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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 24 de junho de 2017

AS FRONTEIRAS MORAIS DO FUTURO II

                O homem, com o seu livre-arbítrio, julga poder tudo. Tem agido com sanha incontrolável ao longo dos séculos, utilizando o orgulho, o egoísmo e a ambição para conseguir o que quer. Nessa cegueira não consegue ver, objetivamente, a relação entre as suas ações e as consequências desastrosas que afetam a sua existência. É indiferente aos manuais de orientação espiritual que a humanidade tem registrado através dos milênios, mostrando que a fraternidade é um bem essencial para a união e a paz na Terra.
                A lei universal de causa e efeito que permeia a vida dos homens se manifesta agora e sempre, em resposta às suas ações. Mas, para muitos, parece não haver uma força descomunal e branda que dirige o mundo. Por habitá-lo e serem livres, os homens pensam que tudo é deles e que por isso não precisam prestar contas. Então dominam, oprimem, dilapidam, perseguem, torturam, matam, provocando desequilíbrio geral.
                Contudo, nestes tempos chegados, a Divina Vontade do Deus único começa a se impor sobre os destinos da rebelde e ingrata população da Terra para que as novas fronteiras que distinguirão os povos do futuro sejam apenas alinhavadas pelo traço moral. O amor ligará os seres, que respeitarão as nuances próprias de indivíduos e coletividades. O preconceito, o culto à pátria, o orgulho de raça, o exclusivismo de crença terão desaparecido. E o derramamento de sangue será o horror que os homens farão questão de esquecer para sempre.
                Para tanto, as ordens divinas já foram expedidas e o tempo é de mudanças inapeláveis, pois o arbítrio desnaturado do homem tem limites controlados pela justiça de Deus.
                O que ocorre hoje na velha Europa, diferente do que já ocorreu em outras épocas e em outros lugares, terá algo a ver com essas reflexões? Ou estas não passam de mera fantasia?

Cláudio Bueno da Silva

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
imagem: google

sexta-feira, 23 de junho de 2017

AS FRONTEIRAS MORAIS DO FUTURO I

                Alegoricamente, pode estar ocorrendo na Europa atual uma alteração na composição dos elementos que delimitam as fronteiras étnicas do regime afoito e ininterrupto, do Oriente Médio e Norte da África principalmente, abandonam seu solo natal encharcado de sangue e violência, e invadem terras estranhas para se livrarem do medo e da perseguição e continuarem vivas. São refugiados que trazem consigo além da roupa do corpo e alguns pertences, a esperança por dias melhores, se espalhando por terras europeias.
                Num paradoxo, o estado de guerra e ódio, que jamais abandonou o coração do homem, está fazendo misturar à vida e à cultura consolidadas de muitos países europeus, um contingente humano com características gerais bem diferentes. Estarão esses refugiados com suas línguas nativas, cultura, religião, hábitos e costumes contribuindo para o aparecimento dos germes de uma nova ordem social futura? Esse movimento de massas humanas pelo planeta estaria obrigando nações desenvolvidas e ricas, historicamente dominadoras, a exercitarem a humana solidariedade para com os desgraçados? São meras reflexões.
                Nós espíritas sabemos que encarnados e desencarnados formam uma única humanidade. E que, embora os encarnados sejam os protagonistas das ações que fazem avançar ou estagnar o mundo, o plano espiritual superior, amparado pela alta justiça, no que tange ao progresso humano, elabora medidas para efetivar os avanços necessários no tempo certo, e homens, comunidades e povos, sob inspiração, concretizam essas medidas.
                Ainda no campo das reflexões alegóricas, as linhas que demarcam os territórios dos países europeus estariam começando a ser sutilmente apagadas pelos dedos de Jesus, o coordenador do nosso planeta? Creio que Jesus não desistirá, apesar da rebeldia humana, da sua decisão de tocar a alma dos homens, fazendo-os olhar com brandura uns para os outros, enquanto Deus aplica as suas Leis.
                Assim que as fronteiras terrestres, num futuro auspiciosos, deixarem de ser impeditivas para os homens, os espaços aéreos e marítimos hoje controlados pela mira dos mísseis serão também livres e responsavelmente frequentados pela humanidade unida e pacífica, e a Terra será outra e de todos.

Cláudio Bueno da Silva

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
imagem: google

segunda-feira, 20 de março de 2017

GUERRA SANTA POR UM PEDAÇO DO CÉU

                Em época em que a liberdade religiosa é pregada aos quatro ventos nos países laicos, ainda existe uma grande resistência por parte de alguns pseudo religiosos que acreditam que o deus deles é melhor, ou que a religião que a servem é a única porta de entrada para o “céu”, e que todas as demais levam ao infortúnio e pecado em vida, e ao “inferno” no desencarne.
                As disputas pelos credos – muitas vezes são camufladas e, em outras tantas, são expostas publicamente nas mídias impressas e televisivas -, já geraram guerras e ceifaram a vida de milhões de inocentes no mundo todo. Ainda assim, tem quem faça parte do exército implacável, que acredita que vale qualquer preço para angariar mais ovelhas para o pastoreio do Cristo. Acreditam que o simples fato de trazerem alguém para a sua religião, pode gerar a tão sonhada salvação. Ora, mas como isso pode ser possível se a salvação é individual, como prega a Bíblia?
                Essa é a questão primordial que deveria ser colocada em pauta nos meios religiosos e nas discussões acerca do tema. Esquecer de olhar a sua própria vida e, querer mudar a conduta do próximo, é como tapar os olhos e andar rumo ao despenhadeiro, é queda na certa! Em Mateus 7:5, o recado é bem claro: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás de tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Deus e Jesus não são representados por construções ou placas de igreja ou de centro espírita. Eles são a personificação do amor, fraternidade, paz, união, humildade e boa vontade, lições que precisam ser seguidas. De acordo com Lucas 6:43-44, “não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Porquanto, cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas”.
                Que a regeneração do  mundo traga para o ser humano o entendimento de que ninguém deixará de viver provas e expiações na Terra, ou gozará de boa vida no plano espiritual por conta da sua doutrina, mas pelas suas ações e trabalho no bem.

Renata Girodo

Fonte: Jornal Verdade e Vida – nov/2015
imagem: google

sábado, 8 de novembro de 2014

SINAIS DOS TEMPOS

                Estamos vivenciando enormes transformações, tanto no campo científico, quanto no campo moral: novas descobertas e novas tecnologias, desenvolvimento da inteligência e do senso moral. São transformações inevitáveis, sustentadas pelas eternas e imutáveis leis da natureza, emanadas pela sabedoria e pela vontade do Criador.
                Nesse período de ascensão ao mundo de regeneração, convivemos, de um lado, com as ondas de corrupção, de violência, de crenças dogmáticas, de desorientação e desequilíbrio moral; e de outro lado, com a exemplificação do amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo.
                Todos aqueles que retardarem a sua evolução espiritual serão descartados e lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. Por isso, é nossa responsabilidade reconstituir e reedificar os costumes, para o bem de todos.
                Vamos insistir com mais persistência nos nossos bons pensamentos e nas nossas boas atitudes. Mesmo na balbúrdia da inversão de valores do dia a dia, podemos entrar e sair de qualquer lugar mantendo a tranquilidade, o equilíbrio e a postura moral elevada, já que nem tudo nos convém.
                Evitemos os desejos fantasiosos e incontidos, rejeitando as apologias da permissividade e dos desregramentos, que só retardam o nosso programa espiritual. Talvez toda uma existência não seja suficiente para reparar pequenas horas que sejam de invigilância e de afastamento do dever.
                A Doutrina Espírita não exige adeptos alheios, taciturnos e tristonhos. Pelo contrário, quer que eles sejam alegres e esperançosos, conscientes de que a felicidade espiritual só se adquire superando as dificuldades, as tentações, as expiações e as provas. Não nos esqueçamos de que podemos encontrar a felicidade de muitas formas; a principal delas fazendo o bem, praticando a caridade moral, que consiste em amarmo-nos uns aos outros, apesar das diferenças e das convicções.

Altamirando Carneiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2014
imagem: google