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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

PÁRA E AGE II

                Evita a auto-compaixão e sai a lutar.
                Luta é convite à renovação, quanto dor representa espinho que desperta o ser para a valorização dos recursos que todos possuem interiormente, nem sempre correspondendo ao significado que representam.
                Quando afligido, medita nas causas profundas e remove-as a esforço.
                Quando sitiado por todos os lados, por esta ou aquela injunção dolorosa, recorda que do Mundo Espiritual generoso chegarão as respostas, o concurso...
                Abre-te à renovação interior para melhor, realiza uma terapia otimista contigo próprio e descobrirás os tesouros que jazem sem ser utilizados em ti, aguardando a aplicação enobrecida que os multiplicará em bênçãos para o teu próprio lucro.
                Jesus, o Terapeuta por excelência, em momento algum queixou-se, lamentou-se, deteve-se na observação deprimente.
                Saudando a vida como dádiva de Deus, ensinou-nos que no amor, mediante a ação positiva, estão os recursos de felicidade que a todos libertam de qualquer mazela, de toda limitação e enfermidade.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

TUDO É AMOR

ANDRÉ LUIZ
Observa em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.
Vida – é o Amor existencial.
Razão – é o Amor que pondera.
Estudo – é o Amor que analisa.
Ciência – é o Amor que investiga.
Filosofia – é o Amor que pensa.
Religião – é o Amor que busca Deus.
Verdade – é o Amor que se eterniza.
Ideal – é o Amor que se eleva.
Fé – é o Amor que se transcende.
Esperança – é o Amor que sonha.
Caridade – é o Amor que auxilia.
Fraternidade – é o Amor que se expande.
Sacrifício – é o Amor que se esforça.
Renúncia – é o Amor que se depura.
Simpatia – é o Amor que sorri.
Altruísmo – é o Amor que se engrandece.
Trabalho – é o Amor que constrói.
Indiferença – é o Amor que se esconde.
Desespero – é o Amor que se desgoverna.
Paixão – é o Amor que se desequilibra.
Ciúme – é o Amor que se desvaira.
Egoísmo – é o Amor que se animaliza.
Orgulho – é o Amor que se enlouquece.
Sensualismo – é o Amor que se envenena.
Vaidade – é o Amor que se embriaga.
Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.
Tudo é Amor.
Não deixes de amar nobremente.
Respeita, no entanto, a pergunta que te faz, a cada instante, a Lei Divina: “COMO?”.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

                Certas colocações de Jesus são complicadas, diria até difícil de engolir. Como entender, por exemplo, essa história de amar aos inimigos? Se hoje, com uma certa bagagem intelectual e em pleno terceiro milênio, este axioma nos parece inatingível, quanto mais naquela época e no seio de um povo escravizado? Pois bem, para entender Jesus é preciso conhecer Kardec, pois a Doutrina Espírita é a chave para compreender o pensamento do Mestre. O povo de então se atinava muito em entender o espírito dos textos, deixavam-se impressionar pela letra fria e pelas longas e cansativas exposições dos rabinos. Jesus, embora mais simples e direto, queria mais, desejava que os homens raciocinassem e não apenas obedecessem, mas entendessem as orientações dos profetas que, muito embora adiantados para a época, ainda eram espíritos não completamente evoluídos e que, por isso, acabavam misturando nos seus ensinamentos, o Divino com o humano. Alguém pode acreditar que Deus, o Ser Supremo, mandasse exterminar todos os povos derrotados nas guerras, passando tudo o que tivesse sopro pelo fio da espada, como reza a bíblia?
                Com o espiritismo nos é possível entrar em sintonia com a orientação de Jesus, bem diferente da interpretação da época. No que se aplica aos inimigos, o amar de Jesus nos convida a perdoar quem nos fez mal e ou não buscarmos, nem alimentarmos, desejos de vingança. O Mestre nos ensina a expulsar o inimigo que jaz permanentemente em nossos pensamentos. Quando odiamos, mantemo-nos escravo do desafeto. Acordamos, comemos, trabalhamos, dormimos, enfim, vivemos atrelados a esse sentimento de rancor, alimentando desejos de vingança, tornando-nos escravos do odiado. Fatalmente, isto nos leva a um estado de enfermidades e desequilíbrios. Ao nos chamar a atenção para o perdão, Jesus nos ensina o caminho para desatar os laços que nos prendem aos inimigos. Então, longe está a esperança de que amemos aos nossos desafetos como fazemos com nossos familiares.
                A doutrina espírita nos esclarece que o Mestre quer apenas que afastemos de nosso coração a mágoa, a infelicidade, o ódio e o desejo de vingança. Allan Kardec mostra neste capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, o verdadeiro pensamento de Jesus, conforme a doutrina nos esclarece: Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento  oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo em vez de pesar, com o bem que lhes advenha é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento Amai os vossos inimigos.
                Para encerrar, lembremo-nos do Espírito Léon Tolstói, que nos diz que com a luz que o conceito de reencarnação joga sobre o problema, torna-se mais fácil entender a necessidade de amar aos nossos inimigos para podemos ter a paz e a felicidade que almejamos um dia.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – dezembro/2016
imagem: google

segunda-feira, 24 de julho de 2017

CONSIDERAÇÕES FINAIS

                Não podemos mudar o mundo mas podemos mudar a nós mesmos para sermos felizes nele. Não podemos mudar as pessoas, mas podemos perdoá-las quando nos ofenderem e nos perdoarmos quando ofendermos a elas.
                A palavra perdão vem do latim Perdorare: per significa intenso e donare significa dar, doar.
                Doar com intensidade sem olhar a quem, ou seja, o amor na sua maior intensidade. Perdoar, portanto, é um ato de amor a Deus, ao próximo e a nós mesmos.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

sábado, 8 de julho de 2017

O PRIMEIRO

Cap. VII – Item 3
“E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro seja vosso servo.” – Jesus.
(Mateus, 20: 27)
Nos variados setores da experiência humana, encontramos as mais diversas criaturas a buscarem posições de destaque e postos de diretiva.
Há pessoas que enveredam pelas sendas do comércio e da indústria, em corrida infrene por se elevarem nas asas frágeis da posse efêmera.
Muitas elegem a tirania risonha no campo social, para se afirmarem poderosas e dominantes.
Outras pontificam através do intelecto, usando a Ciência como apoio da autoridade que avocam para si mesmas.
Temos ainda as inteligências que, em nome da inovação ou da arte, se declaram francamente partidárias da delinquência e do vício, para sossegarem as próprias ânsias de fulguração nas faixas da influência.
Todas caminham subordinadas às mesmas leis, elevando-se hoje, para descer amanhã.
O império econômico, a autoridade terrestre ou o intelectualismo sistemático possibilitam a projeção da criatura no cenário humano, à feição de luz meteórica, riscando, instantaneamente, a imensidade dos céus.
Em piores circunstâncias, aquele que preferiu o brilho infernal do crime, esbarra, em breve tempo, com a dureza de si mesmo, sendo constrangido a reunir os estilhaços da vida, provocados por suas ações lamentáveis, na recomposição do destino próprio.
Grande maioria toma a aparência do comando como sendo a melhor posição, e raros chegam a identificar, no anonimato da posição humilde, o posto de carreira que conduz a alma aos altiplanos da Criação.
Apesar de tudo, porém, a verdade permanece imutável.
A liderança real, no caminho da vida, não tem alicerces em recursos amoedados.
Não se encastela simplesmente em notoriedade de qualquer natureza.
Não depende unicamente de argúcia ou sagacidade.
Nem é fruto da erudição pretensiosa.
A chefia durável pertence aos que se ausentam de si mesmos, buscando os semelhantes para servi-los...
Esquecendo as luzes transitórias da ribalta do mundo...
Renunciando à concretização de sonhos pessoais em favor das realizações coletivas...
Obedecendo aos estímulos e avisos da consciência...
E por amar a todos sem reclamar amor para si, embora na condição de servo de todos, faz-se amado da vida, que nele concentra seus interesses fundamentais.
Emmanuel


Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A GRAVE QUESTÃO DO AMOR

O amor é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. O amor existe nas formas mais diferenciadas, tais como: amor de mãe, pai, filhos, irmãos, amigos, parentes, cônjuges etc.
Mas há que se desmistificar essa questão do amor, quando ele é a manifestação do sentimento entre duas pessoas de preferência – como diz Platão, discípulo de Sócrates – de sexos opostos. Pois sendo de essência divina, não deveria ser tão banalizada como tem sido até os dias atuais.
Diz-se com muita facilidade: Eu te amo! Quando em realidade se nutre, muitas vezes, apenas um sentimento de simpatia, desejos sexuais, emanações de sensualidade e até mesmo uma forma mais simples de amor que é o carinho ou a afeição.
Sexo sem sentimento é volúpia da carne desprovido daquela essência divina que norteia o amor, aproximando a criatura do animal irracional, que faz sexo para atender ao seu instinto natural de reprodução. Infelizmente, muitas uniões conjugais já nasceram em erro, quando os casais não levaram em conta a Lei de Deus.
Daí, dizer Jesus: – “(...) no começo, não foi assim. ”A lei de reencarnação, inexorável em nossas vidas, amplia essa visão limitada do amor, provocando muitas vezes reencontros que mostram a gravidade da troca equivocada de sentimentos ao longo dos séculos. E que leva ao retorno mais tarde para os “acertos” do passado pela lei de causa e efeito, na qual todos estão fatalmente inseridos. Ainda é quase um tabu, até mesmo dentro do Espiritismo, a abordagem de tais questões, já que muitas dessas situações envolvem grandes sofrimentos.
O atavismo do pecado da traição, pelo adultério, é muito forte na consciência das pessoas, desde tempos imemoriais, aliado à hipocrisia de alguns pseudomoralistas que, sistematicamente, têm negligenciado o auxílio àqueles irmãos que se encontram em dificuldades para suportar, ao menos com um certo equilíbrio, tamanha problemática existencial, que são os desejos sexuais e até mesmo o reencontro com os “amores” do passado.
Muitos desses falsos moralistas parecem os fariseus da parábola da mulher adúltera. Esquecendo-se, também, da afirmativa do Espírito Emmanuel, que não há dor pior do que a separação de Espíritos que se amam de verdade.
Há que se respeitar ao menos tais situações, pois ninguém pode medir o grau de comprometimento ou a dor daqueles que se amaram muito no passado e hoje estão separados. Todo espírita sabe da sua responsabilidade com a vida atual e com as pessoas que agora fazem parte da sua trajetória, mas daí a julgar comportamentos e sentimentos alheios vai uma distância muito grande.
Respeito para a dor dos outros e caridade acima de tudo no trato com tais questões, orientando e amparando quando solicitado, sempre com uma postura cristã. O que falta a muitas pessoas, para evitarem tais problemas futuros, é mais responsabilidade no relacionamento com outras pessoas. Nunca direcionar o sentimento de amor a alguém, sem que esteja certo do seu sentimento, e que esse investimento não seja apenas momentâneo, para não incorrer no erro tão comum na atualidade, principalmente entre os jovens, do abuso decorrente da liberdade sexual. E com isso, vão se comprometendo com várias pessoas para futuros resgates, por vezes penosos.
As consequências disso são um número cada vez maior de uniões infelizes, fruto da irresponsabilidade daqueles que se unem para atender apenas aos “prazeres” do que aos “deveres” que deveriam ligar uns aos outros ao longo das eras... Em seminários, principalmente para jovens, diante da pergunta acerca do relacionamento sexual, nossa resposta, de sempre: “Sexo com amor e responsabilidade.”
Fora disso é só instinto, é retornar à condição animal que já deixamos para trás em face da evolução de todos nós.

Robinson Soares Pereira


Fonte: Reformador – jan/2006
imagem: google

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

AMOR À VIDA II

                Informas que há dias em que todas as coisas parecem somar-se para afligir-te mais.
                Não recues, porém, nos propósitos superiores, quando tal suceder.
                Ninguém consegue avançar no processo educativo da evolução, em regime de exceção injusta.
                Quando a dor te acena, é um chamado para a meditação.
                Quando se te instala no coração ou na mente, é um contributo para teu crescimento e resgate.
                Sob quaisquer ocorrências, ama a vida e aprende a técnica de ser feliz.
                Desgraça rela é o desconhecimento dos objetivos superiores da existência sem a chama luminosa do amor como bênção e a imperiosa necessidade de seguir, arrastado pelas circunstâncias penosas.
                Inclina-te diante da necessidade de ressarcir os débitos e inflama-te de alegria pela graça de sofrer para libertar-te e morrer para ressurgir dos escombros carnais em corpo de luz.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 4 de fevereiro de 2017

AMOR À VIDA I

                Ama a vida conforme se te apresentem os programas existenciais.
                O campo, enriquecido de grãos, foi trabalhado arduamente.
                A fonte cantante e abençoada venceu lama e pedra para fluir cristalina.
                Não apagues a chama da alegria, antes que se consuma o combustível do amor.
                Valorizando cada aprendizagem, no quotidiano, preparar-te-ás para futuros cometimentos.
                Cada experiência merece respeito. As positivas devem oferecer substância para que sejam repetidas, e as outras, as dolorosas, merecem examinadas nas suas causas, a fim de que não necessitem retornar.
                Considera a dor como dádiva de salutar efeito para o teu progresso espiritual.
                Ela é o meirinho austero que te induz à realização edificante.
                Insiste no bem, mesmo quando tudo te pareça sombrio e desesperador, em conspiração odienta contra os teus propósitos de elevação.
                Sem custódia da sua mensagem, a vida ser-te-á um fardo impossível de levado adiante.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

VIGÍLIA MATERNAL

Cap. IV – Item 18
Sorves, em lágrimas silenciosas, o cálice da amargura, ante o filho desobediente, e notas no coração que o amor e a dor palpitam juntos em paroxismos e profundezas.
Desencantada com as leves nódoas de indignidade que lhe entreviste no caráter, reparas, chorando, que ele não é mais a aparição celeste dos primeiros dias e, ao ponderar-lhe a falência iniciante, temes a liberdade que o tempo lhe concederá na construção do destino.
Pretextando querê-lo, não te rendas à feição de praça vencida...
Conquanto carregues o espinho da angústia engastado na alma, é preciso velar no posto de sentinela.
Não deformes o sentimento que te pulsa no peito.
Fortalece a própria vontade, governando-lhe os impulsos.
Ceder sempre, no fundo, é menosprezar.
Sê previdente, aparando-lhe os caprichos.
Acende a luz da prece e medita nas dores excruciantes que alcançaram também a doce mãe de Jesus e ergue a voz no corretivo às irreflexões e aos anseios imoderados que o visitam, se queres fazer dele um homem.
Dosa o sal da energia e o mel da brandura, nos condimentos da educação.
Nem liberdade desordenada, nem apego excessivo.
Se teu filho é tua cruz, lembra-te de que, na Terra, não há nascimento de santos. Almas em luta consigo mesmas, é compreensível vivamos todos nós, não raro, em luta uns com os outros, nos passos ziguezagueantes da experiência.
Sê operosa e humilde, sem ser escrava.
Não cultives desgostos.
Sê fiel à esperança.
Não fites ingratidões, nem coleciones queixumes.
A missão divina da maternidade apóia-se na força onipotente do amor.
Envolve teu filho na palavra de benção, que vence o orgulho, e na luz do exemplo que dissipa as sombras da rebeldia.
Faze que se lhe desenvolvam os sentimentos bons do coração, que o musgo dos séculos recobriu e ocultou.
Não te faças borboleta do sono, quando a vida te pede vigílias de guardiã.
No rio da existência humana, os espíritas são as gotas d'água que se transformam em lâminas de arremesso contra as pedras dos obstáculos, talhando caminhos novos.
O Espiritismo gera consciências livres. Prova a teu filho semelhante verdade pelas próprias ações de renúncia e discernimento, conjugando o bálsamo do carinho com a rédea da autoridade.
Não queiras transformá-lo, à força, em escolhido, dentre aqueles chamados pelo Senhor.
Filhos do Eterno, todos somos cidadãos da Eternidade e somente elevamos a nós mesmos a golpes de esforço e trabalho, na hierarquia das reencarnações.
Assim, pois, embora muitas vezes torturada na abnegação incompreendida, mostra a teu filho que a Lei Divina é insubornável e que todo espírito é responsável por si próprio.
Anália Franco

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

AGASALHO

                O aprendiz buscou o orientador e clamou, agoniado:
                - Amigo querido, por que a contradição em que me vejo? Vivia tranquilo, quando adquiria fé.
                Depois de instalar a fé no coração, o sofrimento apareceu em minha vida...
                Se acumulei tanta confiança na Divina Providência, qual a razão pela qual tantas tribulações me acompanham?
                Momentos surgem, nos quais me sinto em doloroso desespero.
                Por que tamanho contra-senso?
                O interpelado, entretanto, respondeu sem hesitar:
                - Filho, não te revoltes, a Lei do Senhor é justiça e misericórdia.
                O Pai Todo-Sábio não podia livrar-te da provação, mas não podes negar que a Infinita Bondade te amparou com o apoio oportuno, a fim de que atravesses as tempestades de hoje com o agasalho preciso...


Fonte – Caminhos – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

SOB LIMITES II

                Instado a edificar o bem, onde estejas, não postergues a oportunidade.
                Não conseguindo o desiderato, evita lamentar o esforço despendido.
                A rosa aromatiza o ar; quanto se inebriam, preferem o aroma. Sê tu a rosa.
                Todos bendizem o ar balsâmico da natureza que os refrigera e agrada. Sê tu a brisa abençoada.
                Na ambiência da tranquilidade, todos anelam por fruí-la. Sê tu quem a propicia.
                Melhor ensejar ventura do que gozá-la.
                Recorda Jesus, que tudo investiu em amor, para, mesmo sofrendo, ensinar o homem a ser feliz, não ultrapassando os deveres e submetendo-se, Ele, que é o nosso apoio às limitações do mundo, onde, por enquanto, nos encontramos a crescer e a evoluir.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

SOB LIMITES I

                O dia pujante, marcha para o ocaso.
                O ano, de largos dias, não excede um minuto na ampulheta do tempo.
                A existência física, mesmo duradoura, não logra evitar a morte.
                Tudo, na Terra, são limites.
                Só a vida em plenitude permanece, mergulhando e liberando-se dos envoltórios transitórios de que se reveste, para as transformações e avanços na fatalidade da perfeição que busca e alcançará.
                Nunca te suponhas indene aos acontecimentos dos processos da evolução.
                Embrulha-te nos tecidos da humildade e avança, trabalhando sem cansaço.
                Conserva o otimismo em tuas realizações, mesmo quando os céus da tua experiência estejam nublados por espessas sombras de dificuldades.
                Quem receia agir no bem, entorpece as resistências da realização.
                A prepotência age para a loucura.
                A presunção atua para o desequilíbrio.
                Só o amor, calcado no interesse pelo próximo, logra produzir para a Vida.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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quinta-feira, 7 de julho de 2016

VIDA AFETIVA

(Emmanuel)
Todos os problemas da vida afetiva serão devidamente aclarados quando o conhecimento da reencarnação for concebido na base da regra áurea.
Faremos a outrem, nos domínios afetivos, aquilo que desejamos se nos faça. Isso porque de tudo o que doarmos ao coração alheio recolheremos de volta.
O amor em sua luminosa liberdade é independente em suas escolhas e manifestações; no entanto, obedece igualmente ao principio: “Livre na sementeira e escravo na colheita”.
Ligeira recolta de observações nos fará pensar nisso.
Em muitas ocasiões, o rival que abatemos, de um modo ou de outro, induzindo-o a desencarnação, é o filho que a vida e o tempo nos colocam nos braços, a cobrar-nos em abnegação e renúncia a assistência e a proteção que lhe devemos;
o jovem ou a jovem que furtamos dos braços de nossos filhos,
considerando-os indignos de nossa equipe doméstica, impondo-lhes, direta ou indiretamente, a morte do corpo físico, voltam na condição de netos, em muitas circunstancias, compartilhando-nos o leito e a vida;
a criança nascitura que arrojamos a vala do aborto desnecessário e que deveria nascer e crescer para o desenvolvimento da afetividade pacífica, entre os nossos descendentes, costuma encontrar novo berço em nosso clima social, reaparecendo na condição do homem ou da mulher que, mais tarde, nos aborda a organização familiar exigindo-nos pesados tributos de aflição;
as criaturas que enganamos, no terreno do afeto, em outras estâncias, habitualmente retornam até nós por filhos-problema, reclamando-nos atenção e carinho constantes para o reajuste emocional que demandam.
Frustrações, conflitos, vinculações extremadas e aversões congênitas de hoje são frutos dos desequilíbrios afetivos de ontem a nos pedirem trabalho e restauração.
É possível haja longa demora na aceitação geral da verdade por parte dos agrupamentos humanos, em nos reportando ao mundo genésico.
Dia virá, porém, no qual todas as criaturas compreenderão que o espírito, onde estiver, conforme aquilo que plante, em matéria de afetividade, isso também colherá.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
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domingo, 17 de abril de 2016

FILHOS CASADOS

(Emmanuel)
Tema que provavelmente se nos afigurara corriqueiro, mas sempre da mais alta importância nas questões de relacionamento – os filhos casados.
Muito comum na Terra, quando na mordomia do lar, esquecermo-nos de que os nossos filhos cresceram em tamanho físico e em responsabilidades espirituais. E quase sempre, conquanto involuntariamente, passamos a influenciá-los, de modo negativo, para lá da orbita do apreço que lhes devemos.
Reflitamos nisto, aprendendo a liberá-los de nossas exigências fantasiadas de amor.
Estejamos decididos a auxiliá-los, doando-lhes a oportunidade de serem eles mesmos nas escolhas que façam e nas experiências que busquem.
É preciso recordar que nem sempre conseguirão afinar-se com as nossas inclinações e propósitos.
Desejarão outras companhias e outros hábitos. Estimarão tentar outro tipo de existência, diverso daquele em que nos acostumamos a trabalhar e a viver.
Decerto que nos amam, tanto quanto os amamos, entretanto, aspiram a seguir por vias diferentes das nossas.
Agradeçamos aqueles que se harmonizem conosco, reconfortando-nos com a ternura da presença constante, mas saibamos agradecer também o esforço daqueles outros que procuram ser bons e retos sem nós. Muitas vezes, quando alguns deles se nos afastam da convivência é porque permanecem atendendo a dificuldades e provas nas quais a nossa intervenção resultaria simplesmente em ação indébita, complicando as questões em foco ao invés de resolvê-las.
Compadece-te de teus filhos casados, procurando respeitá-los na desvinculação de que necessitem para serem felizes.
O amor verdadeiro não cria problemas.
Recordemos, nós todos, os Espíritos encarnados ou desencarnados, que os nossos filhos no mundo, qual nos ocorre, são, acima de tudo, filhos de Deus e precisam, tanto quanto nós, de apoio na liberdade para conseguirem efetivamente viver.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
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segunda-feira, 11 de abril de 2016

AMOR: O MAIOR MANDAMENTO ENSINADO POR JESUS II

                Somente o amor fará com que extirpemos de nosso coração o egoísmo, pois ele impede nosso progresso moral. E para que consigamos vencer esse mal é preciso muita coragem. É preciso ter mais coragem para vence-se a si mesmo do que para vencer os outros. Isso porque o egoísmo é uma chaga tão ultrajante que é capaz de derrocar todas às inteligências. O egoísmo é a negação do amor.
                O amor é a caridade em ação e é impossível desvincular a palavra amor de caridade, pois caminham juntas e amar ao próximo como ensinou Jesus é dar de seu sentimento puro e único em favor do semelhante.
                Com o tempo devemos compreender que a caridade material, essa de dar coisas materiais, se dá com a consequência da espiritualidade e moralização do homem. Então entendemos que a caridade é uma disposição íntima ativa e dinâmica, que se manifesta das mais variadas formas: em pensamentos de amor e bondade, em conselhos úteis, em doar horas de nosso tempo e favor de ouvir alguém, em alimento e recursos na hora certa, em força que reanima!
                O comportamento caridoso é aquele que não espera ou exige reconhecimento, gratidão  ou qualquer tipo de recompensa e é justamente esse desapego dos resultados que caracteriza o indivíduo caridoso, pois ele se disponibiliza ao outro pela simples satisfação que isso lhe proporciona. A nossa felicidade verdadeira está em fazer os outros felizes.
                Na pergunta 886, de O Livro dos Espíritos, observamos a instrução dos espíritos frente ao posicionamento do verdadeiro cristão: “Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como entendia Jesus? Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas.
                E o que é ser benevolente? É ter boa vontade para com os outros. É se deixar guiar pela amabilidade, pela generosidade e solidariedade, pelo interesse para com o bem-estar do outro, indistintamente.
                O que é ser indulgente? É a capacidade de aceitar e tolerar as atitudes alheias, julgando com bem menos severidade seus erros e equívocos. Suportando as diferenças uns dos outros.
                O que é perdão? É libertar-se, desvincular da raiva e do ressentimento que mentalmente os prendem ao outro, é sobrepor o amor ao orgulho ferido, sem mágoas no coração.
                A caridade, portanto, é o amor em ação. Mas, não esse amor da qual hoje a sociedade moderna nos insufla, esse não é o amor. É o amor como ensinado por Paulo na passagem aos Coríntios do Evangelho: “Se eu falar a língua dos homens e dos anjos, e não tiver a caridade, não tiver o amor, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine... se não tiver a caridade, o amor, eu nada sou.”
                O amor sem externar ação da caridade, seja das mais variadas formas, não é o verdadeiro amor!
                Sejamos nós, autores da ação íntima do verdadeiro germe do amor, distantes de instintos perturbadores e das sensações superficiais, das quais muitos buscam na atualidade e comprometem-se pelos prazeres mundanos. Sejamos a chama da ação do amor ao próximo, assim como ensinou Jesus.

Juliana P. C. Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – maio/2015
imagem: google

sábado, 9 de abril de 2016

AMOR: O MAIOR MANDAMENTO ENSINADO POR JESUS I

                “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mateus XXII)
                Eis a Lei que resume toda máxima e preceitos do cristo, a qual, no capítulo XV, do Evangelho Segundo o Espiritismo, também bem nos complementar as informações: “Não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo conta Deus’. Com um Deus imparcial, soberanamente justo, bom e misericordioso, ela fez do amor de Deus e da caridade para com o próximo a condição indeclinável da salvação e nosso progresso, dizendo: “Amai a Deus sobre todas as coisas e o vosso próximo como a vós mesmos; nisto estão toda a lei e os profetas; não existe outra lei. Sobre esta crença, assentou o princípio da igualdade dos homens perante Deus e o da fraternidade universal”.
                E Jesus, o modelo a ser seguido, pautou toda Sua doutrina na Lei de Amor, pois o Amor é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. “No seu ponto de partida o homem só tem instintos, mais avançado e corrompido, só tem sensações, mais instruído e purificado, tem sentimentos. O amor é o requinte dos sentimentos.”
                O instinto é a germinação, são embriões do sentimento, e todos nós possuímos a centelha desse fogo sagrado, que é o Amor depositado em nossos corações. Esse germe do Amor se desenvolve e cresce com nossa moralidade e inteligência.
                Portanto, estamos ainda muito distantes desse amor sublime e verdadeiro tal qual ensinou e exemplificou Jesus, uma vez que encarnados muitas vezes levamos aos instintos materiais ou sensações, por ações físicas o que acreditamos ser amor! Somente mais instruídos e purificados, entenderemos o verdadeiro sentido do Amor. Daí a máxima deixada por Lázaro no Evangelho: “Feliz aquele eu ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo.”
                Então, percebemos como estamos cada dia mais adoentados da alma que reflete patologicamente no corpo. Quantas doenças existentes entre nós causadas pela angústia, cólera, raiva, ódio, intolerância e incompreensão são advindas porque não temos purificado em nós o sentimento do Amor.
                Arrastamos por anos em nossa existência atual pensamentos de vingança, nutrimos o ódio, a inveja dando lugar ao egoísmo nas relações humanas. Nunca estivemos tão sozinhos, solitários individualistas por nossa própria opção.
                Mas, para praticar a Lei de Amor como Deus a que, é necessário que amemos pouco a pouco e indistintamente a todos nossos irmãos. Essa tarefa é longa e difícil, mas será realizada pois, faz parte de nossa doutrina e cedo ou tarde seremos arrastados pelo progresso da humanidade.

(continua)

Juliana P. C. Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – maio/2015
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quarta-feira, 6 de abril de 2016

AMOR ACIMA DE TUDO II

                Observa se te encontras na condição de cumpridor da recomendação do mestre. Nessa síntese perfeita, defrontas todas as necessidades para a tua atual existência e a solução para todos os teus problemas.
                Avalia com serenidade a tua conduta em relação a Deus,  ao próximo e a ti mesmo.
                Caso te encontres em falta com algum dos postulados da triado superior, propõe-te corrigir a deficiência, alterar a conduta para a plenificação.
                Certamente descobrirás a necessidade de amar o Pai Celeste e o próximo conforme as tuas possibilidades. No entanto, tens restrições ou paixões com referência a ti mesmo.
                Em uns períodos detestas-te, enquanto que noutros justificas-te, confessando-te vítima dos outros.
                Necessário que te ames com retidão.
                Dedica-te à meditação salutar em torno das tuas deficiências, para corrigi-las, e dos teus valores, para ampliá-los. Usa de severidade sem crueza e de amor sem pieguismo, para te colocares em rota de equilíbrio, de crescimento.
                Amar-se é maneira de aprimorar-se em espírito, em emoção e em corpo. Sem nenhum desprezo por qualquer componente do conjunto harmônico que és, ama-te, lutando com tenacidade para te superares cada dia mais, estabelecendo novas diretrizes e alvos promissores que lograrás, sendo generoso, ativo e perseverante no bem, em relação a ti mesmo.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis        

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terça-feira, 5 de abril de 2016

AMOR ACIMA DE TUDO I

                Jesus recomendou que o amor deve ser a pedra angular de todas as construções. Considerou-o como o mandamento maior e sintetizou toda a Lei e os profetas no amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
                Nessa diretriz de aspecto tríplice estão presentes todas as realizações humanas, suas ambições e metas.
                O amor a Deus significa o respeito e a ação preservadora da vida em todas as suas expressões, tornando-se o ser parte integrante dEle, consciente do conjunto cósmico.
                A responsabilidade perante a Natureza, não a agredindo nem a vilipendiando, antes contribuindo para o seu desenvolvimento e harmonia, expressa o amor que contribui para a obra divina, homenageando-lhe o Autor.
                O amor ao próximo é consequência daquele que se dedica ao Genitor, demonstrando a fraternidade que a todos deve unir, por Lhe serem filhos diletos que marcham de retorno ao Seu seio.
                Sem esse sentimento para com o seu irmão, eis que se desnorteia na solidão e enfraquece-se, descoroçoando-se nas atividades iluminativas.
                O amor a si mesmo sem a paixão ególatra eleva-o à culminância da plenitude, auxiliando-o no desenvolvimento dos ignorados tesouros que lhe jazem adormecidos.
                Esse amor se manifesta como forma de preservar e dignificar a existência física, harmonizando-se com o conjunto geral, tornando-se um polo de irradiação de alegria, paz e bem-estar que a todos impregna.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

SE NÃO TIVER

                Desde tempos memoriais, de quando o homem aprendeu a expressar seus sentimentos, através de múltiplas linguagens (visual e textual), muito tem se falado sobre o amor. Sobretudo, nos últimos dois mil anos, após o advento do Mestre Jesus, expectativas várias são criadas em torno desse sentimento. Nos dicionários, define-se a palavra latina amor pelos significados de afeição, compaixão, misericórdia, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. o conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação e é tido por muitos como a maior de todas as conquistas do homem. Pois bem, bonito no papel, mas o problema é que em nome deste sentimento, que o homem tem se hostilizado, dando origem a tragédias, gerado grandes dificuldades e muitos encargos espirituais.
                Emmanuel, através de psicografia de Chico Xavier, já nos falou em Perfeito e Imperfeito Amor, identificando-o em dois tipos: o do sentido evangélico, que nos foi exemplificado por Jesus, e o humano, como o do dicionário e das tragédias. Entre ambos, uma grande diferença, visto que o amor humano, está mais para algo nocivo e perigoso, já que se alicerça no egoísmo e no ciúme, no ter para si. É desastroso, acabando por das origens a vários males, que vão desde o assassinato até o suicídio. Como se percebe, bem distante do amor no conceito de Jesus, que se fundamenta na abnegação, na dedicação, na humildade, no ser para os outros.
                O amor humano, nas suas diversas tipologias: conjugal, materno, filial, civismo, étnico, dentre tantos, são apenas reflexos do verdadeiro amor do Cristo que abrange e penetra todos os seres e desabrocha sob formas variadas. O amor evangélico é o princípio da vida universal, que engrandece o ser, que enobrece a alma e nos leva de volta ao seio do Pai, no reino que não é deste mundo, aquele da felicidade inexprimível. Na nossa imperfeição, conhecemos profundamente o amor humano e o vivemos com intensidade, porém, como estamos distantes ainda do amor evangélico, perfeitamente desenvolvido. Como identificar um e outro? Amor humano é por determinada pessoa ou coisa, enquanto o Amor com “a” maiúsculo é um sentimento que se manifesta em todas as atitudes do ser e que tem como principal característica o real interesse pelas necessidades do outro, sejam elas quais forem. No divino, trata-se daquele em que o sentimento pelo próximo supera tudo o mais, e no humano, prevalecem apenas as necessidades doentias ou pessoais do ser.
                Emmanuel, ao tratar deste assunto, descreve que o imperfeito amor, procurando o gozo próprio no concurso dos outros é quase sempre o egoísmo em disfarce, buscando a si mesmo nas almas a fim para tormenta-las sob múltiplas formas de temor: a exigência e o crime, a crueldade e o desespero, acabando ele próprio no inferno da amargura e frustração. O verdadeiro amor, faz o bem e sacrifica-se sem esperar retribuição porque compreende que o Pai traçou caminhos para a evolução aprimoramento das almas, que a felicidade não é a mesma para todos e que amar significa entender, ajudar, abençoar e sustentar sempre os corações no degrau de luta em que lhes é próprio. Desta maneira, para que nossa alma se expanda sem receio através das realizações que o Senhor nos confia é necessário saber amar com abnegação e ternura entre esperança incansável e o serviço incessante do bem.
                O verdadeiro amor, conforme ensina Jesus e nos relembra João, o perfeito amor lança fora o temor (João, 4:18), é o sentimento que leva a respeitar, interessar-se, auxiliar qualquer ser humano, a sentir em todos irmãos, a orientar no sentido da solidariedade e da cooperação. O amor humano pouco tem a ver com o preceito do Cristo, expresso no novo mandamento que Ele nos deu (Que vos amei uns aos outros como eu vos amei). O amor humano sonha com beijos, carinhos, abraços, paixão, enquanto Paulo nos adverte que o amor tudo sofre (I Coríntios 13:7). Ou seja, evidencia-se num modo de viver pessoal mais elevado; com a presença do trabalho, da renovação interior, da ajuda sem esperar retribuição; promovendo, enriquecendo, construindo o homem novo. O amor tudo sofre, assertiva apostólica que soa como um convite à aquisição do amor legítimo, conforme ensinou Jesus. Do sentimento que leva a respeitar, interessar-se, auxiliar qualquer outro ser humano; que orienta na direção da solidariedade, da cooperação, e do interesse social.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2015
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

INSTINTO E VIRTUDE

(J. Herculano Pires)
          Seria o amor materno uma virtude ou apenas um instinto que tanto se manifesta na Humanidade quanto nos animais? Kardec propôs essa questão aos Espíritos Superiores e podemos encontra-la, com a resposta dada, na pergunta 890 de O Livro dos Espíritos.

Os Espíritos respondem que o amor materno é instinto nos animais e também na criatura humana, mas nos animais é limitado as necessidades de conservação e desenvolvimento da prole, desaparecendo em seguida. E acrescentam: “Na criatura humana persiste por toda a vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes, pois sobrevivem a

própria morte, acompanhando o filho além da tumba. Vede que há nele alguma coisa mais do que no animal”.

Nas sessões mediúnicas, quando nos defrontamos com Espíritos endurecidos, vemos quase sempre que eles são socorridos pelas mães que se desvelam no mundo espiritual a ampará-los e desviá-los do erro. E o amor materno acompanhando-os além da tumba. São fatos assim que nos dão a segurança da verdade espírita, pois de Kardec até hoje os princípios doutrinários são confirmados em todas as experiências sérias e bem dirigidas.

Na mensagem de Emmanuel temos também o problema do amor fraterno, que é essencial para a evolução humana. Esse amor, que abrange todas as criaturas, depende da nossa capacidade de superação do egoísmo, de nos elevarmos acima de nós mesmos para podermos perdoar e aceitar os outros. É o caso da esposa abandonada pelo marido que a deixa em dificuldades para criar e educar os filhos. Emmanuel lembra a carga de forças negativas procedentes de existências anteriores e a fragilidade da criatura humana para vencê-las em certas circunstâncias. Daí aconselhar a mulher que não condene o transfuga, para não aumentar essa carga, auxiliando-o a vencê-la com os seus bons pensamentos e sentimentos de amor.

A mãe está biológica e espiritualmente mais ligada aos filhos do que o pai. Nela, portanto, o instinto natural e a virtude moral se conjugam de maneira mais profunda. Grande é a responsabilidade paterna pelos filhos, mas a responsabilidade materna é ainda maior.

 

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
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