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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 8 de outubro de 2013

EUTANÁSIA DE ANIMAIS

O que fazer quando aparece um animalzinho doente, sofrendo em fase terminal. Pode ser feita a eutanásia ou não, segundo a visão espírita?
            Para os animais não é levada em grande consideração a lei de causa e efeito como é para os seres humanos.
            Para nós é importante que vivamos cada segundo até o derradeiro, mas para os animais essa lei não exige deles retratações e pagamento de dívidas porque eles são como crianças. Não podemos cobras de uma criaça a atitude ou responsabilidade de um adulto. Os animais vivem no mundo físico para adquirir experiências de vida que contribuam para essa evolução e como eles não possuem tais débitos elevados com aquela lei, a eutanásia, quando os animais estão passando por casos extremos de sofrimento, não havendo como se recuperar dessa dor, tendo sido tentados todos os meios conhecidos e possíveis de amenizar-lhe tal sofrimento, é um método terapêutico. Interrompemos uma vida de sofrimento para que renasçam em um novo corpo sadio e completo para retomar as suas experimentações.
            A eutanásia já está nos planos dos espíritos superiores que cuidam dos animais e que a incluem como meio de aliviar-lhes os sofrimentos.


Fonte: A Espiritualidade dos Animais – Marcel Benedeti


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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

PREOCUPAÇÃO

             
              Tudo ocorre dentro de um perfeito sincronismo tempo/espaço. Não adianta nos preocuparmos com o nosso processo de aprendizado nem com o dos outros, pois, se alguém não está conseguindo caminhar convenientemente agora, é porque lhe falta algo a fazer, ou mesmo, coisas a aprender. No universo, tudo obedece a um ritmo natural; as raízes de nossa evolução corporal/espiritual estão arraigadas nas íntimas relações com a natureza. Em nível mais profundo, somos parte dela.
                Há um tempo para tudo. Em verdade, os ritmos que nos governam são inerentes à vida. Também nós, os espíritos domiciliados ou não na Terra física, identificamos nossos ritmos internos através das sensações da dor e do prazer, a fim de avaliarmos o grau de acerto de nossos atos e decisões.
                Dia e noite, primavera e inverno, amanhecer e entardecer são fases da natureza, atuando diretamente nos ritmos de nossas ocupações e procedimentos do cotidiano.
                Em verdade, a nossa identificação com a Vida Superior se plenifica quando harmonizamos nossos ritmos internos com os ritmos externos da natureza.
                Os ritmos interiores dos indivíduos se prendem ao nível evolucional/espiritual de cada um, e toda a vida no universo está dentro de uma ordem perfeita.
                Toda vida em nós e fora de nós está em constante ritmicidade. Por que, então, desrespeitar os mecanismos de que se utilizam as leis divinas na evolução? Por que nos afligirmos e tentarmos mudar o imutável?
                Como é importante caminhar, passo a pós passo, acompanhando nosso próprio compasso existencial e percebendo a hora propícia de mudança!
                O dia de hoje nos fornecerá exatamente as oportunidades de que precisamos para compor com estrofes e versos harmônicos o poema de nossa vida, cuja métrica foi antecipadamente determinada por nós no ontem. Nossas experiências da vida não acontecem por acaso. O Planejamento Divino nada faz sem um desígnio proveitoso; tudo tem sua razão de ser. Não é preciso desespero, nem preocupação; tudo acontece como tem que acontecer.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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sábado, 5 de outubro de 2013

VOCÊ NÃO É VÍTIMA II

              
                Quantas vezes, após pedir a proteção do alto,rezar, confiar, acabamos por achar que as preces nada valem, que Deus não as ouve ou, se as ouve não nos dá atenção porque não nos atende ou responde?
                Incrédulos é o que somos! Insensatos! Deus está sempre a velar por nós, está sempre ouvindo as nossas solicitações, dando-nos respostas, porém, tais respostas nem sempre vêm na forma que desejamos, que esperamos, mas na forma de que precisamos e sempre contando com nossa sensibilidade de perceber a vida à nossa volta.
                Na verdade não sabemos pedir. Não sabemos confiar e esperar. Valorizamos demasiadamente as coisas materiais, que para a nossa ascensão espiritual nada representam, apenas significam uma experiência a mais em nosso universo material.
                Noventa por cento de nossos pedidos visam as questiúnculas de ordem material. Aprendamos a pedir mais humildade, mais tolerância, mais docilidade e seremos atendidos. Conquistando estas situações, a posse do necessário será inevitável.
                Na presença da dor imploramos ao Pai que a afaste de nós, todavia, é a dor um sinal de alerta. Um sinal amarelo que diz: “o que você está fazendo é errado”.
                A revolta que há em você diante das dificuldades da vida é uma barreira de trevas bloqueando a passagem da luz da esperança e da razão. Vigie seus pensamentos pois eles são criações que se tornarão realidades com mais ou menos tempo.
                Seja mais caridoso, compreenda mais sem exigir tanto a compreensão dos outros. Olhe para seus próprios vícios e defeitos antes de criticar o de seu semelhante, afinal, isto é prática saudável e inteligente.
                Quantas vezes nos revoltamos por algo ruim que nos acontece? Por que a revolta se ela sempre representa falta de confiança em Deus?
                Porque não confiamos plenamente Nele e as Sua justiça, porque somos demasiadamente orgulhosos e egoístas, porque desconhecemos a lei de causa e efeito, ação e reação, porque esquecemos que aqui estamos para progredir principalmente em Espírito, que em realidade é o que somos.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

VOCÊ NÃO É VÍTIMA I

               
               Uma situação que precisa ficar bem clara para realizarmos uma terapia antiqueixa, é esclarecer a ideia de que você não é vítima da vida nem das outras pessoas.
                Identificamos que a maioria das pessoas que se queixam da vida ou das situações que ela impõe, de variadas formas, agem ou trazem em seu discurso uma impressão de serem vítimas das situações vividas. Como se não merecessem as situações experimentadas e, muitas vezes, não merecem mesmo, mas precisam delas.
                Entender a sabedoria com que a vida está regulada é fundamental para assumir a responsabilidade pelos acontecimentos à nossa volta.
                Daí a grande utilidade de possuirmos o entendimento da lei natural de ação e reação, afinal, tudo que nos acontece é sempre reação ou resultado de nossas escolhas, conscientes ou movidas pelos hábitos, mas sempre a gênese do que nos acontece está depositada em nós.
                Cultivar o sentimento de vítima é ação de defesa psicológica que evidencia fraqueza de entendimento diante das leis que regem a vida em qualquer plano da existência.
                Se cremos na existência de Deus com todos Seus atributos temos, da mesma forma, que crer na certeza e solidez de Suas leis. Quando falamos que Deus está em todos os lugares, temos que entender que esta expressão apenas pode ser explicada por esta lei, ou seja, Ele está em todos os lugares vendo nossos atos representado por Suas leis, sempre justas e inabaláveis.
                Estas leis garantem que o observador não tenha que estar na presença do observado ao mesmo tempo em que faz constante a presença do Criador em nossa vida.
                Afinal, são as leis de ação e reação ou causa e efeito que garantem a estabilidade da vida em qualquer canto do universo. É assim que estranhamente no mundo pode até existir injustiça mas nunca injustiçados. Quando algo ocorre, sempre tem como BA uma situação iniciada por nós e que lhe serve de causa, seja na existência presente ou em outras experiências vividas.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

DOENÇAS FÍSICAS E MENTAIS


      A expressiva soma de atividades físicas e mentais atesta que o homem é um ser inacabado. A sua estrutura orgânica aprimorada nos milênios da evolução antropológica, ainda padece a fragilidade dos elementos que a constituem.
Vulnerável a transformações degenerativas, é tecido que reveste o psiquismo e que através dos seus neurônios cere­brais se exterioriza, afirmando-lhe a preexistência conscien­cial, independente das moléculas que constituem a aparelha­gem material.
A consciência, na sua realidade, é fator extrafísico, não produzido pelo cérebro, pois que possui os elementos que se consubstanciam na forma que lhe torna necessária à exterio­rização.
Essa energia pensante, preexistente e sobrevivente ao cor­po, evolve através das experiências reencarnacionistas, que lhe constituem processo de aquisição de conhecimentos e sentimentos, até lograr a sabedoria. Como conseqüência, faz-se herdeira de si mesma, utilizando-se dos recursos que ame­alha e deve investir para mais avançados logros, etapa a eta­pa.
A doença é um efeito de dis­túrbios profundos no campo da energia pensante ou Espírito.
As doenças orgânicas se instalam em decorrência das ne­cessidades cármicas que lhe são inerentes, convocando o ser a reflexões e reformulações morais proporcionadoras do ree­quilíbrio.
Nas patologias congênitas, o psicossoma impõe os fato­res cármicos modeladores necessários à evolução, sob impo­sitivos que impedem, pelos limites de injunções difíceis, a reincidência no fracasso moral.
Assim considerando, à medida que a Ciência se equipa e soluciona patologias graves, criando terapias preventivas e proporcionando recursos curativos de valor, surgem novas doenças, que passam a constituir-se tremendos desafios. Isto se dá, porque, à evolução tecnológica e científica da socieda­de não se apresenta, em igual correspondência, o mecanismo de conquistas morais.
Outrossim, as tensões, frustrações, vícios, ansiedades, fobias facultam as distonias psíquicas que são somatizadas aos problemas orgânicos ou estes e suas sequelas dão surgi­mento aos tormentos mentais e emocionais.
Todo equipamento para funcionar em harmonia com ajustamento, para as finalidades a que se destina, exige per­feita eficiência de todas as peças que o compõem.
Da mesma forma, a maquinaria orgânica depende dos flu­xos e refluxos da energia psíquica e esta, por sua vez, das respostas das diversas peças que aciona. Nessa interdepen­dência, a vibração mental do homem é-lhe propiciadora de equilíbrio ou distonia, conscientemente ou não.
Sabendo ca­nalizar-lhe a corrente vibratória, organiza e submete os im­plementos físicos ao seu comando, produzindo efeitos de saú­de, por largo período, não indefinidamente, face à precariedade dos elementos construídos para o uso transitório.
As doenças contemporâneas, substituindo algumas anti­gas e somando-se a outras não debeladas ainda, enquadram-se no esquema do comportamento evolutivo do ser, no seu processo de harmonização interior, de deificação.
A mente equilibrada comandará o corpo em harmonia e, nesse intercâmbio, surgirá a saúde ideal.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis


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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ONDE SE ENCONTRAM OS VALORES MORAIS DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA?

          
               Os países lutam para ter ou manter o controle de matérias primas, fontes de energia, terras, bacias fluviais, passagens marítimas e outros recursos ambientais básicos. Nessa luta, surgem conflitos que tendem a aumentar à medida que os recursos escasseiam e aumenta a competição por eles. Estamos na iminência de desastres ecológicos de conseqüências imprevisíveis, em face da rota de colisão do homem com a natureza. Nos EUA, os furacões vão estremecendo as estruturas da sociedade americana; no Japão, tsunamis e terremotos desencadearam o pavor no povo nipônico; no Chile, o vulcão cuspiu sua força incandescente; no Rio de Janeiro e no Nordeste brasileiro, as tempestades destruíram milhares de vidas e bens.
                Na época de Kardec existia cerca de 1,5 bilhão de habitantes na Terra e estima-se que atingiremos, pelo menos, 11 bilhões daqui a poucas dezenas de anos. Daqui a três anos haverá cerca de 600 milhões de bocas a mais para se alimentar. A fome já castiga mais de 1 bilhão de pessoas. Para os espíritos, a Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades, é que ele a emprega no supérfluo o que poderia ser empregado no necessário. A questão é que, em uma sociedade consumista, poucos se contentam com o necessário, por isso não há distinção entre consumismo e materialismo. Na questão 799 de O Livro dos Espíritos, Kardec indaga: de que maneira pode o espiritismo contribuir para o progresso? A resposta é categórica: destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade.
                Neste mundo contraditório, temos o cinismo de divulgar a paz produzindo as ogivas de guerra; ansiamos resolver os enigmas sociais intensificando a edificação das penitenciárias, bordeis e motéis. Cerca de 100 milhões de pessoas passaram à condição de pobreza extrema devido à recessão mundial resultante da crise financeira internacional de 2009. A cada cinco segundos morre uma criança na Terra em conseqüência da desnutrição. Segundo dados do UNICEF, 55% das mortes de crianças no mundo estão associadas à falta de comia. A Organização Mundial da Saúde estima existirem 100 milhões de crianças vivendo nas ruas do mundo subdesenvolvido ou em desenvolvimento, das quais mais de 10 milhões vivem no Brasil.
                Onze anos se passaram neste novo milênio, porém o resultado da larga arena de lutas fratricidas do século XX ainda ecoa nos vagidos de cada criança que renasce. As atuais teorias sociais permanecem em sua trajetória equivocada, tangendo não raro a linha tenebrosa do extremismo. É urgente que novas propostas teóricas interpretem a paz social em termos de valores mais transcendentes. Tais teses comprovarão a assertiva dos espíritos e do evangelho de que os bens materiais não trazem felicidade.
                Tempos de combates sinistros, desde os primeiros anos do século XX, a guerra se instalou com caráter permanente em quase todas as regiões do planeta. Todos os pactos de segurança da paz oriundos das convenções internacionais após a I Guerra Mundial, não foram senão fenômenos da própria guerra, que culminaram com o apogeu da II Guerra Mundial. A Europa e o Oriente constituem ainda hoje um campo vasto de agressão e terrorismo. Por isso, a América   recebeu o cetro da civilização e da cultura, na orientação dos povos porvindouros. Nos campos exuberantes do continente americano estão plantadas as sementes de luz da árvore maravilhosa da civilização do futuro, segundo Emmanuel.
                Onde se encontram os valores morais da sociedade contemporânea? Muitas religiões estão amordaçadas pelas injunções de ordem econômica e política. Somente a Doutrina dos Espíritos tem efetuado o esforço hercúleo de sustentar acesa a luz da crença nas plagas iluminadas da razão, da cultura e do direito. Embora, seja o esforço do espiritismo quase superior às suas próprias forças, mas o mundo não está à disposição dos ditadores terrestres. Jesus é o seu único diretor no plano das realidades imortais.
                Os benfeitores,que guiam os destinos da humanidade, se movimentam a favor do restabelecimento da verdade e da paz, a caminho de uma nova era. Emmanuel faz menção sobre uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do sistema solar e que planejam reunirem-se, novamente, pela terceira vez, na atmosfera terrestre, deliberando novamente sobre os destinos da Terra. Que resultará dessa reunião dos espíritos superiores? Deus o sabe. Nas grandes transições do século que passa, aguardemos o seu amor e a sua misericórdia.
                Não desconsideramos, nessas reflexões, a rejeição que padecem os excluídos da sociedade, porquanto a ganância pelo dinheiro atinge patamares surrealistas. estarrece-nos a avidez dos adolescentes pelo sexo, quase sempre remetidos aos pântanos da indigência moral. Hoje em dia, as pessoas vacilam em sair às ruas, defronte dos assaltos e sequestros relâmpagos que têm ocorrido a todo o momento. São ocasiões de muita inquietude e de grande volubilidade emocional.               
                Ainda sofremos os ressaibos amargosos dos contrastes de uma suprema tecnologia no campo da informática, das telecomunicações, da genética, das viagens espaciais, dos supersônicos, dos raios laser, do mesmo modo em que ainda temos que coexistir com a febre amarela, a tuberculose, a AIDS, e com todos os tipos de droga.
                Nesse cenário fatídico, a mensagem do Cristo é um elixir poderoso, o mais confiável para a redenção social, que haverá de entranhar em todas as consciências humanas, como um dia penetrou no altruísmo de Vicente de Paulo, na solidariedade de irmã Dulce, na amabilidade de Francisco de Assis, na suprema ternura de Teresa de Calcutá, na humildade de Chico Xavier.
                Aprendamos a dilatar a misericórdia sem pieguismos, desenvolver generosidade que começa no procedimento de dar coisas, para culminar o dom de doarmo-nos , decididamente, ao próximo. Fazer algo de bom, e que ninguém saiba, especialmente por um desafeto qualquer. Nesse desempenho, podermos enunciar o sereno brado como o fez o Convertido de Damasco: já não sou quem vive, mas o Cristo é quem vive em mim.
                Para Emmanuel, as revelações do além-túmulo descerão às almas, como orvalho imaterial, preludiando a paz e a luz de uma nova era. Numerosas transformações são aguardadas e o espiritismo esclarecerá os corações, renovando a personalidade espiritual das criaturas para o futuro que se aproxima. Então, perguntar-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes.

Jorge Hessen


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2011              


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terça-feira, 1 de outubro de 2013

FELICIDADE EM SI MESMA

    
      Considerando a felicidade como sendo a harmo­nia entre o ego e o self, o descobrimento dos valores profundos do ser e a consciência da sua legitimidade que induz a conquistá-los, eleger os métodos da ple­nificação interior torna-se o próximo passo nessa bus­ca desafiadora.
Quem coloque a felicidade como sendo a conquis­ta de títulos e triunfos mundanos, destaque social e poder, desfrutar de privilégios e dinheiro, não saiu da periferia imediatista dos prazeres sensuais, que res­pondem pela competitividade e pelo desequilíbrio da emoção.
Jesus definiu com segurança o conceito pleno de felicidade, no conteúdo do pensamento meu reino não é deste mundo, tendo em vista a impermanência da vida física, a transitoriedade do ser existencial, ter­restre, em constante transformação, no seu contínuo vir-a-ser.
A criatura não é o que se apresenta, nem como se encontra. Esse estado impermanente é trânsito para o que se será. Em prazer ou em sofrimento, não se é isso, mas se está isso, conscientizando-se do conti­nuum no qual se encontra mergulhado.
O empenho para a busca da felicidade conduz à eleição de objetivos fora do mundo físico.
Todavia, não é necessário alienar-se do mundo, odiá-lo, para con­seguir por meio de transferências e fugas psicológi­cas. A meta além do mundo se estabelece como prio­ritária, porque, na vida terrestre, o que se constitui essencial numa faixa etária, noutra se transforma em pesada carga, responsável por arrependimentos e angústias insuportáveis. De acordo com as mudanças e realizações culturais, alteram-se os objetivos da bus­ca, superando-se uns anseios e surgindo outros.
Por isso, os valores sensuais tendem a produzir vazio, e as conquistas existencialistas perdem os seus conteú­dos, logo são alcançadas, transformando-se em tédio.
Parte da Unidade Universal e individual nela, o ser humano pode desfrutar dos fenômenos existenci­ais, sem abandono da meta transpessoal, como de­graus vencidos na ascensão que levará ao patamar da felicidade. Quando se adquire a consciência da unidade e da valorização de si mesmo, sem a presun­ção narcisista do excesso de auto-importância, avan­ça-se na busca, desenvolve-se interiormente, acende-se a luz da determinação de fazer-se feliz em quais­quer circunstâncias, em todos os momentos, prazen­teiros ou não. Embora a felicidade não dependa do prazer, o prazer bem estruturado é-lhe caminho. A sua ausência, no entanto, em nada a afeta, por estar acima das sensações e emoções imediatas.


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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