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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DEPRESSÃO II

                Há em nós um mecanismo psicológico regulado pelo nosso grau evolutivo, que assimila os fatos ou os ensinamentos de acordo com nossas conquistas nas áreas da percepção e do entendimento. Nossa incapacidade para absorver certos aspectos da vida deve-se a causas situadas nas profundezas da nossa consciência, que está em constante aprendizado e ascensão espiritual. Portanto, não devemos nos culpar por fatos negativos do passado, pois tudo o que fizemos estava ao nível de nossa compreensão à época em que eles ocorreram.
                Poderemos ir resgatando as nossas faltas, reparando-as. Mas, não creiais que as resgateis mediante algumas privações pueris, ou distribuindo em esmolas o que possuirdes. Deus não dá valor a um arrependimento estéril, sempre fácil e que apenas custa o esforço de bater no peito, mas sim reavaliando antigas emoções e resgatando sentimentos passados, a fim de transformá-los para melhor. Desse modo, reconquistamos a perdida postura interior de vida própria e promovemos a modificação de nossas atitudes equivocadas perante as pessoas.
                Emoções não são erradas ou pecaminosas, elas não são os atos em si, pois raiva é muito diferente de cometer uma brutalidade.
                Para repararmos, é preciso saber lidar com nossas emoções; não devemos nos censurar por senti-las, mas sim julgar a decisão do que faremos com elas. Advertimos, porém, que não estamos sugerindo que as emoções devam controlar nossas comportamentos. Ao contrário, acreditamos que, se não permitirmos senti-las, não saberemos como tê-las sob nosso controle.
                Admitindo-as e submetendo-as ao nosso código de valores éticos, ao nosso intelecto e à nossa razão, saberemos comandá-las convenientemente, pois o resultado da repressão de nossas reações emocionais será uma progressiva tendência a estados depressivos.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google

terça-feira, 7 de outubro de 2014

DEPRESSÃO I

                Reparação é o ato de compensar ou ressarcir prejuízos que causamos, não apenas aos outros mas também a nós mesmos, através de posturas inadequadas e injustas.
                Necessitamos reparar as atitudes desonestas que tivemos perante nós mesmos, para ressarcir-nos dos abalos que promovemos contra nossas próprias convicções e para compensar-nos da deslealdade com nosso modo de ser e com nossos valores íntimos.
                Devemo-nos conscientizar do quanto estivemos abrindo mão de nossos sentimentos, pensamentos, emoções e necessidades em favor de algum, somente para receber aprovação e consideração.
                Quantas vezes asfixiamos e negamos nossas emoções diante de acontecimentos que nos machucaram profundamente. Relegar essa parte de nós e ignorá-la pode se tornar um tanto desagradável e destrutivo em nossas vidas.
                Viver o direito de sentirmos nossas emoções equivale a ser honestos com nós mesmos. Elas nos ajudam no processo de autodescobrimento e estão vinculadas a estruturas importantes de nossa vida mental, como os pensamentos cognitivos e as nossas intuições.
                O hábito de rejeitarmos, frequentemente, as energias emocionais fará com que percamos a capacidade de sentir corretamente, e, sem a interpretação dos sentimentos, não poderemos promover a reparação de nossas faltas.
                Para repará-las, é necessário termos a liberdade de sentir o que sentimos e de vifer segundo nossas próprias emoções.
                Para resgatar nossas faltas conosco e com os outros, é imperioso, antes de tudo, desbloquear nossa consciência para que possamos ter um real entendimento do que e como estamos fazendo as coisas em nossa vida.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

EM TORNO DA PROFISSÃO

A sua profissão é privilégio e aprendizado.

Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bênçãos.

O seu cliente, em qualquer situação, é semelhante à árvore que produz, em seu favor, respondendo sempre na pauta do tratamento que recebe.

Toda tarefa corretamente exercida é degrau de promoção.

Em tudo aquilo que você faça, na atividade que o Senhor lhe haja concedido, você está colocando o seu retrato espiritual.

Se você busca melhorar‐se, melhorando o seu trabalho, guarde a certeza de que o trabalho lhe dará vida melhor.

O essencial em seu êxito não é tanto aquilo que você distribui e sim a maneira pela qual você se decide a servir.

Ninguém procura ninguém para adquirir condenação ou azedume.

Sempre que alguém se queixe de alguém, está criando empecilhos na própria estrada para o sucesso.

Toda pessoa que serve além do dever, encontrou o caminho para a verdadeira felicidade.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

domingo, 5 de outubro de 2014

FILHOS: VENCER O MUNDO II

                Sabendo que as conquistas materiais são efêmeras, indispensável que reflitamos, madura e responsavelmente, sobre como estamos guiando aos pequenos que a Providência Divina colocou em nosso convívio. E, ela o fez, confiando na nossa firmeza em educá-los.
                Utilizemos todos os recursos e informações disponíveis visando o sucesso da nossa tarefa de educador, mas jamais olvidemos a exemplificação da ética, dignidade, honradez e sublimidade. As palavras esclarecem mas somente os exemplos convencem.
                Falemos a eles sobre os malefícios do álcool, do tabagismo e de outros vícios mais pesados, mas demonstremos, na prática, que também não nos damos a tais descuidos.
                Ofereçamos aos nossos meninos tratamento médico e dentário de qualidade, escolas conceituadas, recreação saudável, alimentação adequada, roupas e calçados da moda, recursos da tecnologia do momento, tudo isso relacionado com a nossa natureza material, mas jamais ignoremos a inadiável necessidade de encaminha-los, também, para a evangelização infantil, pré-mocidade e mocidades espíritas, disponíveis nos Centros Espíritas que frequentamos, socorrendo assim a nossa natureza espiritual.
                Nossos filhos estarão diante dos ídolos da música, do esporte, da dramaturgia, da política, que nem sempre dão bons exemplos. Em inúmeras oportunidades tais ícones exemplificam a degradação moral, os vícios tóxicos, a inversão de valores reais, então apresentemos, também, aos nossos rebentos a lições de Jesus, a Codificação Kardequiana, os feitos notáveis de Francisco Cândido Xavier, de Madre Tereza de Calcutá e de tantos outros que nos entregaram verdadeira melodia de dignidade e nobreza de caráter.
                São importantes os passeios que fazemos com eles em shoppings, colônias de férias, praças esportivas, pois que vislumbramos o lado bonito da vida, mas os levemos, também, para conhecerem um barro periférico, uma casa pobre, uma família que vive com extremas dificuldades, para que conheçam o lado sofrido da existência física. Assim terão uma ideia geral de como é a vida na Terra.
                Os presenteemos com brinquedos e equipamentos de alta tecnologia, como celulares, tablets, notebooks, mas jamais deixemos de dar-lhes, também, livros eu descrevem os imprescindíveis ensinamentos de Jesus.
                Nos reunamos para almoços em família, assistir programas televisivos, participação em programas esportivos e recreativos, mas jamais olvidemos a importância e o valor das reuniões para feitura do culto do evangelho no lar.
                Cuidemos, com muito esmero e atenção da natureza físicas dos nossos filhos, e, utilizemos a mesma força, o mesmo ímpeto e o mesmo tempo para cuidar, também, com muita responsabilidade e zelo, pela natureza espiritual deles.
                Orientemos a geração infanto-juvenil, que está sob a nossa responsabilidade, para que vença o mundo, e, não somente para que vença no mundo, conforme lecionou Jesus Cristo, Aquele que Deus os enviou como guia e modelo a ser seguido.
                Reflitamos...                                                                                                                                                   

Waldenir Cuin

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2014
imagem: google

sábado, 4 de outubro de 2014

FILHOS: VENCER O MUNDO I

                Voltamos a viver na Terra, mediante o processo reencarnatório, para a redenção do nosso passado e vivência de novas experiências que nos impulsione em busca da felicidade no futuro, ao alcançarmos a perfeição e que todos estamos destinados.
                Renascemos na vida material, nos moldes  que se dá, dentro do contexto infantil, pois que se forma ao redor do reencarnante, a ambiência própria para a captação de novas lições, mudanças psicológicas e comportamentais das milenares e inadequadas estruturas que ainda nos prendem à inferioridade.
                A paternidade é uma missão. Isso, obviamente, diante da importância da condução infanto-juvenil, pois que o espírito que deixou o mundo espiritual buscando prosperidade, tem absoluta necessidade de orientação advinda daqueles que tem a responsabilidade pela sua educação.
                Então, diante da tão importante e inadiável tarefa; a de conduzir convenientemente os rebentos que nos foram confiados por Deus, sejamos prudentes, convictos e responsáveis em ajudar aqueles que aportaram ao mundo físico, trazendo na bagagem da esperança  a séria proposta de empreender esforços para a evolução espiritual. Assim, os preparemos para vencer o mudo e não somente para ganharem destaque no mundo.
                As conquistas materiais e os destaques sociais terão valor e importância se nos remeterem ao progresso espiritual. Os primeiros são efêmeros, passageiros, enquanto o último é definitivo, pois conosco seguirão para os dias da eternidade, com proveito, somente as realizações que nos permitirem avanço espiritual.

Waldenir Cuin

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2014
imagem: google

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

EDUCAÇÃO

Cap. VIII – Item 4
O amor é a base do ensino.
Professor e aluno, cooperação mútua.
O auto-aprimoramento será sempre espontâneo.
Disciplina excessiva, caminho de violência.
A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.
Indagação ociosa, dúvida enfermiça.
Egoísmo n’alma gera temor e insegurança.
Evangelho no coração, coragem na consciência.
Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.
Não existe vocação compulsória.
Toda aula deve nascer do sentimento.
Automatismo na instrução, gelo na idéia.
A educação real não recompensa nem castiga.
A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.
Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.
Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.
Maternidade e paternidade são magistérios sublimes.
Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.
Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as esferas superiores de Vida.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

RECAPITULAÇÕES

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.”
(JOÃO, capítulo 12, versículo 43.)

Os séculos parecem reviver com seus resplendores e decadências.
Fornece o mundo a impressão de um campo onde as cenas se repetem constantemente.
Tudo instável.
A força e o direito caminham com alternativas de domínio. Multidões esclarecidas regressam a novas alucinações. O espírito humano, a seu turno, considerado insuladamente, demonstra recapitular as más experiências, após alcançar o bom conhecimento.
Como esclarecer a anomalia? A situação é estranhável porque, no fundo, todo homem tem sede de paz e fome de estabilidade. Importa reconhecer, porém, que, no curso dos milênios, as criaturas humanas, em múltiplas existências, têm amado mais a glória terrena que a glória de Deus.
Inúmeros homens se presumem redimidos com a meditação criteriosa do
crepúsculo, mas... e o dia que já se foi? Na justiça misericordiosa de suas decisões,
Jesus concede ao trabalhador hesitante uma oportunidade nova, O dia volta. Refunde-se a existência. Todavia, que aproveita ao operário valer-se tão somente dos bens eternos, no crepúsculo cheio de sombras?
Alguém lhe perguntará: que fizeste da manhã clara, do Sol ardente, dos instrumentos que te dei? Apenas a essa altura reconhece a necessidade de gloriar-se no Todo-Poderoso. E homens e povos continuarão desfazendo a obra falsa para recomeçar o esforço outra vez.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagens: google