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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 4 de março de 2017

O PERDÃO COMO SENTIMENTO DE COMPAIXÃO II

                Disse Joanna de Ângelis: “O amor é a administração dos impulsos”. Para administração destes impulsos se faz necessário a relação direta com o nosso próximo, percebendo os impulsos dele e controlando o nosso.
                Se o outro e diz uma palavra agressiva, percebo as perdas que isto provoca e não revido, ou melhor, abençôo-o para que ele perceba que é melhor abençoar do que amaldiçoar. Talvez eu não consiga na primeira tentativa. Devo insistir na intenção e perceberei que, da próxima vez, meu objetivo será alcançado em parte, até atingir o total controle dos impulsos.
                Na verdade, viver no reino dos céus é manter-se equilibrado pois experimentamos momentos felizes na Terra. Normalmente basta uma contrariedade para perdermos completamente a paz e a harmonia em que estávamos anteriormente.
                Eis aí o nosso desafio na busca de nós mesmos, o que só encontraremos na relação com o outro. É importante lembrar as palavras de Jesus: “Amai ao próximo como a ti mesmo, toda a lei e os profetas estão aí resumidas.”


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O PERDÃO COMO SENTIMENTO DE COMPAIXÃO I

                Nós somos homo sapiens-sapiens, ou seja, homens que sabem que sabe, isto é, somos dotados de consciência que significa um desenvolvimento mental o qual nos permite estar no mundo com algum saber da nossa realidade. Isso nos permite ter consciência de nós mesmos, bem como do outro.
                Ter consciência de si mesmo é quando nos concentramos em nossos sentimentos e pensamentos para administrarmos os nossos atos. Ao falarmos, expomos nossos pensamentos e sentimentos e, por conseqüência, criamos e inovamos. Por isso, gostamos muito de ser ouvidos.
                Alteridade vem do latim alter, que quer dizer o outro, ou seja, alteridade em latim significa eu para o outro. Traduzindo: concentrar-se na consciência do outro. Alteridade é compadecer-se da dor do outro, não é ter pena, é emocionar-se com o outro.
                Para que a alteridade aconteça, é necessário escutar o outro para absorver o conteúdo que o outro traz e, desta forma, reformular, rever, renovar a nossa forma de pensar. Imagine alguém que queira suicidar porque está atolado em dívidas ir visitar um morador de rua, em uma cidade grande, tentando dormir sem cobertor numa noite fria de inverno. Será que o visitante continuará a tentar o suicídio?
                Nós precisamos do outro para construir nossa consciência plena. Se conhecemos o outro mais do que a nós mesmos ocorre uma perda de identidade, um alheamento.
                Porém, se prestamos atenção em nós, esquecendo-nos seres narcisistas e com potenciais de suicídio. Por isso, tiremos um pouco os olhos do nosso umbigo e pensemos um pouco no próximo que necessita do que nós já conquistamos, quase sempre, com poucos esforços.
                Olhemos para nós mesmos nos avaliando verdadeiramente, percebendo o que conquistamos no que tange às nossas imperfeições e ao controle dos nossos instintos e o que ainda precisamos conquistar no domínio dos nossos impulsos.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

PERDOA, SIM!?

Cap. X – Item 15
O desconhecido passou, de carro, enlameando-te a veste, como se toda a rua lhe pertencesse... Compadece-te dele. Corre, desabalado, à procura de alguém que lhe socorra o filhinho nos esgares da morte.
Linda mulher, que pérolas e brilhantes enfeitam, segue a teu lado, parecendo fingir que te não percebe a presença... Compadece-te!
Ela tem os olhos embaciados de pranto e não chegou a ver-te.
Jovem, admiravelmente bem-posto, cruzou contigo, endereçando-te palavra de sarcasmo e de injúria... Compadece-te! Ele tem os passos no caminho do hospício e ainda não sabe.
O amigo que mais amas negou-te um favor... Compadece-te dele! Não lhe vês a dificuldade encravada no coração.
Companheiros do mundo!... Estarão contigo, notadamente no lar, onde guardam os nomes de pai e mãe, esposo e esposa, filhos e irmãos... Muita vez, levantam-se de manhã, chorosos e doloridos, aguardando um sorriso de entendimento, ou chegam do trabalho, fatigados e tristes, esmolando compreensão.
Todos trazem consigo aflições e problemas que desconheces.
Ergue a própria alma e auxilia sempre!... Indulgência para todos!
Bondade para com todos!...
E, se algum deles te fere diretamente a carne ou a alma, não levantes o braço ou a voz para revidar.
Busca no silêncio a inspiração do Senhor, e o Mestre, como se estivesse descendo da cruz em que pediu perdão para os próprios verdugos, te dirá compassivo:
– Perdoa, sim! Perdoa sempre, porque, em verdade, aqueles que não perdoam também não sabem o que fazem...
Meimei                           

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quinta-feira, 9 de abril de 2015

CAMINHOS PARA A CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO VI

                É o amor que leva à piedade fraternal, à compaixão, induzindo o homem à solidariedade e mesmo ao sacrifício.
                Há um tipo de compaixão que, não resultando da ação dinâmica do amor profundo, pode ser perniciosa e até deprimente. Trata-se daquela que lamenta o sofrimento e escoroçoa quem o experimenta, como uma forma de aureolá-lo de desdita e abandono, de falta de sorte e desgraça. Essa atitude transparece e resulta de uma óptica equivocada sobre o sofrimento, deixando a perspectiva de que o mesmo é punição arbitrária, injustiça perturbadora.
                A compaixão junta-se ao companheirismo, que comparte dos sentimentos alheios, sem enfraquecer-lhes as resistências morais, incitando o indivíduo à perseverança nos ideais e postulados relevantes, que o impulsionam ao incessante avanço, sem possibilidade de retrocesso.
                Compaixão pelo bem, fruto do amor, o ser age adequadamente, mudando a estrutura do sofrimento, do qual o cinzel da ternura arranca as asperezas e anfractuosidades. Esse sentimento é semelhante à suavidade do luar em noite escura espraiando luz tênue e confortadora sobre a paisagem. Faculta uma visão propiciadora de ações úteis, onde predominavam as sombras do desalento, do medo e  do desespero em crescimento.
                A paixão pelo serviço de elevação irradia piedade construtiva, que estimula à  beneficência e dá calor à filantropia, aureolando-a de vigor fraternal, graças ao qual os sentimentos solidários expressam o amor em sua multiface.
                A ausência de compaixão envilece o homem e a falta de paixão pelo bem torna o ser revel, quando não o mantém apenas na indiferença mórbida, qual observador mumificado diante dos acontecimentos do cotidiano.
                O serviço do bem, com a correspondente paixão de sustentá-lo, transforma-se em caridade que plenifica aquele que recebe o socorro e quem o propicia. Enseja a ação de dupla via: a satisfação que faculta àquele a quem é dirigida e a que retorna como resposta interior da consciência tranqüila pela emoção experimentada.
                A vida sempre responde de acordo com a maneira como é inquirida. A cada ação resulta uma equivalente reação, desencadeando sucessivos efeitos que se tornam conseqüências desta última, por sua vez geradora de novos resultados.
                Para eu seja interrompido o ciclo, quando pernicioso, a compaixão por si mesmo e pelo próximo induz o homem às ações construtivas, nas quais se instalam os mecanismos que desencadeiam resultados favoráveis ao progresso, assim interrompendo a onda propiciadora de sofrimento.
                A paixão de Cristo por todas as criaturas é um estímulo constante a que se compadeçam os indivíduos uns pelos outros, sustentando-se nas dores e dificuldades, jamais piorando as suas necessidades ou afligindo-os mais através dos instintos agressivos, por acaso prevalecentes em sua natureza animal.
                É de vital importância a compaixão no comportamento humano. Ela conduz à análise a respeito da fragilidade da existência corporal e de todos os engodos que a disfarçam.
                Sendo a ilusa um fator responsável por incontáveis sofrimentos, a compaixão desnuda-a.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google