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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 11 de janeiro de 2014

JESUS E DESAFIOS IV

Não cabe ao homem retroceder na luta, senão para reabastecer-se de forças e prosseguir nos embates.
O crescimento de qualquer ideal é resultado dos estágios inferiores vencidos, das etapas superadas, dos desafios enfrentados.
A sequóia culmina a altura e o volume máximos, célula a célula.
O universo se renova e prossegue, molécula a molécula.
Facilidade é perda de estímulo com prejuízo para a ação.
Toda a vida do Mestre foi um suceder incessante de desafios.
Embates no Seu meio social e familial constituíram-lhe os primeiros impedimentos, que foram ultrapassados, em razão da superior finalidade para a qual viera.
Ele não aceitou carregar o fardo do mundo em caráter de redenção dos outros, mas ensinou cada um a conduzir o seu próprio compromisso em paz de consciência; não assumiu as tarefas alheias, nem deixou de demonstrar como fazê-las; no entanto, altaneiro, sem presunção, tampouco sem submissão covarde.
Os desafios da sociedade injusta e arbitraria chegaram-Lhe provocadores, mediante situações, pessoas e circunstâncias; apesar disso, sem deter-se, Ele continuou íntegro, enfrentando-os sem ira ou medo.
Passou aquele tempo; todavia, permanecem os resíduos doentios.
Alterou-se a paisagem, não os valores, que prosseguem relativamente os mesmos, gerando obstáculos e insatisfações.
Enfrenta os desafios da tua vida, serenamente.
Não aguardes comodidades que não mereces. Realiza a tua marcha, indômito, preservando os teus valores íntimos e aumentando-os na ação diária.
Quem teme a escuridão, perde-se na noite.
Sê tu aquele que acende a lâmpada e clareia as sombras.
Desafiado, Jesus venceu. Segue-O e nunca te detenhas ante os desafios para o teu crescimento espiritual.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS


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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

JESUS E DESAFIOS III

Tudo na vida são desafios às resistências.
A “lei de entropia” degrada a energia que tende à consumpção, para manter o equilíbrio térmico de todas as coisas.
O envelhecimento e a morte são fenômenos inevitáveis no cosmo biológico e no universo.
Os batimentos cardíacos são desafios à resistência do músculo que os experimenta; os peristálticos são teste constante para as fibras que os sofrem; a circulação do sangue é quesito essencial para a irrigação das células; a respiração constitui fator básico, sem o qual a vida perece. Tudo isso e muito mais, na área dos automatismos fisiológicos, a interferir nos de natureza psicológica.
É natural que o mesmo suceda no campo moral do ser, que nunca retrocede e não deve estacionar sob pretexto algum.
No progresso, a evolução é inevitável.
A felicidade é o ponto final.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS


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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

JESUS E DESAFIOS II

Aturdido e inseguro, descobre uma conspiração quase geral contra o seu fatalismo. São as suas heranças passadas que agora ressurgem, procurando retê-lo na área estreita do imediatismo, em nível inferior de consciência, onde apenas se nutre, dorme e se reproduz, com indiferença pelas emoções do belo, do nobre, do sadio.
Anestesiado pelas necessidades vegetativas, busca apenas o gozo, que termina por causar-lhe saturação, passando a um estado de tédio que antecipa a necessidade premente de outros valores.
Lentamente desperta para realidades que antes não o sensibilizavam e, de repente, passam a significar-lhe meta a conseguir, sentindo-se estimulado a abandonar a inoperância.
O psiquismo divino, nele latente, responde ao apelo das forças superiores e desatrela-se do cárcere celular, qual antena que capta a emissão de mensagens alcançadas somente nas ondas em que sintoniza.
O primeiro desafio, o de penetrar emoções novas, o atrai, impelindo-o a tentames cada vez mais complexos, portanto, mais audaciosos.
Experimentando este prazer ético e estético, diferente da brutalidade do primarismo, acostuma-se com ele e esforça-se para novos cometimentos que, a partir de então, já não cessam, desde que, encerrado um ciclo, qual espiral infinita, outro prazer se abre atraente, parecendo-lhe cada vez mais fácil.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: diariodajoaquina.blogspot.com


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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

JESUS E DESAFIOS I

O processo de evolução constitui para o Espírito um grande desafio.
Acostumado às vibrações mais fortes no campo dos sentidos físicos, somente quando a dor o visita é que ele começa a aspirar por impressões mais elevadas, nas quais encontre lenitivo, anelando por conquistas mais importantes.
Vivendo em luta constante contra os fatores constringentes do estágio em que se demora, vez por outra experimenta paz, que passa a querer em forma duradoura.
No começo, são as dores com intervalos de bem-estar que o assinalam, até conseguir a tranqüilidade com breves presenças do sofrimento, culminando com a plenitude sem aflição.
De degrau em degrau ascende, caindo para levantar-se, atraído pelo sublime tropismo do Amor.
Conseguir o estágio mais alto, significa-lhe triunfar.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem:juizdeforaonline.wordpress.com


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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

TER E SER


A psicologia sociológica do passado recomendava a pos­se como forma de segurança. A felicidade era medida em razão dos haveres acumulados, e a tranqüilidade se apresen­tava como sendo a falta de preocupação em relação ao pre­sente como ao futuro.
Aguardar uma velhice descansada, sem problemas finan­ceiros, impunha-se como a grande meta a conquistar.
A escala de valores mantinha como patamar mais eleva­do a fortuna endinheirada, como se a vida se restringisse a negócios, à compra e venda de coisas, de favores, de posi­ções.
Mesmo as religiões, preconizando a renúncia ao mundo e aos bens terrenos, reverenciavam os poderosos, os ricos, en­quanto se adornavam de requintes, e seus templos se trans­formavam em verdadeiros bazares, palácios e museus frios, nos quais a solidariedade e o amor passavam desconhecidos.
A felicidade se apresentava possível, desde que se pudes­se comprá-la. Todos os programas traziam como impositivo prioritário o prestígio social decorrente da posse financeira ou do poder político.
Cunhou-se o conceito irônico de que o dinheiro não dá felicidade, porém ajuda a consegui-la. Ninguém o contesta; no entanto, ele não é tudo.
O imediatismo substituiu os valores legítimos da vida, e houve uma natural subestima pelos códigos éticos e morais, as conquistas intelectuais, as virtudes, por parecerem de so­menos importância.
Não se excogitava, então, averiguar se as pessoas pode­rosas e possuidoras de coisas eram realmente felizes, ou se apenas fingiam sê-lo.
na atualida­de, ainda permanecem alguns bolsões de imposição para que o homem tenha, sem a preocupação com o que ele seja.
O prolongamento da idade infantil, em mecanismos esca­pistas da personalidade, faz que a existência permaneça como um jogo, e os bens, como as pessoas, tornem-se brinquedos nas mãos dos seus possuidores.
Os homens, entretanto, não são marionetes de fácil mani­pulação. Cada indivíduo tem as suas próprias aspirações e metas, não podendo ser movido, pelo prazer insano ou com bons propósitos que sejam, por outras pessoas.
Esses atavismos infantis não absorvidos pela idade adul­ta, impedindo o amadurecimento psicológico encarregado do discernimento, são igualmente responsáveis pela inseguran­ça que leva o indivíduo a amontoar coisas e a cuidar do ego, em detrimento da sua identidade integral. Sem que se dê con­ta, desumaniza-se e passa à categoria de semideus, desvelan­do os caprichos infantis, irresponsáveis, que se impõem, sa­tisfazendo as frustrações.
O amadurecimento psicológico equipa o homem de resis­tências contra os fatores negativos da existência, as ciladas do relacionamento social, as dificuldades do cotidiano.
Importante, desse modo, é manter-se o equilíbrio entre ser e exteriorizar o que se é, sem conflito comportamental, eliminando os estados de tensão resultantes da insatisfação ou do comodismo, assim, realizando-se, interior e exteriormente.
Nesta luta entre o ego artificial, arquetípico, e o eu real, eterno e evolutivo, os conteúdos ético-morais da vida têm prevalência, devendo ser incorporados à conduta que os au­tomatiza, não mais gerando áreas psicológicas resistentes à auto-realização, e liberando-as para um estado de plenitude relativa, naturalmente, em razão da transitoriedade da exis­tência física.
É óbvio que não fazemos a apologia da escassez ou da miséria, na busca da realização pessoal. Tampouco, propo­mos o desdém à posse, levando a mente a ilhas onde se homi­ziam o despeito e a falsa auto-suficiência.
A posse é uma necessidade para atender objetivos própri­os, que não são únicos nem exclusivos. Os recursos amoeda­dos, o poder político ou social são mecanismos de progresso, de satisfação, enquanto conduzidos pelo homem. Quan­do se inverte a situação, o iminente desastre está à vista.
Os recursos são para o homem utilizá-los, ao invés deste se lhes tornar servil, arrastado pelos famanazes dos interes­ses subalternos que, de auxiliares da pessoa de destaque, pas­sam à condição de controladores das circunstâncias, aprisio­nando nas suas hábeis manobras aquele que parece conduzi-las...
Não é a posse que o envilece. Ela faculta-lhe o desabro­char dos valores inatos à personalidade, e os recalques, os conflitos em predominância assomam, prevalecendo-lhe no comportamento.
Eis aí a importância do amadurecimento psicológico do indivíduo, que lhe proporciona os meios de gerir os recursos, sem se lhes submeter aos impositivos. Quando se tem a sabe­doria de administrar os valores de qualquer natureza, a bene­fício da vida e da coletividade, não apenas se possui, sobretu­do se é livre, nunca possuído pelas enganosas engrenagens dos metais preciosos, dos títulos de negociação, dos docu­mentos de consagração e propriedade, todos, afinal, perecíveis, que mudam de mão, que são fáceis de perder-se, des­truir-se, queimar-se...
A integridade e a segurança defluem do que se é, jamais do que se tem.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: www.wandilsonramalho.com.br


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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

INTOLERÂNCIA E FANATISMO

         
Se reflexionarmos em torno daqueles intolerantes e fanáticos que se opuseram à implantação do reino de Deus na Terra, quando da vinda de Jesus, constataremos que foram consumidos pela voragem do tempo e a sua figura hostil desapareceu da história ou permaneceu como hedionda pelos crimes cometidos. No entanto, a  doutrina de amor e de misericórdia apresentada por aquele que lhes experimentou a degradação social, a humilhação, a morte e o ódio, cada dia mais se expande, tornando-se na atualidade a melhor psicoterapia e filosofia existencial para proporcionar a paz, a saúde e o encantamento pela vida.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: site.ucdb.br


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domingo, 5 de janeiro de 2014

RENÚNCIA

Emmanuel
Contempla a criança que nasce e recorda a condição de carência a que aportaste no mundo.
Não eras senão o minúsculo viajor, destituído de todos os recursos, a valer-se
do sacrifício materno, para abordar a embarcação frágil do berço, iniciando a viagem no oceano da experiência terrestre.
Nem vestimenta, nem pão.
Nem dinheiro, nem títulos.
É preciso lembrar algumas vezes a nossa posição de usufrutuários da Terra, quando lhe envergamos o veículo físico, a fim de que não venhamos a viver entre os homens no falso regime da apropriação indébita.
É por isso que Jesus, a cada passo do Ministério Divino, ensinou a renúncia e exemplificou-a, desassombrado e humilde, da manjedoura de palha à cruz da morte.
Honra a teus pais e ajuda-os quanto possas.
Isso é simples dever.
Entretanto, não te ensombre o coração a tirania de exigir-lhes a adesão ao teu próprio caminho.
Ama a tua esposa ou ao teu esposo, aos teus filhos ou aos teus afeiçoados e amigos.
Isso é obrigação na luta diária, contudo, não lhes imponhas o teu modo de ser e de ver, porquanto, cada criatura respira no degrau de evolução e entendimento que lhe é próprio.
Estudando o Evangelho, não olvides a lição do Reino de Deus que, segundo o Senhor, não se encontra aqui ou acolá, mas sim em ti mesmo, portas a dentro do próprio espírito, nos mais íntimos refolhos da consciência e do coração.
E, renunciando ao capricho de padronizar as opiniões e preferências daqueles a quem amas pelo estalão de teus próprios pontos de vista, aprenderás que deixar alguém, isso ou aquilo, por amor do Cristo, é servir com mais devotamento a todos os que nos cercam, deixando de lado os nossos desejos e exigências, para, em suprema fidelidade a Deus, perseverarmos, valorosos e firmes, na obra do bem até o fim.


Fonte: Irmão – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: bbc.co.uk


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