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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 18 de novembro de 2017

EXPRESSÃO DE PAZ DOS QUE MORREM

Pergunta - Por que, na maioria dos casos, após a morte, a fisionomia dos desencarnados adquire uma expressão de suave paz?
Resposta - A maioria das criaturas, em se desencarnando de maneira pacífica, isto é, com a paz de consciência, quase sempre reencontra entes queridos que as antecederam na viagem da chamada morte física e deixam no próprio semblante as derradeiras impressões de paz e alegria que o corpo consegue estampar. (abril de 1977)


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

ENDEREÇO DA PAZ

Nunca se diga inútil mecanismo da vida.
A usina é um centro gigantesco de força, mas é a lâmpada que dosa em casa a luz de que carecemos.
Determinada moradia será provavelmente um palácio, mas é a chave que lhe resguarda a segurança.
Realmente, não somos indispensáveis, porque a Providencia Divina não pode falir quando falhamos transitoriamente, mas, em verdade, segundo a Sabedoria do Universo, Deus não criaria, se não tivesse necessidade de nós.
Trabalhe e o serviço conferir-lhe-á respostas exatas.
Ofensas e injúrias? Perdoe sinceramente, sejam quais sejam, e Deus auxiliará você a esquecê-las.
Procure agir no bem incessante a alegria ser-lhe-á precioso salário.
Não importa quando você disponha para agir e servir, a benefício de outrem.
Vale o que fizer e como fizer daquilo que o Senhor já confiou a você.
Por onde você passe e do tamanho que possa, deixe um rastro de alegria.
Você voltará, mais tarde, para colher-lhe a bênção de luz.
Indiferença ou desprezo de alguém? Trabalhe e olvide.
Não ore por vida fácil.
Roguemos a Deus ombros fortes, não só para carregar o bendito fardo das obrigações que nos competem, como também para sermos mais úteis.
Cada coração pode ser um manancial de bênçãos.


Fonte: ENDEREÇOS DE PAZ – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

PROFILAXIA

Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.
Se a cólera explode ao seu lado, use a prece, a fim de que o incêndio não se comunique às regiões menos abrigadas de sua alma.
Se a incompreensão lhe atira pedradas, use o silêncio, em seu próprio favor, imobilizando os monstros mentais que a crueldade desencadeia nas almas frágeis e enfermiças.
Se a antipatia gratuita surpreende as suas manifestações de amor, use a prece, facilitando a obra da fraternidade, que o Mestre nos legou.
O silêncio e a prece são os antídotos do mal, amparando o Reino do Senhor, ainda nascente no mundo.
Se você pretende a paz no setor de trabalho que Jesus lhe confiou, não se esqueça dessa profilaxia da alma, imprescindível à vitória sobre a treva e sobre nós mesmos.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

domingo, 23 de outubro de 2016

EM SERENIDADE II

                A serenidade não é inquietação exterior, indiferença, mas plenitude da ação destituída de ansiedade ou de receio, de pressa ou de insegurança.
                Os mártires conheceram a serenidade que o ideal lhes deu, em todas as áreas nas quais pugnaram e, por isso mesmo, não foram atingidos pela impiedade, nem pela perseguição dos maus.
                A serenidade provém, igualmente, da certeza, da confiança no que se sabe e se faz, e se é. Âncora de segurança, finca-se no solo e sustenta a barca da existência, dando-lhe tempo para preparar-se e seguir adiante.
                Age sempre conforme a consciência lúcida, a fim de não caíres em conflito, perdendo a serenidade.
                Estuda-te e ama-te, elegendo o melhor, o duradouro para os teus dias, e nunca recuarás. No entanto, se errares, se te comprometeres, se te arrependeres, antes que te perturbe a culpa, recompõe-te, refaze o equívoco, recupera-te e reconquista a serenidade. Sem ela, experimentarás sofrimentos que poderias evitar, e te impedem o avanço.
                Serenidade é vida.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google       

sábado, 22 de outubro de 2016

EM SERENIDADE I

                A serenidade é pedra angular das edificações morais e espirituais da criatura humana, sem a qual muito difíceis tornam-se as realizações. Resulta de uma conduta correta e uma consciência equânime, que proporcionam a visão real dos acontecimentos, bem como facultam a identificação dos objetivos da vida, que merecem os valiosos investimentos da existência corporal.
                Na atormentada busca do prazer, desperdiça-se o tesouro da cultura, que se converte em serva das paixões inferiores, perturbadoras, de consequências negativas. Quanto mais se frui do gozo, mais necessidade surge de experimentá-lo, renovando sensações que se disfarçam de emoções.
                A serenidade é o estado de anuência entre o dever e o direito, que se harmonizam a benefício do indivíduo.
                Quando se adquire a consciência asserenada, enfrenta-se toda e qualquer situação com equilíbrio, nunca se permitindo desestruturar. As ocorrências, as pessoas e os fenômenos existenciais são considerados nos seus verdadeiros níveis de importância, não se tornando motivo de aflição, por piores se apresentem.
                A pessoa serena é feliz, porque superou os apegos e os desapegos, a ilusão e os desejos, mantendo-se em harmonia em qualquer situação. Equilibrada, não se faz vítima de extremos, elegendo o caminho do meio com decisão firme, inquebrantável.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google        

quarta-feira, 11 de maio de 2016

REAÇÃO PACÍFICA

                Não te deixes engalfinhar na luta da arbitrária justiça pelas próprias mãos.
                Toda violência oculta um ser enfermo, que extrapola da sua dor para a agressão infeliz.
                Somente o amor em plenitude e a paz em profundidade podem constituir antídotos eficazes para minimizar a força hiante que avassala o mundo e expulsar este adversário, que se disfarça: o egoísmo!
                Nenhuma  medida existe, a curto prazo, para deter a onda desencadeada pela invigilância desde há muito.
                A tarefa que te cumpre realizar é a da educação das gerações moças pelo exemplo de total dignificação humana sob as bênçãos do Senhor.
                Nenhuma pena capital pode erradicar a paixão ultriz que vige no homem.
                A tomada de atitude arbitrária mais açula a insânia do pervertido, enquanto que a solidariedade, destruindo o caldo de cultura criminógena, que fecunda, que enlouquece, é o recurso para diminuir e neutralizar a ação do mal que se espraia pelo mundo.
                Quem tem Jesus no coração não tomba nas ciladas da impiedade, pois “somente lobos caem nas armadilhas para lobos”.
                Não te deixes atemorizar pela onda de desespero, armando-te de violência para revidar golpe por golpe.
                O cristão se arma de paz e de amor para atender à luta que vem sendo desencadeada, concitando à misericórdia e ao perdão, em qualquer conjuntura anárquica e perturbadora da atualidade.
                Sê tu quem ama, quem confia e quem realiza a resistência pacífica, a fim de mudar a paisagem da Terra e plantar no coração humano o Triunfador Invencível da Cruz.
                A violência é sempre sem Jesus. Jesus nunca em clima de violência.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 23 de abril de 2016

REAÇÃO PACÍFICA


                Aproveita com sabedoria tuas horas e ganha os teus minutos na ação edificante, sem pessimismo nem receio de qualquer porte.
                Os espinhos do passado, cravados nas carnes da alma, abrir-se-ão em flores de paz, mais tarde.
                Quando a fonte generosa tem os minadouros esgotados, diz-lhe a nuvem passante: “Espera!”
                Quando o fruto verde estua, fala-lhe o sol amigo: “Espera!”
                Quando o sofrimento domina, canta-lhe a fé: “Espera!”
                Vem a chuva e a fonte se enriquece; o calor chega e o fruto amadurece; a fé arde e o sofrimento pacifica...
                Em nossa área de evolução tudo segue marcha equivalente.
                Espera!                                                                                              
                Transfere as tristezas da Terra e confia nas alegrias do reino, desde hoje até mais tarde.
                Não temas nunca!
                A sós se encontra quem se afasta do amor de Deus e nem assim este se detém em abandono.
                Conserva o otimismo e ajuda os corações em agonia maior, tu que sabes das agonias silenciosas do coração.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: http://www.glitter-graphics.com/myspace/text_generator.php 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

REAÇÃO PACÍFICA III

                Harmoniza-te em Jesus e esparze esperança, constituindo-te fortaleza contra o mal, lição viva de confiança, lentamente transformando o meio onde te encontras situado, de modo a vencer pela resistência pacífica a onda de provações necessárias para a humanidade neste momento de transição histórica.
                O egoísmo é o inimigo poderoso contra o qual todos devem voltar-se com disposição de ânimo e decisão.
                Insculpindo nalma as bênçãos da caridade, serão superados todos os fatores perturbantes que afetam o homem, e a violência como a agressividade serão banidas da Terra em definitivo.
                Entrega-te, portanto, a Jesus e nEle confia, “não fazendo ao teu próximo, o que não desejares que ele te faça”.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

domingo, 3 de abril de 2016

REAÇÃO PACÍFICA II

                Não somes ao volume dos desequilíbrios vigentes as reações negativas que traduzam desassossegos internos.
                Estabelece as diretrizes de paz interior, a esforço de prece e sacrifício, de modo a poderes minimizar a problemática afligente.
                Evita o comentário perniciosos e não difundas a informação malsã.
                Apaga o fogo da ira com a água da resignação.
                Asserena as ansiedades pessoais, impedindo-te o desespero.
                O servidor do Cristo está, na Terra, para o excelente mister de produzir a harmonia entre todos.
                Agredido, não ataca; acossado, não investe contra, porfia; sofrendo, não promove a revolta, vence-a.
                Estância de paz, torna-se veículo do otimismo, contribuindo valiosamente para a mudança da paisagem em agonia da atualidade.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 2 de março de 2016

PAZ

“Disse-lhes, pois, Jesus, outra vez: Paz seja convosco.” — (JOÃO 20:21)

Muita gente inquieta, examinando o intercâmbio entre os novos discípulos do Evangelho e os desencarnados, interroga, ansiosamente, pelas possibilidades da colaboração espiritual, junto às atividades humanas.
Por que razão os emissários do invisível não proporcionam descobertas sensacionais ao mundo?
Por que não revelam os processos de cura das moléstias que desafiam a Ciência?
Como não evitam o doloroso choque entre as nações?
Tais investigadores, distanciados das noções de justiça, não compreendem que seria terrível furtar ao homem os elementos de trabalho, resgate e elevação.
Aborrecem-se, comumente, com as reiteradas e afetuosas recomendações de paz das comunicações do Além-Túmulo, porque ainda não  se harmonizaram com o Cristo.
Vejamos o Mestre com os discípulos, quando voltava a confortá-los, do plano espiritual. Não lhe observamos na palavra qualquer recado torturante, não estabelece a menor expressão de sensacionalismo, não se adianta em conceitos de revelação supernatural.
Jesus demonstra-lhes a sobrevivência e deseja-lhes paz.
Será isso insuficiente para a alma sincera que procura a integração com a vida mais alta? Não envolverá, em si, grande responsabilidade o fato de reconhecerdes a continuação da existência, além da morte, na certeza de que haverá exame dos compromissos individuais?
Trabalhar e sofrer constituem processos lógicos do aperfeiçoamento e da ascensão. E que atendamos a esses imperativos da Lei, com bastante paz, é o desejo amoroso e puro de Jesus-Cristo.
Esforcemo-nos por entender semelhantes verdades, pois existem numerosos aprendizes aguardando os grandes sinais, como os preguiçosos que respiram à sombra, à espera do fogo-fátuo do menor esforço.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sábado, 28 de março de 2015

CAMINHOS PARA A CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO I

                Considerando-se que os sofrimentos são causados pelos desconcertos do espírito, que desarmonizam o fluxo da energia, permitindo a instalação das enfermidades físicas, mentais e morais, a forma eficaz para que cessem deve atingir o seu fulcro gerador, graças a cujo comportamento será interrompida a onda perturbadora. Na mente lúcida surgirá então a tranquilidade, encarregada de produzir a saúde, que se irradiará por todo o organismo, produzindo o equilíbrio. Assim, os caminhos constituirão o seu remédio eficiente.
                Enquanto não houver uma consciência de saúde real, o ser transitará de um para outro sofrimento.
                Há pessoas que, embora sem conhecimento das regras que promovem a harmonia íntima, gozam de saúde, apresentando-se bem dispostas e fortes. São estes, no entanto, fenômenos automáticos do organismo, que se contaminará ou não durante a existência, de acordo com a conduta moral e mental que se lhe imprimam, permanecendo ou não saudáveis.
                A antiga sabedoria budista estabeleceu um sistema de meditação, através do qual a saúde se instala e o sofrimento desaparece.
Jesus, portador de equilíbrio pleno, considerava o amor como a causa única para a realização ideal do ser. A mutilação ou ausência do amor a Deus, ao próximo ou a si mesmo, produz a insatisfação, o desajuste, o desequilíbrio da energia, tornando-se fator causal de doenças, de sofrimentos.
O desamor é, em realidade, uma doença, cuja manifestação se dá de imediato ou posteriormente, assinalando o ser com processos degenerativos da personalidade, que instalam no organismo os vírus e bacilos agressivos.
A somatização dos problemas emocionais que decorrem da insegurança e do medo, da mágoa e do ódio, do rancor e do ciúme é responsável por graves patologias orgânicas, assim como as diversas enfermidades físicas, produzindo distonias emocionais e perturbações psíquicas lamentáveis.
Quando o amor, conforme o conceito de Jesus, assenhoreia-se do ser humano, vitaliza-o e irradia paz, gerando uma psicosfera rica de vibrações de equilíbrio, graças às quais a saúde se exterioriza de forma positiva, inundando a vida de esperança, de altruísmo e de realizações edificantes.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem; google

domingo, 12 de outubro de 2014

PAZ

Quem colhe o prêmio da paz
Na mais alta recompensa
É a pessoa que se cala
Quando recebe uma ofensa.


Fonte: Antologia da Criança – Sebastião Rios/Chico Xavier
imagem: google

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

COLHER E GARGANTA

Cap. IX – Item 2
Imaginemos a língua como sendo a colher do sentimento.
Mentalizemos o ouvido por garganta da alma.
Tudo o que falamos é ingrediente para a digestão espiritual.
Bondade é pão invisível.
Gentileza é água pura.
Otimismo é reconstituinte.
Consolação é analgésico.
Esclarecimento construtivo é vitamina mental.
Paciência é antitóxico.
Perdão é cirurgia reajustante.
Queixa é vinagre.
Censura é pimenta.
Crueldade é veneno.
Calúnia é corrosivo.
Conversa inútil é excedente enfermiço.
Maledicência é comida deteriorada.
Falando, edificamos.
Falando, destruímos.
Falando, ferimos.
Falando, medicamos.
Falando, curamos.
Disse o Divino Mestre: “Bem-aventurados os pacificadores...”
Usemos para com os outros o alimento da paz, porque, estendendo paz aos outros, asseguramos paz a nós mesmos. E, com a paz, conseguiremos possuir espaço e tempo terrestres, em dimensões maiores, para que aprendamos e possamos, realmente, servir.
Hilário Silva

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: querido.com.br

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ONDE SE ENCONTRAM OS VALORES MORAIS DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA?

          
               Os países lutam para ter ou manter o controle de matérias primas, fontes de energia, terras, bacias fluviais, passagens marítimas e outros recursos ambientais básicos. Nessa luta, surgem conflitos que tendem a aumentar à medida que os recursos escasseiam e aumenta a competição por eles. Estamos na iminência de desastres ecológicos de conseqüências imprevisíveis, em face da rota de colisão do homem com a natureza. Nos EUA, os furacões vão estremecendo as estruturas da sociedade americana; no Japão, tsunamis e terremotos desencadearam o pavor no povo nipônico; no Chile, o vulcão cuspiu sua força incandescente; no Rio de Janeiro e no Nordeste brasileiro, as tempestades destruíram milhares de vidas e bens.
                Na época de Kardec existia cerca de 1,5 bilhão de habitantes na Terra e estima-se que atingiremos, pelo menos, 11 bilhões daqui a poucas dezenas de anos. Daqui a três anos haverá cerca de 600 milhões de bocas a mais para se alimentar. A fome já castiga mais de 1 bilhão de pessoas. Para os espíritos, a Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades, é que ele a emprega no supérfluo o que poderia ser empregado no necessário. A questão é que, em uma sociedade consumista, poucos se contentam com o necessário, por isso não há distinção entre consumismo e materialismo. Na questão 799 de O Livro dos Espíritos, Kardec indaga: de que maneira pode o espiritismo contribuir para o progresso? A resposta é categórica: destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade.
                Neste mundo contraditório, temos o cinismo de divulgar a paz produzindo as ogivas de guerra; ansiamos resolver os enigmas sociais intensificando a edificação das penitenciárias, bordeis e motéis. Cerca de 100 milhões de pessoas passaram à condição de pobreza extrema devido à recessão mundial resultante da crise financeira internacional de 2009. A cada cinco segundos morre uma criança na Terra em conseqüência da desnutrição. Segundo dados do UNICEF, 55% das mortes de crianças no mundo estão associadas à falta de comia. A Organização Mundial da Saúde estima existirem 100 milhões de crianças vivendo nas ruas do mundo subdesenvolvido ou em desenvolvimento, das quais mais de 10 milhões vivem no Brasil.
                Onze anos se passaram neste novo milênio, porém o resultado da larga arena de lutas fratricidas do século XX ainda ecoa nos vagidos de cada criança que renasce. As atuais teorias sociais permanecem em sua trajetória equivocada, tangendo não raro a linha tenebrosa do extremismo. É urgente que novas propostas teóricas interpretem a paz social em termos de valores mais transcendentes. Tais teses comprovarão a assertiva dos espíritos e do evangelho de que os bens materiais não trazem felicidade.
                Tempos de combates sinistros, desde os primeiros anos do século XX, a guerra se instalou com caráter permanente em quase todas as regiões do planeta. Todos os pactos de segurança da paz oriundos das convenções internacionais após a I Guerra Mundial, não foram senão fenômenos da própria guerra, que culminaram com o apogeu da II Guerra Mundial. A Europa e o Oriente constituem ainda hoje um campo vasto de agressão e terrorismo. Por isso, a América   recebeu o cetro da civilização e da cultura, na orientação dos povos porvindouros. Nos campos exuberantes do continente americano estão plantadas as sementes de luz da árvore maravilhosa da civilização do futuro, segundo Emmanuel.
                Onde se encontram os valores morais da sociedade contemporânea? Muitas religiões estão amordaçadas pelas injunções de ordem econômica e política. Somente a Doutrina dos Espíritos tem efetuado o esforço hercúleo de sustentar acesa a luz da crença nas plagas iluminadas da razão, da cultura e do direito. Embora, seja o esforço do espiritismo quase superior às suas próprias forças, mas o mundo não está à disposição dos ditadores terrestres. Jesus é o seu único diretor no plano das realidades imortais.
                Os benfeitores,que guiam os destinos da humanidade, se movimentam a favor do restabelecimento da verdade e da paz, a caminho de uma nova era. Emmanuel faz menção sobre uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do sistema solar e que planejam reunirem-se, novamente, pela terceira vez, na atmosfera terrestre, deliberando novamente sobre os destinos da Terra. Que resultará dessa reunião dos espíritos superiores? Deus o sabe. Nas grandes transições do século que passa, aguardemos o seu amor e a sua misericórdia.
                Não desconsideramos, nessas reflexões, a rejeição que padecem os excluídos da sociedade, porquanto a ganância pelo dinheiro atinge patamares surrealistas. estarrece-nos a avidez dos adolescentes pelo sexo, quase sempre remetidos aos pântanos da indigência moral. Hoje em dia, as pessoas vacilam em sair às ruas, defronte dos assaltos e sequestros relâmpagos que têm ocorrido a todo o momento. São ocasiões de muita inquietude e de grande volubilidade emocional.               
                Ainda sofremos os ressaibos amargosos dos contrastes de uma suprema tecnologia no campo da informática, das telecomunicações, da genética, das viagens espaciais, dos supersônicos, dos raios laser, do mesmo modo em que ainda temos que coexistir com a febre amarela, a tuberculose, a AIDS, e com todos os tipos de droga.
                Nesse cenário fatídico, a mensagem do Cristo é um elixir poderoso, o mais confiável para a redenção social, que haverá de entranhar em todas as consciências humanas, como um dia penetrou no altruísmo de Vicente de Paulo, na solidariedade de irmã Dulce, na amabilidade de Francisco de Assis, na suprema ternura de Teresa de Calcutá, na humildade de Chico Xavier.
                Aprendamos a dilatar a misericórdia sem pieguismos, desenvolver generosidade que começa no procedimento de dar coisas, para culminar o dom de doarmo-nos , decididamente, ao próximo. Fazer algo de bom, e que ninguém saiba, especialmente por um desafeto qualquer. Nesse desempenho, podermos enunciar o sereno brado como o fez o Convertido de Damasco: já não sou quem vive, mas o Cristo é quem vive em mim.
                Para Emmanuel, as revelações do além-túmulo descerão às almas, como orvalho imaterial, preludiando a paz e a luz de uma nova era. Numerosas transformações são aguardadas e o espiritismo esclarecerá os corações, renovando a personalidade espiritual das criaturas para o futuro que se aproxima. Então, perguntar-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes.

Jorge Hessen


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2011              


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