEMUNHO

“Respondeu-lhe Jesus: — Dizes isso de ti mesmo ou foram outros que to disseram de mim?” — (JOÃO 18:34)
A pergunta do Cristo a Pilatos tem significação mais extensiva.
Compreendemo-la, aplicada às nossas experiências religiosas.
Quando encaramos no Mestre a personalidade do Salvador, por que o afirmamos? estaremos agindo como discos fonográficos, na repetição pura e simples de palavras ouvidas?
É necessário conhecer o motivo pelo qual atribuímos títulos amoráveis e
respeitosos ao Senhor. Não basta redizer encantadoras lições dos outros, mas viver substancialmente a experiência íntima na fidelidade ao programa divino.
Quando alguém se refere nominalmente a um homem, esse homem pode
indagar quanto às origens da referência.
Jesus não é símbolo legendário; é um Mestre Vivo.
As preocupações superficiais do mundo chegam, educam o espírito e passam, mas a experiência religiosa permanece.
Nesse capítulo, portanto, é ilógico recorrermos, sistematicamente, aos
patrimônios alheios.
É útil a todo aprendiz testificar de si mesmo, iluminar o coração com os ensinos do Cristo, observar-lhe a influência excelsa nos dias tranqüilos e nos tormentosos.
Reconheçamos, pois, atitude louvável no esforço do homem que se inspira na exemplificação dos discípulos fiéis; contudo, não nos esqueçamos de que é contraproducente repousarmos em edificações que não nos pertencem, olvidando o serviço que nos é próprio.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

LEVANTEMO-NOS

“Levantai-vos, vamo-nos daqui.” — Jesus. (JOÃO 14:31)

Antes de retirar-se para as orações supremas no Horto, falou Jesus aos discípulos longamente, esclarecendo o sentido profundo de sua  exemplificação.
Relacionando seus pensamentos sublimes, fez o formoso convite inserto no Evangelho de João:
— “Levantai-vos, vamo-nos daqui.”
O apelo é altamente significativo.
Ao toque de erguer-se, o homem do mundo costuma procurar o movimento das vitórias fáceis, atirando-se à luta sequioso de supremacia ou trocando de domicilio, na expectativa de melhoria efêmera.
Com Jesus, entretanto, ocorreu o contrário.
Levantou-se para ser dilacerado, logo após, pelo gesto de Judas.
Distanciou-se do local em que se achava a fim de alcançar, pouco depois, a
flagelação e a morte.
Naturalmente partiu para o glorioso destino de reencontro com o Pai, mas
precisamos destacar as escalas da viagem...
Ergueu-se e saiu, em busca da glória suprema. As estações de marcha são eminentemente educativas: — Getsêmani, o Cárcere, o Pretório, a Via Dolorosa, o Calvário, a Cruz constituem pontos de observação muito interessantes, mormente na atualidade, que apresenta inúmeros cristãos aguardando a possibilidade da viagem sobre as almofadas de luxo do menor esforço.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

ANTE O MUNDO E JESUS II

                Aprende com a luz. Após realizar o seu périplo, no Universo, depois de contornar a nossa hiperesfera, volve à fonte geradora, seu ponto de partida...
                Ninguém, mesmo que o deseje, jamais fugirá da sua nascente divina...
                Aproveita, portanto, hoje.
                No duelo, mundo e Jesus, a tua será a opção da permanente angústia ou da promissora ventura.
                Diante da moeda que trazia a efígie de César, respondendo à colocação maliciosa e venal do adversário gratuito, Jesus definiu a situação do contributo que cada um deve dar: “a César, o que lhe pertence e a Deus o que é dEle”.
                Dele, é a vida, e Jesus é o caminho único, mediante o qual lograrás alcançá-lO.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 30 de setembro de 2017

ANTE O MUNDO E JESUS I

                O mundo pede socorro a Jesus.
                Ele atende, porém, espera por nós.
                O mundo apresenta a larga faixa dos necessitados de pão.
                Jesus, entretanto, não se esquecendo destes, socorre também os que tem necessidade de luz.
                O mundo roga paz, nos estertores da violência em que se debate.
                Jesus transmite tranquilidade, todavia, emula todos a que nos auxiliemos na fraternidade.
                O mundo suplica apoio, a fim de liberar-se das constrições do ódio e da loucura.
                Jesus, no entanto, é recursos libertador, que propõe a paciência fraternal e o trabalho solidário entre as criaturas.
                O mundo promove desespero e algaravia.
                Jesus doa silêncio e fé.
                Compara as incertezas no mundo e a segurança com Jesus.
                Considera os impositivos de fora, no mundo, e as forças interiores que se haurem em Jesus.

                Vive, no mundo; no entanto, nunca te apartes de Jesus.
                Tua vida física, mesmo que se alargue por dezenas de anos-a-fio, defronta um momento em que cessa, conquanto a tua realidade espiritual com Jesus jamais terminará.
                O mundo te leva a conquistas, mas, Jesus, quando conquista, Vaz que o homem se vença por dentro.
                As vitórias externas esmaecem e passam, as íntimas se fortalecem e ficam.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

MEDIUNIDADE E JESUS

Cap. VI – Item 7
Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.
É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência entre Maria e Isabel, José e Zacarias, Ana e Simeão, no estabelecimento da Boa Nova.
E segue adiante, enaltecendo-a na inspiração junto aos doutores do Templo; exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Caná; honorificando-a, nas atividades de cura, em transmitindo passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde; ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas; dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores por intermédio dos alienados mentais que lhe surgem à frente; glorificando-a na materialização, em se transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, e elevando-a sempre, no magnetismo sublimado, seja aliviando os enfermos com a simples presença, revitalizando corpos cadaverizados, multiplicando pães e peixes para a turba faminta ou apaziguando as forças da natureza.
E, confirmando o intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece, Ele mesmo, ante os discípulos espantados, traçando planos de redenção que culminam no dia de Pentecostes – o momento inesquecível do Evangelho –, quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes, na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz.
Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não se confunde com a Doutrina Espírita que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre que enobrecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veículo respeitável da convicção na sobrevivência.
Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achincalhe – tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana –, porquanto os talentos medianímicos estiveram, incessantemente, nas mãos de Jesus, o nosso divino mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o excelso médium de Deus.
Eurípedes Barsanulfo

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

sábado, 26 de agosto de 2017

BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS II

                Grande parte das nossas dificuldades atuais são causadas por nós mesmos, na busca incessante por facilidades e confortos materiais. Para ganhar dinheiro, fama e poder, muitas vezes ofendemos, fazemos escolhas equivocadas, somos egoístas, impiedosos e orgulhosos. É justo que, no curso de uma nova existência, resgatemos nossos débitos com as criaturas e até conosco mesmo, entendendo que somos responsáveis por tudo que sentimos, pensamos e fazemos. Isso explica também as nossas provações e passamos a enxergar a Terra como um imenso território adequado para abrigar espíritos em evolução para a perfeição possível. Neste mundo de expiações e de provas, ainda há a necessidade de experiências dolorosas e desagradáveis, para que os espíritos descubram o prazer de fazer o bem e de viver como irmãos. Enquanto permanecer na rebeldia e não agradecer o benefício da aflição momentânea, a criatura irá de ações e reações, sofrendo o que fez sofrer, colhendo do que plantou, até compreender que somente dela depende libertar-se das aflições desta vida. Em suma, todas as atribulações de nossa vida terrena são consequências de nossas faltas. Quando volvemos nosso olhar para os missionários do mundo moderno, que tanto sofreram dores físicas com enfermidades terríveis, mister se faz lembrar da afirmação de Kardec de que muitas dessas aflições são provas escolhidas pelos próprios espíritos, que as pediram para apressar seu adiantamento ou para concluir processos purificatórios.
                Por último, muito embora o capítulo 5, do Evangelho Segundo o Espiritismo jamais nos permitirá ser tão conclusivos, é fundamental entender a diferença entre prova e expiação. Expiação é sofrer as consequências de nossas faltas, passar pelos mesmos sofrimentos causados a nós ou aos outros, para que desperte em nós a consciência do sofrimento que provocamos, aproveitando as oportunidades para reparar os males causados, corrigindo-nos e prosseguindo em nossa evolução em melhores condições. Já as provações são testes de avaliação do aprendizado, passando pelas mesmas dificuldades que deram origem às ações negativas para resolvê-las, sem ferir a ninguém, usando-as para o desenvolvimento das nossas qualificações intelectuais e morais. Kardec ensina que “a expiação serve sempre de provas, mas a prova nem sempre é uma expiação. Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa ser provado”. Por tudo isso, entender que “bem-aventurados os aflitos” é entender  Deus e reconhecer a necessidade de resignar-se; submeter-se, voluntariamente, às Suas leis, compreendendo que sendo Ele, o Absoluto na perfeição e causa de tudo que existe, por certo não comete erros ou enganos e Suas leis sábias e amorosas se obedecidas, hão de nos levar à felicidade. Esta é a resignação preconizada pelo espiritismo, uma submissão ativa, fruto do entendimento dos objetivos da vida e dos seres, assimilando a promessa de Jesus quando oferta as bem-aventuranças aos que sofrem, aos aflitos. O Mestre não espera que não choremos pela dor, mas nos pede para que tentemos sorrir pela benção da oportunidade de ressarcimento das dívidas do passado, entregando-nos à vontade do Pai. A resignação é a coragem da virtude. (Caibar Schutel)

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
imagem: google

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS I

                Poucos realmente entendem o sentido que a expressão bem-aventurado tem no discurso do Mestre Jesus, até porque é muito difícil esta compreensão para quem, com os pés fincados numa única existência e num mundo materialista como este nosso, acredita que ser bem-aventurado é sinônimo de ser feliz. Dentro do axioma “ler Kardec, para entender Jesus”, o estudo da doutrina espírita, que alarga nosso campo de visão para além desta vida e nos faz compreender e aceitar as múltiplas encarnações, nos oferece a releitura das bem-aventuranças, percebendo que Jesus deixa expresso na sua alocução a ideia clara da imortalidade da alma, ensinando, todavia, que o universo é regido pela lei de causa e efeito. Ambos os pilares doutrinários, casualidade e imortalidade da alma, ampliam o nosso entendimento e, neste contexto, obtemos a chave para abrirmos o baú dos mistérios da fé. Portanto, entendendo que as aflições não são castigos divinos e muito menos pragas lançadas aleatoriamente pelo Criador para provocar o arrependimento de suas criaturas, compreendemos perfeitamente que a justiça divina é incorruptível e se alicerça na expressão “à cada um, segundo suas obras”.
                Por intermédio do estudo do pentateuco de Kardec, fica fácil entender porque uns vivem na opulência e outros na miséria. Nada de privilégios, apenas mecanismos disponibilizados pela bondade divina, para nos reconduzir ao caminho da redenção e da reforma íntima. Quem se locupletou na avareza e amealhou fortunas escravizando seu irmão, nada mais justo que agora experimente a provação e a dor de não enriquecer. Da mesma forma, porém, o consolo de saber que o espírito que já aprendeu a usar o dinheiro em prol do progresso da sua comunidade, não mais precisará passar pela prova da pobreza, a não ser que desejar para cumprir determinada missão. Portanto, se sofro agora e me mantenho resignado e confiante de que esta prova é para meu bem, bem-aventurada esta dor, porque me proporcionará mais venturosa minha próxima reencarnação.
                De posse deste conhecimento, a imensa injustiça que vige entre os homens na Terra adquire para nós um outro contorno. Deixamos de acreditar que tudo que nos rodeia, inclusive nossos sentimentos, emoções, inteligência, criatividade, etc, provêm da própria matéria ou do cérebro ao aceitar a existência de Deus e n’Ele depositarmos nossa fé e total confiança, vamos finalmente compreender a maravilhosa resposta dada pela espiritualidade maior à Kardec, na pergunta primeira de O Livro dos Espíritos, revelando o que é Deus, reconhecendo-o como a causa primária de todas as coisas. Sendo Deus soberanamente justo, toda aflição humana é efeito de uma causa humana e, por isso, não há como atribuir a Ele a injustiça dos homens, como bem esclarece Kardec, no capítulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando revela que “as vicissitudes da vida têm pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa”. Concluindo, no mundo não existem vítimas e nem sofredores inocentes.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
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domingo, 6 de agosto de 2017

JESUS SABE



Cap. XII – Item 7
Disseste “não ajudo, porque esse homem é pervertido” e de outra feita, afirmaste “não auxilio, que essa mulher errou por querer”...
Não te lembraste, porém, que Jesus, antes, lhes viu a falta e nem por isso lhes cortou o ensejo à necessária reparação.
Não percas tempo em procurar o mal, emprega atenção em socorrer-lhe as vítimas.
Diante desse ou daquele acontecimento amargo, sempre mais do que nós, Jesus sabe...
Conhece o Divino Amigo onde se esconde o verme do vício, como também onde se oculta a farpa da crueldade.
Em razão disso, não te buscaria para relacionar as úlceras alheias nem para conferir os espinhos da estrada.
Se alguém prefere mergulhar na sombra, dize contigo:
– “Jesus sabe.”
Se alguém te não escuta a palavra de amor, nota em silêncio:
– “Jesus sabe.”
Se alguém surge enganado aos teus olhos, pensa convicto:
– “Jesus sabe.”
Se alguém foge de cumprir o dever, observa de novo:
– “Jesus sabe.”
Faze o bem que puderes e, entregando a justiça à harmonia da lei, entenderás, por fim, que Jesus nos chamou para fazer luzir a estrela da caridade onde a vida padeça o insulto da escuridão.
Meimei

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O BEM EM AÇÃO III

                Se te vês agredido, estando na ação do bem, reflete como estarias caso te detivesses em outra faixa de realização...
                Se amando e servindo, despertas antipatias e animosidades, considera o que sofrerias, se, porventura, engrossasses as fileiras do ódio...
                Se lutando pela reforma íntima, pelo aprimoramento moral, ainda vais atingido pelos petardos violentos da maldade, examina o que serias e como te encontrarias, se respirasses o clima da alienação em que se encontram os que te objurgam e perseguem.
                Mesmo Jesus, que não tinha culpa e é a luz do mundo, não passou entre nós incólume à agressão de encarnado e desencarnados infelizes que O ameaçaram em vãs tentativas de atemorizá-lo, os últimos inspirando os primeiros e crucificá-lO, esquecidos de que a morte é vida, e foi morrendo que Ele retornou em plena madrugada radiosa de esperança, para nunca mais se apartar de nós.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 3 de março de 2017

DOADORES DO SUOR

Espírito: AURA CELESTE.
Todos os dias surgem, aqui e ali, os que procuram doadores.
Devedores da fiança terrena buscam doadores de empréstimos nos institutos amoedados.
Adeptos desses ou daquele partido político buscam doadores de cargos públicos.
Estudantes buscam doadores de instrução na esfera universitária.
Mulheres buscam doadores de elegância no campo da moda.
Artistas buscam doadores de inspiração.
Por toda a parte, há doadores.
Doadores de providências, de recursos, de ideias, de estímulos, de sangue, de olhos, de informações, de palavras.
E Jesus também, caminha na Terra procurando certa categoria de doadores difíceis de encontrar, - os doadores de suor, que trabalham desinteressadamente na construção do seu reino de luz.
Irmãos, o Divino Amigo nos bate às portas do coração, pedindo serviço...
Sigamos adiante, guardando a felicidade de sermos com Ele os doadores de suor.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

QUE BUSCAIS?

Cap. XVIII – Item 10
“Que buscais?” – Jesus.
(João, 1: 38)
Esta simples indagação do Senhor, aos dois discípulos que o seguiam, é dirigida presentemente a todos os lidadores do Espiritismo, diante da Boa Nova renascente no mundo.
Ao obreiro modesto da assistência fraternal, exprime a Voz Superior a reclamar-lhe os frutos na colheita do bem.
Ao colaborador da propaganda doutrinária, representa a interpelação incessante acerca da tarefa de resguardar a pureza dos postulados que consolam e instruem.
Ao orientador das assembléias de nossa fé, é a pergunta judiciosa, quanto à qualidade do esforço no cumprimento dos deveres que lhe competem.
Ao servidor da evangelização infantil, surge a interrogação do Divino Mestre qual brado de alerta relativamente ao rumo escolhido para a sementeira de luz.
Ao portador da responsabilidade mediúnica, inquire Jesus pela aplicação dos talentos que lhe foram confiados.
Ao aprendiz incipiente da oficina espírita cristã constitui adequada sindicância quanto à sinceridade que traz consigo, alertando-o para os deveres justos.
A cada criatura que desperta em mais altos níveis da fé raciocinada, soa a interpelação do Senhor como sendo convite às obras em que se afirme a caridade real.
Assim, escuta no íntimo, em cada lance das próprias atividades, a austera palavra do Condutor Divino, convocando-te à coerência entre o ideal e o esforço, entre a promessa e a realização.
Analisa o que fazes.
Observa o que dizes.
Medita em torno de tuas aspirações mais ocultas.
Que resposta forneces à indagação do Senhor?
Quem segue o Cristo, vive-lhe o apostolado.
Serve, coopera e caminha avante, sem temor ou vacilação, lembrando-te de que o Verbo da Verdade incide sobre nós, cada dia, perguntando incessantemente:
– Que buscais?
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Passagem em que os filhos de Zebedeu, João Evangelista e Tiago Maior, que na época eram discípulos de João Batista, ao verem Jesus circulando pelo local, aproximam-se Dele, na expectativa de se tornarem discípulos do Mestre. A primeira palavra do Mestre a eles é: Que buscais? Um versículo do evangelho pode ser interpretado de várias formas. Aqui Emmanuel compara o apostolado inicial de João Evangelista e Tiago Maior ao apostolado atual dos lidadores da seara espírita. Enumera várias atividades à titulo de exemplificação: aquele que trabalha na educação doutrinária, o que trabalha na evangelização infantil, o que trabalha na assistência fraterna, o que trabalha na direção do movimento, todos eles recebem a pergunta judiciosa da verdade: Que buscais? Pergunta que sonda os nossos corações, no sentido da nossa real intenção, dos nossos reais desejos, projetos e sonhos, mas também da qualidade da nossa prática. Se o nosso trabalho reflete a grandeza do nosso ideal. Porque é preciso saber conjugar a sabedoria de desejar, de planejar, de sonhar, com a habilidade de executar com segurança, com disciplina, com fidelidade, a proposta do Cristo para o mundo de hoje. Que buscais? Mais um ângulo, mais uma perspectiva do grande benfeitor e comentarista do Evangelho.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O PERDÃO NOS MOMENTOS DIFÍCEIS

                A vida é cíclica. Aos momentos de alegria e realizações sucedem fases de desafios, crises e derrotas sem os quais não valorizaríamos estes momentos.
                Existem momentos em que somos vítimas da dor física, dor da alma, da traição de pessoas queridas, do desemprego, da doença, da perda de um ente querido, de uma separação conjugal em que nos sentimos abandonados, entre outros tantos.
                Esses momentos, Jesus está conosco, jamais nos abandona, temos um anjo da guarda sempre presente. Somos nós quem nos afastamos Dele. É um convite à nossa fé em Deus e no futuro.
                Se o Pai Celeste cuidou de nós até aqui, oportunizando-nos momentos de alegria, dando-nos força para superar os momentos de crise, períodos que acharíamos que íamos sucumbir, por que é que agora será diferente?
                Busquemos um raciocínio lógico e passaremos firmes pelas dificuldades, chegando ao amanhecer da paz interior e do restabelecimento do que nós achamos ser a felicidade.
                Nunca nos esqueçamos de que Jesus é o comandante do planeta Terra. Embora sejamos o timoneiro de nossas vidas, o comandante é Jesus. Ele sabe de tudo o que acontece conosco hoje e as consequências disto para o nosso amanhã.
                Devemos refletir a respeito das dificuldades, no que aquilo que achamos ruim pode ser bom quando observado a longo prazo e, o que achamos maravilhoso pode ser péssimo se nossos olhos focarem o futuro.
                Ainda assim, se o problema parece sem solução, se a cruz lhe é pesada demais, lembre-se de que Jesus está contigo mesmo que o mundo te queira infeliz. Deus, que é Pai de misericórdia e amor, te quer feliz, na verdadeira felicidade que só depois que passar poderá ser avaliada. Se Deus cuidou bem de você até agora, isto é prova cabal de que Ele continuará cuidando.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

VOCÊ PODE

Espírito: ANDRÉ LUIZ.
Carregando nos próprios ombros as aflições que fustigam a Terra, o Senhor acreditou nas promessas de fidelidade que você lhe fez, enviando-lhe a caminho aqueles irmãos necessitados de mais amor.
Chegam eles de todas as procedências...
É a esposa fatigada esperando carinho, é o companheiro abatido implorando, em silêncio, esperança e consolo.
De outras vezes, é o filho, desorientado suplicando compreensão ou o parente, na hora difícil, aguardando braços fraternos.
Agora, é o amigo transviado, esmolando compaixão e ternura, depois, talvez, será o vizinho atormentado em problemas esfogueantes, pedindo bondade e cooperação.
Isso acontece, porquanto você pode compartilhar com Ele a tarefa do auxílio.
Não desdenhe, desse modo, apoiar o bem.
Acendamos a luz, onde as trevas se adensem; articulemos tolerância, ao pé da agressividade; envolvamos as farpas da cólera em algodão de brandura; conduzamos a paz por fonte viva sobre a discórdia, toda vez que a discórdia se faça incêndio destruidor...
Eis que Ele, o Mestre, se revele por sua palavra e por suas mãos. Não impeça a divina presença, através de seu passo, no amparo às humanas dores.
E, nessa estrada bendita, depois da luta, cotidiana, sentirá você no imo da própria alma, o sol da alegria perfeita repetindo, de coração erguido à verdadeira felicidade.
- Obrigado Jesus, porque na força de Tua bênção, consegui esquecer-me,
procurando servir.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google