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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sexta-feira, 24 de março de 2017

O PERDÃO NAS TRÊS DIMENSÕES DA ALMA II

                A segunda, de acordo com Kierkegaard, é a “dimensão ética” que representa momentos em que, matematicamente, proporcionamos o nosso prazer ao dever. É a dimensão do conflito, da falta de paz espiritual.
                Dois terços dos seres humanos vivem nessa dimensão e é nela que estão presentes a culpa, o remorso, a mágoa, os ressentimentos, etc. nessa mesma dimensão gozamos os nossos prazeres mas agimos sobre os auspícios da nossa consciência ativa ou dormente.
                Quando a nossa consciência está dormente, durante a decisão experimentamos os sentimentos de raiva, mágoa, culpa, etc. É uma dimensão de muitos conflitos íntimos, o que leva á várias doenças da alma humana como depressão, ansiedade, TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo – pânico, etc. O nosso desafio é encontrar o equilíbrio na razão matemática: prazer com dever.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

sábado, 18 de dezembro de 2010

PRAZER

            É muito comum o ser humano viver em busca de obter prazer em tudo que faz e deseja. Parece ser algo tão natural que faz parte da cultura de todas as sociedades. Nem sempre, porém, o ser humano o faz de forma saudável e em vistas ao seu progresso espiritual.
            Distingo prazer de satisfação emocional, considerando que aquele se situa na ligação com a matéria, portanto dependendo dos sentidos, e aquela transcende essa conexão sendo de natureza subjetiva.
            A satisfação emocional é um estado de felicidade que conecta o espírito aos conteúdos de seu perispírito que lhe trouxeram e trazem íntima ligação com a criatividade e o amor.
            Na essência do prazer está o retorno à sensação primitiva do ser espiritual, nos primórdios da criação divina. O prazer nasce da ligação do ser com a matéria primordial. É no início de sua evolução que se enraíza o prazer, fruto do contato do espírito com a matéria.
            O prazer está no corpo físico e a satisfação emocional está no perispírito. Prazer precisa do corpo e a satisfação emocional prescinde dele ou de qualquer mecanismo que não seja psíquico para alcançá-la.
            O prazer é alcançado graças a estímulos ambientais, externos. A satisfação emocional utiliza-se dos estímulos internos e alcança a alma em sua essência.
            Muitas vezes o prazer se confunde facilmente com a dor, pois ambos pertencem ao corpo físico. No prazer o indivíduo necessita de algo externo, o que o transforma em objeto, abdicando de sua condição de sujeito. Ele passa a depender do corpo, submetendo-se aos instintos.
            O indivíduo torna-se sujeito quando tem o domínio e o equilíbrio do prazer do corpo e sabe obter a satisfação emocional independente dele.
            A estimulação do prazer pode levar o indivíduo ao aumento de seu limiar, exigindo-lhe cada vez mais altas doses de recompensa para sua obtenção. Essa prática introduz o vício, face ao automatismo corporal, induzindo tendências psicológicas de difícil reversão. O prazer e a dor caminham juntas por se localizarem no corpo.
            O prazer é distinto da felicidade. O ser humano foi feito para a felicidade. A felicidade é um estado permanente no qual o espírito se sente uno com Deus. O fim do ser humano não é o prazer, mas a felicidade.
            O prazer é uma sensação física. O princípio do prazer nos leva à fuga da realidade espiritual, isto é, nos aproxima do estado de inconsciência.

Do livro: PSICOLOGIA DO ESPÍRITO

Adenáuer Novaes