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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

JESUS E HUMANIDADE I

Jesus-Homem é a lição de vida que haurimos no Evangelho como convite ao homem que se deve deificar.
Não havendo criado qualquer doutrina ou sistema, Jesus tornou a Sua vida o modelo para que o homem se pudesse humanizar, adquirindo a expressão superior.
No Seu tempo, e ainda agora, o homem tem sido símbolo de violência, prepotência e presunção, dominador exterior, estorcegando-se, porém, na sua fragilidade, nos seus conflitos e perecibilidade.
Após os Seus exemplos surgiu um diferente homem: humilde, simples, submisso e forte na sua perenidade espiritual.
Enquanto os grandes pensadores de todos os tempos estabeleceram métodos e sistemas de doutrinas, Ele sustentou, no amor, os pilotis da ética humanizadora para a felicidade.
Não se utilizou de sofismas, nem de silogismos, jamais aplicando comportamentos excêntricos ou fórmulas complexas que exigissem altos níveis de inteligência ou de astúcia. Tudo aquilo a que se referiu é conhecido, embora as roupagens novas que o revestem.
Utilizou-se de um insignificante grão de mostarda, para lecionar sobre a fé; recorreu a redes de pesca e a peixes, para deixar imperecíveis exemplos de trabalho; a semente caindo em diferentes tipos de solos, para demonstrar a diversidade de sentimentos humanos ante o pólen de luz da Sua palavra.
O “sermão da montanha” inverteu o convencional e aceito sem discussão, exaltando a vítima inocente ao invés do triunfador arbitrário; o esfaimado de justiça, de amor e de verdade, em desconsideração pelo farto e ocioso, dilapidador dos dons da vida.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS


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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O DEVIR PSICOLÓGICO II


A moderna visão psicológica, embora respeitando as in­junções do passado atual, busca desenvolver as possibilida­des latentes do homem, o seu vir-a-ser, centralizando a sua interpretação nos seus recursos inexplorados. Há, nele, todo um universo a conquistar e ampliar, liberando as inibições e conflitos, diante dos novos desafios que acenam com a auto-realização e o amadurecimento íntimo.
De etapa a etapa, ele avança conquistando as terras no­vas da vida e da experiência, que se sobrepõem aos alicerces fragmentários da infância, substituindo-os vagarosamente.
O devir psicológico é mais importante do que o seu pas­sado nebuloso, que o sol da razão consciente se encarregara de clarear, sem ilhas de sombra doentia na personalidade.
Extraordinariamente, em alguns casos de psicoses e neu­roses, de dificuldades no inter-relacionamento pessoal, de inibições sexuais e frustrações, pode-se recorrer a uma via­gem consciente ao passado, a fim de encontrar-se a matriz cármica e aplicar-lhe a terapia especializada, capaz de cons­cientizar o paciente e ajudá-lo na superação do fator pertur­bante. Mesmo assim, a experiência terapêutica exige os re­cursos técnicos e as pessoas especializadas para o tentame, evitando-se apressadas conclusões falsas e o mergulho em climas obsessivos que impõem mais cuidadosa análise e tra­tamento adequado.
A questão, pela sua gravidade, exige siso e cuidados es­peciais.
A nova psicologia profunda pretende desvendar as incóg­nitas das várias patologias que afetam o comportamento psi­cológico do homem, utilizando-se de uma nova linguagem e desenvolvendo os recursos da sua evolução ainda não exco­gitados.
Por enquanto, o indivíduo não se conhece, apresentando-se como se fora uma máquina com as suas complicadas fun­ções, que busca automatizar.
É indispensável, assim, que tome consciência de si. o que lhe independe da inteligência, da atividade de natureza men­tal.
A consciência expressa-se em uma atitude perante a vida, um desvendar de si mesmo, de quem se é, de onde se encon­tra, analisando, depois, o que se sabe e quanto se ignora, equi­pando-se de lucidez que não permite mecanismos de evasão da realidade. Não finge que sabe, quando ignora; tampouco aparenta desconhecer, se sabe. Trata-se, portanto, de uma to­mada de conhecimento lógico.
Esses momentos de consciência impõem exercício, até que sejam aceitos como natural manifestação de comporta­mento. Para tanto, devem ser considerados os diversos crité­rios de duração, de freqüência e de largueza, como de discer­nimento.
No painel existencial, no qual nada é fixo e tudo muda, torna-se inadiável a busca da consciência atual sem as fixa­ções do passado, de modo a multiplicar os estímulos para o futuro que chegará.
Destaca-se aí, a necessidade do equilíbrio a dificuldade inicial cede então lugar à realização plena.
O homem amargurado, que se faz vítima dos conflitos, deve aprender a resolver os desafios do momento, despreo­cupando-se das ocorrências traumáticas e gerando novas opor­tunidades. As suas propostas para amanhã começam agora, não aguardando que o tempo chegue, porque é ele quem pas­sará pelas horas e chegará àquela dimensão a que denomina futuro.
A estrutura psicológica social exerce uma função compressiva no comportamento do homem, que se deve libertar mediante o amadurecimento pessoal, que elimi­na o medo, a ira, a ambição, característicos das heranças atá­vicas, e se programa dentro das próprias possibilidades inex­ploradas.
A consciência do vir-a-ser proporciona uma mente aber­ta, com capacidade para considerar com clareza e saúde to­dos os fatos da existência, comportando-se de maneira tran­qüila, com possibilidades de conquistar o infinito.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: suhzinhaaa.blogspot.com


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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O DEVIR PSICOLÓGICO I


Por largo tempo houve uma preocupação, na área psico­lógica, para encontrar-se as raízes dos problemas do homem, o seu passado próximo — vida pré-natal, infância e juventude  a fim de os equacionar.
A grande e contínua busca produzia, não raro, um deses­perado anseio para a compreensão dos fenômenos castrado­res e restritivos da existência, no dealbar dela mesma.
Interpretações apressadas, comumente, tentavam liberar os pacientes dos seus conflitos, atirando as responsabilida­des da sua gênese aos pais desequipados, uns superproteto­res, outros agressivos, que, na sua ignorância afetiva, desen­cadeavam os complexos variados e tormentosos.
Tratava-se de uma forma simplista de desviar o problema de uma para outra área, sem a real superação ou equação do mesmo.
Os pacientes, esclarecidos indevidamente, adquiriam res­sentimentos contra os responsáveis aparentes pelas suas afli­ções, transferindo-se de postura patológica. Em reação, na busca do que passavam a considerar como liberdade, inde­pendência daqueles agentes castradores, inibidores, faziam-se bulhentos, assumindo atitudes desafiadoras, na suposição de que esta seria uma forma de afirmação da personalidade, de auto-realização. E o ressentimento inicial contra os pais, os familiares e educadores crescia, transferindo-se, automa­ticamente, para a sociedade como um todo.
A conscientização dos fenômenos neuróticos não deve engendrar vítimas novas, contra as quais sejam atiradas todas as responsabilidades. Isto impede o amadurecimento psico­lógico do paciente, que assume uma posição injusta de de­serdado da sociedade, aí se refugiando para justificar todos os seus insucessos.
Sem dúvida, desde o momento da vida extra-uterina, há um grande choque na formação psicológica do bebê, ao qual se adicionam outros inumeráveis, decorrentes da educação deficiente no lar e no grupamento social.
O mundo, com as suas complexidades estabelecidas e para ele impenetráveis, apresenta-se agressivo e odiento, exigin­do-lhe alto suprimento de habilidades para escapar-lhe ao que considera suas ciladas.
Nessas circunstâncias adversas para a formação psicoló­gica do homem, devemos convir que as suas causas prece­dem a existências anteriores, que formaram as estruturas da individualidade ora reencarnada, responsáveis pelas resistên­cias ou fragilidades dos componentes emocionais. No mes­mo clã e sob as mesmas condições, as pessoas as enfrentam de forma diversa, desvelando, nas suas reações, a constitui­ção de cada uma, que antecede ao fenômeno da concepção fetal.

(continua)

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna De Ângelis
imagem: mamaes.net


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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

SOB O COMANDO DE DEUS

           
           O ministério de Jesus foi todo assinalado pelos desafios e dificuldades que ele soube contornar. Estabelecendo as suas metas de misericórdia e de compaixão para com todos aqueles que se transformaram em pedra de tropeço, assim como para a época de atraso moral em que se encontrava a sociedade.
            Sendo o Excelente Filho de Deus, em momento algum se permitiu viver de maneira especial, sem passar pelos testes da existência terrestre, sempre ricos de traições, crueldade e perseguição.
            Por isso mesmo, fez-se-nos o exemplo maior de abnegação e de amor, por haver-se dedicado a legar a todos, nos seus e nos dias do futuro, o mapa da felicidade que é alcançada na viagem conduzida pela bússola do dever retamente cumprido.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

QUEIXA INFANTIL II

           
               Quem vence o impulso da queixa domina a si mesmo e passa a ter uma maior capacidade de êxito em todos os projetos e objetivos abraçados.
                Existe uma cultura que aponta a uma natural rebeldia no período conhecido como adolescência. Contudo, mesmo levando em conta situações e modificações físicas e comportamentais, esta fase já reflete o trabalho dos educadores em podar os vícios da lamentação no período da infância.
                Quem consegue esta compreensão coloca-se mais preparado para entender os mecanismos da vida, eliminado o sentimento de vítima, amadurecendo mais rápido.
                O espiritismo, ao esclarecer os pais sobre os mecanismos da infância e sobre a necessidade do encaminhamento das almas e eles confiadas para o aprimoramento moral, descerra-lhes as portas do dever cumprido preparando-os para tão importante responsabilidade: a de resgatar o lar em sua missão mais sagrada de sedimentar nos corações os valores cristãos e colaborar com os espíritos que abraçaram o bem, no retorno das almas à Terra para cumprimento de seus destinos evolutivos.
                Aproveitemos a infância como o agricultor a cuidar de sua lavoura, preocupando-nos em preparar a terra dos corações, plantando as sementes benditas do evangelho, arrancando as ervas daninhas dos vícios e da liberdade excessiva, promovendo a irrigação dos serviços no bem e vendo-a crescer sob o sol da consciência desperta.
                A terapia antiqueixa nas crianças, diferente do que ocorre nos adultos, está nas mãos dos responsáveis por ela. No adulto, cabe a ele estabelecer esta terapia enquanto que, na criança, esta ação cabe aos pais. Poderíamos até a conceber a idéia de que a criança queixosa evidencia uma paternidade distraída da responsabilidade e da educação. Chamar a atenção de nossos filhos para as diferentes realidades e diferenças sociais é benefício absoluto ao seu desenvolvimento.
                Quantos pais ao infelizes com seus filhos porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles. (Evangelho Segundo o Espiritismo – Causas Atuais das Aflições) o homem é o obreiro da sua própria infelicidade e, muitas vezes, a causa desta não reside em vidas anteriores, mas nesta.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: educacao.uol.com


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domingo, 2 de fevereiro de 2014

QUEIXA INFANTIL I

             
               Nos lares onde existe a reclamação constante, as crianças aprendem a reclamar e logo passam a ter uma visão torpe e deletéria, comprometendo significativamente seu futuro.
                Desde cedo, observam os pais a se queixarem do companheiro, do trabalho, da vida, enfim, e o resultado é fácil de prever.
                É de suma importância que os pais fiquem atentos aos comportamentos de seus filhos e, ao identificarem neles a reclamação, devem corrigir claramente, afinal, eles estão apenas no início de uma jornada terrena e, desta forma, não tem parâmetros para discernir entre o que é certo ou não.
                Quando a reclamação é instalada na criança em tenra idade, ela corre um risco muitas vezes maior de encontrar resistência para ser eliminada na vida adulta pois, com o passar dos anos, as raízes tornam-se profundas.
                A responsabilidade de pais e educadores das crianças é gritante para que elas aprendam, desde cedo, que a vida sempre vai desafiar o homem e reclamar aponta para uma falência destituída de razão.
                Ensinar a criança a ver as adversidades da vida com naturalidade é contribuição singular para seu êxito como cidadão, afinal, temos que definitivamente entender que situações difíceis são necessárias pelo nosso estado de educação e cultura.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: curitibapsicologa.wordpress.com


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sábado, 1 de fevereiro de 2014

EGOÍSMO

           
                A avareza não deve ser entendida apenas como um defeito ou uma falha humana a ser corrigida de modo compulsório, mas precisa, naturalmente, ser compreendida em sua origem mais profunda.
                A falta de generosidade e a insensibilidade em relação às necessidades dos outros têm raízes numa defesa psicológica que desencadeia nos indivíduos uma ruptura na conexão entre o seu conteúdo emocional e o seu conteúdo intelectual.
                A criatura sovina isola-se em si mesma. Nada tem importância para ela, a não ser a contenção doentia e generalizada em relação à sua própria vida interior, e não só em relação aos outros, como se pensa habitualmente. A mesquinhez pode manifestar-se ou não com a acumulação de posses materiais, como também pode aparecer como um refreamento de sentimentos ou um autodistanciamento do mundo. Como a matriz interior se fundamenta numa necessidade reprimida de pessoa que não consegue se relacionar com outras, nem mesmo delas se aproximar para permuta de experiências e afetividade, ela se sente solitária e, assim, compensa-se, acumulando bens. Constrói torres e muralhas imensas para se proteger do empobrecimento que ela mesma vivencia, inconscientemente há muito tempo – a escassez e a inibição da aproximação social e afetiva.
                Cria toda uma atmosfera de autonomia por possuir valiosos objetos exteriores destinados a suprir a sensação de vulnerabilidade que sente ao lidar com as pessoas.
                Na atualidade, tenta-se resgatar essa sensação do vácuo interior, existente na intimidade da alma humana, com uma reivindicação do desejo, cada vez maior, de possuir bens materiais. O grande fluxo de indivíduos que buscam os consultórios de psiquiatria e as clínicas das mais diversas especialidades médicas se deve a esse clima de insatisfação e de vazio existencial, que nada mais é que a colheita dos frutos do egoísmo – incapacidade de se relacionar, repressão dos sentimentos de amor e de fraternidade e a inconsciência de uma vida interna e eterna.
                A indiferença e a frieza emocional, a apatia e o apego patológico, bem como o distanciamento das privações dos outros, são características marcantes das criaturas que alimentam uma paixão egoística pelos bens materiais. São conhecidas como sovinas, mesquinhas ou usurárias.
                O trabalho interior sempre melhora a qualidade de nossa vida, pois passamos a conhecer a nós mesmos e o universo como um todo, visto que somos levados também por um propósito precípuo cuja função é a de aprender a amar incondicionalmente.
                Procuremos então viver, não como proprietários definitivos de nossas posses, as apenas como usufrutuários delas.
                A técnica para aprendermos a amar, usando de generosidade e desprendimento, é empregarmos nossos sentimentos e emoções com equanimidade, o que quer dizer, dar-lhes igual importância ou utilizá-los com imparcialidade.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: deusmensagem.blogspot.com


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