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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

PACIÊNCIA E CORAGEM

Incompreensões te envolvem a estrada, dificultando-te os passos...
Paciência e coragem.
Desgostos francamente inesperados aparecem-te de súbito...
Coragem e paciência.
Notícias fulminantes esfogueiam-te os ouvidos...
Paciência e coragem.
Enfermidades sitiam-te a casa, conturbando-te a vida...
Coragem e paciência.
Surpresas amargas te procuram, às vezes, por dentro do próprio lar...
Paciência e coragem.
Entes queridos se te transformam em aflitivos problemas.
Paciência e coragem.
Conflitos e tentações assomam-te ao pensamento, ameaçando-te a consciência tranquila...
Coragem e paciência.
Sejam quais forem os obstáculos que te desafiem, aciona essas duas alavancas da paz, porque a coragem te manterá o coração ligado à fé no Divino Poder que nos rege os dias e a paciência é a luz da esperança que nasce de nós, assegurando-nos a vitória sobre nós mesmos nas lutas edificantes do dia-a-dia.


Fonte: ENDEREÇOS DE PAZ – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

quarta-feira, 10 de maio de 2017

MAIS UM POUCO

Quando estiveres à beira da explosão, na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio nos poupará enormes desgostos.
Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações.
Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz.
Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o entendimento mais um pouco e não sofreremos o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.
Quando a lição oferecer dificuldades à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será clara resposta à nossa expectativa.
Quando a ideia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-nos-á alegria perene.
Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao nosso campo de ação.
Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue auxiliando aos outros, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.
Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco mais de paciência, amor, renúncia e boa vontade, em favor de teu próprio bem-estar.
O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

PACIÊNCIA

Espírito: EMMANUEL.
Onde estejas, apresentar o nome que te assinala, a ideia que te dirige, a roupa que te acolhe e os sinais que te identificam.
Em teu benefício próprio não olvides carregar onde fores a energia da paciência que te garanta a serenidade.
Se alguém te anuncia catástrofes iminentes, qual se trouxesse na boca o vozerio das trevas, ouça com paciência e perceberás que a vida permanece atuante, acima de todas as calamidades, à maneira do sol que brilha invariável, sobre todos os aguaceiros.
Quando a provação te visite, a modo de ventania destruidora, sofre com paciência e colherás dela renovado vigor semelhante à árvore que se refaz pela angústia da poda.
Diante do golpe que te alcança as fibras mais íntimas, suporta com paciência as dores do reajuste e cicatrizarão valorosamente as chagas do coração conquistando os louros da experiência.
Padeces inesperada injúria dos entes amados que te devem carinho, no entanto, passa por ela com paciência e, amanhã, ser-te-ão mais afeiçoados e mais amigos.
Tolera a deserção de companheiros queridos que te deixam nas mãos o sacrifício de duras tarefas acumuladas, contudo, prossegue com paciência no trabalho que o mundo te reservou e mais tarde, teus ideais e serviços se erigirão por alimento e refúgio em favor deles mesmos.
Irritação é derrota prévia.
Queixa é adiamento do melhor a fazer.
Reclamar é complicar.
Censurar é destruir.
Em todos os males que te firam, usa a dieta da paciência assegurando a própria restauração.
E toda vez que sejamos induzidos a condenar alguém por essa ou aquela falta, inventariemos nossas próprias fraquezas e reconheceremos de pronto que nos encontramos de pé, em virtude da paciência inexaurível de Deus.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

TEMPO DE PERSEVERAR

                É inegável que a modernidade trouxe consigo grandes benefícios para a humanidade. Hoje, temos acesso a pessoas, informações e produtos de maneira quase instantânea. Distâncias e temos foram virtualmente eliminados. Essa nova realidade, contudo, tem também os seus contratempos.
                Zygmunt Bauman, ilustre sociólogo polonês criador do conceito de “modernidade líquida” e um dos mais influentes pensadores da atualidade, afirmou em recente visita ao Brasil: “Se demoramos mais de um minuto para acessar a internet quando ligamos o computador, ficamos furiosos. Um minuto só! Nosso limiar de paciência diminuiu. Outra coisa é a persistência. Conseguir algo contém em si um número de fracassos que faz com que você perca tempo e tenha que recomeçar do zero. E isso é muito complicado. Não é fácil manter essa persistência nesse ambiente com tanto ruído e tantas informações que fluem ao mesmo tempo de todos os lados.
                O ser urbano e globalizado da atualidade vai, cada vez mais, perdendo contato com os ciclos e processos naturais de desenvolvimento presentes em cada aspecto da natureza, passando a acreditar que todos os mecanismos da vida são regidos pela mesma velocidade do mundo em que está inserido. Em termos de conquistas espirituais, no entanto, o processo é muito diverso, como nos adverte o benfeitor Emmanuel: “Não te creias capaz de trair o espírito de sequência que rege todas as forças e todas as tarefas da natureza”.
                É por alimentarem a ilusão de que as aparentes facilidades da modernidade estarão também presentes na busca pelos valores eternos que muitos se frustram e acabam desistindo ante os primeiros obstáculos encontrados, perdendo preciosas oportunidades de crescimento espiritual. Tudo que traga consigo algum tipo de dificuldade ou exija uma maior cota de sacrifício e de tempo para ser alcançado é então descartado, tido como inconveniente, valorizando-se assim, na maioria das vezes, as conquistas transitórias em detrimento das imperecíveis.
                Disse-nos, porém, o Mestre: “quem perseverar até ao fim, esse será salvo”. O termo utilizado pelo evangelista, traduzido no texto como perseverar, está vinculado à palavra grega hypomoné, de significação ampla, à qual também se podem relacionar, além da perseverança, a resistência, a firmeza e a paciência. Por essa razão, ora é traduzida nos evangelhos como perseverança, cora como paciência. Fica assim evidenciada a profunda ligação entre estas duas virtudes, definidas por Jesus como essenciais para a salvação, isto é, para a redenção espiritual do ser. Complementa ainda Emmanuel: “O tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer. Sem o concurso do tempo, secundado pela perseverança e pela paciência, não existem deificações reais para o espírito.
                As Leis Divinas não se harmonizam com privilégios ou subterfúgios. A questão é de vontade e esforço pessoal, de saber perseverar, com paciência, até à conquista dos valores imortais. Para todo aquele, pois, que se propõe a seguir as pegadas imperecíveis do Divino Mestre, ecoam, pelos séculos afora, as sublimes palavras: “Com a vossa perseverança adquiram as vossas almas”.

Artur Valadares 


Fonte: Jornal Tribuna do Espiritismo – nov/2015
imagem: google

segunda-feira, 6 de julho de 2015

ALTRUÍSMO IV

                A paciência é o próximo passo na execução do programa altruístico.
                Há um inter-relacionamento entre os vários requisitos para a integral vivência do altruísmo, que erradica as causas dos sofrimentos. Um fator depende do outro, que são conquistas do espírito na sua busca de perfeição.
                Tornando-se saudável exercício de elevação moral, cada um promove a área do sentimento, desenvolvendo o intelecto na arte de compreender para servir, de crescer para libertar-se, de entesourar conhecimentos para os distribuir.
                A paciência, em razão disso, é relevante, pelo significado de criar condições no tempo próprio para cada realização. Nem a postergação do labor, tampouco, pressa, irreflexão, que não conduzem aos resultados que se esperam.
                Ela harmoniza as aspirações humanas, elucidando sobre o valor da ação contínua, bem elaborada, que atende a cada tarefa ao momento oportuno.
                Faculta repetir qualquer labor malogrado com o mesmo entusiasmo, ensinando como realizá-lo da maneira mais eficiente, sem o cansaço que induz ao pessimismo, ao abandono da realização. Sabe que tudo quanto hoje não pode ser feito sê-lo-á depois, desde que se persevere no tentame.
                A vida se agiganta, molécula a molécula, em clima de harmonia, em paciente e incessante movimentação.
                A paciência estimula a coragem, que se esforça para colimar os resultados. Essa coragem é fruto do conhecimento das leis que propiciam a insistência no programa do altruísmo.
                A coragem é valor moral para enfrentar a luta e perseverar nela, nunca a abandonando sob qualquer pretexto. O esforço contínuo permite o prosseguimento da ação, que realiza o programa estabelecido.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 1 de julho de 2015

PACIÊNCIA E CARIDADE

                Aturdem-te os comentários malsãos que são entretecidos contra a tua pessoa, ferindo-te as mais caras aspirações.
                Sofres o aguilhão das dificuldades e malícias que são postas no teu caminho, atingindo as carnes da tua alma.
                Padeces a incompreensão gratuita de pessoas bem formadas, que se deixam anestesiar pelos vapores da antipatia e voltam a sua animosidade contra ti, não descansando na faina de sensibilizar-te.
                Experimentas angústia, quando te informas dos problemas inconsequentes que são criados, envolvendo teu nome e tua ação em rudes colocações ou informes pejorativos.
                Gostarias, talvez, de caminhar sem tropeço, desconhecendo impedimentos. Todavia, não te olvides que te encontras na Terra e este é o campo ao qual foste chamado para o serviço.
                Além de auxiliar-te a desenvolver a paciência e exercitar-te a humildade correta, propicia-te o desapego aos transitórios conceitos do mundo.
                Nem mesmo Jesus, impoluto e incorruptível, experimentou uma trajetória de exceção, padecendo azorragues de todo tipo e qualidade, a fim de ensinar-nos coragem e valor.
                Diante das dores que te chegam oriundas das mais variadas gêneses, vive a caridade da paciência.
                Caridade para com aqueles que te não compreendem a paciência ante a prova.
                Desprezado e estigmatizado pela intolerância e insistência dos que preferem perseguir a servir, adestra-te na caridade da paciência.
                Caridade difícil é desculpar o ofensor e tê-lo em conta de enfermo, necessitado da tua amizade e consideração. Ao mesmo tempo, é caminho iluminativo para tuas aspirações, através de paciência com perseverança no dever.
                São caridade a doação de amor, a transferência de recursos e moedas para amenizar provações e dores, os socorros fraternos da sopa e o pão, todavia, a paciência em relação aos que se obstinam em dificultar-nos a marcha no bem, buscando o Pai, constitui a excelente caridade moral de que todos necessitamos, desde que, ontem por certo, tenhamos delinquido, aprendendo, agora, a reparar, ou estejamos a equivocar-nos necessitando, por nossa vez, da doação da benevolência do nosso próximo.
                A caridade da paciência é das mais expressivas virtudes que o cristão autêntico deve cultivar.
                Jesus, esperando-nos e amando-nos sem cansaço, até hoje, oferece-nos o exemplo sublime e sem retoques da caridade pela paciência.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 22 de março de 2012

PACIÊNCIA


                A paciência é a qualidade que nos ensina a suportar com calma todas as impertinências. Consiste em extinguirmos toda sensação, tornando-nos indiferentes, inertes para as coisas mundanas, procurando nos horizontes futuros as consolações que nos levam a considerar fúteis e secundárias todas as tribulações da vida material.
                A paciência conduz à benevolência. Como se fossem espelhos, as almas reenviam-nos o reflexo dos sentimentos que nos inspiram. A simpatia produz o amor; a sobranceria origina a rispidez.
                Aprendamos a repreender com doçura e, quando for necessário, aprendamos a discutir sem excitação, a julgar todas as coisas com benevolência e moderação. Prefiramos os colóquios úteis, as questões sérias, elevadas; fujamos às dissertações frívolas e bem assim de tudo o que apaixona e exalta.
                Acautelemo-nos da cólera, que é o despertar de todos os instintos selvagens amortecidos pelo progresso e pela civilização, ou, mesmo, uma reminiscência de nossas vidas obscuras. Em todos os homens ainda subsiste uma parte de animalidade que deve ser por nós dominada à força de energia, se não quisermos ser submetidos, assenhoreados por ela. Quando nos encolerizamos, esses instintos adormecidos despertam e o homem torna-se fera. Então, desaparece toda a dignidade, todo o raciocínio, todo o respeito a si próprio. A cólera cega-nos, faz-nos perder a consciência dos atos e, em seus furores, pode induzir-nos ao crime.
                Está no caráter do homem prudente o possuir-se sempre a si mesmo, e a cólera é um indício de pouca sociabilidade e muito atraso. Aquele que for suscetível de exaltar-se, deverá velar com cuidado as suas impressões, abafar em si o sentimento de personalidade, evitar fazer ou resolver qualquer coisa quando estiver sob o império dessa terrível paixão.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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