- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
Daisypath - Personal pictureDaisypath Anniversary tickers

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


Mostrando postagens com marcador anencefalia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anencefalia. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de janeiro de 2017

ANENCÉFALO E ABORTAMENTO

Inicialmente, lembramos que anencéfalo, embora seja considerado sem cérebro, na realidade é portador de um segmento cerebral, estando faltantes regiões do cérebro que impossibilitarão sua sobrevivência pós-parto.
Afim de colocarmos a visão espírita sobre este importante problema, exemplificaremos com um caso real. Usaremos nomes fictícios.
João e Maria, eram casados há 2 anos. A felicidade havia batido à sua porta. Maria estava grávida. Exultantes, procuraram o médico obstetra para as orientações iniciais. Planos mil ambos estabeleceram. Ao longo dos meses, no entanto, foram surpreendidos, através do estudo ultrassonográfico, da triste notícia de que seu bebê era anencéfalo. Ao serem informados caíram em prantos ao ouvirem a proposta do obstetra lhes oferecendo o abortamento. Posicionaram-se contrários explicando sua visão espírita.
- Trata-se de um ser humano que renasce precisando de muito amor e amparo. Nós estaremos com nosso (a) filho (a) até quando nos for permitido.
- Mas, esta criatura não vai viver além de alguns dias ou semanas na incubadora – Disse o obstetra.
- Estamos cientes, mas até lá seremos seus pais.
Guardavam, também, secretamente, a esperança de que houvesse algum equívoco de diagnóstico que lhes proporcionasse um filho saudável.
Durante nove meses dialogaram com seu bebê, intra-útero. Disseram quanto o (a) amavam. Realizaram, semanalmente, a reunião do Evangelho no Lar, solicitando aos mentores a proteção e amparo ao ser que reencarnava.
Chegara o grande momento: Em trabalho de parto, Maria adentra a maternidade com um misto de esperança e angústia. A criança nasce; o pai ao ver o filho sofre profundo impacto emocional tendo uma crise de lipotimia. O bebê anencéfalo sobrevive na incubadora com oxigênio, 84 horas. Há um triste retorno ao lar.
Passam-se aproximadamente 2 anos do pranteado evento. João e Maria, trabalhadores do instituto de cultura espírita de sua cidade, frequentavam, na mencionada instituição, reunião mediúnica, quando uma médium em desdobramento consciente informa ao coordenador do grupo:
- Há um espírito de uma criança que deseja se comunicar.
- Que os médiuns facilitem o transe psicofônico para a atendermos – Responde o dirigente.
Após alguns segundos, uma experiente médium dá a comunicação:
- Boa noite, meu nome é Shirley venho abraçar papai e mamãe.
- Quem é seu papai e sua mamãe?
- São aqueles dois – disse apontando João e Maria.
- Seja bem-vinda Shirley, muita paz! Que tens a dizer?
- Quero agradecer a papai e mamãe todo o amor que me dedicaram durante a gravidez, sim, eu era aquele anencéfalo.
- Mas você está linda agora.
- Graças às energias de amor recebidas, graças ao Evangelho no Lar, que banharam meu corpo espiritual durante todo aquele tempo.
- Como se operou esta mudança?
- Tive permissão para esta mensagem pelo alcance que a mesma poderá ter a outras pessoas. Eu possuía meu corpo espiritual muito doente, deformado pelo meu passado cheio de equívocos. Fui durante nove meses envolvida em luz. Uma verdadeira cromoterapia mental que gradativamente passou a modificar meu corpo astral (perispírito). Os diálogos que meus pais tiveram comigo foram uma intensa educação pré-natal que muito contribuiu para meu tratamento. Eu expiei, no verdadeiro sentido da palavra. Expiar é como expirar, colocar para fora o que não é bom. Eu drenei as minhas deformidades perispirituais para meu corpo físico e fui me libertando das minhas deformidades. Como meus pais foram generosos. Meu amor por eles será eterno.
- Por que estás na forma de uma criança, já que te expressas tão inteligentemente?
- Por que estou em preparo para o retorno. Dizem meus instrutores que tenho permissão para informar. Meus pais tem o merecimento de saber. Devo renascer como filha deles, normal, talvez no próximo ano.
Após dois anos renasceu Shirley, que hoje é uma linda menina de olhos verdes e cabelos castanhos, espírito suave e encantador.
Consideramos respondida à questão.
Fraternalmente,

Dr. Ricardo Di Bernardi - Florianópolis SC
2 de Abril de 2001


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ABORTO DE ANENCÉFALO


                Abortar o feto anencéfalo é matar quem muito precisa da nossa ajuda.
                “O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da concepção?
                Há sempre crime, quando se transgride a lei de Deus. A mãe, ou qualquer pessoa, cometerá sempre um crime ao tirar a vida à criança antes do seu nascimento, porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser o instrumento”. (Questão 358, de O Livro dos Espíritos – Allan Kardec)
                Dentro da lógica e da evidência da realidade, não temos dúvidas em concluir que somos espíritos eternos, criados por Deus na simplicidade e na ignorância, tendo como objetivo atingir a perfeição, onde lograremos usufruir da paz e da felicidade que tanto almejamos.
                Mas, no contexto dessa longa jornada, que nos conduzirá do estado inferior à angelitude, fazemos uso do livre arbítrio e do esforço próprio.
                A Providência Divina, no âmbito da sua sabedoria, fraternidade e justiça, nos aquinhoa com os recursos e mecanismos de que temos necessidade, visando a concretização da nossa proposta de evolução, mas a tarefa de crescer espiritualmente é totalmente nossa.
                Somos absolutamente livres para decidir e escolher caminhos, devendo apenas, dentro da lei de ação e reação e de causa e efeito, colher os reflexos de cada ação praticada. “Do que plantares, colherás”. (Paulo, Gálatas, 6:8)
                Em relação ao aborto, esse lamentável e covarde gesto de aniquilar o corpo em formação, de quem não tem como se defender, podemos imaginar a seguinte comparação:
                Um familiar querido, numa ação equivocada, desobedecendo as leis de trânsito sofre um grave acidente, ficando com visíveis sequelas em seu corpo. Necessita dos serviços hábeis de médicos competentes, remédios adequados, hospital bem equipado e corpo de enfermagem bem equipado e corpo de enfermagem bem estruturado, para que recupere a normalidade do seu físico ferido.
                Qualquer um de nós que amamos a criatura do exemplo citado, faremos o máximo esforço e nos dedicaremos ao extremo para vê-la refeita e saudável. Movimentaremos toda a nossa potencialidade em favor da sua recuperação. Deixá-la à própria sorte seria comportamento desumano e infeliz.
                Diante do familiar recuperado nos exultaremos de alegria e contentamento e ele se desdobrará em agradecimentos por todos que o socorreram.
                Vislumbremos, agora, na tela da imaginação, o sofrimento de um espírito, também querido familiar nosso, depois de ter falido na sua existência física, deixando o mundo material pelas nefastas vias do suicídio, mediante o disparo de uma arma de fogo contra a sua cabeça.
                O ferimento provocado no corpo físico, por deliberação própria, em momento de aflição e desespero, deixando fortes sequelas em seu corpo espiritual, ao ponto de remetê-lo ao mundo dos desencarnados em grave estado de perturbação e desequilíbrio, somente poderá ser sanado com a volta do espírito, numa nova reencarnação, para reparar na matéria, os danos perpretados.
                Precisa ele de um novo corpo, a se formar no ventre de uma mãe que possa entender as suas dores e angústias. Acontece, então, a gravidez e esse espírito ferido, desarrumado, perturbado e sofrido, cheio de esperança na harmonização emocional, psíquica e física, comanda a formação do novo corpo, que tem como modelo o seu perispírito.
                No entanto, o seu perispírito, devido ao suicídio de ontem, encontra-se estrambelhado o que determinará a formação de um corpo também estrambelhado, dando origem a um feto anencéfalo. Mas, nessas condições, quanto mais tempo o espírito ficar ligado à matéria, mais condições tem de reparar os danos perispirituais.
                Assim, mesmo que o feto do anencéfalo viva tão somente até o seu nascimento ou quem sabe um pouco mais, terá o espírito reencarnante feito um valioso trabalho de reequilíbrio mental e emocional.
                Abortá-lo será negar-lhe a possibilidade de recuperação. Isso acontecendo, o espírito ferido vê suas esperanças esvaírem.          
                Onde, estão os nossos princípios cristãos? Onde o nosso amor e fraternidade por um familiar necessitado? Como determinar a morte de um ser amado, cujas mãos suplicantes nos imploram socorro?
                Abortar o feto anencéfalo... em nome do amor, não façamos isso...

Waldenir Cuin

Fonte: Jornal do Espiritismo Estudado – setembro/2012


x_3c9af6bf

segunda-feira, 18 de junho de 2012

ANENCEFALIA II

                É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.
                Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.
                Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.
                Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central.
                Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.
                Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual.
                Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozóide com o óvulo.
                Faltou na gestante o ácido fólico que se tornou responsável pela ocorrência terrível.
                Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.
                Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.
                E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hidiondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado ao vasto processo de crescimento intelecto-moral.
                Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade.
                A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.
                As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.
                Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?
                O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida.
                Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.
                Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de  outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?
                Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.
                Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênção e de felicidade.

Joanna de Ângelis

Picografada por Divaldo P. Franco na reunião mediúnica de 11 de abril de 2012
Extraído do jornal Espiritismo Estudado – maio/2012

Glitter Symbols - ImageChef.com

domingo, 17 de junho de 2012

ANENCEFALIA I

Nada no universo ocorre como fenômeno caótica, resultado de alguma desordem que nele predomina. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.
De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.
                O espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.
Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.
Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.
Todos experimentam, inevitavelmente, as conseqüências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.
Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.
Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.
Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.
Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes.
Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhado em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.
Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila.
Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.

Joanna de Ângelis

Picografada por Divaldo P. Franco na reunião mediúnica de 11 de abril de 2012
Extraído do jornal Espiritismo Estudado – maio/2012


Encontrei esse ótimo texto sobre anencefalia e achei importante compartilhar. Dividi-o em duas partes, por ser muito longo. É importante ler as duas partes, pois na primeira, Joanna coloca a justificativa, para na segunda, falar sobre "os porques" acabam ocorrendo esses casos. 

Glitter Symbols - ImageChef.com