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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

COR DA PELE NO ALÉM

Pergunta - Por que nos livros de André Luiz e outros da Espiritualidade, não é mencionada a cor epidérmica negra? No astral inferior, por exemplo, todos os possuidores dessa tonalidade epidérmica a perdem após a morte?
Resposta - O corpo espiritual, pela plasticidade que o caracteriza, pode tomar a forma dos pensamentos que o dirigem. (agosto de 1976)
Pergunta - Há pessoas que, em vida, combinam de voltar após a morte para dar sinais aos que ficaram e, muitas vezes, não cumprem ou não podem cumprir o prometido, gerando frustrações e decepcionando expectativas. Que poderia dizer-nos sobre tais combinações?
Resposta - Não devemos abalançar-nos a tais propósitos futuros, não conhecendo as
normas que governam o mundo dos desencarnados, submetidos que se acham às leis do Mundo Maior. (agosto de 1976)
Pergunta - Nossas mães, ambas desencarnadas, não se conheceram na Terra. Pergunto, então, se poderiam conhecer-se agora, isto é, ser apresentadas uma à outra na Espiritualidade?
Resposta - Nossas mães e outros afeiçoados nossos, após a desencarnação, se intercomunicam e cultivam precioso jardim afetivo; a nossa condição de espíritos afins uns com os outros já seria, por si, um convite a que se conheçam e se estimem reciprocamente, na Vida Maior. (agosto de 1976)


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ELES ESTÃO VIVOS

    Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te veem e te escutam!
    Quanto possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições!
                Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!
                Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando-te os derradeiros pensamentos terrestres, através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos.
                Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.
                Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a força precisa para a restauração espiritual que demandam.
                Muitos deles, ainda inadaptados à vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor.
                Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.
                Outros muitos seguem-te ainda...
                Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida;
                Os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores;
                Os que levantaste para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia, com o ósculo da amizade e da beneficência.
                Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.
                Auxilia aos entes querido na Espiritualidade, a fim de que te possam auxiliar!
                S lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à alma, abraçando o trabalho que terão deixado por fazer.
                Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra, ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar te sustentando no mundo!
                Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!
                Chora, porque a dor é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre!
                E deixa que os corações amados, hoje no Mais Além, te enxuguem na lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-los-ás todos positivamente contigo nas alegrias do Novo Despertar.


Fonte: Caminhos de Volta – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

OS VIVOS DO ALÉM

“E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias.” — (LUCAS 9:30)

Várias escolas religiosas, defendendo talvez determinados interesses do
sacerdócio, asseguram que o Evangelho não apresenta bases ao movimento de intercâmbio entre os homens e os espíritos desencarnados que os precederam na jornada do Mais Além...
Entretanto, nesta passagem de Lucas, vemos o Mestre dos Mestres confabulando com duas entidades egressas da esfera invisível de que o sepulcro é a porta de acesso.
Aliás, em diversas circunstâncias encontramos o Cristo em contacto com almas perturbadas ou perversas, aliviando os padecimentos de infortunados perseguidos. Todavia, a mentalidade dogmática encontrou aí a manifestação de Satanás, inimigo eterno e insaciável.
Aqui, porém, trata-se de sublime acontecimento no labor. Não vemos qualquer demonstração diabólica e, sim, dois espíritos gloriosos em conversação íntima com o Salvador. E não podemos situar o fenômeno em associação de generalidades, porquanto os “amigos do outro mundo”, que falaram com Jesus sobre o monte, foram devidamente identificados. Não se registrou o fato, declarando-se, por exemplo, que se tratava da visita de um anjo, mas de Moisés e do companheiro, dando-se a entender claramente que os “mortos” voltam de sua nova vida.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Sonhar com um animal de estimação já falecido pode significar um reencontro no Mundo espiritual?
Resposta - Quando dormimos, nos desprendemos do corpo físico e temos maior liberdade espiritual. No momento do sono podemos vivenciar, todas as noites, o que acontecerá conosco no momento da desencarnação e todas as manhãs experimentamos o que nos acontecerá na reencarnação, quando reencontramos o nosso corpo físico.
            Em liberdade espiritual, desligados parcialmente do corpo físico, nos encontramos na dimensão espiritual, onde podemos tem a oportunidade de visitar amigos desencarnados ou desdobrados, assim como nós, inclusive amigos animais.
            Por isso, quando sonhamos com um animal que desencarnou, é possível que isto signifique que realmente o encontramos naquela dimensão.
            Algumas vezes, em nossos sonhos, surgem imagens irreais e mirabolantes, que parecem mais com fantasia do que com realidade. Isso pode significar que mesclamos fantasias criadas por nosso cérebro físico, que armazena cenas vivenciadas no mundo físico com outras percebidas pelo espírito na dimensão espiritual.
            Quando retomamos o corpo físico e tentamos interpretar o que nosso espírito percebeu quando esteve em liberdade, o cérebro representa uma barreira física às imagens espirituais.
            Nem sempre o que vimos é bem interpretado por nosso cérebro, quando tentamos passar as informações para o nosso consciente.
            As imagens podem não parecer tão reais, mas, com certeza, fazem parte de um reencontro no Mundo espiritual.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

terça-feira, 28 de junho de 2016

SUICIDAS TAMBÉM III

                Acautela-te, nas atitudes e comportamentos sadios, preservando a dádiva do corpo com que a Vida te honra, no processo inevitável da evolução.
                Ora e medita, anulando as constrições negativas de que sejas objeto.
                Ama e serve indistintamente, arrebentando as algemas morais e emocionais que desejem reter os teus movimentos nobres.
                ...E em qualquer situação, segue Jesus, sustentado na fé imortalista, guardando a certeza de que tudo quanto te aconteça ocorre sempre para o teu bem, se te souberes conduzir na difícil circunstância. Por fim, tem em mente que a madrugada colore a treva, suavemente, enquanto a sombra campeia, e que a ressurreição ditosa chegará somente após a passagem pelo túmulo, onde todos despertam para a realidade insofismável da vida.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 28 de maio de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Minha cachorrinha tinha 8 anos e nunca ficou doente, de repente teve um ataque cardíaco e morreu. Apesar de sermos espíritas, sofremos muito. Como deve estar do “outro lado”? há possibilidade de nos vermos de novo?
Resposta - Podemos dizer que ela recebeu um presente por ter a oportunidade de desencarnar rápido e sem sofrimento. São tantos os que desencarnam em sofrimento.
     Quando o tempo previsto para permanecerem neste mundo termina, retornam ao mundo espiritual. E continuam suas experiências em outras localidades deste ou de outros mundos físicos.
         Não se constranja por se entristecer ao se separar de um ente querido. Isso acontece com quase todos em situações semelhantes.
    Enquanto seu animal estiver na dimensão espiritual, há a possibilidade de um reencontro, pois temos acesso àquela dimensão também ao desdobrarmos durante o sono. Há a possibilidade de os visitarmos para obter notícias. Ainda que não os vejamos no mundo espiritual, é possível que retornem para nós em um novo corpo para continuarem o aprendizado, a menos que sua jornada ao nosso lado já tenha findado. Neste caso eles continuarão o aprendizado com outras pessoas em outras localidades.
                                                                                         

Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

domingo, 4 de outubro de 2015

ELES TODOS TE OUVEM

(J. Herculano Pires)
Em mensagem, que está no Evangelho Segundo o Espiritismo, Sanson adverte que os nossos mortos amados necessitam de nossos bons pensamentos, de nossas preces, mas não do nosso desespero que só serve para fazê-los sofrer, e acentua: “Mães, sabei que vossos filhos bem amados estão perto de vos”. Emmanuel exclama: “Eles todos te ouvem o coração na Vida Superior”.
Ao longo de mais de um século os princípios espíritas se confirmaram e continuam a se confirmar através das mensagens dos Espíritos que sempre nos assistem. Hoje a Parapsicologia, no capítulo das investigações sobre telepatia e ultimamente sobre as comunicações mediúnicas, comprovou cientificamente a relação mental entre vivos e mortos, referendando a comprovação já feita anteriormente pela Metapsíquica e pela Ciência Psíquica Inglesa.
Estamos todos na Terra para uma breve experiência de vida material, mas a nossa vida verdadeira é a espiritual. Os que partem antes de nós concluíram a sua tarefa e estão livres dos tormentos da vida terrena. Mas como nos amam, continuam ligados a nós pelo pensamento, pelo sentimento, pelo amor que nos dedicam. Já não se trata mais de uma questão de crença, mas de uma certeza milhões de vezes comprovada. Precisamos compreender isso para não os perturbarmos na vida espiritual com o desespero do nosso amor egoísta. Eles vivem e nos esperam para o reencontro.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 1 de setembro de 2015

COMPROMISSO FRATERNAL I

                Nunca te esqueças, nos teus empreendimentos espirituais, dos companheiros desencarnados, na retaguarda do processo da evolução, ainda mergulhados na dor sem nome ou no desespero sem consolo.
                Talvez não os ouças, nem os vejas ou sequer os sintas.
                Eles, porém, convivem na mesma psicosfera, ou melhor, encontras-te mergulhado no mesmo clima psíquico onde eles se movimentam, já que não se liberaram das conjunturas carnais, quando lhes ocorreu a morte dos despojos físicos.
                Intercambiam com os homens, muitas vezes, sem que estes tenham consciência, experimentando as suas emoções e ansiedades, as suas paixões e problemas, ansiosos uns, por se comunicarem, outros, por fazerem-se compreendidos, diversos, por lograrem desforços infelizes, inúmeros, por volverem à reencarnação...
                Nesse complexo emitir-absorver de vibrações, terminam por influenciar o comportamento das criaturas, gerando dependências, muitas vezes, passando a depender também.
                Inclui-os nas tuas orações, pensando neles, cooperando com eles.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 18 de março de 2015

ANIMAIS NO MUNDO ESPIRITUAL

P - Qual a visão de vocês sobre o que está acontecendo nos Estados Unidos onde há uma caça aos pitbulls, rotweilers e dobermanns, que estão sendo mortos pela polícia, chegando ao absurdo de as pessoas terem de fugir da cidade para salvar seus cães, pois dos 380 capturados, 260 já foram executados. Como os espíritos recebem esses cães agressivos do outro lado, ou seja, essa agressividade continuaria em sua índole?
R - É com pesar que recebemos essa notícia, pois é sabido que os animais, por serrem individualidades, não podem ser categorizados como generalidade. Um cão agressivo não é indicativo de que todos daquela raça também o são. Há rotweilers que são usados em tratamentos de crianças enfermas. Os dobermanns são outros injustiçados, que, por causa da fama de agressivos, são tidos como tal e como dissemos, não dá para generalizar. Eu mesmo tive um cão da raça dobermann que era tão manso que as crianças abusavam de sua paciência e ele nunca demonstrou qualquer rancor ou sinais mínimos de agressividade. Os cães da raça pitbull que conheço e que são agressivos foram treinados para se comportarem assim, isto é, eles não se comportam desse modo naturalmente. Contudo, a anatomia desses cães apresenta características de muita robustez e força física que poderia ser maior do que a de um homem. A mordida de um pitbull é comparável à de um tubarão. Há mais pinchers agressivos que pitulls, mas por serem pequenos são facilmente dominados, enquanto um pitbull não. Acredito que por terem a fama de agressivos as pessoas os temam e por terem esses atributos de robustez anatômica creem que eles poderiam causar grandes ferimentos em pessoas atacadas por algum desses que, por algum motivo, possam se enfurecer. Conheço vários animais mansos que de repente tornam-se agressivos e esses animais não estão isentos de mudanças de humor. Até mesmo nós temos estes reveses, com a diferença de que não somos abatidos quando isso acontece. Exterminá-los deste modo é uma arbitrariedade.
            Um animal agressivo o é por influência do corpo físico, mais do que por seu espírito. Prova disso é o fato de os animais tornarem-se mansos após serem castrados, pois não há mais a produção de hormônios sexuais. Animais do sexo masculino com alta produção de testosterona são mais agressivos. Por isso, ao chegarem ao Plano espiritual são tratados do mesmo modo que outro animal não agressivo, pois não podem ser responsáveis por sua conduta. Eles, do mesmo modo que nós, como espíritos em aprendizado, estão aprendendo a conter seu comportamento e a controlar as vontades do corpo.

Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sábado, 17 de agosto de 2013

AS MISSÕES, A VIDA SUPERIOR


Todo espírito que deseja progredir trabalhando na obra de solidariedade universal recebe dos espíritos mais elevados uma missão particular, apropriada às suas aptidões e ao seu grau de adiantamento.
Alguns têm por tarefa acolher os espíritos em seu retorno à vida espiritual, guiá-los, ajudá-los a se desprenderem dos fluidos espessos que os envolvem; outros são encarregados de consolar, instruir as almas sofredoras e atrasadas. Espíritos de químicos, físicos, naturalistas, astrônomos, prosseguem em suas pesquisas, estudam os mundos, suas superfícies, suas profundezas ocultas, atuam em todos os lugares sobre a matéria sutil, que fazem passar por preparações, modificações destinadas a obras que a imaginação humana teria dificuldades em imaginar. Outros se aplicam às artes, ao estudo do belo sob todas as suas formas.
Espíritos menos evoluídos auxiliam os primeiros em suas tarefas variadas e lhes servem de auxiliares. Um grande número de espíritos se consagra aos habitantes
da Terra e dos outros planetas, estimulando-os em suas pesquisas, fortalecendo os ânimos abatidos, guiando os hesitantes pelo caminho do dever. Aqueles que praticaram a medicina e possuem o segredo dos fluidos curativos, reparadores, ocupam-se mais especialmente dos doentes.
A mais bela de todas as missões é a dos espíritos de luz. Vêm dos espaços celestes para trazer à humanidade os tesouros de sua ciência, de sua sabedoria, de seu amor. Sua tarefa é um sacrifício constante, porque o contato dos mundos materiais é penoso para eles; porém, encaram todos os sofrimentos por dedicação aos seus protegidos, a fim de assisti-los em suas provas e infiltrarem no coração deles grandes e generosas intuições.
É justo atribuir-lhes esses clarões de inspiração que iluminam o pensamento, esses desafogos da alma, essa força moral que nos sustenta nas dificuldades da vida. E quanto mais esses seres espirituais se elevam, mais sua tarefa se acentua, mais suas missões aumentam de importância.
Para o espírito mais inferior, assim como para o mais importante, o domínio da vida não possui limites. Seja qual for a altura a que tenhamos chegado, sempre há um plano superior a ser alcançado, uma nova perfeição a ser realizada. À medida que ela vai se distanciando das esferas inferiores, onde reinam as influências pesadas, onde se agitam as vidas grosseiras, banais ou culpadas, as existências de lenta e penosa educação, a alma vai percebendo as altas manifestações da inteligência, da justiça, da bondade e sua vida se torna cada vez mais bela e divina. Os murmúrios confusos, os ruídos discordes dos centros humanos vão pouco a pouco se enfraquecendo para
ela, até se extinguirem por completo; ao mesmo tempo, começa a perceber os ecos harmoniosos das sociedades celestes. É o limiar das regiões felizes, onde reina uma eterna claridade, onde paira uma atmosfera de benevolência, de serenidade e de paz,
onde todas as coisas saem perfeitas e puras das mãos de Deus.
Desde que os laços materiais estejam rompidos, a alma pura faz seu vôo para as regiões mais altas; lá, vive uma vida livre, pacífica, intensa, ao lado da qual o passado terrestre lhe parece apenas um sonho doloroso. Na demonstração das ternuras recíprocas, numa vida isenta de males, de necessidades físicas, a alma sente suas faculdades se multiplicarem; elas adquirem uma aptidão e uma extensão que os fenômenos de êxtase nos fazem entrever os esplendores velados.
A linguagem do mundo espiritual é a das imagens e dos símbolos, rápida como o pensamento. É por isso que nossos guias espirituais se servem de preferência de representações simbólicas para nos prevenir, no sonho, de um perigo ou de uma desgraça. O éter, fluido brando e luminoso, toma com extrema facilidade as formas que a vontade lhe imprime. Os espíritos comunicam-se entre si e compreendem-se por processos diante dos quais a arte oratória mais perfeita, toda a magia da eloqüência
humana pareceriam apenas um balbuciar grosseiro.
Tudo é graduado na vida espiritual. A cada grau de evolução do ser para a sabedoria, para a luz, para a santidade, corresponde um estado mais perfeito de seus sentidos receptivos, de seus meios de percepção. O corpo fluídico, cada vez mais transparente, cada vez mais diáfano, deixa passagem livre às radiações da alma. Daí uma aptidão maior para apreciar, para compreender os esplendores infinitos; daí uma lembrança mais viva do passado, uma familiarização cada vez maior com os seres e as coisas dos planos superiores, até que a alma, em sua progressão, tenha atingido as altitudes supremas.
Quando atinge essas alturas, o espírito vence toda paixão, toda tendência para o mal; ele libertou-se para sempre do domínio material e da lei dos renascimentos. É a entrada definitiva nos reinos divinos, de onde só descerá voluntariamente ao círculo
das gerações para desempenhar missões sublimes.

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS


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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A VIDA NO ALÉM III


O espírito adiantado possui fontes de sensações e de percepções infinitamente mais extensas, mais intensas do que as do homem terrestre.  Quanto à diferença de percepção nas impressões, já podemos fazer uma idéia pelos sonhos chamados “emotivos”. A alma, quando está desprendida, embora parcialmente, não somente percebe, mas também sente com uma intensidade mais viva que no estado de vigília. Cenas, imagens, quadros que, quando estamos acordados, nos impressionam fracamente, tornam-se no sonho causas de alta satisfação ou de vivo sofrimento. Isso nos dá uma idéia do que pode ser a vida do espírito e seus modos de sensação quando, livre do envoltório carnal, sua memória e sua consciência recuperam a plenitude de suas vibrações. Compreendemos desde então como a reconstituição das lembranças do passado pode se tornar uma fonte de tormentos. A alma traz em
si mesma seu próprio juiz, a marca gravada e infalível de suas obras, boas ou más.
Isso foi constatado em acidentes que podiam ter causado a morte. Em certas quedas, durante a trajetória do corpo humano a partir de um ponto elevado acima do solo, ou então na asfixia por submersão, a consciência superior da vítima passa em revista toda a vida passada com uma rapidez espantosa. Ela a revê completamente
em poucos segundos, nos seus mínimos detalhes.
Tudo o que o espírito fez, quis, pensou reflete-se nele. Semelhante a um espelho, a alma reflete todo o bem e todo o mal realizados. Essas imagens nem sempre são subjetivas; pela intensidade da vontade, podem revestir um caráter substancial. Elas vivem e se manifestam, para nossa felicidade ou nosso castigo.
Tendo se tornado transparente no além, a alma julga a si mesma, assim como é julgada por todos aqueles que a contemplam. Apenas em presença de seu passado, vê reaparecer todos os seus atos e suas conseqüências, todos os seus erros, até
mesmo os mais ocultos. Para o criminoso não há descanso nem esquecimento; sua consciência, como um justiceiro impiedoso, o persegue incessantemente. Em vão procura escapar às suas obsessões; seu suplício só poderá acabar se o remorso se
converter em arrependimento e se ele aceitar novas provas terrestres, o único meio de reparação e de regeneração.

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS


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segunda-feira, 29 de julho de 2013

A VIDA NO ALÉM II


Os espíritos inferiores conservam por muito tempo as impressões da vida material. Acreditam ainda viver fisicamente e continuam a sentir, às vezes durante anos, o engano de suas ocupações habituais. Para os materialistas, o fenômeno da morte permanece incompreensível. Por falta de conhecimentos prévios, confundem o corpo fluídico com o corpo físico. As ilusões da vida terrestre ainda persistem neles. Pelos seus gostos e até mesmo pelas suas necessidades imaginárias, estão como que amarrados à Terra. Depois, lentamente, com a ajuda de espíritos benfazejos, sua consciência desperta, sua inteligência se abre à compreensão desse novo estado de vida. Mas, desde que procuram se elevar, sua densidade os faz recair na Terra. As
atrações planetárias e as correntes fluídicas do espaço os reconduzem violentamente para nossas regiões, como folhas secas varridas pela tempestade.
Os crentes ortodoxos vagueiam na incerteza e procuram a realização das promessas do sacerdote e do pastor, o gozo das beatitudes prometidas. Às vezes, sua surpresa é grande, e um longo aprendizado é necessário para se iniciarem nas verdadeiras leis do espaço. Em vez de anjos ou demônios, encontram os espíritos dos homens que, como eles, viveram na Terra e os precederam.
Sua decepção é grande ao verem suas esperanças malogradas, suas convicções transformadas por fatos que de nenhum modo, na educação recebida, os havia preparado. Mas se durante a vida foram bons e submissos ao dever – tendo os atos sobre o destino ainda mais influência do que as crenças – essas almas não poderão ser infelizes.
Para os descrentes e todos aqueles que com eles se recusaram a admitir a possibilidade de uma vida independente do corpo, julgam-se mergulhados em um sonho, cuja duração irá se prolongar até que seu erro seja desfeito. Suas impressões são bastante variadas, assim como os valores das almas. Aquelas que, durante a vida terrestre, conheceram a verdade e a serviram, recolhem, logo que desencarnam, o benefício de suas investigações e de seus trabalhos.
A lei de atração no espaço é a das afinidades. Todos os espíritos estão sujeitos a ela. A orientação de seus pensamentos os leva naturalmente para o lugar que lhes é próprio, porque o pensamento é a própria essência do mundo espiritual, sendo a forma fluídica apenas o vestuário. Por todos os lugares, reúnem-se os que se amam e se compreendem.
Se é apegado às coisas materiais, o espírito permanece ligado à Terra e se mistura aos homens que têm os mesmos gostos, os mesmos apetites. Quando é voltado para o ideal, para os bens superiores, se eleva sem esforço para o objeto de seus desejos. Une-se às sociedades do mundo espiritual, participa de seus trabalhos e desfruta dos espetáculos, das harmonias e do infinito.
Se o pensamento cria, a vontade edifica. A fonte de todas as alegrias, de todas as dores está na razão e na consciência. É por isso que encontramos, cedo ou tarde, no além, as criações de nossos sonhos e a realização de nossas esperanças. Mas o sentimento da tarefa inacabada traz, ao mesmo tempo que os afetos e as lembranças, a maior parte dos espíritos para a Terra. Toda alma encontra o meio que os seus desejos reclamam e irá viver nos mundos sonhados, unida aos seres que estima; aí também encontrará as lamentações, os sofrimentos morais que seu passado gerou.
Nossas concepções e nossos sonhos nos seguem por toda parte. No surto de seus pensamentos e no ardor de sua fé, os adeptos de cada religião criam imagens nas quais acreditam reconhecer os paraísos entrevistos. Depois, pouco a pouco, percebem que essas criações são imaginárias, de pura aparência e comparáveis a vastos panoramas pintados na tela ou a imensos afrescos. Aprendem, então, a se desprender e desejam realidades mais altas e mais sensíveis. Sob nossa forma atual e no estreito limite de nossas faculdades, não poderíamos compreender as alegrias e os êxtases reservados aos espíritos superiores, nem as angústias profundas experimentadas pelas almas delicadas que chegaram aos limites da perfeição. A beleza está por toda parte; só os seus aspectos variam ao infinito, de acordo com o grau de evolução e de depuração dos seres.

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS


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domingo, 28 de julho de 2013

A VIDA NO ALÉM I


A situação do espírito após a morte é a conseqüência direta de suas inclinações, seja para a matéria, seja para os bens da inteligência e do sentimento. Se as inclinações sensuais dominam, o ser forçosamente se imobiliza sobre os planos inferiores, que são os mais densos, os mais grosseiros. Se alimenta pensamentos belos e puros, eleva-se a esferas em relação com a própria natureza de seus pensamentos.
Entretanto, essa seleção não é imediata nem a transição é repentina. Se o olhar humano não pode passar bruscamente da obscuridade para a luz, o mesmo acontece com a alma. A morte nos faz entrar num estado transitório, uma espécie de prolongamento da vida física e anterior à vida espiritual. É o estado de perturbação de que falamos, estado mais ou menos prolongado, conforme a natureza espessa ou etérea do perispírito.
Livre do fardo material que a oprimia, a alma acha-se ainda envolvida na rede dos pensamentos e das imagens – sensações, paixões, emoções – gerada por ela no decurso das suas vidas terrestres; terá de familiarizar-se com a sua nova situação, tomar consciência do seu estado, antes de ser levada para o meio cósmico adequado ao seu grau de luz ou densidade.
A princípio, para a grande maioria, tudo é motivo de espanto nesse outro mundo, onde as coisas diferem essencialmente do meio terrestre. As leis da gravidade são menos rígidas. As paredes não são mais obstáculos. A alma pode atravessá-las e elevar-se nos ares. E, entretanto, certos entraves que ela não pode definir ainda a retêm. Tudo a deixa com medo e hesitação.
Mas os seus amigos de lá vigiam-na e guiam-lhe os primeiros vôos.
Os espíritos adiantados libertam-se rapidamente de todas as influências terrestres e tomam consciência de si mesmos. O véu material se rasga ao impulso de seus pensamentos e perspectivas imensas se abrem. Compreendem quase de imediato sua situação e adaptam-se a ela com facilidade. Seu perispírito, esse instrumento volitivo, organismo da alma da qual nunca se separa, que é a obra de todo o seu passado, pois ela o construiu e teceu pessoalmente com sua atividade, flutua algum tempo na atmosfera.
Depois, de acordo com seu estado de sutileza, de poder, correspondente às atrações distantes, ele se sente naturalmente atraído para associações similares, para agrupamentos de espíritos da mesma ordem, espíritos luminosos que rodeiam o recém-chegado com solicitude, para iniciá-lo nas condições de seu novo modo de existência.

(continua)

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS


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quarta-feira, 6 de junho de 2012

AUXÍLIOS INVISÍVEIS


                Nem sempre conseguimos perceber com lucidez os auxílios espirituais que recebemos de Mais Alto. No entanto, nossa existência é controlada por uma Fonte Divina, perfeita e harmônica, cuja única intenção é a evolução das almas.
                O que nós conhecemos não é a realidade, mas o que a nossa instrumentalidade pode perceber sobre ela. A plenitude da realidade é muito maior do que a idéia ou imagem que concebemos do mundo.
                Podemos definir  como míope espiritual aquele que toma a parte pelo todo e impõe a si e aos outros essa parte como sendo o todo.
                Da mesma forma que não podemos calcular com precisão, e de modo consciente, os benefícios da respiração, da água, dos alimentos e das energias da Natureza em nossa vida orgânica, igualmente não nos damos conta dos benefícios da movimentação desencadeada pelos processos transcendentais que nos alcançam a vida íntima.
                O Criador nos protege de forma contínua, suprindo-nos interna e externamente, quer reconheçamos, ou não.
                Na vida física, a criatura se desenvolve sem notar precisamente como ocorre esse fenômeno invisível em seu cosmo orgânico. /do mesmo modo, espiritualmente, progredimos e amadurecemos sem perceber como se processam o insights, isto é, a clareza súbita na mente, ou os saltos evolutivos promovidos no interior de todas as coisas e seres viventes.
                Quando cremos que os auxílios invisíveis fazem parte de nossa existência, desenvolvemos o potencial de religiosidade – encontrar Deus em nós – e saímos das nossas zonas de conforto para níveis de consciência cada vez mais amplos e elevados.
                No campo da fisiologia, o termo homeostase foi criado para definir o processo auto-regulador pelo qual um organi9smo se mantém num adequado e constante ponto de equilíbrio.
                É um mecanismo de proteção ou de compensação que o corpo físico dispõe para equilibrar as diversas funções e composições químicas internas.
                Podemos traçar um paralelo entre o princípio da homeostase existente no organismo humano com o processo auto-regulador atuante na estrutura da psique.
                No inconsciente, o self, arquétipo central que tem a função de unificar, reconciliar e reequilibrar todo o governo psíquico, mantém, de modo semelhante, uma sabedoria instintiva que pode corrigir desacertos e excessos da consciência, equilibrando-a e protegendo-a dos perigos da alienação.
                Jung colocou no centro de todo processo psicoterápico o princípio do poder atuante e autônomo do inconsciente. A autêntica psicoterapia nada mais é do que saber escutar e acompanhar o outro, com ouvido empático, interpretando as manifestações e possibilidades oferecidas pelo poder criativo e atuante do próprio inconsciente, isto é, a onipresença e onipotência de Deus em nós.
                Esta fé é a entrega incondicional aos desígnios de Deus. Ela não se limita à esfera religiosa, não se identifica com estudos teológicos e eclesiásticos e não se deixa restringir a nenhuma igreja ou seita. Ninguém possui o monopólio dessa fé, uma vez que ninguém pode viver sem ela.
        O auxílio invisível chega a todos nós com a mesma sutileza com que os raios do sol fazem aparecer o dia. Justos e injustos recebem invariavelmente o suprimento divino, e ele desce imperceptível sobre as criações e as criaturas como um orvalho fecundo fundamental à nossa vida de espíritos imortais.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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domingo, 4 de setembro de 2011

O MUNDO ESPIRITUAL PARA OS ESPÍRITOS INFERIORES II



A situação dos suicidas tem analogia com a dos criminosos; muitas vezes, é ainda pior. O suicídio é uma covardia, um crime cujas conseqüências são terríveis. Segundo a expressão de um espírito, o suicida não foge ao sofrimento senão para encontrar a tortura. Cada um de nós tem deveres, uma missão a cumprir na Terra, provas a suportar para nosso próprio bem e elevação. Procurar subtrair-se, libertar-se dos males terrestres antes do tempo marcado é violar a lei natural, e cada atentado contra essa lei traz para o culpado uma violenta reação. O suicídio não põe termo aos sofrimentos físicos nem morais. O espírito fica ligado a esse corpo carnal que esperava destruir; experimenta, lentamente, todas as fases de sua decomposição; as sensações dolorosas multiplicam-se, em vez de diminuírem. Longe de abreviar sua prova, ele a prolonga indefinidamente; seu mal-estar, sua perturbação persistem por muito tempo depois da destruição do invólucro carnal. Deverá enfrentar novamente as provas às quais supunha poder escapar com a morte e que foram geradas pelo seu passado. Terá de suportá-las em piores condições, refazer, passo a passo, o caminho semeado de obstáculos, e para isso sofrerá uma encarnação mais penosa ainda que aquela à qual pretendeu fugir.
                São espantosas as torturas dos que acabam de ser supliciados, e as descrições que delas nos fazem certo assassinos célebres podem comover os corações mais duros, mostrando à justiça humana os tristes efeitos da pena de morte. A maioria desses infelizes acha-se entregue a uma excitação aguda, a sensações atrozes que os tornam furiosos. O horror de seus crimes, a visão de suas vítimas, que parecem persegui-los e trespassá-los como uma espada, alucinações e sonhos horrendos, tal é a sorte que os aguarda.
                Muitos, buscando um derivativo a seus males, lançam-se aos encarnados de tendências semelhantes e os impelem ao crime. Outros, devorados pelo fogo inextinguível dos remorsos, procuram, sem tréguas, um refúgio que não podem encontrar. Sob seus passos, ao seu redor, por toda parte, eles julgam ver cadáveres, figuras ameaçadoras e lagos de sangue.
                Os espíritos maus sobre os quais recai o peso acabrunhador de suas faltas não podem prever o futuro; nada sabem das leis superiores. Os fluidos que os envolvem privam-nos de toda relação com os espíritos elevados que queiram arrancá-los à suas inclinações, pois isso lhes é difícil por causa de sua natureza grosseira, quase material, e do limitado campo de suas percepções; resulta daí uma ignorância completa da própria sorte e uma tendência para acreditarem que são eternos os seus sofrimentos. Alguns, imbuídos ainda de prejuízos católicos, supõem e dizem viver no inferno. Devorados pela inveja e pelo ódio, muitos, a fim de se distraírem de suas aflições, procuram os homens fracos e inclinados ao mal. Apegam-se a eles e insuflam-lhes funestas aspirações. Destes excessos, porém, advém-lhes, pouco a pouco, novos sofrimentos. A reação do mal causado prende-os numa rede de fluidos mais sombrios. As trevas se fazem mais completas; um círculo estreito forma-se e à sua frente levanta-se o dilema da reencarnação penosa, dolorosa.
                Mais calmos são aqueles a quem o arrependimento tocou e que, resignados, vêem chegar o tempo das provas ou estão resolvidos a satisfazer a eterna justiça. O remorso, como uma pálida claridade, esclarece vagamente sua alma, permite que os bons espíritos falem ao seu entendimento, animando-os e aconselhando-os.

Do livro: Depois da Morte- Léon Denis

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sábado, 3 de setembro de 2011

O MUNDO ESPIRITUAL PARA OS ESPÍRITOS INFERIORES I



                A punição do espírito mau continua não só na vida espiritual, mas, ainda, nas encarnações sucessivas que o levam a mundos inferiores, onde a existência é precária e a dor reina soberanamente; mundos que podemos qualificar de infernos.
                A Terra, em certos pontos de vista, deve entrar nessa categoria. Ao redor desses orbes, galés rolando na imensidade, flutuam legiões sombrias de espíritos imperfeitos, esperando a hora da reencarnação.
                A situação do espírito depois da morte é resultante das aspirações e gostos que ele desenvolveu em si. Aquele que concentrou todas as alegrias, toda a sua ventura nas coisas desse mundo, nos bens terrestres, sofre cruelmente desde que disso se vê privado. Cada paixão tem em si mesmo a sua punição. O espírito que não soube libertar-se dos apetites grosseiros e dos desejos brutais torna-se destes um joguete, um escravo. Seu suplício é estar atormentado por eles sem os poder saciar.
                Nada iguala a vergonha, o terror da alma que, diante de si, vê elevar-se sem cessar as suas existências culpadas, as cenas de assassínios e de espoliação, pois se sente descoberta, penetrada por uma luz que faz reviver as suas mais secretas recordações. A lembrança, esse aguilhão incandescente, a queima e despedaça.
                Quando se experimenta esse sofrimento, devemos compreender e louvar a Providência Divina, que, no-lo poupando durante a vida terrena, nos dá assim, com a calma de espírito, uma liberdade maior de ação, para trabalharmos em nosso aperfeiçoamento.
                Os egoístas, os homens exclusivamente preocupados com seus prazeres e interesses, preparem também um penoso futuro. Só tendo amado a si próprios, não tendo ajudado, consolado, aliviado pessoa alguma, do mesmo modo não encontram nem simpatias nem auxílios nem socorro nessa nova vida. Insulados, abandonados, para eles o tempo corre uniforme, monótono e lento. Experimentam triste enfado, uma incerteza cheia de angústias. O arrependimento de haverem perdido tantas horas, desprezando uma existência, o ódio dos interesses miseráveis que os absorveram, tudo isso devora e consome essas alma. Sofrem na erraticidade até que um pensamento caridoso os toque e luza em sua noite como um raio de esperança; até que pelos conselhos de um espírito, rompam, por sua vontade, a rede fluídica que os envolve e decidam-se a entrar em melhor caminho.
               
Do livro: Depois da Morte- Léon Denis

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