Palestra realizada por Roosevelt Thiago no Programa Mentes do Amanhã, muito esclarecedora, vale a pena arrumar um tempinho para ouvir. Nos auxilia na observação do nosso comportamento, para evitarmos essa doença, que ao contrário do que dizem, não é tipica dessa era, pois existem relatos desse mal desde sempre.
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domingo, 23 de novembro de 2014
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
DEPRESSÃO
Em muitas circunstâncias, podemos considerar a
depressão como natural período de transição. São tempos de mudança e
crescimento, épocas de tristeza que antecedem novos horizontes de amadurecimento
do ser em constante processo de evolução.
Os fenômenos naturais da vida sucedem, organizados,
em ciclos determinados. Os períodos de troca dos antigos conceitos por outros
tantos mais novos e melhores para o nosso momento atual fazem parte desse ciclo
natural da consciência humana. Porque somos também natureza; possuímos as
estações da alegria, do entusiasmo, da moderação e do desânimo, assim como as
da primavera, do verão, do outono e do inverno.
Aprendendo com a natureza entre as observações das
leis que regem os ecossistemas, é que deixaremos as atmosferas cinzentas da
depressão passar para focarmo-nos nos dias de sol e de alegria, que voltarão a
brilhar.
Por sermos parte desse grandioso espetáculo da
natureza e possuirmos a capacidade de entendê-lo racionalmente, é que
deveríamos ser os primeiros a considerar a sagrada naturalidade que há em nós,
bem como a perceber, conscientemente, seu processo atuando em nossa intimidade.
A seguir, algumas conexões entre as leis ou regras de
funcionamento dos ecossistemas, que nos ensinarão a regular nosso ritmo de vida
para não voltarmos aos velhos padrões de pensamentos depressivos:
1 – Na diversidade de
novos conhecimentos filosóficos, religiosos ou científicos e na análise de
diversos modos de definir a realidade das coisas é que aumentaremos a
capacidade de auto-regular-nos emocionalmente para restabelecermos um novo
equilíbrio existencial.
2 – Na interdependência
da vida social, mas nunca no isolamento, é que extrairemos as experiências de
que necessitamos para sair do marasmo, pois é nas relações de permuta constante
na vida coletiva que aprenderemos que tudo está relacionado com tudo. Devemos
descobrir nossas similaridades com toda a obra da Criação. Ninguém será feliz
sozinho, pois o homem é apenas uma parcela dessa grande sinfonia da evolução da
vida na Terra.
3 – na reciclagem de
todos os elementos que as experiências da vida nos oferecem, o reaproveitamento
deverá ser feito indistintamente, tanto para os que chamamos bons quanto para
os que consideramos maus. Alegria e tristeza são nossos companheiros de viagem,
estão sempre nos ensinando algo na caminhada evolucional. Tudo tem seu próprio
valor e lugar na existência; por isso, não devemos tentar afastar de forma
irrefletida as nuvens negras que impedem, momentaneamente que a luz nos
alcance. A vida na Terra ainda é um jogo de luzes e sombras. Tudo na vida tem
um fim utilitário para crescermos integralmente.
A reflexão atenta a esses apontamentos permite-nos
entender melhor nossos ciclos depressivos, recolhendo assim as abençoadas
sementes de arte de viver.
Do livro: As Dores da
Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
DEPRESSÃO II
Há em nós um mecanismo psicológico regulado pelo
nosso grau evolutivo, que assimila os fatos ou os ensinamentos de acordo com
nossas conquistas nas áreas da percepção e do entendimento. Nossa incapacidade
para absorver certos aspectos da vida deve-se a causas situadas nas profundezas
da nossa consciência, que está em constante aprendizado e ascensão espiritual.
Portanto, não devemos nos culpar por fatos negativos do passado, pois tudo o
que fizemos estava ao nível de nossa compreensão à época em que eles ocorreram.
Poderemos ir resgatando as nossas faltas,
reparando-as. Mas, não creiais que as resgateis mediante algumas privações
pueris, ou distribuindo em esmolas o que possuirdes. Deus não dá valor a um
arrependimento estéril, sempre fácil e que apenas custa o esforço de bater no
peito, mas sim reavaliando antigas emoções e resgatando sentimentos passados, a
fim de transformá-los para melhor. Desse modo, reconquistamos a perdida postura
interior de vida própria e promovemos a modificação de nossas atitudes
equivocadas perante as pessoas.
Emoções não são erradas ou pecaminosas, elas não são
os atos em si, pois raiva é muito diferente de cometer uma brutalidade.
Para repararmos, é preciso saber lidar com nossas
emoções; não devemos nos censurar por senti-las, mas sim julgar a decisão do
que faremos com elas. Advertimos, porém, que não estamos sugerindo que as
emoções devam controlar nossas comportamentos. Ao contrário, acreditamos que,
se não permitirmos senti-las, não saberemos como tê-las sob nosso controle.
Admitindo-as e submetendo-as ao nosso código de
valores éticos, ao nosso intelecto e à nossa razão, saberemos comandá-las
convenientemente, pois o resultado da repressão de nossas reações emocionais
será uma progressiva tendência a estados depressivos.
Do livro: As Dores da
Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google
terça-feira, 7 de outubro de 2014
DEPRESSÃO I
Reparação é o ato de compensar ou ressarcir prejuízos
que causamos, não apenas aos outros mas também a nós mesmos, através de
posturas inadequadas e injustas.
Necessitamos reparar as atitudes desonestas que
tivemos perante nós mesmos, para ressarcir-nos dos abalos que promovemos contra
nossas próprias convicções e para compensar-nos da deslealdade com nosso modo
de ser e com nossos valores íntimos.
Devemo-nos conscientizar do quanto estivemos abrindo
mão de nossos sentimentos, pensamentos, emoções e necessidades em favor de
algum, somente para receber aprovação e consideração.
Quantas vezes asfixiamos e negamos nossas emoções
diante de acontecimentos que nos machucaram profundamente. Relegar essa parte
de nós e ignorá-la pode se tornar um tanto desagradável e destrutivo em nossas
vidas.
Viver o direito de sentirmos nossas emoções equivale
a ser honestos com nós mesmos. Elas nos ajudam no processo de autodescobrimento
e estão vinculadas a estruturas importantes de nossa vida mental, como os
pensamentos cognitivos e as nossas intuições.
O hábito de rejeitarmos, frequentemente, as energias
emocionais fará com que percamos a capacidade de sentir corretamente, e, sem a
interpretação dos sentimentos, não poderemos promover a reparação de nossas
faltas.
Para repará-las, é necessário termos a liberdade de
sentir o que sentimos e de vifer segundo nossas próprias emoções.
Para resgatar nossas faltas conosco e com os outros,
é imperioso, antes de tudo, desbloquear nossa consciência para que possamos ter
um real entendimento do que e como estamos fazendo as coisas em nossa vida.
Do livro: As Dores da
Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
A TRAGÉDIA DA DEPRESSÃO
A tristeza faz parte
do cardápio da saúde, proporcionando momentos de melancolia, de reflexão, de
falta de interesse por valores que, em determinado momento, eram portadores de
significação, e a perderam.
Esse fenômeno, porém,
que é natural em a natureza humana, que o experimenta com certa periodicidade,
não se deve prolongar, a fim de não se transformar na dolorosa patologia.
Sintoniza, portanto,
as tuas aspirações nas propostas de Jesus, em torno da vida e da alegria de
viver, resultando em saúde espiritual que tomará conta da ta existência,
tornando-te realmente feliz.
Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: hypescience.com
domingo, 6 de maio de 2012
A TRAGÉDIA DA DEPRESSÃO IV
Isso porque, invariavelmente, os transtornos de conduta como noutros, sempre existem interferências espirituais infelizes, produzidas por antigos desafetos que ficaram na memória do passado, mas que prosseguem vivos e atuantes, buscando vingar-se dos sofrimentos que lhes foram infligidos por aqueles que agora se lhes transformam em vítimas.
A obsessão campeia na área do comportamento com mais vigor do que se pode imaginar, sendo, não raro, a causa de maior número de problemas emocionais e psíquicos de que padece a sociedade.
Os fatores provindos do exterior e do interior, encarregados de os desencadear, encontram-se intimamente gravados nas causas reais desses acontecimentos perturbadores, que muitas vezes se fazem funestos.
Porque ninguém foge da própria consciência, mesmo quando não se encontra instalada a culpa dos males que foram praticados nas existências passadas, eles permanecem nos arquivos profundos do perispírito, responsável pelas fixações no inconsciente individual, facultando a sincronização com as mentes desencarnadas perversas, mediante o fenômeno da afinidade vibratória.
A existência humana sempre transcorre através de erros e acertos que oferecem o saldo correspondente à qualidade das ações praticadas.
Quando essas pertencem ao quadro do bem, elevam o ser, que se reencarna sem as feridas morais trazidas do ontem, portador de recursos saudáveis para o trânsito carnal. No entanto, quando há predominância dos débitos morais, o espírito, ao reencarnar-se, imprime nos tecidos sutis da organização cerebral o esquema de valores que lhe dizem respeito, programando a jornada física.
Tudo no universo obedece à ordem, ao equilíbrio, aos padrões divinos da justiça e da equanimidade.
Os infratores das leis sofrem, como é compreensível, o resultado do seu desrespeito a esses códigos inalteráveis.
Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
sábado, 5 de maio de 2012
A TRAGÉDIA DA DEPRESSÃO III
Herdando as suas ações anteriores, positivas e negativas, quando há predominância das prejudiciais, o espírito renasce com as tendências funestas para a depressão, bem como para todos e quaisquer problemas na área da saúde, ou, quando são nobres, enriquecido de valores que o tornam saudável.
Eis porque se torna indispensável a vivência das atitudes espirituais elevadas, que estimulem pelo pensamento o cérebro à manutenção das monoaminas responsáveis pela harmonia e bem-estar emocional: a serotonina, a noradrenalina, a dopamina.
Mediante as terapias médicas especializadas, os pensamentos habituais de desprezo por si mesmo, pelo mundo e pelo porvir lentamente cederão lugar à esperança, com algumas alternativas perturbadoras, até se fixarem os ideais de renovação responsáveis pela conquista da saúde.
Nesse período de terapêutica medicamentosa, nunca esquecer que a interrupção por este ou aquele motivo irá produzir resultados danosos á recuperação, podendo levar o paciente a um estado de cronicidade do distúrbio depressivo.
Não poucas vezes, a melhora que o enfermo experimenta durante o tratamento proporciona-lhe a idéia falsa da cura, o que lhe faculta a atitude errônea de suspender os medicamentos, que se farão necessários no próximo episódio ou recidiva.
O contributo da psicoterapia defluente do esforço pessoal em favor da própria cura, das leituras edificantes e estimuladoras, dos objetivos enobrecedores da existência humana, o trabalho artístico em qualquer área, ensejando a instalação da beleza na névoa da depressão, a oração ungida de amor e de confiança em Deus, simultaneamente a recepção de passes e a absorção da água fluidificada são de alta magnitude, favorecendo a reconquista integral da saúde emocional.
(continua)
(continua)
Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
sexta-feira, 4 de maio de 2012
A TRAGÉDIA DA DEPRESSÃO II
Quando se cultivam sentimentos agradáveis, o sistema límbico no cérebro é acionado, produzindo bem-estar, mantendo a temperatura em harmonia, afetando desse modo todas as funções orgânicas e, naturalmente, as emocionais.
Por meio das neurocomunicações, a vida expressa-se no corpo de acordo com as paisagens ancestrais da hereditariedade, das enfermidades infectocontagiosas, dos traumas da infância, dos distúrbios orgânicos, assim como dos conflitos que atormentam o indivíduo, levando à saúde ou aos variados transtornos que lhe afetam a existência.
O desequilíbrio das funções tireoidianas, as mudanças orgânicas pela menopausa e pela andropausa, o câncer, o abuso do álcool, as doenças cardiovasculares, a idade avançada contribuem de maneira vigorosa para a presença da depressão, que tende a agravar-se conforme o tratamento ou não que se lhe ofereça.
Como decorrência, surgem os seus sintomas em forma de fadiga, estresse, problemas de alimentação, aumento ou perda de peso, mal-estar generalizado, dificuldade de sono contínuo com episódios de insônia, indigestão, palpitações, dores articulares, disfunção sexual, vertigens, sobretudo desinteresse pela vida.
A depressão é perversa, porque também se esconde sob máscaras sutis, infelicitando aqueles que lhe tombam nas armadilhas.
Merece, no entanto, ter-se em mente como preponderantes as heranças das reencarnações transatas que respondem pelos sintomas geradores do tormento depressivo.
(continua)
(continua)
Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
quinta-feira, 3 de maio de 2012
A TRAGÉDIA DA DEPRESSÃO I
A cultura contemporânea, ante o utilitarismo de que se faz portadora, emissária do consumismo e da perda de identidade do ser humano, que a todos iguala em padrões de esdrúxulo comportamento, favorece a irrupção pandêmica da depressão, conforme vem assolando em toda parte.
Propondo o imediatismo como medida salvacionista do caos que se estabelece, em razão da ausência de objetivos relevantes para a existência, estimula a aquisição de recursos que somente proporcionam os meios para o prazer e o narcisismo, o desfrutar dos gozos exaustivos, levando ao estresse, por um lado, quando as dificuldades se apresentam, ou ao tédio, após fruídos continuamente.
Essa conduta é estimulante aos iniciantes nos jogos dos interesses materiais, sem a experiência, que é fruto dos labores vivenciados na conquista dos ideais mais significativos da sua existência.
Buscando as sensações fortes do dia a dia, não se preocupam com as emoções superiores da vida a serviço da iluminação pessoal, como conseqüência do conhecimento intelectual e do sentimento profundo do amor, em perfeita identificação de objetivos morais.
O ser humano encontra-se, quando nessa condição, soterrado sob a força dos desejos primários que o vêm conduzindo pelo amplo período da evolução.
Ademais dos fatores sociopsicológicos geradores da depressão, é possível acrescentar-se os que se derivam da perda de sentido existencial, da ausência de segurança nos padrões nobres das tradições de beleza e de objetivos dignificantes, da falta de convivência saudável com o próximo, em razão do medo de ser traído, abandonado, explorado ou simplesmente ignorado quando as suas necessidades se impuseram em relação à amizade e ao afeto.
(continua)
Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
DEPRESSÃO III
Quem se detém na marcha, assinalando dificuldades, ou se recusa à tenacidade do trabalho, perde-se pelo caminho da evolução.
Aplicar o tempo no pessimismo, nas conjecturas deprimentes, é maneira de ampliar o quadro de angústia, malbaratando a oportunidade de libertar-se da injunção penosa em que transita.
Todos os indivíduos experimentam dificuldades e lutas, sofrem tristezas e desencantos, negando-se alguns a permanecer nesse estado de aflição injustificável.
Quando ocorre a aceitação passiva da dificuldade e a submissão aos fenômenos internos afligentes, o enfermo necessita de assistência médica, não apenas de natureza psiquiátrica, mas também de auxílio psicológico, a fim de sair da prostração, de arrebentar as algemas constritoras da emoção enfermiça.
A depressão pode ser superada, caso o paciente opte pela luta e a ela entregue-se com afinco.
A concentração mental nos ideais do bem lentamente preenche o vazio existencial, estimulando os neurônios às sinapses, restabelecendo o ritmo e a produção dos neuropeptídios responsáveis pela alegria e dinâmica da existência.
Nesse ínterim, a oração deve ser transformada em hábito de reflexão, utilizando-a com freqüência, de modo que possa sintonizar com as fontes do bem, de onde procedem as energias saudáveis, renovadoras.
Qualquer atividade, mesmo que constituindo um grande esforço, levando à transpiração, constitui também eficiente procedimento terapêutico, ao lado dos exercícios físicos, tais a ginástica, a natação, as caminhadas.
Indispensável se torna que o enfermo realize a parte que lhe diz respeito, desse modo cooperando para o próprio restabelecimento.
Na raiz do transtorno depressivo, existe sempre uma psicogênese de natureza espiritual de caráter obsessivo, resultante da infeliz conduta anterior da atual vítima, razão pela qual as psicoterapias do amor, da prece, da caridade, da paciência e da resignação tornam-se indispensáveis.
Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
DEPRESSÃO II
O mergulho na depressão, no entanto, não tem como finalidade essencial vivenciar-se apenas a dor, o sofrimento, mas proporcionar-se o encontro do ser com ele mesmo.
Depressão significa puxar para baixo, obrigando o espírito a refugiar-se nas reflexões internas, a refazer observações, a percorrer novos caminhos.
Convidado o ser humano para as conquistas externas, quase todas as suas aspirações cingem-se ao ter, ao adquirir, ao aparecer. É nesse momento que ocorre o fenômeno da melancolia, em razão do vazio que as conquistas externas proporcionam ao ser interior, que não se sente preenchido de objetivos reais, sendo conduzido à meditação profunda, de cujo abismo poderá sair renovado e feliz.
Todo aquele que atravessa essa fase natural da existência física,mantendo-se lúcido e resolvido a esquadrinhar o abismo das reflexões melancólicas, consegue superar as sombras densas e alcança a claridade do dia de paz e de alegria de viver.
Lamentavelmente, o enfermo entrega-se à lamúria e ao autoabandono, passando a cultivar a autocompaixão e a revolta em relação aos demais que tem em conta de saudáveis, considerando-os imerecidamente privilegiados.
Permitindo-se a autocomiseração, pensa apenas em fugir, desistindo da luta, em razão dos conflitos que o assenhoreiam e do desencanto que o domina.
A vida impõe esforços que devem ser aplicados a benefício das conquistas desafiadoras, que aguardam aqueles que as desejam alcançar.
Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
terça-feira, 20 de setembro de 2011
DEPRESSÃO I
No momento, quando as conquistas libertadoras da inteligência alcançam elevados índices de superior tecnologia e de grandiosa compreensão científica em torno da vida e das suas complexidades, assim como do macro e do microcosmo, os desvarios da emoção fazem-se assinalar por angústias devastadoras nas existências vazias de significado.
Paradoxalmente, nunca houve tanto conforto, assim como tantas concessões ao prazer, ao poder, ao trabalho e ao repouso, à alimentação bem balanceada, aos relacionamentos sexuais, às comunicações e recreação, apresentando-se, simultaneamente, aflições incontáveis, desaires graves, transtornos de comportamento, alienações mentais que se expressam de maneira sutil ou vigorosa, ceifando a alegria e o encantamento das criaturas humanas.
Qual moléstia invisível, uma onda volumosa de desespero, silencioso em uns momentos e noutros gritante, toma conta da sociedade terrestre, dizimando as belas florações da esperança e atirando as pessoas desavisadas aos fundos poços do desinteresse pela vida e pelas lutas renovadoras.
A aquisição de tudo quanto parece constituir meta, vitória existencial, subitamente cede lugar ao tédio, à perda da vontade, ao desânimo, com indiscutíveis prejuízos para a sociedade.
A princípio, apresenta-se em forma de tristeza pertinaz que se faz acompanhar por um séquito de ferrenhos adversários da paz, exaltando as emoções ou amortecendo-as, anulando os interesses pela permanência dos objetivos essenciais, dando lugar à melancolia que se instala, perniciosa, convertendo-se em grave depressão.
O ser humano deve alcançar os patamares superiores do conhecimento e do amor, vivenciando a sabedoria, numa síntese harmônica de conquistas da inteligência e do sentimento.
Nada obstante, as aspirações exageradas e a movimentação contínua resultam em ansiedade, desgastando as energias nervosas, dando lugar ao desfalecimento das forças, fragilizando o indivíduo.
De certo modo, as ocorrências psicossociais, tais como a desintegração da família, a perda das tradições, a solidão no grupo social volumoso, contribuem para o aumento dos distúrbios da emoção e de transtornos psíquicos mais severos. Embora esses fatores também ocorram nas famílias ajustadas, nos grupos harmônicos, nas sociedades equilibradas, mais se manifestam quando esses valores são desprezados.
Inegavelmente, o ser humano encontra-se enfermo, às vezes em transitório estado de bem-estar que cede lugar a sucessivos desequilíbrios, quando surgem ocorrências predisponentes ou preponderantes para o surgimento das distonias.
Sem desconsiderarmos as causas endógenas, que são propiciadas pelo espírito desde o momento da sua reencarnação, aquelas exógenas como as perdas, o medo, as acima referidas facultam abrir-se o leque imenso da psicopatologia depressiva nefasta.
As estatísticas alarmantes dos suicídios encontram a sua gênese, quase sempre, na depressão, desencadeada por circunstâncias aleatórias.
Sem objetivos bem delineados e sem segurança íntima que proporcionam o equilíbrio real, o ser humano desfalece e deixa-se arrastar pela virose perversa e destrutiva.
A depressão é doença do espírito, e no espírito deve ser tratada.
(continua)
Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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