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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 12 de maio de 2016

INSATISFAÇÃO E UTOPIAS I

    A insatisfação responde pela presença de muitos males e sofrimentos no organismo social, gerando desequilíbrios que poderiam perfeitamente ser evitados.
                Utilizando-se de mecanismos de evasão, a criatura evita assumir a própria realidade, elaborando modelos de fictícia felicidade, para os quais transfere as aspirações, produzindo os estados de inconformismo, de desgosto, a que se aferra, perdendo as excelentes ocasiões de conhecer-se e plenificar-se.
                Tais padrões passam então a ser-lhe metas, sempre improváveis de  concretizar-se, e mesmo quando conseguem alcançar os patamares próximos, porque os seus são objetivos fantasiosos, mantêm-se no mesmo estado de morbidez, de desajuste.
                Pequenas características tornam-se-lhe fundamentais e detalhes que o diferenciam do que considera belo, saudável, estético e feliz adquirem alta importância, assim mantendo o condicionamento de desditoso.
                De caráter rebelde e conduta perturbadora, despreza os recursos preciosos de que dispõe, anelando somente pelo que gostaria de ser, de ter, de parecer.
                Aguarda, nesse clima de inconformação, um milagre que jamais lhe ocorrerá de fora para dentro, sem realizar o notável esforço de transformação de conceito, bem com a mudança de atitude de dentro para fora.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis    
imagem: google    

quarta-feira, 11 de maio de 2016

REAÇÃO PACÍFICA

                Não te deixes engalfinhar na luta da arbitrária justiça pelas próprias mãos.
                Toda violência oculta um ser enfermo, que extrapola da sua dor para a agressão infeliz.
                Somente o amor em plenitude e a paz em profundidade podem constituir antídotos eficazes para minimizar a força hiante que avassala o mundo e expulsar este adversário, que se disfarça: o egoísmo!
                Nenhuma  medida existe, a curto prazo, para deter a onda desencadeada pela invigilância desde há muito.
                A tarefa que te cumpre realizar é a da educação das gerações moças pelo exemplo de total dignificação humana sob as bênçãos do Senhor.
                Nenhuma pena capital pode erradicar a paixão ultriz que vige no homem.
                A tomada de atitude arbitrária mais açula a insânia do pervertido, enquanto que a solidariedade, destruindo o caldo de cultura criminógena, que fecunda, que enlouquece, é o recurso para diminuir e neutralizar a ação do mal que se espraia pelo mundo.
                Quem tem Jesus no coração não tomba nas ciladas da impiedade, pois “somente lobos caem nas armadilhas para lobos”.
                Não te deixes atemorizar pela onda de desespero, armando-te de violência para revidar golpe por golpe.
                O cristão se arma de paz e de amor para atender à luta que vem sendo desencadeada, concitando à misericórdia e ao perdão, em qualquer conjuntura anárquica e perturbadora da atualidade.
                Sê tu quem ama, quem confia e quem realiza a resistência pacífica, a fim de mudar a paisagem da Terra e plantar no coração humano o Triunfador Invencível da Cruz.
                A violência é sempre sem Jesus. Jesus nunca em clima de violência.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 10 de maio de 2016

VIOLÊNCIA E JESUS

                Diante da agressividade que te vigia, impiedosa, exerce o equilíbrio, guardando serenidade.
                Em todos os trâmites da vida, Jesus é o modelo e guia em quem encontramos a diretriz de segurança.
                Acicatado pela impiedade farisaica, Ele preconizou o amor indistinto.
                Perseguido pela malta irresponsável, Ele recomendou o perdão.
                Instado a aceitar a justiça arbitrária, Ele propôs a resignação e a humildade.
                Antes, porém, em todos os Seus passos, vemos Sua vida assinalada pela total abnegação, com que estabeleceu, na Terra, o primado do Espírito Imortal.
                Quando a fome angustiava a multidão, Ele transformou peixes e pães em abundante repasto para todos.
                Quando defrontou a mulher equivocada, que lhe foi trazida para lapidação, Ele ensinou misericórdia.
                Insulado, na soledade, buscou Deus.
                Abandonado pelos comensais do seu afeto, volveu a demonstrar fidelidade ao amor.
                Traído por um amigo, distendeu a Sua magnanimidade como lição de complacência.
                Nunca receitou a violência.
                A violência, nos quadros do Cristianismo, não vige, em página alguma.
                Quando hoje, a Terra em aturdimento estertora sob os guantes da agressividade e da violência, que se transformam em lobos ferozes, apavorando os homens, Jesus prossegue o modelo.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 9 de maio de 2016

JULGAMENTOS

Se alguém te surge em erro
Tranquiliza-te e cala.
Não sabes o princípio
Dos fatos que registras.
Quanta dor na criatura
Antes de haver caído!
Se vês a falta alheia,
Usa a misericórdia.
Virtude que condena
É orgulho disfarçado.
Hoje, podes julgar...
Amanhã, ninguém sabe.


Fonte: O Essencial – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

sábado, 7 de maio de 2016

ANIMAIS E ENERGIA

Pergunta - Minha gatinha morreu e, para surpresa nossa, apareceu em casa, ontem, um filhote idêntico. Como explicar essa coincidência?
Resposta - O homem de bom senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada. (Livro dos Espíritos, p. 8). Coincidências não existem porque o acaso não existe. Assim sendo, quando algo nos acontece, por mais estranho que possa parecer, foi determinado por algo.
            Se o fato ocorreu, algo o impulsionou, então há uma causa. Se um animal idêntico ao seu surgiu ao seu lado, talvez não seja o seu antigo gatinho, que tenha retornado, mas de qualquer modo pode ser outro que você tenha que aprender a amar tanto quanto aquele que você perdeu.
                                                                                                    

Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O FILHO COM NECESSIDADES ESPECIAIS

(Chico Xavier)
“O poema “Romance na Vida” foi recebido em nossa reunião pública. O Evangelho Segundo o Espiritismo nos deu o item 8 de seu capitulo XIV e O Livro dos Espíritos a questão 372 para estudo.
“Feitos os comentários por companheiros presentes, quem se comunicou foi o poeta Alphonsus de Guimaraens, doando-nos a peça poética que passo as suas mãos. Consideramo-la adequada e comovente.
“Com surpresa, porém, na manhã seguinte a reunião, ao sair de casa, fomos procurados por uma senhora que nos trouxe o filhinho com necessidades especiais para conhecermos, solicitando o amparo do Dr. Bezerra de Menezes em seu favor.
“Essa senhora, em quase penúria, disse-nos haver estado presente na reunião publica da véspera; só não trouxera o pequeno enfermo por ter chegado já muito tarde, procedente de Ouro Preto. Deixara o doentinho em descanso numa pensão.
“Conquanto muito sofredora, prestara atenção a mensagem e viera pedir uma cópia.
“Comovi-me muito e fiquei meditando no assunto.”
* * *
NOTA – O item 8 do capitulo XIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo trata do parentesco corporal e espiritual, mostrando que os Espíritos não se ligam pelos chamados laços de sangue, mas por afinidades espirituais. O item 372 de O Livro dos Espíritos consiste na seguinte pergunta de Kardec: “Qual o objetivo da Providencia ao criar seres desgraçados como os cretinos e os idiotas?”. A resposta dos Espíritos é a seguinte:
“São os espíritos em punição que vivem em corpos de idiotas. Esses Espíritos sofrem com o constrangimento a que estão sujeitos e pela impossibilidade de manifestar-se através de órgãos não desenvolvidos ou defeituosos”.

Romance na vida
(Alphonsus de Guimaraens)
No campo, em que o luar engrinalda a escumilha,
O par freme de amor, a noite dorme e brilha.

Ele, o poeta aldeão, era humilde pastor;
Ela, a fidalga, expunha a mocidade em flor.

Ao longe da mansão, quantos beijos ao vento!…
Quantas juras de afeto a luz do firmamento!

Em certa noite, a eleita envia antigo pajem
Que entrega ao moço ansioso imprevista mensagem.

“Perdoe – a carta diz – se não lhe fui sincera
Desposarei agora o homem que me espera.

“Nunca deslustrarei o nome de meus pais.
Nosso amor foi um sonho… Um sonho. Nada mais.”

Chora o moço infeliz, sem ninguém que o conforte,
Surdo a razão, anseia arrojar-se na morte.

Corre a choca de taipa. A gesto subitâneo,
Arma-se em desespero e arrasa o próprio crânio.

Foi-se o tempo… E, no Além, o menestrel suicida
Era um louco implorando um novo corpo a vida.

Um dia, a castelã, no refúgio dourado,
Morre amargando, aflita, as lições do passado.

Pendem alvos jasmins do féretro suspenso,
Filhos clamam adeus em volutas de incenso.

Largando-se, por fim, dos enfeites de prata,
Sente-se agora a dama envilecida e ingrata.

Lembra o campo de outrora e o pobre moço aldeão,
Pede para revê-lo e rogar-lhe perdão.

Encontra-o, finalmente, em vasta enfermaria,
Demente, cego e mudo em angústia sombria.

Ela suporta em pranto a culpa que a reprova,
Quer voltar para a Terra e dar-lhe vida nova.

A eterna Lei de Amor no amor se lhe revela,
Retorna ao corpo denso em aldeia singela.

Hoje, mãe a sofrer, fina-se, pouco a pouco,
Carregando no colo um filho mudo e louco…

E enquanto o enfermo espraia o olhar triste e sem brilho,
Ela vive a rogar: “Não me deixes, meu filho!…”

O romance prossegue e os momentos se vão…
Bendita seja a dor que talha a perfeição.

Nas montanhas de Minas
(J. Herculano Pires)
Chico não sabia da presença da mãe infeliz na sessão. A mãe, entretanto, apesar de sua situação de miséria e aparente ignorância, captou no poema a sua própria historia, vivida em encarnação anterior, nos tempos medievais. E assim que a verdade oculta se revela para os que tem, como ensinava Jesus, olhos de ver e ouvidos de ouvir. Na solidão das montanhas de Minas uma tragédia europeia veio ter o seu desfecho em nossos dias. E o poeta dos amores tristes, que nasceu, viveu e morreu em Ouro Preto, incumbiu-se de revela-lo em seus versos límpidos, perfeitos, carregados da mesma melancolia que impregna toda a sua musa, usando agora a psicografia de Chico Xavier.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagens: google

quinta-feira, 5 de maio de 2016

CASAMENTO E DEVOLUÇÃO

                É sempre desafiador lidar com um conflito que gere agressividade entre os cônjuges. Conforme cada ocorrência, a cada episódio conflituoso, a encrenca exige uma abordagem de conteúdo e de contexto, visando à sua dissolução e ao aprendizado pelo casal.
                Habitualmente, se você quiser enriquecer a relação conjugal na dinâmica da convivência, observe duas regras básicas que naturalmente têm suas exceções, a depender das circunstâncias:

Primeiro contexto:
                Se o parceiro o tratar de um jeito positivo, que corresponda, simbolicamente, a uma nota 5, devolva o gesto oferecendo nota 6 ou 7, ou mais, sempre excedendo em positividade ao recebido.
                Quantas vezes a pessoa amada traz, como fertilizantes para a convivência, um elogio, um gesto de atenção, um carinho, uma palavra cortês.
                É nessas oportunidades que você assume a atitude de incremento do relacionamento, não só reconhecendo junto ao outro aquilo que você alcançou beneficamente, mas cultivando um investimento maior do que aquele recebido, por meio de um comportamento positivo, estimulando o parceiro a crescer numa escalada ascendente de qualificação da relação.

Segundo contexto:
                Se o parceiro agir de modo negativo, que corresponda, por exemplo, a uma nota -5, responda com uma atitude em sentido oposto, enfraquecendo a negatividade com uma ação +3 ou +2, ou no mínimo +1, sempre o induzindo a diminuir a sua atitude destrutiva.
                Você tem até o direito de se aborrecer com a agressividade do outro, mas não deve se nivelar a ele, tampouco responder com maior volume de energia agressiva numa atitude incendiária.
                Se o parceiro bate a porta ou danifica objetos em crise de raiva, assegure o seu controle sem entrar no mesmo nível de destrutividade.
                Se a comunicação vem com um grito colérico, retorne, no máximo, falando alto, porém jamais gritando.
                Se a pessoa irritada fala exasperadamente e alto, sustente a voz firme, todavia, um tom abaixo.
                A boa comunicação verbal se opera em tom audível. Quando nos expressamos desproporcionalmente, ferimos os tímpanos daquele que está ao nosso lado. Contudo, se estamos conectados pela interação amorosa que nasce do coração, basta que a voz seja ouvida, às vezes em um subtom, ou mesmo apenas num sussurro, ou ainda, num silêncio acompanhado de um terno olhar.
                Foi com razão que Jesus propôs devolvermos o mal com o bem, observando: “Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra”; ou seja, aquela que o outro não conhece: a do bem.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google