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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 14 de outubro de 2017

CONSCIÊNCIA E PLENITUDE

                Não temas a morte, nem receies a vida.
                Vive de tal forma que ante a desencarnação te encontres em paz, atravessando o fenômeno biológico com a naturalidade de quem adormece com a certeza inconsciente do despertar.
                Nenhuma expectativa, inquietação alguma.
                Prepara-te para te transferires da faixa orgânica para a espiritual com segura tranquilidade.
                Enquanto estejas na vida corporal, exercita-te na fraternidade, não te deixando perturbar por querelas e paixões dissolventes.
                Cuida de viver, com intensidade e sem cansaço, as horas da existência, deixando-as passar com real aproveitamento, de modo que a recordação delas não te cause remorso ou lamentação.
                Às vezes, breves minutos no corpo são definidores de futuro auspicioso, em face da claridade de consciência para identificar os erros praticados e assimilar realizações plenificadoras.
                Os momentos de consciência profunda, objetiva, proporcionam a memória da plenitude, passo inicial para a integração no espírito total da vida.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis       
imagem: google 

sábado, 5 de dezembro de 2015

LIBERTAÇÃO DO SOFRIMENTO

                Seja qual for o tipo de sofrimento, as suas garras produzem chagas de demorado processo degenerativo, que leva, às vezes, à alucinação, ao despautério, às arbitrariedades, especialmente as pessoas destituídas de resistências morais.
                Normalmente, a sua intensidade é captada conforme a sensibilidade de quem o experimenta.
                Sofredores há, na esfera física, portadores de alta capacidade para suportar-lhe a injunção, que, no entanto, tombam, desalentados, quando eles se apresentam no campo moral.
                A recíproca é verdadeira, consagrando os heróis das resistências quase inacreditáveis, sob o jugo dos terríveis acúleos cravados  nos tecidos da alma.
                O sofrimento está muito relacionado com o processo de evolução espiritual.
                A ampla sensibilidade faculta-lhe maior profundidade emocional, que responde pelas angústias e desagregações interiores, sem queixumes, nem acusações. O padecente silencia a dor e deixa-se estraçalha interiormente, em especial quando tomba nas aflições morais, derivadas da traição, da injustiça, da crueldade, do abandono, do isolamento...
                Se possuem fé religiosa e transferem o testemunho para o futuro espiritual, suportam melhor as lâminas cortantes com equilíbrio, logrando vencer a conjuntura, superando-se e saindo da crise com amadurecimento e paz. As enfermidades de larga duração aformoseiam-lhes o caráter e dão-lhes maior quota de amor aos sentimentos, que transbordam de ternura.
                Quando atingem aqueles que estagiam em faixas menos evolutivas, as enfermidades brutalizam-nos e asselvajam-lhes as bases dos sentimentos, que se desenvolviam noutra direção benéfica.
                O espiritismo, em razão da sua complexa estrutura cultural, científica, moral e religiosa, é a doutrina capaz de equacionar o sofrimento, liberando as suas vítimas.
                Carl Gustav Jung foi possivelmente quem melhor penetrou a realidade do sofrimento, propondo a sua elucidação e cura. Enquanto a preocupação geral se baseava nos resultados físicos, no bem-estar emocional, sob a angulação médica, ele recorreu a dois métodos para encontrar-lhe a gênese e a solução: os sonhos e a imaginação.
                Embora reconhecesse que toda generalidade peca por insuficiência de recursos para o atendimento, desde que cada caso é específico e exige uma linguagem terapêutica especial, adotava os dois comportamentos como método eficaz para os resultados saudáveis.
                Ao mesmo tempo recomendava o apoio religioso, portador de excelentes contribuições para a cura da alma, na qual se sediam todas as causas dos sofrimentos.
                A individuação e a marcha na direção do numinoso constituíram-lhe valiosos mecanismos terapêuticos para os problemas dos pacientes que o buscavam.
                A promoção moral proposta elo espiritismo e a contribuição extraordinária que dá, através do fato de ser a alma imortal – herdeira dos próprios atos que, equivocados, são geradores de sofrimentos – e da reencarnação – em cujos renascimentos o ser espiritual se depura, mediante, não raro, o sofrimento – constituem terapias irrecusáveis, no programa de eliminação da dor no homem e na Terra.
                O sofrimento tem vigência transitória, por ser efeito do desequilíbrio da energia que, direcionada para o bem pra o amor, deixa de desarticular-se, facultando aos seres a iluminação, a plenitude, portanto, a saúde integral, que a todos os seres do mundo está reservada pelo Pai Criador.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

SOFRIMENTO NO ALÉM-TÚMULO III

                Ninguém pense em morrer para libertar-se, caso não se libere antes do fenômeno de alterações biológicas pelo processo da morte.
                A ilusão que se permitem os indivíduos, conceituando a vida como um acidente biológico, é a grande responsável pelos disparates que lhe engendram dor e sofrimento.
                Somente a conscientização, a verdadeira individuação permitem uma vida saudável, na Terra e além dela, quando ocorrer o fenômeno da  morte, em natural processo final de ciclo biológico.
                Prosseguindo o ser, além da disjunção cadavérica, com a consciência de si mesmo, é natural que permaneçam nele impressas as sensações e emoções amplamente vividas. Como efeito, aquelas que lhe constituíram bênção ou desarmonia predominam com mais vigor, dando curso à vida, embora noutra dimensão.
                Nessa panorâmica ressaltam as impressões grosseiras, de que não quis ou não se pode libertar, gerando sofrimentos correspondentes, qual se permanecesse na esfera física.
                Como é compreensível, as fantasias cultivadas e os desequilíbrios da insensatez geram, na área dos sentimentos, amarguras, que são complementadas pelos complexos resultados da consciência de culpa, em razão dos erros perpetrados e de tudo quanto de positivo ele houvera podido realizar e não logrou fazer.
                A consciência que se apresenta culpada engendra mecanismos de reparação que se transformam em pesadelos de arrependimento desnecessário, assim permanecendo como látego inclemente a impingir-lhe punição.
                O arrependimento deve constituir um despertar da responsabilidade que convida à reconstrução, à renovação, à ação reparadora sem aflição nem desdita.
                O sofrimento no além-túmulo também assume condições chocantes, quando o desencarnado, através da perturbação do após morte, entrega-se às ideoplastias do cotidiano, construindo psiquicamente um clima e uma realidade, nos quais se envolve, que lhe proporcionam o prosseguimento do estado orgânico com as suas difíceis conjunturas, agora em situação diferente, prolongando a ilusão carnal com todos os seus ingredientes perturbadores, que são resultado do apego à matéria, de que se não libertou realmente, apesar do fenômeno biológico da morte.
                É indispensável a libertação dos condicionamentos materiais, disciplinando a mente e a vontade, de modo a adaptar-se de imediato à vida-além-da-vida. Somente assim o sofrimento pode ser evitado, especialmente se a existência corporal fez-se caracterizar pelas ações enobrecidas, atingindo a finalidade precípua da reencarnação, que é a busca da felicidade.
                A educação moral e espiritual do ser é o instrumento seguro para libertá-lo do sofrimento na Terra, como no além-túmulo, facultando-lhe vida em abundância de paz.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 14 de novembro de 2015

SOFRIMENTO NO ALÉM-TÚMULO II

                Ninguém se evade das consequências dos seus atos, como planta alguma produz diferente fruto da sua própria estrutura fatalista.
                O amor é a grande lei da vida. É o amor que estabelece o critério de justiça com igualdade para todos, respondendo em reação conforme praticada a ação.
                A conduta mental e moral cultivada durante a existência corporal propicia resultados correspondentes, impregnando o ser com os hábitos que se transformam em experiências de libertação ou retenção, consoante a qualidade de que se revestem.
                O prolongamento da  vida após a morte física faz-se com as mesmas características, resultando as  fixações como futuros critérios de comportamento. Porque a mente viciada gera necessidades que não encontram correspondente satisfação, o sofrimento é a presença constante naqueles que se enganaram ou lograram prejudicar os outros.
                Consciências encarceradas na ignorância das leis da vida, quando são chamadas ao sofrimento purificador, entregam-se à rebeldia e buscam fugir da colheita que lhes chega mediante o suicídio horrendo.
                Para a própria desdita, mais dolorosa, encontra a vida que ultrajaram com o gesto desvairado, soando às novas dores a frustração por constatarem-se como indestrutíveis, e as aflições decorrentes do ato praticado, eu produz dilacerações no perispírito que passa então a sofrer males que não conduzia. Além desses, que estão na sua realidade espiritual, as consequências infelizes, tais: a dor dos familiares ou a revolta que neles se instala; o exemplo negativo, que estimula outras futuras defecções; os problemas que recaem sobre os que ficaram, produzindo-lhe sofrimentos inenarráveis, que se arrastam por decênios largos até o momento do retorno à Terra, com as marcas da deserção.
                Noutros casos, buscando fugir às enfermidades degenerativas, outras pessoas recorrem a eutanásia, na ingênua perspectiva do sono eterno sem despertar, quando tudo fala de vida, de atividade, de progresso.
                O letargo que buscam é povoado de pesadelos sombrios e presenças espirituais impiedosas, que lhes invectivam o ato e as atormentam sem descanso.
                A morte, em hipótese alguma, faz cessar o sofrimento, porque, não anulando a consciência, faculta-lhe logicar e vivenciar o prosseguimento das experiências, e porque as percepções pertencem ao espírito, continuam sendo transformadas nas delicadas engrenagens da energia em sensações e emoções. Daí a manifestação do sofrimento corrigindo os erros e conduzindo o infrator à reparação.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SOFRIMENTO NO ALÉM-TÚMULO I

                A culpa assinala a consciência que se abre em chaga viva até a reparação do erro, a recomposição do campo energético agredido. O arrependimento sincero ou os propósitos honestos de reabilitação não bastam para conceder o reequilíbrio no psiquismo e na emoção do delinquente. Por isso, quanto mais esclarecido e lúcido o infrator, tanto maior o grau da sua responsabilidade.
                O erro retém o seu autor nas próprias malhas, que este deve desfazer mediante a correção do que foi praticado. Esse labor faculta dignificação, promovendo o indivíduo.
                Liberado do mal praticado, adquire experiência e abanca, estrada fora, no rumo de novos patamares para a felicidade, sem retentivas na retaguarda.
                Nem mesmo o perdão que a vítima concede ao seu malfeitor libera-o da consciência de culpa. Ajuda-o, naturalmente, a sentir-se melhor consigo próprio e com aquele a quem prejudicou, estimulando-se, ele mesmo, para reparar o dano causado. Mediante a concessão do amor e não o ódio em forma de revide, torna-se-lhe mais factível a vitória, a recuperação moral, assim liberando-se do sofrimento.
                A ilusão da posse, a presença das paixões primitivas, o egoísmo, agasalhados enquanto ao corpo, transferem as chagas que geram para além da sepultura.
                Desde que o homem é espírito e este energia, as suas mazelas permanecem impregnadas, produzindo as ulcerações alucinantes onde quer que este se encontre: no corpo ou fora dele.
                Não provocando real alteração em ninguém, a morte apenas transfere os seres de posição e situação vibratória, mantendo-os conforme são.
                É natural que a troca de indumentária imposta pelo cessar do fenômeno biológico não lhe arranque as estratificações na área da energia, portanto, na sede da consciência.
                O desencarnado desperta além das vibrações moleculares do corpo com as mesmas aptidões, ansiedades, engodos, necessidades cultivadas, boas ou más, voltando a assumir a postura equivalente ao grau de evolução em que estagie.
                As sensações que lhe são predominantes da individualidade permanecem-lhe, quando atrasado, sensual, amante dos prazeres, vinculado aos pensamentos sinistros, licenciosos, egoísticos, fazendo-o experimentar a mesma densidade vibratória que lhe era habitual durante a conjuntura  orgânica. Rematerializa-se e passa a viver como se estivesse encarcerado no corpo somático sofrendo-lhe todos os limites, conjunturas, condicionamentos, doenças, desgastes...  A mente, escrava das sensações, elabora formas ideoplásticas que o aturdem e infelicitam, tornando-lhe o sofrimento de difícil descrição.
                Tenta o contato com os familiares e amigos que ficaram, e eles não se apercebem, o que lhe inflige dores morais superlativas, levando-o à loucura, à agressividade, ao desalento.
                Em alguns momentos esbraveja e exaure-e, entregando-se aos paroxismos do desespero e desmaia, para logo recomeçar, sem termo, até quando brilha na consciência entenebrecida o amor, que o desperta para outro tipo de sofrimento, o do remorso, do arrependimento que o conduz ao renascimento, para recuperação sob os estigmas da cruz que traz insculpida na existência.
                Enquanto não lhe chega esse socorro, une-se em magotes de desesperados, construindo regiões dantescas, onde se homiziam e prosseguem sob o açodar das penas que o automatismo das leis de Deus, neles próprios, como em todos nós inscritas, impõem.
                O sofrimento, nessas regiões, decorre dos atentados perpetrados com a anuência da razão.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

SOFRIMENTO ANTE A MORTE II

                O orgulho desmedido e a presunção pessoal são-lhes os adversários mais rigorosos, que não lhes permitem raciocinar diante do que acontece com todos os seres.
                Acompanham a ocorrência da morte em toda parte com as demais pessoas, porém, acreditam que não ocorrerá com eles, pelo menos, por enquanto... Um enquanto que se alonga no tempo, indefinidamente, na dimensão do seu capricho.
                Como a morte não interroga antes os interessados na vida, ao arrebatá-los, deixa surpresos os seus afetos, eu se entregam às desordens emocionais e aos desnecessários sofrimentos eu os arrasam.
                A morte sempre produz sentimentos contraditórios, naqueles que partem, como naqueloutros que ficam.
                Quem considerou e se preparou para o acontecimento, logo se adapta após o choque inicial, como é compreensível. No entanto, para aquele que ao corpo delegou todos os interesses, a surpresa é substituída pelo desgosto ante o sucedido, acompanhado por injustificável revolta, que causa males insuspeitados.
                O sofrimento que decorre da morte é, portanto, resultado da óptica pela qual se observam e se acompanham os mecanismos da vida.
                Constituem fenômenos naturais a dor da saudade, a melancolia, a preocupação com o estado do ser que partiu, como decorrência de necessárias provações para o amor, que precisa sublimar-se através da ausência física e de todas as implicações dela decorrentes.
                Como a real, a verdadeira felicidade não se pode fruir no mundo físico, dia chegará, logo mais, para vivê-la, onde não haja morte, nem separação, nem dor.
                Assim, deve-se viver, preparando-se para morrer, meditando na morte, a fim de lhe não sofrer a injunção aflitiva, evitando o desespero e todo o seu séquito de agentes perturbadores.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

SOFRIMENTO ANTE A MORTE I

                A impermanência de todas as coisas e pessoas no mundo físico é também extensiva à conjuntura do sofrimento.
                A sua vigência resulta da intensidade dos fatores causais que o engendraram.
                O campo de energia afetado, no caso das doenças, terminada a prova ou a expiação que depuram, recompõe-se, facultando o equilíbrio. Não obstante, nos sofrimentos morais, quando a desarmonia é emocional, por meio do autocontrole, da oração, da meditação, das ações de beneficência, o ser mais facilmente se libera, deixando de valorizar demasiadamente as ocorrências aflitivas, considerando-as naturais no processo evolutivo, e, por consequência, aceitáveis.
                A aceitação do sofrimento é o passo decisivo para a liberação dele, enquanto a rebeldia produz efeito totalmente contrário.
                Compreendendo-se que o corpo é uma organização delicada, sujeita a deterioramento, desgaste e transformação pelo fenômeno da morte, nele não se colocam as bases da vida, nem se fixam as realidades essenciais. Assim, quando lhe sucedam as desconexões e os desajuste, advindo-lhes a interrupção, a morte não se transforma em motivo de desgraça, de ruína.
                A preparação conveniente para enfrentar a morte faculta uma aceitação do seu fatalismo, e, portanto, uma diminuição do sofrimento.
                Quem, na vida material deposita todas as suas aspirações e nela vê um fim único, constatando-lhe a interrupção, o cessar de manifestações, experimenta superlativas dores morais, que se transformam em sofrimentos físicos sem lenitivo imediato.
                Assim, as dores tem mito a ver com as disposições psicológicas de cada indivíduo, a maneira de encarar a vida e a sua estrutura, os acontecimentos e as suas matrizes.
                A morte, por ignorância da vida, tem sido através dos milênios a causa de sofrimentos inimagináveis, desencadeadora de tragédias e de desconforto sem-fim.
                Todo fenômeno biológico que se inicia, naturalmente cessa. Tudo que nasce, no plano físico, interrompe-se, transforma-se, portanto, morre.
                Não há prazo, nem determinismo absoluto de tempo, dependendo de inumeráveis razões para que o ciclo que começou se encerre... Assim, a morte é inevitável e o sofrimento que ela gera resulta somente de má interpretação dos objetivos da vida.
                O apego à forma transitória, que se decompõe, produz a perturbação emocional, dando ideia de que tudo se consumiu, nada mais restando como finalidade da existência humana.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 13 de outubro de 2015

TERAPIAS ALTERNATIVAS II

                Outra prática e inestimáveis resultados é a ioga, especialmente para a emoção em desequilíbrio, para os graves problemas psicológicos e alguns outros na área da saúde.
                Através da meditação, de exercícios rítmicos, de várias outras técnicas, é despertada a sua energia pode ser canalizada convenientemente, atendendo os chakras, ampliando a área da consciência espiritual e facultando saúde física, vitalidade, harmonia nervosa.
                A ioga faculta o equilíbrio psicofísico, transformando-se em terapia alternativa de grande valor.
                A cromoterapia talvez se haja inspirado na helioterapia, que consiste, esta última, na utilização dos raios solares, com equilíbrio, provocando uma ativação salutar dos mecanismos vitais do corpo.
                A colesterina, por exemplo, sob a ação dos raios ultravioletas se transforma na vitamina D ou anti-raquítica.
                É de excelente resultado, quando sob cuidadoso controle, mediante aumento de tempo sob a exposição solar.
                A cromoterapia, mediante a aplicação de cores, propicia alguns resultados favoráveis na área da saúde, especialmente no estado psíquico em desalinho dos indivíduos.
                A cor vermelha é considerada excitante, enquanto o azul é calmante. Com essa conclusão aplica-se a cor vermelha nos estados melancólicos e a azul nos de exaltação.
                A cromoterapia devidamente aplicada, através de um correto conhecimento das cores e dos efeitos, proporciona estados de recuperação da saúde.
                A luz vermelha, por exemplo, em determinados estados infecciosos, como na varíola, faculta bons resultados.
                A homeopatia nasceu por volta de 1796, quando Samuel Hahnemann iniciou a sua aplicação. Ele havia experimentado em si mesmo e nos familiares por seis anos a nova terapêutica, cujos resultados foram surpreendentes.
                A homeopatia se fundamenta no princípio que os semelhantes curam os semelhantes e, através de diluições infinitesimais, nas quais, teoricamente, não devem existir moléculas da substância original, o medicamento deixa de ser químico para tornar-se físico.
                Como tudo no universo são energia e matéria, que se convertem, devem-se aplicar os recursos energéticos para que se reequilibre o organismo físico, na sua essência, igualmente constituído de energia necessária à vida.
                E multiplicam-se as terapias alternativas: psicobiofísicas, das vidas passadas, cirurgias psíquicas e mediúnicas, hipnose, ao lado da fitoterapia ou flora medicinal, cristalterapia e outras cooperando para a saúde, o reequilíbrio da criatura na Terra, a diminuição e mesmo o desaparecimento do sofrimento no mundo.
                Considerando a valiosa contribuição de todas elas, não podemos esquecer que é na transformação moral do indivíduo para melhor, na ação da caridade – como prescreve o espiritismo, respaldado no conceito de Cristo, àqueles a quem sarou, para que não voltassem a pecar, a fim de que não lhes acontecesse nada pior – que a cura real se processa e o sofrimento se dilui, cedendo lugar à paz e ao equilíbrio psicofísico.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 10 de outubro de 2015

TERAPIAS ALTERNATIVAS I

                A ignorância, geradora do egoísmo, que propicia o apego e a paixão às pessoas e coisas, é a grande responsável pelos sofrimentos.
                Considerando-se a impermanência de tudo, em um mundo em constantes alterações, o apego representa a ilusão para deter a marcha dos acontecimentos e reter tudo mais, impossibilitando o surgimento da realidade.
                O impermanente é a materialização transitória da realidade, e, por consequência, todo apego exagerado à forma produz sofrimento em razão das inevitáveis alterações que ela experimenta. Corresponde à ilusão de pretender-se deter o tempo, que deixará frustrado aquele que se apega a tal intento.
                Assim, a maioria das enfermidades se origina na área emocional, como efeito do desequilíbrio da energia, transferindo-se para o psíquico ou o físico, produzindo lesões que alteram a estrutura orgânica.
                As terapias da medicina clássica objetivam, quase sempre, deter as doenças, destruir os invasores perniciosos, sustentar o corpo.
                Toda a filosofia médica ocidental centraliza-se nesse objetivo como essencial à saúde, com pequenas variações metodológicas.
                A sabedoria oriental, em contrapartida, estabelece, há milênios, que, sendo as doenças efeitos degenerados da energia pelos fatores já examinados, elas devem ser combatidas nas suas causas.
                Assim, variam as técnicas alternativas para a aquisição da saúde, mediante a supressão da sua causalidade.
                Ressurgem agora, no ocidente, essas terapias, abrindo espaços para a eliminação ou, pelo menos, modificação do sofrimento, propondo a restauração do equilíbrio energético no ser.
                A ciência espírita, por sua vez, reconhecendo que todo sofrimento decorre do mau uso do livre-arbítrio pelo homem, nos valores morais em recomposição se encontra o mecanismo essencial para a liberação do mesmo.
                A tese é extensiva à problemática das doenças.
                Sem uma correspondente transformação moral do paciente, a terapia que se lhe aplique, quando enfermo, poderá modificar-lhe o quadro orgânico, não , porém, liberá-lo, porquanto ao primeiro ensejo, ela ressurgirá ou facultará a manifestação de outras patologias já vigentes no campo vibratório não reequilibrado.
                As terapias alternativas preocupam-se, essencialmente, com o homem integral, com todo o complexo que se exterioriza no corpo e não apenas com este.
                A acupuntura, por exemplo, considera o corpo como um instrumento de um sistema energético, portanto, não-físico, o que equivale dizer, menos denso do que aparenta. Esse sistema tem prevalência sobre todo o conjunto, qual se fosse um outro sistema nervoso mais complexo, sustentando toda a aparelhagem delicada e os seus implementos mais sutis da organização somática. Encarrega-se de manter a interação mente-corpo, emoção-sensação, pensamento-matéria.
                A técnica da acupuntura busca, através do corpo físico, alcançar o campo de energia e vitalizá-lo, eliminando os bloqueios impeditivos da irrigação de forças mantenedoras da saúde.
                Face a qualquer bloqueio na corrente de energia ou desequilíbrio proveniente da força mental devastadora e dos atos morais reprocháveis, as enfermidades se instalam. Aplicando-se agulhas nos pontos de acupuntura, reequilibra-se a energia no meridiano, desbloqueando-o e o sistema gerador se refaz, restaurando a saúde.
                Esses pontos sensíveis podem facultar a anestesia para tratamentos cirúrgicos nos casos mais graves, partos, etc.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 26 de setembro de 2015

TERAPIA DESOBSESSIVA II

                A constante ingestão psíquica da onda mental enfermiça produz distúrbios orgânicos variados, que facultam a instalação de germes destrutivos da saúde ou provocam, por si mesma, degenerações celulares, ulcerações, disfunções de diversos órgãos.
                A desobsessão, por consequência, é a terapia especializada e única possuidora dos recursos para a libertação do alienado.
                Mediante o esclarecimento do espírito enfermo, imbuído da falsa ideia de justiça, dever-se-á dissuadi-lo do infeliz propósito, demonstrando-lhe o erro em que se encontra e induzi-lo à certeza de que o amor de  Deus tudo resolve.
                Concluída essa tarefa, que exige a interferência de um médium educado – quando o fenômeno da psicofonia atormentada não se dá através do próprio paciente – é indispensável a conscientização da vítima, a fim de que busque a reabilitação por meio de uma mudança de comportamento mental e espiritual.
                Essa reforma moral do obsidiado fará que o seu atual perseguidor constate-lhe o esforço para melhorar-se, demonstrando arrependimento das ações infelizes, e asserenando o ânimo torne-se amigo do antigo verdugo, avançando com ele pela rota do bem.
                O ministério da desobsessão pode também processar-se além da esfera física, pela interferência dos benfeitores espirituais, quando constatam o esforço da alma para reabilitar-se e auxiliar o seu perseguidor.
                Nos processos que afetam o organismo físico, além do recurso espiritual liberativo é conveniente a terapia médica correspondente, para o reaparelhamento orgânico.
                Proliferam, também, as obsessões entre os encarnados, graças aos abusos do sentimento, que os levam à vampirização psíquica, gerando distúrbios demorados.
                Os desejos perturbadores direcionam petardos mentais que atingem aqueles aos quais são dirigidos, produzindo-lhes estranhas e desagradáveis sensações. Quando são recíprocos, dão curso a interdependência psíquica que afeta tanto a área da emotividade como da organização somática, gerando sofrimento.
                Toda forma de obsessão resulta de um inter-relacionamento pessoal interrompido pelas forças negativas da agressividade, do ódio, da traição, do crime ou das expressões do amor em desalinho, que destrambelham os sentimentos.
                A desobsessão consiste na interrupção do processo de imantação de ambos os infelizes, poquanto o agressor, embora se considere realizado pelo mal que inflige à sua vítima, padece, por sua vez, de infortúnio e falta de paz.
                A criatura é sempre a responsável pela própria vida. Somente há desar, obsessão e sofrimento, porque se elegem os comportamentos doentios em detrimento daqueloutros positivos.
                Diante das obsessões, constata-se o retorno dos atos inditosos em busca de reparação imediata.
                Dissolver os grilhões do mal com as energias poderosas do amor, eis no que consiste a teraia desobsessiva, que libera o ser do sofrimento que a sua incúria gerou, favorecendo-o com a saúde integral, resultado de uma mente em harmonia com a vida, uma organização física em equilíbrio e a emoção como a razão dirigidas para o bem, para o progresso, para a felicidade.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

TERAPIA DESOBSESSIVA I

                A obsessão tem as suas raízes fixadas nos antecedentes morais de ambos os litigantes, que se deixaram vencer pela inferioridade que os dominava, à época da pugna.
                Egoístas e irrefletidos, não mediram as consequências dos seus atos venais, passando a vincular-se um ao outro através das algemas do ódio, do desforço que os tornam cada vez mais infelizes.
                Arrastam-se, desse modo, por séculos de sofrimentos excruciantes, passando de vítimas a algozes, e reciprocamente, até que o amor lhes acenda a luz da esperança nas sombras onde se detêm e o perdão os torne verdadeiros irmãos na senda evolutiva.
                O amor é, assim, o primeiro medicamento para a terapia anti-obsessiva.
                Abre as portas à esperança e esclarece quanto às sagradas finalidades da vida, proporcionando o perdão que suaviza as dores produzidas pelas ulcerações do ódio. Enquanto persistam o ressentimento e a malquerença, a desconfiança e o rancor, a obsessão permanece como ácido queimando as delicadas engrenagens da casa mental e produzindo as alienações tormentosas.
                A obsessão é doença grave, mesmo quando se apresenta em quadro simples, em forma de inspiração depressiva ou de morbo que afeta a saúde física. Isso porque impõe a transformação moral do paciente e a mudança de atitude emocional do agente que a desencadeia, consciente ou não.
                Só há obsessão porque há débito de quem a sofre.
                As leis da vida dispõem de recursos elevados para a reeducação dos incursos nos seus códigos de justiça. No entanto, a intemperança e precipitação dos indivíduos, perturbados em si mesmos, levam-nos aos desforços e vinganças, produzindo esses desnecessários processos de sofrimentos.
                A mente infeliz, através da monoideia de revide, descarrega ondas de ódio no seu desafeto que, desequipado de recursos morais, tais a vigilância, a caridade, o amor, capta-as através do campo do perispírito, com o qual aquela sintoniza por afinidade vibratória até transformar-se em ideia perturbadora no seu próprio psiquismo.
                De outras vezes, irradia as mesmas deletérias energias e condensa, pela ação da vontade, as suas vibrações, apresentando-se com aspectos terrificadores durante a vigília e o parcial desdobramento pelo sono, e provocando vinculação pelo pavor, que se transforma em patologia alucinante.
                Na sucessão das interferências consegue dominar a mente culpada, que se lhe faz submissa, dando curso aos mais graves fenômenos de subjugação, que a ignorância, por muitos séculos, considerou como possessão demoníaca e os cientistas rotularam de esquizofrenia.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

FATORES PROPÍCIOS PARA A AUTOCURA V

5º CANALIZAÇÃO DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES PARA O AMOR, A COMPAIXÃO, A JUSTIÇA, A EQUANIMIDADE E A PAZ (continuação)
                O equivocado conhece o seu erro, mesmo quando o disfarça, e assim procede porque lhe sabe a procedência.
                Encobrir uma ferida não impede que ela permaneça decompondo a área, na qual de encontra instalada.
                A justiça na consciência impõe reparação do delito e das suas consequências infelizes, induzindo as vítimas a que ao assumam a postura de cobradores, já que as leis soberanas dispõem de recursos que impedem se contraiam novos, quando se corrigem velhos débitos.
                Para culminar o seu objetivo, tem ela que ser estruturada na equanimidade, que discerne como aplicá-la, sem o contributo emocional da paixão de qualquer natureza, porém com a finalidade superior de corrigir sem desforço e recuperar sem maus-tratos.
                O sentimento de equanimidade nasce da razão que discerne e da emoção que compreende, fazendo que o recurso, o método de reeducação seja o mesmo para todos os incursos nos seus códigos, não sendo severa em demasia para uns e generosa em excesso para com outros. A sua linha reta de ação abrange na mesma faixa todos os infratores, prodigalizando-lhes idêntico tratamento.
                A consciência de amor com equanimidade propõe a paz, que tira as tensões e inspira o prosseguimento da ação. Estado íntimo de harmonia, irradia-se em sucessivas ondas de tranquilidade que se exteriorizam, promovendo a absorção e fixação das energias saudáveis no organismo.
                O pensamento canalizado para a paz se torna uma onda que sincroniza com a Fonte do Poder, contribuindo para o entendimento geral e a fraternidade, que é o passo inicial do amor entre as criaturas.
                No processo de autocura, o espírito recupera as energias gastas, vitaliza, mediante a ação do pensamento, os fulcros perispirituais e predispõe-se ao resgate pelo amor, sem a intenção de negociar benefícios, antes, com a de se tornar elemento útil no concerto social, membro ativo do progresso geral e não um peso desagradável quão infeliz na economia do grupo humano onde se encontra.
                Co-autor da sua recuperação, ele haure na Fonte providencial do amor de Deus as energias sãs, saindo das sombras da enfermidade para as luzes da saúde, disposto a contribuir decisivamente em favor do mundo melhor de hoje e de amanhã, renovado, esclarecido e feliz.

Fonte: PLENITUDE         

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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terça-feira, 8 de setembro de 2015

FATORES PROPÍCIOS PARA A AUTOCURA IV

4º CANALIZAÇÃO DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES PARA O AMOR, A COMPAIXÃO, A JUSTIÇA, A EQUANIMIDADE E A PAZ
                A preservação do pensamento otimista predispõe a um estado emocional receptivo à saúde. Fácil, pois, se torna canalizá-lo para as expressões nobilitantes do amor, da compaixão, da justiça, da equanimidade e da paz.
                O amor, que é o élan mágico que unirá todas as criaturas um dia, deve ser cultivado na condição de experiência nova, que o exercício converterá em um hábito, em um estado normal do espírito.
                A sua força restaura a confiança nos homens e na vida, porquanto, a sua presença produz estímulos, facultando que, períodicamente, o sangue receba renovação e cargas de adrenalina, produzindo revigoramento orgânico.
                Através da sua óptica os acontecimentos apresentam angulações antes não percebidas, permitindo que as emoções não se entorpeçam, nem se exaltem, ao mesmo tempo em que predispõe o indivíduo à compaixão, fator humanizador da criatura.
                Quando as forças conjugadas do medo e da ira, da mágoa e da vingança, do ciúme e do ódio começam a perturbar a emoção, o sentimento de compaixão pelo algoz, apresentando-o frágil e vulnerável, evita que o desequilíbrio trabalhe em favor da agressividade por parte da vítima. Esta passa a ver o seu adversário como sendo um doente da alma, que ignora a gravidade do próprio mal, e, ao invés de derrapar na animosidade, envolve-o em ondas de simpatia, de compreensão, não lhe devolvendo o malefício que dele recebeu.
                No quadro das doenças que abalam os homens, encontramos instaladas no perispírito várias matrizes de ódio, de ressentimento, de azedume, em relação a outras pessoas.
                O amor propicia a compaixão que se gostaria de receber, caso a situação fosse oposta, diminuindo a intensidade do golpe recebido e anulando-lhe os efeitos danosos. Ela fala sobre a justiça inexorável de Deus que alcança a todos e propõe a bondade para com o opositor, conscientizando-o, embora indiretamente, de que o mal é sempre pior para quem o pratica.
                A justiça, por sua vez, jaz insculpida na consciência de cada pessoa que pode ser anestesiada por algum tempo, jamais, porém, impossibilitada de manifestar-se.

(continua)          

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

FATORES PROPÍCIOS PARA A AUTOCURA III

3º CUIDAR DO DESCANSO, DA DIETA, DA HIGIENE, MANTENDO ORDEM NAS ATIVIDADES
                O descanso físico é de alta importância no programa da autocura, todavia, o repouso mental, advindo da harmonia dos pensamentos, torna-se vital, um fator imprescindível para a instalação da saúde.
                Uma mente em repouso não significa em ociosidade, antes, em ação positiva, que gera equilíbrio. Esse, proporciona descanso das excitações, das emoções e sensações pertubadoras, geratrizes de doenças, de sofrimentos.
                As leituras edificantes e otimistas, ricas de esperança, propiciam repouso mental e físico, predispondo o organismo à calma, à harmonia.
                Esse descanso, igualmente pode ser conseguido, por uma alimentação bem balanceada, na qual se evitem os excessos de qualquer natureza, especialmente aqueles de assimilação difícil, mito ricos em calorias e de digestão demorada.
                Alimentação para a vida, respeitando os limites impostos pela enfermidade, ao invés da vida para a alimentação, que complica as funções do organismo alquebrado, que necessita de todas as resistências para vencer o estado de desgaste.
                A higiene também desempenha papel preponderante na reconquista da saúde. Ela faculta mais ampla eliminação de toxinas, ao tempo que proporciona agradável sensação de leveza.
                A higiene física também impõe a de natureza mental, cujo complexo, quando poluído pelas preferências perniciosas, exterioriza a desagregação das engrenagens orgânicas, à semelhança de ferrugem em peças mecânicas que se devem ajustar harmoniosamente.
                Esses fatores põem ordem nas atividades que a doença não interrompe, ou naquelas que, não obstante o problema da saúde, merecem reflexão, programação para posterior execução.
                Quem não se programa sofre as surpresas da improvisação com os danos, porventura, presentes.
                O leito de enfermidade é lugar para acuradas meditações e estabelecimento de metas, que a agitação do cotidiano em outra situação não permite. Ao mesmo tempo, a revisão dos atos e comportamentos torna-se oportuna, buscando descobrir a gênese de alguns dos males ora desencadeados ou os efeitos das ações impensadas que geraram os distúrbios agora sofridos.
                A degenerescência orgânica é fácil e rápida, enquanto que a sua recuperação é complexa e demorada. Toda construção e reedificação exigem tempo e experiência, não ocorrendo o mesmo com a ação destrutiva.
                A vida saudável, portanto, são os esforços concentrados para a manutenção dos equipamentos da maquinaria corporal, sob equilibrado comando do espírito.
                Certamente encontramos corpos sadios e de aparência harmoniosa, sob a direção de espíritos frívolos, ignorantes e até perversos. É natural a ocorrência, que passará a um plano lamentável no futuro, em razão do seu mau uso atual, exigindo lenta e sofrida recuperação mediante enfermidades dilaceradoras, dolorosas.
                É da lei divina, pois ninguém malbarata o patrimônio da vida, sem experimentar as suas funestas consequências.
                Da mesma forma, com frequência, são encontrados corpos mutilados e padecentes, nos quais habitam espíritos sadios, ditosos. São eles os mestres da abnegação, que acima dos limites orgânicos, sem qualquer angústia, lecionam coragem diante da dor e ressarcem antigos débitos, que ficaram nas páginas do tempo e agora se apresentam para proporcionar a libertação total de quem os adquiriu.
                Em toda a Criação vige a lei de igualdade, graças à qual ninguém frui de felicidade em caráter de exceção. A luta é o clima por onde passam todos os seres na via de evolução.

(continua)          

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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domingo, 6 de setembro de 2015

FATORES PROPÍCIOS PARA A AUTOCURA II

2º MANTER SINTONIA MENTAL COM A FONTE DO PODER
                Todo amor procede de Deus, a Fonte do Poder. Como consequência, a sintonia mental do paciente com a Causalidade se torna imprescindível para a recuperação da saúde.
                Sendo a enfermidade o resultado da desarmonia vibratória dos órgãos que compõem a maquinaria orgânica, permitindo a proliferação dos elementos destrutivos, todo trabalho de regularização deve partir da energia para o corpo, do espírito para a matéria.
                Desse modo, a identificação mental do necessitado com a Fonte Geradora de Vida torna-se essencial para o restabelecimento da harmonia.
                Assim, o cultivo das ideias positivas favorece a identificação com as faixas vibratórias mais elevadas, produzindo a sintonia necessária com o Poder Supremo.
                A oração é outro veículo por meio do qual se produz a sintonia mental com Deus. Ela faculta uma análise das necessidades humanas em relação às finalidades essenciais da existência, ao tempo em que propicia o relaxar das tensões, estimulando as forças enfraquecidas e renovando-as, graças ao que se abrem as possibilidades de recuperação da saúde.
                Habituado aos pensamentos vulgares, agindo sob impulsos de depressão ou de violência, o indivíduo intoxica-se de vibrações deletérias, que mais o perturbam e o enfermam.
                A mudança de diretriz mental, a fixação de ideias saudáveis geram uma psicosfera harmoniosa que produz as condições propiciatórias ao bem-estar, em sintonia inicial com a saúde.
                Quem aspira o oxigênio puro mais se desintoxica, ampliando a própria capacidade respiratória.
                De igual modo, a sintonia mental com a Fonte do Poder propicia reabastecimento de energias saudáveis, que reinstalam no organismo o equilíbrio perdido, restabelecendo a harmonia vibratória que fomenta o predomínio dos agentes da saúde.
                Mesmo diante da aparente demora de recuperação é justo que se processe a sintonia, que somente benefícios emocionais, psíquicos e orgânicos proporciona.
                O ser se deve elevar a Deus, não apenas para pedir e buscar benefícios imediatos, mas, também, para manter-se em harmonia com a própria vida.
                Tal estado de sintonia abre as portas da percepção estrafísica à inspiração, ao equilíbrio e à coragem para enfrentar quaisquer vicissitudes e situações afligentes imprevisíveis ou não.
                Quando alguém se eleva a Deus, ergue com o seu gesto toda a humanidade.
                A sintonia com Ele, Fonte do Poder, é causa de felicidade e fator de paz.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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sábado, 5 de setembro de 2015

FATORES PROPÍCIOS PARA A AUTOCURA I

1º OBSERVE-SE O PENSAMENTO, O SEU TEOR PREFERENCIAL, A FIM DE QUE IRRADIE ENERGIAS POSITIVAS, SAUDÁVEIS.
                A atitude imediata é desejar-se a saúde com fervor, não porque se queira libertar da doença, pura e simplesmente.
                A liberação de uma enfermidade, se não produz o engajamento do paciente em atividades psíquicas e físicas positivas, faculta a presença de outras doenças.
                O anseio por adquirir a saúde deve estar acompanhado de objetivos edificantes, que podem ser colimados, e não do interesse imediato pelos prazeres que se deseje fruir, descarregando ondas de energia negativa nos intrincados mecanismos perispirituais responsáveis pela ação posterior.
                Esse desejo de saúde é firmado na crença e na certeza de que o “Pai não quer a destruição do pecador, mas a do pecado”; e quem defrauda AL ei deve recompor-se perante ela.
                A firmeza do desejo, sem ansiedade nem tormento, a fim de que se não torne uma imposição, mas sim, uma solicitação, concede tranquilidade ao enfermo, constituindo um primeiro resultado precedente à  cura.
                De imediato, deve-se concentrar na saúde, considerar-lhe a validade, a abundância de possibilidades edificantes que propicia, de realizações produtivas, de efeitos benéficos para si e para a coletividade.
                Ao concentrar-se nela, que se entregue de corpo e alma aos resultados que advirão, deixando-se impregnar pelo otimismo com irrestrita confiança em Deus, trabalhando mentalmente pela restauração das forças combalidas em contínuo esforço a favor do bem-estar.
                A irritação, a ansiedade, o inconformismo, o ciúme, a rebeldia devem ser rejeitados, sempre que se insinuem nas paisagens mentais, por serem portadores de raios destruidores que atingem os fulcros celulares e os desarranjam, alterando-lhes o ritmo e a multiplicação.
                As ideias enobrecedoras, os planos de futura ação benéfica são portadores de energia equilibrante, que estimula os complexos campos celulares, propiciando-lhes harmonia e produtividade.
                Nesse esforço, é de bom alvitre visualizar a saúde e incorporá-la.
                O indivíduo deve concentrar-se numa visão saudável, projetando-se no tempo em condições de equilíbrio; ver-se recuperado, assumindo responsabilidades e desenvolvendo as atividades que pretende encetar.
                Essa projeção mental reestrutura os mecanismos do perispírito afetado, recompondo-lhe o campo, de que resultam os efeitos em forma de saúde, de harmonia e de entusiasmo.
                Os pacientes, em geral, com as exceções naturais, sempre visualizam o estado de agravamento do mal que os aflige, atirando no organismo projéteis mentais destrutivos.
                Visualizar-se com saúde no futuro e programar-se em ação constituem fatores fundamentais para a autocura.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

PROCESSO DE AUTOCURA I

                A criatura humana possui, inexplorados, valiosos recursos que aguardam a canalização conveniente. Entre eles, a bioenergia é fonte de inexauríveis potencialidades, que o desconhecimento e a negligência direcionam em sentido equivocado, malbaratando inconscientemente forças preciosas.
                Invisível à visão comum, a irradiação bioenergética passa despercebida, exercendo influência no inter-relacionamento pessoal, graças ao qual provoca ondas de simpatia como de animosidade, conforme a procedência de um indivíduo moralmente são ou enfermo.
                Captada pelo perispírito, nele interfere através do campo que exterioriza, facultando renovar as forças ou perturbá-las, de acordo com o tipo de descargas que propicia.
                Essa bioenergia é responsável pela atração interpessoal, qual ocorre no campo molecular, celular, gravitacional, universal.
                Semelhante à invisível camada magnética que envolve a Terra e que somente é registrada por aparelhos especiais, igualmente ela é somente percebida através da paranormalidade ou de câmeras ultravelozes em filmes também ultra-sensíveis.
                A sua ação, todavia, é de mais fácil registro na emotividade, nas áreas afetadas por enfermidades, pelas reações psicológicas que provoca nos relacionamentos humanos.
                Referindo-se aos fenômenos que produzia, Jesus, o Excelso Curador, foi peremptório, afirmando: “Vocês podem fazer coisas maiores do que estas”, se quiserem.
                O querer é de alta importância, porquanto representa não apenas a vontade interesseira, imediatista, porém, todo o empenho, todo o investimento de recursos para adquirir-se o pleno comando dessa força e a sua hábil canalização com objetivos elevados.
                É de igual relevância a finalidade da sua aplicação. Todos aqueles que a utilizam na vulgaridade, no divertimento, fazem-se joguete do próprio desequilíbrio, passando a sofrer-lhe os efeitos danosos do mau direcionamento dado.
                O exercício e a aplicação saudável da bioenergia, entretanto, desenvolvem-lhe o campo de ação benéfica, tornando-a valioso recurso curativo de inestimável significação.
                Pode-se direcioná-la mediante a oração, a concentração, a meditação e os sentimentos bons, a benefício do próximo, bem como próprio, trabalhado-a para auxiliar na recuperação da saúde, da paz, do bem-estar, dos objetivos elevados.
                Não se farão de imediato os resultados, como é compreensível, porém, eles ocorrerão no momento próprio. Sendo o sofrimento uma necessidade para o espírito devedor, a sua liberação depende de inúmeros requisitos devidamente observados, alguns dos quais foram já analisados.
Não obstante, o amor de Deus, por misericórdia de acréscimo, faculta ao comprometido oportunidade de experimentar o equilíbrio, a fim de motivá-lo ao labor para a sua aquisição definitiva.
                Assim, diante de sofrimentos advindos, particularmente, de enfermidades, devem-se levar em consideração alguns fatores, a fim de propiciar-se a autocura. Por elasticidade de aplicação, quando necessário, direcioná-los em favor de outros enfermos.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CAMINHOS PARA A SAÚDE IX

8 Meditar Retamente
                O hábito saudável de pensar conduz à etapa final, que é meditar retamente.
                Fixam-se nos painéis da memória, por educação mental perniciosa, em maior quantidade, as impressões infelizes, os atos reprováveis, as aspirações inferiores e, por isso, afirma-se com leviandade que meditar é muito difícil.
                Bata, porém, que se mude a direção dos hábitos mentais e se criarão as base da meditação.
                Como não se vive sem pensar, exceção feita aos portadores de psicopatologias graves, deve-se fazê-lo sempre de forma positiva e otimista, gerando novo costume no campo mental até que seja absorvido e transformado em automatismo pela repetição natural.
                Por mau hábito, quando algo de negativo acontece, a pessoa se deixa consumir, entregando-se, comentando, repetindo e fixando, quando a atitude a tomar deveria ser totalmente oposta. No entanto, quando algo de bom e útil acontece, raramente se analisa, penetra e revive, logo substituindo-o por outro fato desagradável, acostumando-se com o último em detrimento do anterior. Natural que, desacostumado à reflexão em torno do bem e a paz, da saúde e da alegria, tenha-se dificuldade em meditar retamente.
                Nas primeiras tentativas, os arquivos da memória liberam as impressões deprimentes, perniciosas, e o candidato desiste, quando deveria prosseguir com esforço para liberar-se dessas e fixar as novas imagens e aspirações geradoras de saúde, de felicidade.
                A concentração é a fixação da mente, por interesse ou seleção, em qualquer pensamento, em alguma ideia especial que se deseje analisar ou reter.
                A meditação é a aplicação da concentração na busca de Deus, interiormente, com determinação e constância. Seu objetivo único é o de atingir o fluxo divino e conhecer Deus, senti-lo e alimentar-se da Sua energia. É o estado de quietação mental.
                Jesus afirmou: “O teu olho é a luz do tu corpo. Se o teu olho for um só, todo o teu corpo será luminoso.”
                Se o indivíduo permitir-se olhar para dentro, todo ele se torna uma só ideia visual, ao captar a luz divina, igualmente todo ele se fará luminoso, e nenhum sofrimento o perturbará, graças à aquisição da saúde integral.
                A meditação reabastece de energias salutares, refazendo a harmonia do psiquismo e este a do organismo físico.
                Quem medita retamente, crê, quer, fala, opera, vive, esforça-se e pensa com retidão, adquire os valores indispensáveis à salvação. Nesse estágio a pessoa doa-se e já não mais vive, sendo o “Cristo quem vive” nela.
                ... Liberta-se, por fim, do sofrimento.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CAMINHOS PARA A SAÚDE VIII

7 Pensar Retamente
                O que se cultiva no pensamento transborda para a esfera objetiva, constituindo-se elemento existencial no comportamento humano.
                O pensamento é fonte geradora e dínamo condutor da vida para a vida.
                A energia encontra-se presente em tudo, aguardando que o pensamento a comande, a direcione.
                No que tange aos sofrimentos, na sua multiface, a ação mental é relevante.
                Todo aquele que se deixa dirigir pelo pessimismo e pela depressão faz quadros enfermiços, debatendo-se nas malhas de dores perfeitamente dispensáveis. Por um processo   de natural afinidade, sintoniza com as doenças, abrindo brechas nas próprias resistências para a instalação de males e perturbações afligentes. O bombardeio constante contra os sutis mecanismos da emoção e da aparelhagem orgânica termina por desarticular-lhes o equilíbrio, produzindo o desajustamento que facilita a penetração dos agentes degeneradores.
                A ação do pensamento reto, pelo contrário produz o fortalecimento do campo psicofísico, expulsando as doenças e gerando sucessivas ondas de bem-estar, que são responsáveis pela saúde.
                Acrescente-se a esse quadro a interferência dos espíritos desencarnados no cotidiano das criaturas humanas.
                Os raios mentais direcionados em um ou outro sentido facultam a sintonia com entidades de teor vibratório correspondente. Não é, pois, de surpreender, o atual surto epidêmico de obsessões, que decorre da afinidade mental e moral existente entre os homens aturdidos e os espíritos infelizes, com os quais os primeiros mantêm convivência ideológica.
                Ideoplastias enfermiças, formas-pensamento extravagantes e doentias terminam por criar uma psicosfera viciada que intoxica as pessoas, aumentando o quadro das enfermidades, estas últimas de diagnose difícil pela medicina convencional e cuja terapia terá que partir do próprio paciente, através de uma radical mudança de comportamento mental e moral, a fim de desatrelar-se das vibrações que o envolvem.
                Pensar retamente faculta harmonia psicológica e sintonia com os benfeitores da humanidade, em cuja convivência psíquica se haurem energias benéficas propiciadoras de saúde, que vão atuar nas causas dos sofrimentos, alterando-lhes a vigência e os efeitos.
                Quem pensa retamente encontra-se consigo mesmo, com o seu próximo e com Deus.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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