- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
Daisypath - Personal pictureDaisypath Anniversary tickers

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


Mostrando postagens com marcador na era do espírito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador na era do espírito. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O CREDIÁRIO DA MORTE

(J. Herculano Pires)
A morte só existe para os que querem morrer. A necrofilia ou o amor da morte – no sentido negativo da palavra – é uma doença mental e psíquica, uma tendência mórbida de certos temperamentos, hoje bem definida em Psicologia. Não se trata da aberração sexual a que se aplicava a palavra tempos atrás, mas daquela “aberração da inteligência”, a que se referia Kardec, que
leva o indivíduo a negar a sua própria capacidade de viver e de sentir a vida.
Todo aquele que gosta de destruir e se destrói a si mesmo, aniquila as suas próprias forças vitais e mata as esperanças de vida que os outros acalentam e defendem, é necrófilo. Sabemos que a morte não existe, porque nada se acaba, tudo se transforma. O aniquilamento total do ser pelo simples fenômeno da morte – um fenômeno biológico de mutação – não pode mais ser admitido por uma pessoa ilustrada, pois o avanço atual do conhecimento positivo superou de muito as ilusões negativas do materialismo.
Apesar dessa inegável realidade nova os necrófilos se apegam a ideia da morte como aniquilamento total do ser. E por isso se desesperam, entregando-se a própria destruição, apressando a própria morte “no visco de sombra em que se enredaram”, segundo a expressão de Emmanuel. E entregando-se ao ceticismo autodestruidor, compram a morte por antecipação, no crediário “do desespero e das aflições inúteis”. São esses os “quase mortos” pelos quais os “mortos”, no Dia de Finados, oram do lado de lá da vida.
Do outro lado da vida aqueles que em nossa ignorância chamamos de mortos velam pelos “quase mortos” da Terra e pedem a Deus por eles. O verdadeiro morto não é o que deixou o seu corpo no túmulo, mas o que se serve do corpo para viver na Terra como um morto ambulante.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 1 de novembro de 2016

SOBRE FINADOS

O problema das comemorações do Dia de Finados, bem como dos funerais e de homenagens prestadas aos mortos, mereceu um tópico especial do capitulo VI de O Livro dos Espíritos. A posição doutrinária, ao contrário do que geralmente se pensa, e favorável a essas homenagens, desde que sinceras e não apenas convencionais. Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito, mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declararam que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos.

Oração pelos quase mortos
(Emmanuel)
Senhor Jesus!…
Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados – nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração reconhecido, suplicamos-te apoio em auxilio de todos eles, principalmente considerando aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!…
Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de desespero;
pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual;
pelos que se entregaram a ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma;
pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para o serviço da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença;
pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta, e se destacam quase mortos de angústia vazia;
pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil;
pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e repousam quase mortos de inércia;
e pelos que se feriram ferindo aos outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio!
Senhor!…
Para todos os nossos irmãos que atravessam a experiência humana quase mortos de sofrimentos e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos auxilio e benção!…
Ajuda-os a se libertarem do visco de sombra em que se enredaram e traze-os de novo a luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O FILHO DE DEUS

(J. Herculano Pires)
O chamado “Dogma de Cristo” é uma criação da teologia cristã, mas não dos Evangelhos, onde a posição de Jesus é bem clara, considerando-se ele mesmo como filho de Deus e nosso irmão, pois também se chamava a si próprio de filho do homem. O Natal de Jesus, portanto, não é o Natal de Deus. A visão mediúnica do Cosmos, descrita por Chico Xavier no texto Como Consideramos Jesus, dá-nos a ideia grandiosa do Criador através da sua obra.
A posição espírita no assunto é considerada herética pelas religiões cristãs, que chegam mesmo a negar ao Espiritismo a sua natureza cristã. Com mais razão, com mais lógica, os espiritistas consideram herética a doutrina que faz de Jesus a encarnação de Deus. Mas nem por isso os espiritistas deixam de participar das comemorações do Natal, que consideram como o dia da fraternidade humana por excelência, traduzida em caridade efetiva na assistência aos necessitados. Assim, o principio do amor supera as divergências teológicas, unindo todos os cristãos na adoração espiritual do Cristo e no cumprimento da sua lei única: a de amarmos a Deus sobre todas
as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
O fundamento do Universo é uma lei única: a lei do amor. Dela derivam todas as leis conhecidas e desconhecidas. Deus é amor, definiu João no seu Evangelho. E Jesus resumiu toda a Lei e os Profetas na lei áurea do amor. É o poder do amor que faz as galáxias girarem no infinito e as constelações atômicas girarem no finito.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google


sexta-feira, 8 de julho de 2016

A CHAVE DA REENCARNAÇÃO

(J. Herculano Pires)
O principio da reencarnação é a chave que nos abre a compreensão para todos os problemas humanos. Sem ele tudo é mistério e confusão em nossos destinos e a justiça de Deus nos parece absurda. Essa chave foi perdida a partir do IV século da nossa era. As religiões cristãs, adaptando-se aos formalismos pagãos e judaicos, perderam a chave que Jesus lhes havia deixado em seus ensinos, como ainda hoje podemos ver de maneira inegável nos Evangelhos. O Cristianismo aturdido não pode encontrá-la nos caprichosos labirintos da Teologia, formulada pelos novos doutores da lei.
Dezoito séculos depois de Cristo os cristãos se veriam desarmados diante do desafio da razão esclarecida pela evolução cultural. O mundo convertido ao Cristianismo voltaria então às fontes esquecidas da cultura pagã. Essa apostasia, como a do Imperador Juliano, o lançaria de novo nos dilemas insolúveis da razão desprovida de luz espiritual. Há dois séculos nos debatemos nesse torvelinho de loucuras, mas há mais de um século o Espírito da Verdade, prometido por Jesus, vem renovando na Terra o ensino do Mestre, graças ao restabelecimento da comunicação mediúnica permanente e natural que nos devolve a chave perdida da reencarnação.
A liberdade para a vida afetiva, que procuramos nas ilusões do corpo carnal, esta na realidade do espírito, onde somos, como Jesus ensinou, semeadores que saíram a semear. A semeadura que fizermos determinará a nossa colheita, pois as leis naturais nos escravizam aos seus resultados inevitáveis. Quem planta joio não pode colher trigo. Se semeamos desequilíbrios afetivos em nosso caminho, como queremos colher os frutos do equilíbrio?
Por outro lado, se a semeadura do passado foi má, como corrigí-la, se continuarmos a semear as mesmas sementes? A chave da reencarnação nos abre as portas do entendimento. Temos de renovar as nossas sementeiras. Mas se dermos ouvido às teorias loucas da razão pagã, desprovida de luz, que pretendem considerar como normais as anomalias sexuais, justificando-as com a falsa plenitude dos gozos materiais, não sairemos do circulo vicioso da escravidão sensorial.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quinta-feira, 7 de julho de 2016

VIDA AFETIVA

(Emmanuel)
Todos os problemas da vida afetiva serão devidamente aclarados quando o conhecimento da reencarnação for concebido na base da regra áurea.
Faremos a outrem, nos domínios afetivos, aquilo que desejamos se nos faça. Isso porque de tudo o que doarmos ao coração alheio recolheremos de volta.
O amor em sua luminosa liberdade é independente em suas escolhas e manifestações; no entanto, obedece igualmente ao principio: “Livre na sementeira e escravo na colheita”.
Ligeira recolta de observações nos fará pensar nisso.
Em muitas ocasiões, o rival que abatemos, de um modo ou de outro, induzindo-o a desencarnação, é o filho que a vida e o tempo nos colocam nos braços, a cobrar-nos em abnegação e renúncia a assistência e a proteção que lhe devemos;
o jovem ou a jovem que furtamos dos braços de nossos filhos,
considerando-os indignos de nossa equipe doméstica, impondo-lhes, direta ou indiretamente, a morte do corpo físico, voltam na condição de netos, em muitas circunstancias, compartilhando-nos o leito e a vida;
a criança nascitura que arrojamos a vala do aborto desnecessário e que deveria nascer e crescer para o desenvolvimento da afetividade pacífica, entre os nossos descendentes, costuma encontrar novo berço em nosso clima social, reaparecendo na condição do homem ou da mulher que, mais tarde, nos aborda a organização familiar exigindo-nos pesados tributos de aflição;
as criaturas que enganamos, no terreno do afeto, em outras estâncias, habitualmente retornam até nós por filhos-problema, reclamando-nos atenção e carinho constantes para o reajuste emocional que demandam.
Frustrações, conflitos, vinculações extremadas e aversões congênitas de hoje são frutos dos desequilíbrios afetivos de ontem a nos pedirem trabalho e restauração.
É possível haja longa demora na aceitação geral da verdade por parte dos agrupamentos humanos, em nos reportando ao mundo genésico.
Dia virá, porém, no qual todas as criaturas compreenderão que o espírito, onde estiver, conforme aquilo que plante, em matéria de afetividade, isso também colherá.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A FELICIDADE NA TERRA

(J. Herculano Pires)
A felicidade é uma questão de compreensão. As criaturas que encaram a vida sem nenhuma compreensão da sua realidade espiritual não podem ser felizes. Seus momentos de alegria e satisfação passam depressa e são bem poucos. Porque elas colocam a felicidade onde ela não pode estar, querem encontrá-la em coisas ilusórias que logo se desfazem. A felicidade mora em nós mesmos, em nossa consciência. Temos um objetivo na vida e só somos felizes quando o estamos realizando.
No livro O Livro dos Espíritos em sua questão 921Kardec adverte: “O homem bem compenetrado do seu destino futuro só vê na existência corpórea uma rápida passagem”. Descartes já nos alertava contra o perigo de confundirmos a alma com o corpo. Quando não sabemos nos distinguir do próprio corpo o que buscamos é uma felicidade ilusória, egoísta e efêmera. Ela pode nos satisfazer por alguns instantes, mas logo murchará em nossas mãos e nos sentiremos grandemente infelizes.
É bom gravarmos em nossa mente este ensino de Andre Luiz: “Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade”. Esta não é apenas uma recomendação moral, é uma lei cientifica. Porque a vida humana é psíquica e não material. Vivemos num oceano de vibrações psíquicas, em permanente permuta com as outras pessoas. Se pensamos no mal atraímos vibrações más, se pensamos no bem atraímos boas vibrações, e se fazemos o bem criamos um potencial de bondade, paz e felicidade ao nosso redor, beneficiando também os outros.
É evidente que não podemos mudar o mundo por nós mesmos. Nem podemos fazer-nos anjos de um momento para outro. Temos o nosso passado negativo, mas o presente nos oferece a oportunidade de criar um futuro positivo. Enquanto o criarmos com nossos bons pensamentos e boas ações teremos a felicidade que é possível ao homem gozar na Terra, mundo ainda inferior, de provas e expiações. Venceremos nossas provas com alegria e superaremos nossas provações com esperança, compreendendo que nos libertamos a nós mesmos para a felicidade real do Espírito que é o destino de todas as criaturas.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

domingo, 19 de junho de 2016

REGRAS DE FELICIDADE

(André Luiz)
Lembre-se de que os outros são pessoas que você pode auxiliar, ainda hoje, e das quais talvez amanhã mesmo você precisará de auxilio.
Todo solo responde não somente conforme a plantação, mas também segundo os cuidados que receba.
* * *
Aqueles que renteiam conosco nas mesmas trilhas evolutivas assemelham-se a nós, carregando qualidades adquiridas e deficiências que estão buscando liquidar e esquecer.
Reflita nos arranhões mentais que você experimenta quando alguém se reporta irrefletidamente aos seus problemas e aprenda a respeitar os problemas alheios.
* * *
Pensemos no bem e falemos no bem, destacando o lado bom de acontecimentos, pessoas e cousas.
Toda vez que agimos contra o bem, criamos oportunidades para a influencia do mal.
* * *
Mostremos o melhor sorriso – o sorriso que nos nasça do coração – sempre que entrarmos em contato com os outros.
Ninguém estima transitar sobre tapetes de espinhos.
* * *
Evitemos discussões.
Dialogo, na essência, é intercambio.
* * *
Se você tem algo de bom a realizar, não se atrase nisso.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.
* * *
Estime a tarefa dos outros, prestigiando-a com o seu entusiasmo e louvor na construção do bem.
Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade.
* * *
Não contrarie os pontos de vista dos seus interlocutores.
Podemos ter luz em casa sem apagar a lâmpada dos vizinhos.
* * *
Você é uma instituição com objetivos próprios, dentro da Vida, a Grande Instituição de Deus.
Os amigos são seus clientes e se você procura ajudá-los, eles igualmente ajudarão a você.
* * *
Se você sofreu derrotas e contratempos, apenas se deterá nisso se quiser.
A Divina Providencia jamais nos cerra as portas do trabalho e, se passamos ontem por fracassos e dificuldades em nossas realizações, o Sol a cada novo dia nos convida a recomeçar.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quinta-feira, 26 de maio de 2016

ACÚSTICA PSICOLÓGICA

(J. Herculano Pires)
No sentido orgânico, biofisiológico, os Espíritos não tem sexo, pois não possuem o corpo material e não se reproduzem. Mas o sexo vegetal, animal e humano é simples manifestação de polaridade. Há, portanto, um problema espiritual de polaridade, semelhante ao das correntes de energias que conhecemos, determinando a condição íntima do Espírito e sua posição masculina ou feminina. Por isso, nos planos inferiores da espiritualidade, nas regiões de transição do plano físico para o metafísico, as regiões infernais das religiões clássicas ou as regiões umbralinas da concepção espírita, o corpo espiritual das entidades reproduz as condições sexuais que tiveram na vida terrena. Os íncubos e súcubus da Idade Media são exemplos dessas formas grosseiras de Espíritos inferiores.
As manifestações desses seres inferiores confundem muitos estudiosos e médiuns-videntes que não aceitam a tese espírita de que os Espíritos não tem sexo. Simples falta de melhor discernimento doutrinário. Mas, como ensina Emmanuel em sua mensagem, as lesões afetivas que produzimos nos outros
repercutem em nós “criando lesões consequentes e análogas em nosso campo espiritual”. É um fenômeno de acústica psicológica, semelhante aos da acústica física e fisiológica das teorias de Helmholtz.
Os problemas sexuais, portanto, fazem parte da lei geral de ação e reação que determina as nossas provas e expiações. Essa a razão por que as vítimas de desequilíbrios nesse campo não devem ser encaradas e tratadas com a repulsa brutal e hipócrita do passado. Os que assim procedem, faltando com a caridade, podem estar preparando para si mesmos situações semelhantes no futuro.
Mas isso não justifica a aceitação em termos de normalidade, como hoje se pretende, pois então estaríamos endossando e estimulando o desequilíbrio e sua propagação, ao invés de ajudar as suas vitimas a se reequilibrarem. Emmanuel recomenda a aceitação caridosa do doente, mas recomenda que lhe apliquemos a terapêutica, de “amor e esclarecimento, ao invés de
menosprezo ou condenação”. Porque foi assim que Jesus procedeu com os desequilibrados do seu tempo, desde o endemoninhado geraseno até a mulher adultera.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quarta-feira, 25 de maio de 2016

CONFLITOS PSICOLÓGICOS

(Emmanuel)
Tão fácil julgar os conflitos sentimentais que surjam nos outros!
Habitualmente, a opinião pública na Terra quase que até agora, em assuntos de sexo, se restringia a entender e aprovar os que se davam ao casamento e a estranhar ou reprovar os que se mantinham em celibato.
A evolução, no entanto, descortinou as ciências psicológicas da atualidade e as ciências psicológicas empreenderam o estudo das complexidades da alma, quase a lhe operarem o desnudamento.
E os problemas do sexo vão sobrando em escala crescente.
Casados e solteiros, jovens e adultos, quando em lutas emocionais apresentam distúrbios afetivos e impulsos ambivalentes, insatisfação e carência de ordem sentimental, dificuldades através de condições inversivas e fenômenos diversos da bissexualidade.
Sempre valiosa a contribuição da psicologia em socorro de quantos se identificam no mundo em situação paranormal, nos domínios do afeto, particularmente quando ensina aos pacientes a conquista da auto-aceitação. Entretanto, sem os princípios reencarnacionistas, definindo a posição de cada Espírito segundo as leis de causa e efeito, qualquer tipo de assistência as vítimas de desajustes psicológicos resultará incompleto.
Nesse sentido é preciso recordar que todas as lesões afetivas que tenhamos imposto a alguém repercutem sobre nós, criando lesões consequentes e análogas em nosso campo espiritual.
Esse terá traumatizado almas queridas com os assaltos da ingratidão e se corporificou de novo no plano terrestre suportando os chamados desequilíbrios congênitos; aquele provavelmente haverá precipitado corações sensíveis em despenhadeiros do sentimento e renasceu carregando frustrações sexuais irreversíveis para todo o curso da própria existência; outro perseguiu criaturas irmãs do sexo oposto, mergulhando-as em desespero e delinquência e terá voltado a Terra em condições inversivas; outros terão solicitado a própria internação em celas morfológicas de formação contraria aos seus impulsos mais íntimos, de modo a se isolarem transitoriamente para o desempenho de tarefas determinadas e nem sempre toleram as provas e empeços da própria escolha; e outros muitos ainda, que impuseram suicídios e crimes, traições e deserções a pessoas que lhes hipotecavam integral confiança, retornam a experiência física sofrendo tribulações complexas que variam conforme o grau da culpa com que dilapidaram a harmonia de si mesmos.
Diante dos nossos irmãos de Humanidade em problemas sexuais, saibamos administrar-lhes amor e esclarecimento ao invés de menosprezo ou condenação.
Normalidade física não quer dizer no mundo que os nossos débitos das existências passadas fiquem extintos. Em razão disso, muitas vezes, é possível que amanhã estejamos rogando amparo justamente aqueles aos quais hoje estendamos auxílio.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O FILHO COM NECESSIDADES ESPECIAIS

(Chico Xavier)
“O poema “Romance na Vida” foi recebido em nossa reunião pública. O Evangelho Segundo o Espiritismo nos deu o item 8 de seu capitulo XIV e O Livro dos Espíritos a questão 372 para estudo.
“Feitos os comentários por companheiros presentes, quem se comunicou foi o poeta Alphonsus de Guimaraens, doando-nos a peça poética que passo as suas mãos. Consideramo-la adequada e comovente.
“Com surpresa, porém, na manhã seguinte a reunião, ao sair de casa, fomos procurados por uma senhora que nos trouxe o filhinho com necessidades especiais para conhecermos, solicitando o amparo do Dr. Bezerra de Menezes em seu favor.
“Essa senhora, em quase penúria, disse-nos haver estado presente na reunião publica da véspera; só não trouxera o pequeno enfermo por ter chegado já muito tarde, procedente de Ouro Preto. Deixara o doentinho em descanso numa pensão.
“Conquanto muito sofredora, prestara atenção a mensagem e viera pedir uma cópia.
“Comovi-me muito e fiquei meditando no assunto.”
* * *
NOTA – O item 8 do capitulo XIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo trata do parentesco corporal e espiritual, mostrando que os Espíritos não se ligam pelos chamados laços de sangue, mas por afinidades espirituais. O item 372 de O Livro dos Espíritos consiste na seguinte pergunta de Kardec: “Qual o objetivo da Providencia ao criar seres desgraçados como os cretinos e os idiotas?”. A resposta dos Espíritos é a seguinte:
“São os espíritos em punição que vivem em corpos de idiotas. Esses Espíritos sofrem com o constrangimento a que estão sujeitos e pela impossibilidade de manifestar-se através de órgãos não desenvolvidos ou defeituosos”.

Romance na vida
(Alphonsus de Guimaraens)
No campo, em que o luar engrinalda a escumilha,
O par freme de amor, a noite dorme e brilha.

Ele, o poeta aldeão, era humilde pastor;
Ela, a fidalga, expunha a mocidade em flor.

Ao longe da mansão, quantos beijos ao vento!…
Quantas juras de afeto a luz do firmamento!

Em certa noite, a eleita envia antigo pajem
Que entrega ao moço ansioso imprevista mensagem.

“Perdoe – a carta diz – se não lhe fui sincera
Desposarei agora o homem que me espera.

“Nunca deslustrarei o nome de meus pais.
Nosso amor foi um sonho… Um sonho. Nada mais.”

Chora o moço infeliz, sem ninguém que o conforte,
Surdo a razão, anseia arrojar-se na morte.

Corre a choca de taipa. A gesto subitâneo,
Arma-se em desespero e arrasa o próprio crânio.

Foi-se o tempo… E, no Além, o menestrel suicida
Era um louco implorando um novo corpo a vida.

Um dia, a castelã, no refúgio dourado,
Morre amargando, aflita, as lições do passado.

Pendem alvos jasmins do féretro suspenso,
Filhos clamam adeus em volutas de incenso.

Largando-se, por fim, dos enfeites de prata,
Sente-se agora a dama envilecida e ingrata.

Lembra o campo de outrora e o pobre moço aldeão,
Pede para revê-lo e rogar-lhe perdão.

Encontra-o, finalmente, em vasta enfermaria,
Demente, cego e mudo em angústia sombria.

Ela suporta em pranto a culpa que a reprova,
Quer voltar para a Terra e dar-lhe vida nova.

A eterna Lei de Amor no amor se lhe revela,
Retorna ao corpo denso em aldeia singela.

Hoje, mãe a sofrer, fina-se, pouco a pouco,
Carregando no colo um filho mudo e louco…

E enquanto o enfermo espraia o olhar triste e sem brilho,
Ela vive a rogar: “Não me deixes, meu filho!…”

O romance prossegue e os momentos se vão…
Bendita seja a dor que talha a perfeição.

Nas montanhas de Minas
(J. Herculano Pires)
Chico não sabia da presença da mãe infeliz na sessão. A mãe, entretanto, apesar de sua situação de miséria e aparente ignorância, captou no poema a sua própria historia, vivida em encarnação anterior, nos tempos medievais. E assim que a verdade oculta se revela para os que tem, como ensinava Jesus, olhos de ver e ouvidos de ouvir. Na solidão das montanhas de Minas uma tragédia europeia veio ter o seu desfecho em nossos dias. E o poeta dos amores tristes, que nasceu, viveu e morreu em Ouro Preto, incumbiu-se de revela-lo em seus versos límpidos, perfeitos, carregados da mesma melancolia que impregna toda a sua musa, usando agora a psicografia de Chico Xavier.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagens: google

segunda-feira, 18 de abril de 2016

PARENTESCO E AFINIDADE

(J. Herculano Pires)
Pensamos geralmente que a herança biológica é a determinante dos temperamentos e caracteres. O Espiritismo nos mostra que a natureza humana é espiritual e não material. Assim, o que determina a condição do homem é a sua essência e não a sua forma, o seu Espírito e não o seu instrumento de manifestação corpórea. As famílias são aglomerados de Espíritos afins que estabelecem, nas encarnações sucessivas, a linha da hereditariedade biológica.
Cada espírito que se encarna traz em si mesmo a sua personalidade já formada em encarnações anteriores. As semelhanças de características psíquicas e morais entre pais, filhos e outros descendentes não provém da carne, mas do Espírito. Cada ser humano é o que ele é por si mesmo. Há, portanto, um paralelismo cartesiano entre hereditariedade e afinidade. Admitindo-se isso, que hoje é considerado com atenção em grandes centros de pesquisas cientificas, é fácil compreendermos a necessidade de independência não apenas social, mas também afetiva, para os filhos que se emanciparam e especialmente para os que constituíram a sua própria família.
As afinidades espirituais não implicam dependência e sujeição, porque cada Espírito é o responsável direto pela sua evolução. Os pais são responsáveis pelos filhos no tocante à orientação que lhes fornecem pelos exemplos e pela educação. Mas não podem querer sujeitá-los as suas ideias e formas de vida.
Afinidade não quer dizer identidade. Gostamos de nos reunir com pessoas afins porque nos entendemos melhor com elas, mas nem por isso pensamos e vivemos exatamente da mesma maneira. Se assim fosse, a evolução teria de estagnar. Nossos filhos mais afins, mais ligados a nós, podem tomar caminhos diferentes do nosso. E devemos respeitar-lhes o desejo de novas experiências, sem que isso importe em rompimento conosco. Cada Espírito deve ter a jurisdição de si mesmo.
É por isso que Emmanuel nos lembra o amor sem apego, sem intenções de sujeição, para que não criemos problemas a liberdade de ação e de experiências dos filhos casados. Devemos ampará-los, auxiliá-los e não torturá-los com as nossas exigências egoístas.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

domingo, 17 de abril de 2016

FILHOS CASADOS

(Emmanuel)
Tema que provavelmente se nos afigurara corriqueiro, mas sempre da mais alta importância nas questões de relacionamento – os filhos casados.
Muito comum na Terra, quando na mordomia do lar, esquecermo-nos de que os nossos filhos cresceram em tamanho físico e em responsabilidades espirituais. E quase sempre, conquanto involuntariamente, passamos a influenciá-los, de modo negativo, para lá da orbita do apreço que lhes devemos.
Reflitamos nisto, aprendendo a liberá-los de nossas exigências fantasiadas de amor.
Estejamos decididos a auxiliá-los, doando-lhes a oportunidade de serem eles mesmos nas escolhas que façam e nas experiências que busquem.
É preciso recordar que nem sempre conseguirão afinar-se com as nossas inclinações e propósitos.
Desejarão outras companhias e outros hábitos. Estimarão tentar outro tipo de existência, diverso daquele em que nos acostumamos a trabalhar e a viver.
Decerto que nos amam, tanto quanto os amamos, entretanto, aspiram a seguir por vias diferentes das nossas.
Agradeçamos aqueles que se harmonizem conosco, reconfortando-nos com a ternura da presença constante, mas saibamos agradecer também o esforço daqueles outros que procuram ser bons e retos sem nós. Muitas vezes, quando alguns deles se nos afastam da convivência é porque permanecem atendendo a dificuldades e provas nas quais a nossa intervenção resultaria simplesmente em ação indébita, complicando as questões em foco ao invés de resolvê-las.
Compadece-te de teus filhos casados, procurando respeitá-los na desvinculação de que necessitem para serem felizes.
O amor verdadeiro não cria problemas.
Recordemos, nós todos, os Espíritos encarnados ou desencarnados, que os nossos filhos no mundo, qual nos ocorre, são, acima de tudo, filhos de Deus e precisam, tanto quanto nós, de apoio na liberdade para conseguirem efetivamente viver.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quarta-feira, 30 de março de 2016

REAÇÃO LIVRE

(J.Herculano Pires)
Muita gente pergunta em que consiste o livre arbítrio na reencarnação, desde que esta é condicionada pelo carma, pela lei de ação e reação. Há nas correntes filosóficas existenciais o principio da facticidade, segundo o qual já nascemos feitos no mundo, determinados pelo nosso corpo e pelo meio em que surgimos. Mas apesar disso os filósofos da existência consideram a criatura humana como a única dotada de liberdade, o único ser livre da Terra. Porque a partir desse dado inicial o homem é livre para pensar e agir, sem o que não teria responsabilidade.
Muito antes dessa descoberta dos existencialistas O Livro dos Espíritos já estabelecia o livre arbítrio como característica da espécie humana. A questão 843 desse livro mostra que a liberdade humana é progressiva, desenvolvendo-se em fases sucessivas desde o nascimento até a madureza. O condicionamento físico do homem, abrangendo as condições orgânicas, a hereditariedade, o meio e a cultura, não lhe tira a capacidade de discernir e escolher. As predisposições instintivas o inclinam em diversos rumos, mas nem por isso o obrigam a fazer isto ou aquilo. Assim como o motorista, limitado pelas condições do carro que dirige, não perde a sua liberdade, o homem continua, como Espírito, livre para pensar, querer e agir no condicionamento da sua reencarnação.
É por isso que o modo de reagir da criatura é o mais importante diante das vicissitudes da vida.
Essas dificuldades agem sobre o homem como consequências do passado, mas é através da sua maneira de reagir que o homem vai superar o passado e abrir novas perspectivas para a sua vida no presente e no futuro. Se reagir mal continuará enleado no seu carma. Se reagir bem libertar-se-á dele. Nosso comportamento, portanto, diante das questões mais graves que o mundo nos propõe é o que vai decidir o nosso destino. Poderíamos querer mais ampla liberdade do que essa, a de construir por nós mesmos o nosso futuro?


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 29 de março de 2016

O MAIS IMPORTANTE

(André Luiz)
Provavelmente você estará atravessando longa faixa de provações em que o ânimo quase que se lhe abate.
Crises e problemas apareceram.
Entretanto, paz e libertação, esperança e alegria dependem de sua própria atitude.
Se veio a colher ofensa ou menosprezo, você mesmo pode ser o perdão e a tolerância, doando aos agressores o passaporte para o conhecimento deles próprios.
Se dificuldades lhe contrariaram a expectativa de autorealização, nesse ou naquele sentido, a sua paciência lhe fará ver os pontos fracos que precisa anular a fim de atingir a concretização dos seus planos em momento mais oportuno.
Se alguém lhe impôs decepções, o seu entendimento fraterno observará que isso é uma benção da vida imunizando-lhe o espírito contra a aquisição de pesados e amargos compromissos futuros.
Se experimenta obstáculos na própria sustentação, o seu devotamento ao trabalho lhe conferirá melhoria de competência e a melhoria de competência lhe elevará o nível de compensações e recursos.
Se você esta doente, é a sua serenidade, com a sua cooperação, que se fará base essencial de auxilio aos médicos e companheiros que lhe promovem a cura.
Se sofre a incompreensão de pessoas queridas, é a sua bondade, com o seu desprendimento, que se lhe transformará em arrimo para que os entes amados retornem ao seu mundo afetivo.
Evite as complicações de rebeldia e inconformidade, ódio e inveja, egoísmo e desespero que apenas engrossarão o seu somatório de angústia.
Mudanças, aflições, anseios, lutas, desilusões e conflitos sempre existiram no caminho da evolução. Por isso mesmo, o mais importante não é aquilo que aconteça e sim o seu modo de reagir.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 11 de março de 2016

O QUE DEUS JUNTOU

(J. Herculano Pires)
É a lei do amor que une as almas. Os casamentos de interesse ou conveniência ligam apenas os corpos, quando os ligam. “O juramento pronunciado ao pé do altar se torna um perjúrio, se foi dito como simples formula”. Disso resulta que há casamentos indissolúveis porque determinados pela lei do amor, que é lei de Deus, mas também existem casamentos insustentáveis porque feitos segundo as leis variáveis dos homens, obedecendo a interesses e conveniências puramente humanos ou a ilusões passageiras dos sentidos.
Essa a razão principal da separação de casais. O que Deus juntou pelo amor permanece unido pela própria força do amor. E se alguém o separar estará cometendo uma ação contraria a vontade divina. Mas o que os homens juntaram por interesse não tem estabilidade. Por isso os próprios homens criaram leis humanas que preservem a sociedade da desagregação produzida
pelas separações inevitáveis. Kardec ensina: “O divórcio e uma lei humana, cuja finalidade é separar legalmente o que já estava separado de fato. Não é contrario a lei de Deus, pois só reforma o que os homens fizeram”.
Os que acusam o Espiritismo de divorcista não conhecem a posição verdadeira da doutrina ante esse problema. Manter a união legal de um casal já de fato separado é atentar contra a moral da sociedade, pois os casais separados se renovam com a formação de dois novos casais, ambos ilegítimos, dos quais resultarão naturalmente os filhos ilegítimos. Isso e um mal social, uma doença da sociedade, para a qual só existe um remédio que é o divórcio, legalizando a separação e permitindo a legitimidade dos novos lares constituídos. O Espiritismo é realista, vê as coisas como elas são e não como queríamos que fossem.
Mas, o Espiritismo só admite o divórcio nos casos extremos, ensinando que as obrigações morais assumidas na vida terrena tem a sanção da lei divina de causa e efeito, de ação e reação. Jesus mesmo permitiu o divórcio, como vemos em Mateus, 19:3-9. Por causa dessa permissão evangélica a legislação do divórcio no Estado de Nova York só admite como motivo o adultério.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google