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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 9 de junho de 2017

INDULGÊNCIA

Cap. X – Item 16
A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.
Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência.
Quem perdoa desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.
O erro nosso requer a bondade alheia; erro de outrem reclama a clemência nossa.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões.
Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a consequência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da grande prole de Deus, carece do amparo de todos e todos solicitam-lhe amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quinta-feira, 8 de junho de 2017

VERDADES E FANTASIAS

“Mas, porque vos digo a verdade, não me credes.” — Jesus. (JOÃO 8:45)

O mundo sempre distingue ruidosamente os expositores de fantasias.
É comum observar-se, quase em toda parte, a vitória dos homens palavrosos, que prometem milagres e maravilhas. Esses merecem das criaturas grande crédito. Basta encobrirem a enfermidade, a fraqueza, a ignorância ou o defeito dos homens, para receberem acatamento. Não acontece o mesmo aos cultivadores da verdade, por mais simples que esta seja. Através de todos os tempos, para esses últimos, a sociedade reservou a fogueira, o veneno, a cruz, a punição implacável.
Tentando fugir à angustiosa situação espiritual que lhe é própria, inventou
o homem a “buena-dicha”, impondo, contudo, aos adivinhadores o disfarce dourado das realidades negras e duras. O charlatão mais hábil na fabricação de mentiras brilhantes será o senhor da clientela mais numerosa e luzida.
No intercâmbio com a esfera invisível, urge que os novos discípulos se precatem contra os perigos desse jaez.
A técnica do elogio, a disposição de parecer melhor, o prurido de caminhar
à frente dos outros, a presunção de converter consciências alheias, são grandes fantasias. É necessário não crer nisso. Mais razoável é compreender que o serviço de iluminação é difícil, a principiar do esforço de regeneração de nós mesmos. Nem sempre os amigos da verdade são aceitos. Geralmente são considerados fanáticos ou mistificadores, mas... apesar de tudo, para a nossa felicidade, faz-se preciso atender à verdade enquanto é tempo.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 7 de junho de 2017

CONSCIÊNCIA E EVOLUÇÃO II

                Nunca te entregues à desesperação, ao abandono. Não és uma pedra solta no leito do rio do destino, a rolar incessantemente. Tens uma meta, que te aguarda e que alcançarás.
                Penetra-te mediante a reflexão e descobre as tuas incalculáveis possibilidades de realização.
                Afirma-te no bem, a fim de que o seu germe em ti fecunde e cresça. Serás o que penses e planejes, pois que da mente e do sentimento procedem os valores que são cultivados.
                O teu estado natural é saúde. As enfermidades são os acidentes de trânsito, das ações negativas, propiciando-te reabilitação. É indispensável manteres atenção e cuidado na conduta do veículo carnal. Assim, pensa no bem-estar, anela-o, estimulando-o com realizações corretas.
                A tua constituição é harmônica. Os desequilíbrios são ocorrências, na corrente elétrica do sistema nervoso, por distorção de carga que as sensações cultivadas proporcionam. Mantém os interruptores da vigilância ligados, a fim de que impeçam as altas voltagens que os produzem.
                Em tua origem és luz avançando para a Grande Luz. Só há sombras porque ainda não te dispuseste a movimentar os poderosos geradores de energia adormecida no teu interior. Faze claridade, iniciando com a chispa da boa vontade e deixando-a crescer até alcançar toda a potência de que dispõe.
                O amor é o teu caminho, porque procede de Deus, que te criou. Desse modo, verticaliza as tuas aspirações e agiganta os teus sentimentos na direção da Causalidade Primeira.
                Tudo podes, se quiseres.
                Tudo lograrás, se te dispuseres.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

terça-feira, 6 de junho de 2017

CONSCIÊNCIA E EVOLUÇÃO I

                O despertar da consciência faculta a responsabilidade a respeito dos atos, em face do desabrochar dos códigos divinos que jazem em germe no ser.
                Criado simples e ignorante, o espírito tem como fatalidade a perfeição que lhe está destinada. Alcança-la com rapidez ou demorar-se por consegui-la, depende da sua vontade, do seu livre-arbítrio.
                Passando pela fieira da ignorância, adquiriu experiências mediante as quais pode discernir entre o que deve e o que lhe não é lícito realizar, optando pelas ações que lhe proporcionem ventura, bem-estar, sem os efeitos perniciosos, aqueles que se tornam desgastante, afligentes.
                Desse modo, torna-se responsável pelo seu destino, que está a construir, modificar, por meio das decisões e atitudes que se permita.
                O bem é-lhe o fanal, e este se constitui de tudo aquilo que é conforme as leis de Deus, que são naturais, vigentes em toda parte.
                A herança da ignorância primitiva prende-o no mal, que é contrário à lei de progresso, não, porém, retendo-o indefinidamente e impossibilitando-o de ser feliz.
                Cumpre-lhe, portanto, envidar esforços e romper os elos com a retaguarda, avançando nas experiências iluminativas, a princípio com dificuldade, em face da viciação instalada, para depois acelerar os mecanismos de desenvolvimento, por força mesmo do prazer e alegria fruídos.
                Lentamente, em razão da própria consciência, descobre os tesouros preciosos que lhe estão à disposição e dos quais pode utilizar-se com infinitos benefícios.
                Saúde e doença, paz e conflito, alegria e tristeza podem ser eleitos através do discernimento que guia as ações, sem essa claridade, os estados negativos tornam-se-lhe habituais e, mesmo quando estabelecidos, podem alterar-se através do empenho empregado para vencê-los.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis    
imagem: google    

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ALTERNATIVAS II

            A alternativa no ideal, sofrendo, é a mais correta.         
Há quem sofre, fazendo sofrer;
os que sofrem em razão do alheio sofrimento;
aqueles que sofrem, porque não dispõem de meios para imporem sofrimentos;
pessoas que sofrem, em razão de frustrações, amarguras e enfermidades que poderiam minorar, caso se dispusessem a amar e a servir.
A alternativa do sofrimento, enquanto se faz o bem, é sempre a melhor.
No entanto, há quem eleja outras alternativas...
Não te descoroçoes, porque a dor – que a todos macera e purifica – ora faz morada na tua ilha de antiga felicidade.
Recebe-a com naturalidade e altivez, não te permitindo desânimo ou revolta.
Beneficia-te com a oportunidade de sofrer, meditando em torno dos valores reais da existência, transformando esta alternativa em estrela luminífera a esparzir claridade perene no céu das tuas paisagens íntimas, que ora se encontram em aturdimento, mas predispostas à paz.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ALTERNATIVAS I

                A vida se expressa através de várias alternativas.
                Seja qual for o teu comportamento, enfrentarás a alternativa do sofrimento.
                Por mais procures evadir-te, não jornadearás imune à dor.
                Fenômeno biológico de desgaste dos implementos orgânicos encontra-se ínsita na aparelhagem fisiológica, obedecendo à programática para a qual foi elaborada.
                Fora dos equipamentos físicos, eis que as manifestações psicológicas e emocionais também geram destrambelhos e aflições, que se incorporam à paisagem da humana agonia.
                Além destas, surgem as dores morais, lancinantes e agudas, de que ninguém está imune.
                Dor, porém, é processo normal, enquadrado na vida.
                Ei-la em toda parte, expressando-se em manifestações variadas, dentro das dimensões do processo evolutivo, sendo maior quanto mais delicadas são as percepções do ser...
                Evolvido ou atrasado, o homem padece-lhe sempre a injunção; e porque se expressa na própria realidade do ser, resulta das ações pessoais que se praticam, numa existência, gênese de inevitáveis manifestações aflitivas noutra.
                A fé, de forma alguma liberar-te-á do sofrimento.
                Oferecer-te-á recursos para amenizá-lo, dando-te copreensão para enfrentá-lo e armando-te de coragem para te impedires o desespero, com o qual mais te mortificarias.
                A crença na mensagem cristã, em forma de serviço dirigido ao próximo, transforma-se em ideal relevante que, não obstante a sua magnitude, não libera a criatura de sofrer, de aprimorar-se.
                Os ideais sustentam a vida inteligente e favorecem com valores que a embelezam e a dignificam.
                Não imunizam, porém, o homem à aflição.
                O ideal enobrecido é um demorado parto. Todo processo parto dói...


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 1 de junho de 2017

NÃO LASTIMES

Não lamentes na vida
Aquilo que perdeste.
O desgosto sofrido
Abriu-te estrada nova.
Segue através da senda
Que a prova te mostrou.
Renova o pensamento,
Larga-te do passado.
Trabalha e busca a frente,
Não chores, nem recues.
E entenderás que Deus
Dá-nos sempre o melhor.


Emmanuel

imagem: google