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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

JESUS E DESAFIOS I

O processo de evolução constitui para o Espírito um grande desafio.
Acostumado às vibrações mais fortes no campo dos sentidos físicos, somente quando a dor o visita é que ele começa a aspirar por impressões mais elevadas, nas quais encontre lenitivo, anelando por conquistas mais importantes.
Vivendo em luta constante contra os fatores constringentes do estágio em que se demora, vez por outra experimenta paz, que passa a querer em forma duradoura.
No começo, são as dores com intervalos de bem-estar que o assinalam, até conseguir a tranqüilidade com breves presenças do sofrimento, culminando com a plenitude sem aflição.
De degrau em degrau ascende, caindo para levantar-se, atraído pelo sublime tropismo do Amor.
Conseguir o estágio mais alto, significa-lhe triunfar.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem:juizdeforaonline.wordpress.com


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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

TER E SER


A psicologia sociológica do passado recomendava a pos­se como forma de segurança. A felicidade era medida em razão dos haveres acumulados, e a tranqüilidade se apresen­tava como sendo a falta de preocupação em relação ao pre­sente como ao futuro.
Aguardar uma velhice descansada, sem problemas finan­ceiros, impunha-se como a grande meta a conquistar.
A escala de valores mantinha como patamar mais eleva­do a fortuna endinheirada, como se a vida se restringisse a negócios, à compra e venda de coisas, de favores, de posi­ções.
Mesmo as religiões, preconizando a renúncia ao mundo e aos bens terrenos, reverenciavam os poderosos, os ricos, en­quanto se adornavam de requintes, e seus templos se trans­formavam em verdadeiros bazares, palácios e museus frios, nos quais a solidariedade e o amor passavam desconhecidos.
A felicidade se apresentava possível, desde que se pudes­se comprá-la. Todos os programas traziam como impositivo prioritário o prestígio social decorrente da posse financeira ou do poder político.
Cunhou-se o conceito irônico de que o dinheiro não dá felicidade, porém ajuda a consegui-la. Ninguém o contesta; no entanto, ele não é tudo.
O imediatismo substituiu os valores legítimos da vida, e houve uma natural subestima pelos códigos éticos e morais, as conquistas intelectuais, as virtudes, por parecerem de so­menos importância.
Não se excogitava, então, averiguar se as pessoas pode­rosas e possuidoras de coisas eram realmente felizes, ou se apenas fingiam sê-lo.
na atualida­de, ainda permanecem alguns bolsões de imposição para que o homem tenha, sem a preocupação com o que ele seja.
O prolongamento da idade infantil, em mecanismos esca­pistas da personalidade, faz que a existência permaneça como um jogo, e os bens, como as pessoas, tornem-se brinquedos nas mãos dos seus possuidores.
Os homens, entretanto, não são marionetes de fácil mani­pulação. Cada indivíduo tem as suas próprias aspirações e metas, não podendo ser movido, pelo prazer insano ou com bons propósitos que sejam, por outras pessoas.
Esses atavismos infantis não absorvidos pela idade adul­ta, impedindo o amadurecimento psicológico encarregado do discernimento, são igualmente responsáveis pela inseguran­ça que leva o indivíduo a amontoar coisas e a cuidar do ego, em detrimento da sua identidade integral. Sem que se dê con­ta, desumaniza-se e passa à categoria de semideus, desvelan­do os caprichos infantis, irresponsáveis, que se impõem, sa­tisfazendo as frustrações.
O amadurecimento psicológico equipa o homem de resis­tências contra os fatores negativos da existência, as ciladas do relacionamento social, as dificuldades do cotidiano.
Importante, desse modo, é manter-se o equilíbrio entre ser e exteriorizar o que se é, sem conflito comportamental, eliminando os estados de tensão resultantes da insatisfação ou do comodismo, assim, realizando-se, interior e exteriormente.
Nesta luta entre o ego artificial, arquetípico, e o eu real, eterno e evolutivo, os conteúdos ético-morais da vida têm prevalência, devendo ser incorporados à conduta que os au­tomatiza, não mais gerando áreas psicológicas resistentes à auto-realização, e liberando-as para um estado de plenitude relativa, naturalmente, em razão da transitoriedade da exis­tência física.
É óbvio que não fazemos a apologia da escassez ou da miséria, na busca da realização pessoal. Tampouco, propo­mos o desdém à posse, levando a mente a ilhas onde se homi­ziam o despeito e a falsa auto-suficiência.
A posse é uma necessidade para atender objetivos própri­os, que não são únicos nem exclusivos. Os recursos amoeda­dos, o poder político ou social são mecanismos de progresso, de satisfação, enquanto conduzidos pelo homem. Quan­do se inverte a situação, o iminente desastre está à vista.
Os recursos são para o homem utilizá-los, ao invés deste se lhes tornar servil, arrastado pelos famanazes dos interes­ses subalternos que, de auxiliares da pessoa de destaque, pas­sam à condição de controladores das circunstâncias, aprisio­nando nas suas hábeis manobras aquele que parece conduzi-las...
Não é a posse que o envilece. Ela faculta-lhe o desabro­char dos valores inatos à personalidade, e os recalques, os conflitos em predominância assomam, prevalecendo-lhe no comportamento.
Eis aí a importância do amadurecimento psicológico do indivíduo, que lhe proporciona os meios de gerir os recursos, sem se lhes submeter aos impositivos. Quando se tem a sabe­doria de administrar os valores de qualquer natureza, a bene­fício da vida e da coletividade, não apenas se possui, sobretu­do se é livre, nunca possuído pelas enganosas engrenagens dos metais preciosos, dos títulos de negociação, dos docu­mentos de consagração e propriedade, todos, afinal, perecíveis, que mudam de mão, que são fáceis de perder-se, des­truir-se, queimar-se...
A integridade e a segurança defluem do que se é, jamais do que se tem.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: www.wandilsonramalho.com.br


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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

INTOLERÂNCIA E FANATISMO

         
Se reflexionarmos em torno daqueles intolerantes e fanáticos que se opuseram à implantação do reino de Deus na Terra, quando da vinda de Jesus, constataremos que foram consumidos pela voragem do tempo e a sua figura hostil desapareceu da história ou permaneceu como hedionda pelos crimes cometidos. No entanto, a  doutrina de amor e de misericórdia apresentada por aquele que lhes experimentou a degradação social, a humilhação, a morte e o ódio, cada dia mais se expande, tornando-se na atualidade a melhor psicoterapia e filosofia existencial para proporcionar a paz, a saúde e o encantamento pela vida.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: site.ucdb.br


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domingo, 5 de janeiro de 2014

RENÚNCIA

Emmanuel
Contempla a criança que nasce e recorda a condição de carência a que aportaste no mundo.
Não eras senão o minúsculo viajor, destituído de todos os recursos, a valer-se
do sacrifício materno, para abordar a embarcação frágil do berço, iniciando a viagem no oceano da experiência terrestre.
Nem vestimenta, nem pão.
Nem dinheiro, nem títulos.
É preciso lembrar algumas vezes a nossa posição de usufrutuários da Terra, quando lhe envergamos o veículo físico, a fim de que não venhamos a viver entre os homens no falso regime da apropriação indébita.
É por isso que Jesus, a cada passo do Ministério Divino, ensinou a renúncia e exemplificou-a, desassombrado e humilde, da manjedoura de palha à cruz da morte.
Honra a teus pais e ajuda-os quanto possas.
Isso é simples dever.
Entretanto, não te ensombre o coração a tirania de exigir-lhes a adesão ao teu próprio caminho.
Ama a tua esposa ou ao teu esposo, aos teus filhos ou aos teus afeiçoados e amigos.
Isso é obrigação na luta diária, contudo, não lhes imponhas o teu modo de ser e de ver, porquanto, cada criatura respira no degrau de evolução e entendimento que lhe é próprio.
Estudando o Evangelho, não olvides a lição do Reino de Deus que, segundo o Senhor, não se encontra aqui ou acolá, mas sim em ti mesmo, portas a dentro do próprio espírito, nos mais íntimos refolhos da consciência e do coração.
E, renunciando ao capricho de padronizar as opiniões e preferências daqueles a quem amas pelo estalão de teus próprios pontos de vista, aprenderás que deixar alguém, isso ou aquilo, por amor do Cristo, é servir com mais devotamento a todos os que nos cercam, deixando de lado os nossos desejos e exigências, para, em suprema fidelidade a Deus, perseverarmos, valorosos e firmes, na obra do bem até o fim.


Fonte: Irmão – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: bbc.co.uk


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sábado, 4 de janeiro de 2014

OUÇAMOS ATENTOS

"Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça." - Jesus. (MATEUS, 6:33.)

Apesar de todos os esclarecimentos do Evangelho, os discípulos encontram dificuldade para equilibrarem, convenientemente, a bússola do coração.
Recorre-se à fé, na sede de paz espiritual, no anseio de luz, na pesquisa da solução aos problemas graves do destino. Todavia, antes de tudo, o aprendiz costuma procurar a realização dos próprios caprichos; o predomínio das opiniões que lhe são peculiares; a subordinação de outrem aos seus pontos de vista; a submissão dos demais à força direta ou indireta de que é portador; a consideração alheia ao seu modo de ser; a imposição de sua autoridade personalíssima; os caminhos mais agradáveis; as comodidades fáceis do dia que passa; as respostas favoráveis aos seus intentos e a plena satisfação própria no imediatismo vulgar.
Raros aceitam as condições do discipulado.
Em geral, recusam o título de seguidores do Mestre.
Querem ser favoritos de Deus.
Conhecemos, no entanto, a natureza humana, da qual ainda somos participes, não obstante a posição de espíritos desencarnados. E sabemos que a vida burilará todas as criaturas nas águas lustrais da experiência.
Lutaremos, sofreremos e aprenderemos, nas variadas esferas de luta evolutiva e redentora.
Considerando, porém, a extensão das bênçãos que nos felicitam a estrada, acreditamos seria útil à nossa felicidade e equilíbrio permanentes ouvir, com atenção, as palavras do Senhor: "Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça."


Fonte: Vinha de Luz – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: ptamburro.blogspot.com


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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

CONVERSÃO

“E tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.” — Jesus.
(LUCAS, 22:32.)

Não é tão fácil a conversão do homem, quanto afirmam os portadores de convicções apressadas.
Muitos dizem “eu creio”, mas poucos podem declarar “estou transformado”.
As palavras do Mestre a Simão Pedro são muito simbólicas. Jesus proferiu-as, na véspera do Calvário, na hora grave da última reunião com os discípulos.
Recomendava ao pescador de Cafarnaum confirmasse os irmãos na fé, quando se convertesse.
Acresce notar que Pedro sempre foi o seu mais ativo companheiro de apostolado. O Mestre preferia sempre a sua casa singela para exercer o divino ministério do amor. Durante três anos sucessivos, Simão presenciou acontecimentos assombrosos. Viu leprosos limpos, cegos que voltavam a ver, loucos que recuperavam a razão; deslumbrara-se com a visão do Messias transfigurado no labor, assistira à saída de Lázaro da escuridão do sepulcro, e, no entanto, ainda não estava convertido.
Seriam necessários os trabalhos imensos de Jerusalém, os sacrifícios pessoais, as lutas enormes consigo mesmo, para que pudesse converter-se ao Evangelho e dar testemunho do Cristo aos seus irmãos.
Não será por se maravilhar tua alma, ante as revelações espirituais, que estarás convertido e transformado para Jesus. Simão Pedro presenciou essas revelações com o próprio Messias e custou muito a obter esses títulos.
Trabalhemos, portanto, por nos convertermos. Somente nessas condições, estaremos habilitados para o testemunho.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: https://santaluziadeumarizalrn.blogspot.com


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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

MÁGOA

             
               Não podemos passar uma vida inteira ocultando de nós mesmos que nunca ficaremos magoados. Devemos, sim, admitir a mágoa, quando realmente ela existir, para que possamos resolver nossos conflitos e desarranjos comportamentais.
                A maneira decisiva de atingirmos o equilíbrio interior é aceitarmos nossas emoções e sentimentos como realmente eles se apresentam, pois, deixando de ignorá-los, passaremos a nos adaptar firmemente à realidade dos fatos e dos acontecimentos que estamos vivenciando.
                A grande maioria dos espíritos encarnados e desencarnados domiciliados no orbe terrestre usualmente analisam fatos e tomam atitudes de forma inconsciente, irrefletida, impulsiva ou automática. O automatismo permite que muitos de nós tenhamos uma sequência enorme de comportamentos, sem ao menos notarmos onde nasceram.  Quer dizer, não compreendemos claramente os motivos e os significados ou mesmo a qualidade dos impulsos iniciais.
                A arte de perceber de forma clara e real nossas mais íntimas intenções é uma das tarefas do processo evolutivo pelo qual todos estamos passando.
                O que não pode ser visto não pode ser mudado. Os mecanismos inconscientes dos quais nos utilizamos para nos enganar são em grande parte imperceptíveis, principalmente àqueles que não iniciaram ainda a autodescoberta do mundo interior, através do auto-aprimoramento espiritual.
                Mágoa não elaborada se volta contra o interior da criatura, alojando-se em determinado órgão, desvitalizando-o.  mágoa se transforma com o tempo em rancor, exterminando gradativamente nosso interesse pela vida e desajustando-nos quanto a seu significado maior.
                A desatenção pode, muitas vezes, parecer um simples esquecimento natural, mas também poderá ser vista como atividade psicológica para afastar de nosso dia-a-dia detalhes desagradáveis que não queremos admitir. Para não tomarmos consciência de que fomos magoados, simplesmente não notamos uma série quase infinita de fatos  feitos que demonstrariam, de forma segura, o ofensor e a intenção da ofensa. A desatenção é uma defesa que apaga somente uma parte do ocorrido, deixando consciente apenas aquilo que nos interessa no momento.
                O fato de criarmos o hábito de desviar a atenção como forma de dispersar a dor da agressão e de isso funcionar muito bem em determinados momentos expressivos de nossa vida, mantendo a mágoa dissimulada, poderá se tornar um estilo comportamental inadequado, pois distorce a realidade de nossos relacionamentos.
                Sentimentos não morrem; poderemos enterrá-los, mas mesmo assim continuarão conosco. Se não forem admitidos, não serão compreendidos e, consequentemente, estarão desvirtuando a nossa visão do óbvio e do mundo objetivo.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagens: espiritismoamorciencia.blogspot.com


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