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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O CREDIÁRIO DA MORTE

(J. Herculano Pires)
A morte só existe para os que querem morrer. A necrofilia ou o amor da morte – no sentido negativo da palavra – é uma doença mental e psíquica, uma tendência mórbida de certos temperamentos, hoje bem definida em Psicologia. Não se trata da aberração sexual a que se aplicava a palavra tempos atrás, mas daquela “aberração da inteligência”, a que se referia Kardec, que
leva o indivíduo a negar a sua própria capacidade de viver e de sentir a vida.
Todo aquele que gosta de destruir e se destrói a si mesmo, aniquila as suas próprias forças vitais e mata as esperanças de vida que os outros acalentam e defendem, é necrófilo. Sabemos que a morte não existe, porque nada se acaba, tudo se transforma. O aniquilamento total do ser pelo simples fenômeno da morte – um fenômeno biológico de mutação – não pode mais ser admitido por uma pessoa ilustrada, pois o avanço atual do conhecimento positivo superou de muito as ilusões negativas do materialismo.
Apesar dessa inegável realidade nova os necrófilos se apegam a ideia da morte como aniquilamento total do ser. E por isso se desesperam, entregando-se a própria destruição, apressando a própria morte “no visco de sombra em que se enredaram”, segundo a expressão de Emmanuel. E entregando-se ao ceticismo autodestruidor, compram a morte por antecipação, no crediário “do desespero e das aflições inúteis”. São esses os “quase mortos” pelos quais os “mortos”, no Dia de Finados, oram do lado de lá da vida.
Do outro lado da vida aqueles que em nossa ignorância chamamos de mortos velam pelos “quase mortos” da Terra e pedem a Deus por eles. O verdadeiro morto não é o que deixou o seu corpo no túmulo, mas o que se serve do corpo para viver na Terra como um morto ambulante.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

SAUDADE

            A saudade é um sentimento comum a todo o ser humano, muito embora as expressões variem nas diversas culturas. Embora a palavra possa não ter tradução em outras línguas, o mesmo não ocorre com o sentimento que está presente na alma humana. Sentir vontade de ver outrem, de tocar, de conversar, de presentear, de conviver, bem como de amar  é típico desse sentimento.
            Ela permite que o espírito restabeleça seu referencial de vida e que recupere as emoções e sentimentos vividos com o outro. As emoções e sentimentos elaborados na convivência quando a saudade ocorre. Basta que algo que lembre o outro apareça à consciência, ou mesmo de forma inconsciente, para que a saudade retorne.
            A saudade é uma espécie de formação de um conjunto de outros sentimentos que tomam o indivíduo, às vezes de forma abrupta e inconseqüente. É uma reação emocional às exigências internas de conectar-se com o que existe no outro que proporciona felicidade e contentamento. Os mecanismos de defesa da projeção e da transferência permitem que a saudade assuma a consciência.
            Ela está presente no psiquismo perispiritual e permite que o ser, quando a satisfaz, recupere energias e recomece nova trajetória de crescimento. Quando ela não é satisfeita, costuma levar o indivíduo a um padrão de falta e desconexão a si mesmo. Na impossibilidade de atendê-la deve o indivíduo, além de relembrar os momentos de contato com o outro, trazer à consciência a energia positiva que o outro lhe proporcionou.
            Ela pode ser ativada pela carência e pela solidão, o que poderá tornar, quando não satisfeita, difícil a liberação da energia positiva desejada.
            Nos casos em que o outro se encontra no mundo espiritual ou, quando encarnado, em local incerto ou impossibilitado de estabelecer a conexão desejada, o melhor a fazer é voltar-se para si mesmo e estabelecer outro foco de interesse e atenção.
            Às vezes sentimos saudade de casa sem sairmos dela. É uma saudade de um lugar que não sabemos onde se localiza, de pessoas que desconhecemos, de emoções que não reconhecemos, de situações nunca vividas. É um sentimento de saudade que nos chega, em alguns momentos, de algo incerto, como se estivéssemos sendo chamados à pátria espiritual. É a saudade de estarmos na posse plena de nossas capacidades espirituais. Sentir essa saudade pode ser um importante momento para que nos conectemos a Deus através da oração.

Do livro: PSICOLOGIA DO ESPÍRITO

Adenáuer Novaes